
Um recente estudo genético pode ajudar a explicar a relação do cigarro com o câncer, doenças cardiovasculares e diversas outras doenças. As análises genéticas de 1,2 mil mexicanos de 40 famílias confirmaram que a exposição ao cigarro altera bastante os genes de forma negativa, incluindo aqueles associados ao crescimento de tumores, a doenças inflamatórias e à supressão do sistema imunológico.
Segundo os especialistas, o cigarro contém mais de 4 mil compostos, incluindo pelo menos cinco conhecidos carcinogênicos e numerosas substâncias tóxicas. E, na nova pesquisa - o maior estudo deste tipo já realizado -, os cientistas identificaram 323 genes que são significativamente alterados pelo cigarro. “Há tempos sabemos que o fumo aumenta o risco de uma pessoa para o câncer, e deprime o sistema imunológico. O que mostramos aqui é que o hábito de fumar altera o organismo no nível do DNA”, ressaltou a pesquisadora Jac. Charlesworth, do Instituto de Pesquisas Menzies, na Austrália.
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