Gabriela Carelli - O Estado de S. Paulo
Os que insistem numa relação falida correm o risco de enfartar ou ter um derrame a partir dos 50
Casar-se , ou simplesmente manter um relacionamento ao longo da vida, aumenta a sobrevida de homens e mulheres. A pesquisa mais recente sobre como uma relação feliz impacta na longevidade foi feita pela Universidade Duke, nos Estados Unidos. Depois de avaliar com 4.800 pessoas, os cientistas concluíram que os solteiros correm maior risco de morte prematura e são menos propensos a chegar aos 65 anos do que os casados. Que nunca se casou tem duas vezes mais chances de morrer precocemente do que quem tem um companheiro. Os divorciados têm 60% menos chances de chegar à terceira idade do que os casados.
O impacto do casamento na saúde é sentido de forma diferente por homens e mulheres, segundo os resultados. E também varia de acordo com a faixa etária. As três principais conclusões de Hui Liu: os efeitos negativos de um casamento ruim para a saúde do coração são maiores do que os benefícios de um bom casamento para o sistema cardiovascular; quanto mais avançada a idade de uma pessoa, maiores são os efeitos negativos de um casamento infeliz na saúde; as mulheres são as que mais sofrem as consequências de uma relação ruim. Provavelmente, porque têm mais tendência à depressão.
Durante o projeto, os participantes responderam questionários sobre a qualidade do casamento, foram entrevistados pessoalmente por psicólogos e realizaram inúmeros exames para medir a saúde do sistema cardiovascular. O estudo foi publicado no jornal Health and Social Behavior na terceira semana de novembro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário