segunda-feira, 7 de março de 2011

Você sabe quando uma mulher é grande ou pequena?


mulheres de todos os gêneros: histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais.
Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta.
Mulheres de tudo quanto é jeito.
Mas, se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo.

Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher!
Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também.
Mas, com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.

Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando para o escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apoia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.

Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.

Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.

Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.

Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.

Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.

Se por trás de todo grande homem, existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem, talvez exista uma mulherzinha de nada.

No Dia da Mulher, confira 10 "probleminhas" femininos

A famosa TPM traz inconvenientes a até 30% das mulheres, como dor de cabeça, vontade de comer açúcar e inchaço. Foto: Getty Images

A famosa TPM traz inconvenientes a até 30% das mulheres, como dor de cabeça, vontade de comer açúcar e inchaço
Foto: Getty Images

Patricia Zwipp

"Mulher é bicho esquisito. Todo mês sangra". Esse trecho da música Cor de Rosa Choque, interpretada por Rita Lee, deixa claro que o sexo feminino é cheio de particularidades. Além da menstruação, sofre com a TPM (sigla de tensão pré-menstrual), passa pela menopausa e ainda pode adquirir doenças como endometriose e síndrome dos ovários policísticos.

No Dia Internacional da Mulher (8 de março), confira curiosidades e explicações sobre 10 itens relacionados à sua saúde. Você sabia, por exemplo, que só a TPM tem mais 170 sintomas? E que cólica menstrual tem o complicado, e não menos dolorido, nome de disminorreia? Os dados são do ginecologista Eliano Pellini, chefe do setor de saúde e medicina sexual da Faculdade de Medicina do ABC, e do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

1 - TPM
Ela é um verdadeiro pesadelo na vida de muitos homens, que têm de lidar mensalmente com a instabilidade emocional de suas parceiras. A famosa TPM, hoje classificada como síndrome pré-menstrual, também traz inconvenientes a até 30% das mulheres, como dor de cabeça, vontade de comer açúcar e inchaço. Existem mais de 170 sintomas físicos e emocionais.

O incômodo surge por volta de 12 a 10 dias antes da menstruação e a ideia de que é causado apenas pela flutuação hormonal mudou. "É uma reação inadequada ao estresse. A perda da capacidade de algumas pacientes de captação de serotonina, um mediador cerebral, favorece o fenômeno, porque o corpo entende que a variação de líquidos e de hormônios femininos, por exemplo, são fatores estressantes e reage a eles", disse o ginecologista.

As que sofrem com o problema são divididas em quatro grupos, de acordo com os sintomas: A (ansiedade, agitação, agressividade), C (cefaleia, aumento de apetite, desejo por doces), D (em estado depressivo, como desinteresse, desânimo) e H (retenção de líquido, ganho de peso).

Cada um deles tem um tipo de tratamento específico. De maneira geral, atividades físicas, dieta balanceada e bloqueio da menstruação (por meio de anticoncepcionais contínuos) são algumas das possibilidades.

Vale dizer que alimentos específicos podem colaborar com a situação ou prejudicá-la. Por exemplo, o café é bom para as com sinais depressivos, mas ruim para as ansiosas. Muito açúcar para depressivas pode levar à síndrome do pânico. Leite e queijo são um alívio para as com deficiência de magnésio e cálcio.

2 - Corrimento vaginal
Os corrimentos vaginais podem ser causados por bactérias, fungos e protozoários. Apresentam odor desagradável, causam coceira e têm coloração variada (amarela, cinza, esverdeada). O que os favorece são uso de antibiótico, ingestão excessiva de chocolate, atividade sexual muito intensa com parceiro ejaculando sempre dentro da vagina, lubrificar a vagina com saliva durante o sexo, biquíni molhado, contato com areia. O tratamento é medicamentoso, prescrito pelo médico.

O ginecologista Pellini acrescentou que algumas pacientes podem ter produção excessiva de líquido pela vagina por conta de abafar a região genital, o que causa irritação. Portanto, permita a ventilação usando saias e calcinhas de algodão. Não aposte em depilações excessivas, porque podem diminuir as defesas.

3 - Síndrome dos ovários policísticos
A síndrome dos ovários policísticos é um problema metabólico. Cerca de 50% das mulheres vão apresentá-la, segundo o ginecologista.

A doença pode ter duas origens. Na primeira, a pessoa nasce com dificuldade de ovulação, o que diminui os hormônios femininos e aumenta os masculinos. Assim, surgem os sintomas típicos: crescimento de pelos, queda de cabelo, falhas menstruais, dificuldade para engravidar e aumento de peso. "Engordar torna as mulheres candidatas ao aumento da taxa de açúcar do sangue e, portanto, ao diabetes".

A segunda possibilidade de adquirir a síndrome é quando se desentende com a balança ao longo do tempo, fica diabética por conta disso e, então, surge o problema. Engana-se quem pensa que a presença de cistos nos ovários é obrigatória. Algumas têm todos os indícios da enfermidade, mas apresentam os órgãos normais. "O cisto não é a causa, mas a consequência de não ovular".

O tratamento gira em torno de anticoncepcionais para proteger o cabelo e a pele, que fica oleosa e com acne, exercícios físicos, dieta balanceada, perda de peso, remédios antidiabéticos. Para engravidar, talvez seja necessário estimulante de evolução.

4 - Endometriose
A endometriose ocorre quando o endométrio (pele que reveste o útero e descama na menstruação) vai para outras partes do organismo e adere aos órgãos vizinhos, causando dor. Cerca de metade das mulheres que não conseguem engravidar têm o problema.

Segundo o ginecologista, pessoas com cólicas fortes e grande quantidade de fluxo menstrual são candidatas a desenvolver a doença no futuro. "Hoje, a mulher engravida tarde e menos, menstruando mais. Quanto mais menstrua, libera mais substâncias inflamatórias que predispõem à endometriose".

O tratamento é bloquear a menstruação, por meio de pílula anticoncepcional contínua, injeções ou outras alternativas. Cirurgias são necessárias em alguns casos. Para engravidar, muitas precisam investir em fertilização in vitro.

5 - Mioma
Mioma é um tumor benigno do tecido muscular que forma o útero. Se você tem um e está preocupada com a possibilidade de se tornar um câncer, fique calma! Essa chance não existe.

O incômodo pode ocorrer do lado externo ou interno do órgão, sendo a segunda opção causadora de sangramentos e cólicas. "O grande problema é o crescimento deles, porque modificam muito o desenho do útero, o que pode fazer com que a mulher não consiga engravidar", afrimou Pellini.

O tratamento depende do caso. Vai de controle menstrual por meio de pílulas anticoncepcionais à cirurgia. Vale lembrar que diabetes e pressão alta também são associados à enfermidade.

6 - Menstruação
A menarca (primeira menstruação) tende a ocorrer entre 11 e 12 anos e marca o início da vida fértil feminina. Se for precoce, antes dos 10, além do desenvolvimento do corpo mais adiantado, as meninas tendem a crescer menos e a ter a menopausa antes do ideal, envelhecendo mais cedo.

O médico Pellini afirmou que o corpo da mulher foi preparado para menstruar menos e engravidar mais. "Como a maioria das mulheres modernas demoram mais para engravidar e têm menos filhos, menstruam mais e abrem espaço maior para mioma, cólica, síndrome pré-menstrual. Nessa situação, vale a pena usar pílula anticoncepcional por longo tempo para proteger os ovários".

7 - Menopausa
Em média, as mulheres param de menstruar aos 50 anos. Quando a menopausa ocorre precocemente, antes dos 45, a falta de hormônios femininos leva ao envelhecimento mais rápido. Se for tardia, depois dos 55, pode aumentar as chances de câncer de mama e de útero, devido ao maior tempo de exposição aos hormônios.

Os incômodos comuns do fim do período fértil são os famosos calorões, perda de massa óssea, ressecamento vaginal, queda de cabelo, variação de humor. Segundo o ginecologista Pellini, a reposição hormonal pode, sim, ser uma grande aliada de quem tem muitas queixas nesse período. "Se começa o tratamento no momento em que a menopausa começa, só traz benefícios. Caso a mulher procure por ele anos depois do fim da menstruação, traz riscos, o mais comum é o de câncer mamário".

8 - Cólica menstrual
A cólica menstrual, que também atende pelo complicado nome dismenorreia, é um incômodo e tanto na vida de muitas mulheres. Em alguns casos, pode ser tão forte que chega a atrapalhar até o andamento das tarefas normais do dia a dia.

O problema é classificado em primário e secundário. No primeiro, não há lesões nos órgãos pélvicos e o "martírio" começa a se manifestar nas primeiras menstruações. "O endométrio descama e libera uma série de substâncias que promovem inflamação e a dor", acrescentou Pellini. Anti-inflamatórios podem ajudar e o tratamento consiste no uso de anticoncepcionais.

A dismenorreia secundária pode surgir por uma lista de fatores e os mais frequentes são endometriose, miomas, cicatrizes no útero. O tratamento varia de acordo com o problema que leva à dor.

9 - Câncer de mama
O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres (é raro em homens), segundo o Inca. Quando diagnosticado precocemente, há até 95% de chance de cura. Por isso, é importante que quem tem de 50 a 69 anos faça mamografia regularmente.

Na maioria dos casos, não há uma causa específica. Há alguns fatores que estão associados ao aumento do risco de desenvolver a doença. A própria idade é um deles, pois a chance aumenta na medida em que se envelhece, o que não significa que mulheres mais jovens estejam isentas da doença.

Menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade (não ter filhos), primeiro filho em idade avançada, não amamentação e uso de terapia de reposição hormonal são outros motivos. Consumo excessivo de álcool, obesidade na pós-menopausa e sedentarismo também. Hereditariedade é responsável por menos de 10% dos cânceres de mama. A probabilidade é maior quando os parentes acometidos são de primeiro grau (pai, mãe, irmãos, filhos).

O sintoma mais habitual é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor. Outros sinais menos frequentes são edemas semelhantes à casca de laranja, irritação ou irregularidades na pele, dor, inversão ou descamação no mamilo e descarga papilar (saída de secreção pelo mamilo). Podem também surgir nódulos palpáveis na axila. Habitualmente, o tratamento pede cirurgia e é complementado pela radioterapia e quimioterapia/hormonioterapia.

10 - Câncer do colo do útero
O câncer do colo do útero é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, segundo o Inca.

As alterações das células que podem desencadeá-lo são descobertas facilmente no exame preventivo (Papanicolaou). O diagnóstico precoce e tratamento adequado levam a praticamente 100% de chance de cura.

A principal alteração que abre espaço para essa doença é a infecção pelo papilomavírus humano, o HPV, transmitido em relações sexuais. Portanto, a prevenção consiste no uso de camisinha.

Patricia Zwipp


Receita nutritiva, leve e "picante" é boa pedida para o Carnaval

"Substancioso e leve", assim o cozinheiro Pasquale Nigro, 65, define o prato "Pene Pérola Negra al Diavolo", que ele indica para os foliões que querem se jogar nas noites de Carnaval. Pasquale (que é também sambista, veja abaixo), recebeu o UOL Gastronomia na cozinha de seu restaurante, em São Paulo, e ensinou a fazer o prato, passo a passo.


"É perfeito para quem vai precisar de energia. Ele tem o carboidrato da massa e a proteína da panceta", explicou. "E, ainda por cima, tem um ingrediente extra, que é a pimenta calabresa, que funciona como um Viagra natural", brinca.

Segundo Pasquale, o "Pérola Negra" é o prato mais vendido hoje em seu restaurante, e ele tem dois ingredientes fundamentais: "tem que ser feito com queijo pecorino romano e com panceta, não com bacon", aconselha. Então, atenção para a dica.

"O pecorino romano é um queijo curado feito com leite de ovelha, que tem um sabor mais intenso do que o do parmesão, que é de leite de vaca. E a panceta é parecida com o bacon, mas em vez de defumada, ela é temperada com pimenta do reino e deixada para curtir, enrolada, como um embutido", explica.

Mas quem não tem pecorino e panceta pode fazer com parmesão e bacon? "Pode. Mas depois não me venha reclamar que não ficou tão bom", ri.

História no samba
Além de cozinheiro, Pasquale é também amante do Carnaval e sambista inveterado. Em 1973, participou da fundação da escola de samba Pérola Negra, e é hoje presidente da Velha Guarda da agremiação.

Dono do restaurante Pasquale, desde o final de 2001, ele é uma das figuras mais ativas do carnaval paulistano. Organiza alas da escola, participa dos ensaios e promove o "esquenta" para a ida ao sambódromo, no dia do desfile, em sua cantina.

"Hoje em dia, não concorro mais com sambas de enredo, mas já fui autor de cinco que a Pérola Negra desfilou, e compus também o hino da escola", conta orgulhoso o sambista nascido na Itália, na cidade de Minervino Murge, região de Puglia, bem no calcanhar da bota.

A família de Pasquale tem uma história de idas e vindas ao Brasil. "Meu avô era um engenheiro italiano e morou em São Paulo com a família, no começo do século 20. Meu pai nasceu aqui, nos Campos Elíseos. Mas, em 1907, eles voltaram para a Itália". Logo após a Segunda Guerra, no entanto, o pai de Pasquale, que também era engenheiro, resolveu vir tentar a vida no Brasil com a mulher, e voltou para cá. Pasquale tinha então 6 anos.

No Brasil, o amor pelo Carnaval pegou também o irmão de Pasquale, Mario, com quem, em 1979, ele participou da fundação de outra escola, a Mocidade São Miguel, no Guarujá.

Este ano, a escola, que já foi campeã nove vezes do carnaval guarujaense, apresentará um enredo inspirado na gastronomia. Pasquale avisa que fará jornada dupla, no Sambódromo paulistano, com o Pérola Negra, e na passarela do samba da cidade litorânea, com o São Miguel. "Como fala de comida, vou ter que dar um jeito de ir pra lá também, né?", avisa o folião. E haja animação.

Fundador da Pérola Negra ensina receita para enfrentar a avenida no Carnaval

Ingredientes
  • 40 grama(s) Panceta cortada em cubos
  • 2 dente(s) Alho picado
  • 2 colher(es) de chá Pimenta calabresa
  • 5 unidade(s) Azeitona preta cortada
  • 3 unidade(s) Tomate sem pele e sem semente picado
  • 1 ramo(s) Manjericão
  • 1 colher(es) de sopa Pecorino ralado
  • 5 unidade(s) Mozarela de búfala (peq.) cortada ao meio
  • 50 mililitro (ml) Azeite de oliva
Modo de preparo

Cozinhe em água e sal 100 gramas de pene (grano duro). Depois de cozido, ele dobra de peso. É a quantidade suficiente para esta receita (para uma pessoa).

Aquecer o azeite numa frigideira grande.Despejar a panceta no azeite quente e deixe fritar um pouco.

Acrescentar os dois dentes de alho picado e dourar.

Acrescentar a pimenta calabresa, as azeitonas pretas cortadas em rodelas, os tomates picados, o manjericão e metade do pecorino ralado.

Despeje o pene já cozido na frigideira onde o molho foi refogado.

Saltear ligeiramente e acrescentar as mozarelas de búfala cortadas ao meio.

Transfira para um prato. Acrescente o restante do pecorino ralado e a ponta do ramo de manjericão para enfeitar.

Foto 1 de 18 - O "Pene Pérola Negra al Diavolo" é ideal para quem precisa de energia para enfrentar uma balada de Carnaval. Além de ser bem simples de fazer, ele é "substancioso e leve", garante o chef Pasquale Nigro, do restaurante Pasquale, em São Paulo. "Ele tem o carboidrato da massa e a proteína da panceta", explica. Esta receita rende uma porção Paulo Pereira/UOL
ANTONIO FARINACI Colaboração para o UOL


Dinheiro, um mal necessário

Quem disse que o dinheiro é a causa de todo mal da humanidade? Se ele não existisse, tudo no mundo seria muito pior, asseguram os pesquisadores italianos Lorenzo D. Mariani e Eduardo Pegurier. Os dois, a seguir, fazem uma previsão de como as pessoas viveriam, caso essa situação hipotética se tornasse real

Equipe Planeta

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Moedas e notas estão desaparecendo de nossos bolsos, substituídos pelos cartões de crédito e sistemas automáticos de pagamento. Apesar disso, o dinheiro, de forma abstrata, continuará existindo, com todos os seus méritos e falhas. Afinal, nada podemos fazer sem ele. De fato, se ele desaparecesse do mapa, tudo seria muito pior.
Para começar, todo o comércio também desapareceria. Sem moedas nem notas, só nos restaria o escambo. As lojas não teriam mais razão de existir e seria muito mais complicado trocar os bens de primeira necessidade, como bebidas, alimentos, roupas e remédios, assim como os produtos tidos como supérfluos, como as máquinas industriais e as peças de carro. Na realidade, a troca é baseada no escambo de produtos com uma coincidência de interesses. E, mesmo que ocorra essa coincidência de interesses, fazer as trocas não é tão simples assim.
Supondo-se que um agricultor do Nordeste que produza cachaça desejasse comprar sua garrafa de vinho preferida. Na ausência de lojas, ele terá de ir até o Rio Grande do Sul para localizar o fabricante. Lá chegando, poderá descobrir que não vai conseguir comprar o seu vinho predileto, pois o produtor não está interessado em trocá-lo por cachaça.
A inexistência de dinheiro não causaria apenas o colapso do comércio, mas também não se teria mais como remunerar os trabalhadores. As indústrias fechariam e sairia completamente de circulação a produção de todos os objetos mais complexos, a começar pelo computador, celular e pela tevê. Em razão disso, não haveria mais empregos para os profissionais especializados, porque em tal mundo seria inútil a existência de engenheiros eletrônicos e técnicos de som.
Não haveria mais necessidade de existirem bancos. Com isso, as poupanças e aplicações seriam dissipadas. A economia mundial entraria em colapso e, de repente, o mundo descobriria ser demasiadamente pobre para sustentar a população mundial, hoje estimada em mais de 6 bilhões de pessoas. Consequentemente, a tensão social aumentaria e seriam inevitáveis as guerras para obter recursos para sobreviver. Finalmente, a população mundial seria muito reduzida.

Shutterstock Sal e cigarros: Se esse mundo realmente existisse, seria natural para os homens adotar qualquer objeto que funcionasse como uma moeda de troca para usá-lo no “comércio”, como sal, ouro e até mesmo cigarros, como sempre ocorreu em tempos de guerra. Em resumo, a moeda – ainda que de outra forma – acabaria sendo reinventada. Até porque é impossível se fazer algo sem ela.
Shutterstock Pequenos grupos: A organização social mudaria: a família teria de se organizar para produzir os insumos essenciais à sobrevivência e, eventualmente, agregar-se em pequenas comunidades.
Shutterstock Quantas galinhas por um vestido?: Inexistindo as moedas, somente seria possível fazer o escambo, trocando sobretudo os produtos de primeira necessidade, como os alimentos e as roupas. Não haveria necessidade de existir lojas especializadas, que desapareceriam.
Shutterstock Nada de especialização: Muitas profissões e especializações não teriam mais razão de ser. Também desapareceriam as universidades e a grande maioria das escolas.
Shutterstock Força bruta: A força bruta passaria a ser importante não só para cultivar a terra, mas também para lutar e se defender. Presumivelmente, as mulheres teriam um papel de menor importância e de menos autonomia, pois dependeriam muito mais dos homens.
Shutterstock Todos ao trabalho: As pessoas teriam de trabalhar muito mais para sobreviver. O trabalho infantil seria uma norma, não uma exceção. Teríamos uma qualidade de vida bem pior, assim como a nossa média de vida diminuiria.
Shutterstock
Guerra e carestia: Sem o comércio, a economia entraria em colapso e, consequentemente, a produtividade. A população mundial diminuiria muito e as guerras explodiriam por todas as partes.