quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Entenda o cálculo do ano bissexto

Acréscimo de 1 dia é feito para compensar a defasagem de anos anteriores.
Fevereiro tem 29 dias apara ajustar calendário civil ao astronômico.

Este ano o mês de fevereiro tem 29 dias, pois 2012 é o chamado ano bissexto, com 366 dias. O acréscimo de um dia ao calendário a cada quatro anos é feito para compensar a defasagem dos anos anteriores, levando em conta o período de translação da terra - aproximadamente 365 dias e 6 horas, ou precisamente 365 dias, cinco horas, 48 minutos e 46,08 segundos.
No site do Observatório Nacional, é possível ter acesso a mais informações sobre o ano bissexto.
Anualmente há uma diferença aproximada de seis horas, que a cada quatro anos totaliza 24 horas, correspondendo, portanto, a um dia que é somado ao nosso calendário. Assim, nos anos bissextos, o mês de fevereiro tem 29 dias, ajustando o calendário civil ao calendário astronômico.
Ano bissexto surgiu com imperador Júlio César
O ano bissexto foi introduzido pelo imperador romano Júlio César, com uma reforma no calendário encomendada a um astrônomo chamado Solsígenes, da Escola de Alexandria (Egito), que adotou o ano de 365 dias e seis horas.
Atualmente, porém, a maioria dos países adota o calendário gregoriano, estabelecido em 1582, pelo Papa Gregório XIII, que apresenta uma pequena variação em relação ao calendário Juliano.
Naquele ano foram suprimidos dez dias do mês de setembro para corrigir a diferença entre as seis horas, definidas por aproximação, e as reais cinco horas, 48 minutos e 46,08 segundos. Nessa mudança, pelo mesmo motivo, foi definido que os finais de séculos só seriam bissextos quando divisíveis por 400.
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Se 2012 só está começando agora....

Organize sua vida profissional e financeira

Muita gente tem dificuldade em organizar as coisas. São pessoas que vivem cercadas de pilhas de papel, e sempre têm alguma coisa inacabada para fazer. Normalmente perdem prazos e compromissos profissionais e, com frequência, se atrapalham também na gestão de suas finanças.
Se você se identifica com a descrição acima, tenha calma. Nem tudo está perdido. A primeira lição é saber que organização é uma habilidade que pode ser desenvolvida por qualquer um. Assim como exercícios físicos desenvolvem os músculos, existem certos exercícios que desenvolvem sua capacidade de se organizar.
Estabeleça metas
O primeiro passo para se organizar - e talvez o mais difícil - é traçar metas para sua vida profissional. Você precisa se investigar internamente e definir o que espera conseguir a longo prazo, e ter estas metas bem claras. Se possível, por escrito.
Uma boa dica é não cair na armadilha de traçar apenas metas materiais. Todo mundo quer um aumento para comprar um carro novo, mas este não é um objetivo para toda a vida. Objetivos para a vida devem envolver valores que podem ser mudanças de atitudes que te levarão a uma promoção, por exemplo. Lembre-se também de repensar estas metas de tempos em tempos. Nossos valores e objetivos mudam e você deve rever se aquelas metas ainda continuam válidas.
O tempo é algo muito poderoso. Escorre pelos dedos e, se não o controlamos, ele vai embora e não volta mais. Tenho certeza de que conhece alguém que faz milhares de coisas que você pensa não ter tempo para fazer.
Todos nós temos as mesmas 24 horas por dia à disposição. A diferença é a forma como as utilizamos. Para algumas pessoas, fazer esta organização da administração do tempo é fácil e automático, mas se você não é membro deste grupo, então uma agenda pode ajudar.
Tendo como pano de fundo suas metas de vida, analise os compromissos que surgirem para você, dividindo-os em "importantes", "desejáveis" e "supérfluos". Use esta classificação para incluir ou não tarefas em sua agenda.
Dica: anote na agenda tudo o que você se comprometeu a fazer. O segredo é pensar muito bem antes de incluir uma nova tarefa, mas depois de feito, concentre-se em cumprir seu planejamento.
Não tenha medo de dispensar compromissos profissionais que não pode ou não quer assumir. Seja transparente e recuse com educação. Com o tempo as pessoas vão reconhecer isto como uma qualidade sua.
E, por último, lembre-se também de deixar algum tempo livre para o seu lazer.
Guarde somente o essencial
Nós passamos a vida juntando um monte de documento e informações que, em um momento nos pareceram interessantes guardar. No entanto, depois de alguns meses - ou anos - armazenar esse material acaba ficando desnecessário.
É claro que certas coisas não podemos jogar fora, e você deve ser responsável e cuidadoso com estas. Mas é preciso cuidado. Guarde apenas aquilo que for realmente necessário - pense muito bem nesta definição. E procure soluções práticas para organizar este arquivo. Caixas e pastas são boas opções para manter seus documentos organizados e de fácil recuperação.
O segredo aqui é ter um método para o arquivamento. Você pode escolher guardar todas as coisas de um determinado mês em um mesmo lugar, ou pode preferir guardar coisas em comum juntas, como por exemplo, todas as faturas de cartão de crédito em uma única pasta, todas as contas em outra, etc. Defina qual o método com o qual você mais se adapta e monte seu arquivo. Se organizar papéis é uma tarefa chata para você, experimente fazer isto simultaneamente com algo que gosta, como por exemplo, ouvindo música.
Dica: de tempos em tempos reveja seu arquivo. Reorganize-o e analise o que já não precisa mais ser mantido.
Administre bem as finanças
Cultive o hábito de sempre saber com o que você está gastando seu dinheiro. Monte uma tabela e anote tudo o que gasta - despesas pequenas ou grandes. Some todos os meses e acompanhe como você tem lidado com seu dinheiro. Tenha também uma tabela para controlar sua conta bancária e seu cartão de crédito.
A primeira dica aqui é: você não deve gastar mais do que ganha, e não deve usar recursos como o limite do cheque especial ou o parcelamento da fatura do cartão de crédito para gastar mais.
A segunda dica é que você se lembre das metas que definiu para sua vida e crie uma poupança para ajudar a conquistá-las.
Tome a iniciativa
Em qualquer área de sua vida, exercite a proatividade. Não espere que as coisas aconteçam ao seu redor para depois reagir. Engaje-se nos projetos de sua família, de seus amigos ou de sua empresa. Se isso não estiver em sintonia com suas metas pessoais, então é a hora de começar a pensar em fazer novas amizades ou até mudar de emprego ou profissão.
Não se preocupe em estar certo o tempo todo. Isto dá muito trabalho. Preocupe-se antes em aprender com seus erros e em fazer parte da solução - e não do problema.
Sobre o autor
Vicente Sevilha Jr
Vicente Sevilha Jr é bacharel em ciências contábeis e autor do livro "Assim Nasce Uma Empresa", voltado para empreendedores que desejam abrir um negócio próprio. Saiba mais »

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Gagos pagam metade da conta no celular

A falta de definição sobre regras nacionais na telefonia gerou pelo menos um caso inusitado, no Estado de Mato Grosso do Sul: desde 2009, uma lei estadual exige desconto de 50% nas tarifas de telefone celular "aos cidadãos portadores de distúrbios na fluência e temporalização da fala". Ou seja: os gagos pagam metade da conta do celular por levar mais tempo para falar o mesmo que outras pessoas.


A legislação foi apelidada pelo setor de telefonia móvel como "Lei do Gago" e vem sendo questionada na Justiça pelas operadoras de telefonia, que reclamam da dificuldade de fiscalização desse benefício.

De acordo com o texto da lei estadual, o desconto na conta dos telefones celulares vale para quem "apresentar avaliação efetuada por fonoaudiólogo especializado em fluência, comprovando a sua condição".

A legislação sul mato-grossense também determina que as operadoras devem instalar nos telefones "bloqueadores visando a não utilização indevida", algo que as empresas dizem ser impossível de fazer.

A Associação Brasileira de Gagueira aprovou a legislação adotada em Mato Grosso do Sul, segundo nota publicada na sua página na internet. Até o fechamento desta edição, porém, não houve resposta aos pedidos de contato enviados pela reportagem por e-mail. O site da associação não informa número de telefone para contato. Segundo dados divulgados no site da Associação, no Brasil, são 2 milhões de gagos, sendo 20 mil pessoas portadores de deficiência na fala em Mato Grosso do Sul.

Insegurança. Organizações de gagos no Reino Unido e nos Estados Unidos, bem como a associação brasileira, citam medo e insegurança de pessoas com gagueira em relação ao uso do telefone, e oferecem dicas para lidar com isso. Segundo o Instituto Brasileiro de Gagueira, esse tipo de distúrbio na fala é um sintoma, e não uma doença. 

Fonte: Estadão

Pesquisa usa 'hormônio do amor' para atacar sintomas da depressão

Testes clínicos: Gotas de hormônio no nariz podem combater os sintomas de depressão

Testes clínicos estão sendo feitos para confirmar o poder curativo da ocitocina

O hormônio ocitocina, produzido no cérebro em situações de intimidade, como abraços e proximidade da mãe com o bebê, pode reverter sintomas típicos de depressão, como medo e ansiedade. Cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, estão fazendo um teste clínico com pacientes doentes e ficaram confiantes com os resultados preliminares.

Saiba mais

OCITOCINA
É um hormônio predominantemente feminino que é produzido pelo hipotálamo, parte do cérebro que liga o sistema nervoso ao sistema endócrino. Além de ser liberada em momentos de intimidade física, ajuda a induzir as contrações musculares no útero durante o parto e a liberação de leite para amamentação. Está relacionada ao afeto pelo parceiro e pela prole. Induz sentimentos positivos.

A liberação do hormônio está relacionada com sentimentos positivos, como o contato entre casais. As mulheres produzem mais ocitocina do que os homens, pois ela está ligada à sensação de amor materno, mas os homens também se beneficiam. "Em humanos, a ocitocina é liberada em abraços, com a experiência de toques agradáveis, o contato olho no olho. Ela também desempenha um papel no ciclo de resposta sexual", explica Kai MacDonald, um dos cientistas que participam do experimento.

MacDonald afirmou que estudos anteriores já haviam mostrado que doses de ocitocina reduzem a atividade de circuitos cerebrais ligados ao medo, insegurança e ansiedade. "Quem recebe as doses não percebe nenhuma alteração, mas age diferente", afirma.

É possível aplicar ocitocina artificial no corpo, com gotas no nariz. O hormônio já se mostrou eficiente no combate à esquizofrenia, segundo David Feifel, que também trabalha na pesquisa. "A ocitocina aumentou a eficiência dos remédios normalmente utilizados para combater a doença", disse ele, em entrevista ao site de VEJA.

Pessoas diagnosticadas com depressão já contam com níveis maiores de ocitocina no cérebro, em comparação com indivíduos saudáveis. "Isso foi percebido em uma pesquisa de 2010 e nos chamou a atenção. Pode ser que o corpo já esteja tentando combater a depressão com a liberação do hormônio, então podemos nos inspirar nessa iniciativa biológica", explicou Feifel.

Os testes clínicos estão sendo realizados na Califórnia e os resultados preliminares são positivos, segundo os cientistas, mas ainda não podem ser divulgados. Esse tipo de experimento, com seres humanos, representa a última etapa no processo de desenvolvimento de remédios e tratamentos médicos.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Unidos da Tijuca é a campeã do Carnaval carioca de 2012



Quadra da Unidos da Tijuca entra em grande festa após vencer Carnaval de 2012
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

A escola de samba Unidos da Tijuca - que ficou em segundo lugar em 2011 - levou o título de campeã no Carnaval carioca de 2012. O samba-enredo O Dia em Que Toda a Realeza Desembarcou na Avenida para Coroar o Rei Luiz do Sertão - em homenagem a Luiz Gonzaga - falou sobre a paisagem, solo e vegetação do Sertão.
A estreia da rainha de bateria na avenida da Marquês de Sapucaí, Gracyanne Barbosa, parece que deu sorte a Unidos da Tijuca. A agremiação ficou à frente da Salgueiro, em segundo lugar, e da Vila Isabel, na terceira posição.
Antes do anúncio da nota, a escola Beija-Flor perdeu um décimo de pontos, por conta da evolução: a escola teve um problema técnico na comissão de frente durante o desfile e não se apresentou em frente ao setor 3.
A escola de samba Unidos da Tijuca - que ficou em segundo lugar e 2011 - levou o título de campeã no Carnaval carioca de 2012. Com o samba-enredo O Dia em Que Toda a Realeza Desembarcou na Avenida para Coroar o Rei Luiz do Sertão, sobre a paisagem, solo e vegetação do Sertão,
No domingo (19) e segunda-feira (20), 13 escolas desfilaram na Marquês de Sapucaí. As seis primeiras colocadas se apresentam no desfile das campeãs. As duas últimas colocadas foram Porto da Pedra - com o samba-enredo Da seiva materna ao equilíbrio da vida - e Renascer de Jacarépagua - que teve o tema O Artista da Alegria Dá o Tom na Folia. Elas serão rebaixadas para o grupo de acesso no Carnaval de 2013.
Em 2011, a Beija-Flor levou o título. A Acadêmicos do Grande Rio, União da Ilha e a Portela não foram julgadas por conta de um incêndio que destruiu os preparativos das agremiações em fevereiro do ano passado. A Unidos da tijuca e a Mangueira ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Mocidade Alegre é a campeã do carnaval 2012 em São Paulo

Apesar do tumulto durante a apuração, a Mocidade Alegre sagrou-se campeã do carnaval paulistano em 2012. Este é o oitavo título da agremiação no Grupo Especial de São Paulo. O último campeonato tinha sido em 2009
A leitura das notas foi interrompida quando torcedores e representantes das escolas de samba invadiram o palco da Liga e rasgaram as cédulas de apuração dos jurados. Um carro alegórico que estava na dispersão, inclusive, foi incendiado.
"Isso denigre a imagem do carnaval, denigre a imagem da cidade de São Paulo. Eu estou envergonhada", lamentou a presidente Solange Bichara.
Foto: AE
Representantes das escolas de samba invadiram o palco e rasgaram as cédulas de votação
Foto: Reprodução / TV Globo Ampliar
Um carro alegórico da Pérola Negra foi incendiado na confusão
A vitória da Mocidade Alegre foi decretada em reunião pelos dirigentes das escolas de samba. A decisão foi baseada no artigo 29 do regulamento dos desfiles, no primeiro parágrafo. Segundo o texto, na falta de um julgador, será atribuída a maior nota dada por um jurado do quesito. Com a confusão, duas notas de comissão de frente, o último a ser apurado, foram perdidas. A campeã somou 170 pontos. Segunda colocada, a Rosas de Ouro acumulou 169,8. 
VEJA A CLASSIFICAÇÃO FINAL
  1º - Mocidade Alegre (170 pontos)
  2º - Rosas de Ouro (169,8 pontos)
  3º - Vai-Vai (169,6 pontos)
  4º - Mancha Verde (169,5 pontos)
  5º - Unidos de Vila Maria (169,5 pontos)
  6º - Acadêmicos do Tucuruvi (169,4 pontos)
  7º - Tom Maior (169,3 pontos)
  8º - Dragões da Real (169,3 pontos)
  9º - Gaviões da Fiel (169,2 pontos)
10º - X-9 Paulistana (169,1 pontos)
11º - Império da Casa Verde (168,8 pontos)
12º - Águia de Ouro (168,5 pontos)
13º - Pérola Negra (168,1 pontos)
14º - Camisa Verde e Branco (166,2 pontos) 

O desfile da Mocidade surpreendeu com o enredo “Ojuobá - No Céu, os Olhos do Rei... Na Terra, a Morada dos Milagres... No Coração, Um Obá Muito Amado!”.
A letra homenageava o escritor baiano Jorge Amado e o livro "Tenda dos Milagres", que trata da repressão da elite branca aos rituais religiosos dos negros.
O carnavalesco Sidnei França levou à avenida o sincretismo religioso e a representação dos orixás abusando de cores vivas, o que já é marca da agremiação. Conquistou o campeonato após ficar na 7ª colocação no carnaval de 2011.
Foto: Agência Estado
Bateria da Mocidade Alegre fazendo homenagem à Xangô, orixá da Justiça

Foto: AE Ampliar
Aline de Oliveira é elevada acima da bateria para tocar surdo de terceira, instrumento que dá um 'balanço' a mais no ritmo do samba
A escola desfilou no domingo (19) e foi a terceira a entrar no Anhembi. A bateria Ritmo Puro, do Mestre Sombra, levantou a avenida.
Segura de sua harmonia, a agremiação do Limão parou totalmente o som e deixou a música por conta dos componentes e das arquibancadas, semelhante ao que fez em 2011.
Um dos pontos fortes foi a rainha Aline de Oliveira, que veio à frente da bateria tocando surdo de terceira, instrumento que dá um "balanço" à marcação –isso só foi possível porque a passista já havia desfilado dois anos com os ritmistas, antes de virar destaque da agremiação.
O abre-alas mostrou a evocação a Xangô, o orixá da justiça, uma representação contra a elite branca baiana que reprimia os rituais religiosos dos negros.

Foto: Futura Press
Integrante da escola de samba Mocidade Alegre caracterizado para desfile no Anhembi

A ala das baianas pintou a avenida de duas cores, dourado e prata, representando a procissão de Nossa Senhora da Conceição e a lavagem da escadaria da igreja de Nosso Senhor do Bonfim.
Fechando o desfile, Jorge Amado foi coroado um Obá de Xangô, título honorário aos defensores do terreiro, por uma enorme Mãe Senhora vestida de baiana. 
 
Foto: AE/Sérgio Castro Ampliar
Aline de Oliveira tocou surdo de terceira em uma plataforma elevada durante o desfile da Mocidade

Foto: Agência Estado Ampliar
Carro alegórico da Mocidade Alegre, campeã do carnaval de São Paulo em 2012
IG Carnaval 

Confusão interrompe apuração do Carnaval de SP

Uma confusão interrompeu a leitura das últimas notas das escolas de samba do Carnaval de São Paulo, no Anhembi (zona norte), na tarde desta terça-feira. Tudo começou quando um integrante de escola de samba invadiu a área onde as notas eram lidas, agrediu o locutor com um chute, pegou e rasgou os documentos com as notas. A confusão se espalhou, e a apuração terminou em vandalismo. Ainda não se sabe como ficará o resultado final do Carnaval.
Após o tumulto dentro do Anhembi, onde ocorria a apuração, torcedores invadiram parte da pista da marginal Tietê. Carros alegóricos usados em desfiles e estacionados na dispersão do sambódromo foram queimados.

O homem que provocou a confusão deixou a área antes de ser contido. Ainda não se sabe quem ele é, mas o rapaz usava uma camisa da Império de Casa Verde. A escola estava em 11º lugar até a interrupção, e não seria rebaixada para o Grupo de Acesso, a segunda divisão do Carnaval.
Policiais militares que estavam no local tentaram proteger os locutores e jurados, mas a confusão era generalizada. Integrantes de outras escolas também invadiram a área.
Depois, torcedores da Gaviões da Fiel invadiram a marginal Tietê, chutaram placas da cerca de proteção do pátio enquanto seguiam em direção à quadra da escola.
Enquanto isso, alegorias que foram estavam no estacionamento ao lado do sambódromo foram queimadas.
CLIMA TENSO
A apuração já havia começado com clima tenso, após um atraso de mais de 20 minutos. Representantes de cada escola foram convocados para uma reunião à porta fechadas, em que foi informada uma troca de jurados.
Segundo a Liga Independente das Escolas de Samba, jurados dos quesitos samba-enredo e mestre-sala e porta-bandeira passaram mal durante os desfiles e foram substituídos por suplentes. A troca é prevista no regulamento do Carnaval.
O presidente da Vai-Vai, Darly Silva, reclamou da troca dos jurados e disse que isso deixou as escolas indignadas. "Nós não vamos aceitar isso. Estão roubando escolas, beneficiando essa daí [Mocidade], que só tira 10", disse.
No momento da interrupção, a Mocidade Alegre liderava a apuração e era a única com notas 10 em todos os quesitos avaliados.
Uma integrante da Camisa Verde e Branco identificada como Josélia gritou pouco após a interrupção "Acabou o Carnaval de São Paulo. Não vai haver mais apuração. Não admitimos que as escolas sejam roubadas."

Reprodução/TV Globo
Confusão interrompeu apuração do Carnaval de São Paulo
Confusão interrompeu apuração do Carnaval de São Paulo

Confusão e quebra-quebra na apuração de São Paulo

Minutos antes do anúncio da escola vencedora do carnaval 2012, torcedores invadiram o palco da mesa de apuração



  • Foto: Reprodução / TV Globo
  • Confusão e quebra-quebra na apuração de Sâo Paulo
  • Corre-corre e muita confusão marcaram a apuração dos desfiles das ecolas de samba de São Paulo. No momento em que eram lidas as notas do último quesito, Comissão de Frente, representantes das torcidas avançaram sobre a mesa de apuração e rasgaram envelopes e folhas com as anotações dos jurados.
  • "As escolas têm de saber perder. O jogo é jogado", disse o presidente dfa Ligta das Escolas de Samba, Paulo Sérgio Ferreira. Segundo ele, não há a possibilidade de suspensão do julgamento. "Nós vamos avaliar se tem condições de continuar com a leitura das notas. Se não tiver, fica o resultado que está agora" , explicou. Se isso acontecer, a Mocidade Alegre é a campeã do carnaval 2012. Camisa Verde e Branco, que voltou ao Especial neste ano, e a Império de Casa Verde estão rebaixadas.
  • Grades de proteção foram derrubadas e a área onde ficavam os alimentos doados como entrada no local foi invadida.
  • A polícia tentou conter principalmente os torcedores da Gaviões da Fiel, revoltados com algumas notas baixas, e da Império da Casa Verde.
  • Após a confusão dentro do sambódromo, torcedores da Gaviões ocuparam a pista local da Marginal Tietê, fechando o trânsito.
  • A escola Mocidade Alegre era franca favorita, conquistando notas máximas em todos os quesitos até então.  
  • Foto: Reprodução / TV Globo
  • Confusão e quebra-quebra na apuração de Sâo Paulo
  • Foto: Reprodução / TV Globo
  • Confusão e quebra-quebra na apuração de Sâo Paulo
  • Foto: Reprodução / TV Globo
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  • iG | 21/02/2012 17:49
  •  

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Bode do Karuá reúne 2 mil foliões em Chapada dos Guimarães (MT)

Programação continua nesta segunda-feira e vai até amanhã.


Bloco Bode do Karuá em Chapada (Foto: Reprodução/TVCA)

Bloco Bode do Karuá desfilou pelas ruas históricas de Chapada dos Guimarães (Foto: Reprodução/TVCA)

O segundo dia do Carnaval popular em Chapada dos Guimarães, a 65 quilômetros de Cuiabá, foi marcado pelo tradicional desfile dos blocos locais no centro da cidade, neste domingo (19). A atração do evento foi o bloco Bode do Karuá, que arrastou uma multidão puxada pelo trio elétrico e uma bateria com mais de 100 integrantes. "É felicidade total ver esse povo todo na avenida, todo mundo admirando, todos unidos pela harmonia e confraternização", disse o fundador do bloco, Genivalter Gomes.

O grupo foi criado há mais de 14 anos. Nó início, o desfile do bloco reunia pouco mais de 30 pessoas e hoje já atinge a marca de dois mil foliões.

Apesar da chuva, moradores e visitantes acompanharam na calçada a passagem dos blocos. Ana Georgina Pires, de 76 anos, acompanhou o desfile do bloco. "Gosto do Carnaval de Chapada. É uma maravilha", vibrou.

Programação
As atividades continuam nesta segunda-feira (20), a partir das 14h, com oficinas infantis, desfile de blocos, grupos de dança, marchinhas de Carnaval e apresentações musicais. O evento vai até terça-feira (21) e também oferece exposição de fotos, vídeos, reportagens e histórias dos carnavais da cidade.

Do G1 MT

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 em Cuiabá começa com requinte e animação

Blocos e escolas de samba disputam título do Carnaval em Cuiabá

Otmar Oliveira/Secom-Cuiabá

Sofisticação, animação e muita alegria marcaram o Baile da Cidade, evento que abriu o Carnaval 2012 em Cuiabá, promovido nesta quinta-feira à noite (16-02). Com o tema “Bafo da Onça”, o evento reviveu os tradicionais bailes de carnaval realizados na capital, que reuniam famílias e foliões que não dispensavam belas fantasias.

O tradicional Baile da Cidade integra a memória afetiva dos cuiabanos, e foi uma excelente oportunidade para aqueles que não puderam participar dos bailes de décadas passadas e sentiram o clima da época.
O Baile foi organizado pela prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura. Centenas de foliões cuiabanos compareceram a festa realizada no Cenarium Rural. O prefeito da capital Francisco Galindo e a primeira-dama, Norma Sueli Galindo foram os anfitriões da festa.

Em um salão decorado com requinte, os foliões, ao chegarem, eram recebidos pelo Rei Momo e pela Rainha do Carnaval 2012, recebiam máscaras e outros adereços para celebrar o carnaval. Pouco antes da meia noite, o prefeito Francisco Galindo entregou ao Rei Momo, Michel Platini de Arruda, as chaves da cidade. Assim, foi oficialmente aberto o Carnaval 2012 em Cuiabá. Logo depois, a folia começou, comanda pela banda Gera Som e a bateria Show do Mestre Munir.

“Os cuiabanos tiveram, nesta noite, a oportunidade de conhecer parte da história dessa festa popular. Tudo foi organizado com muito carinho, pensando em da às famílias cuiabanas uma festa bonita, saudável e segura. Estamos felizes com o comparecimento dos foliões”, declarou o secretário Municipal de Cultura, Luiz Poção.

O presidente do bloco “Banana da Terra”, Celso César Silva elogiou a organização Baile da Cidade, recriando o ambiente dos carnavais de “outrora”. Neste ano, o “Banana da Terra” também irá reviver os antigos carnavais. “Também vamos voltar à época dos carnavais inocentes, das famílias brincando juntas, das brincadeiras sem violência”.

Homenagem

A primeira-dama Norma Sueli Galindo e o artista plástico João Sebastião Costa foram os homenageados da noite. Os quadros de João Sebastião retratando a fauna de Mato Grosso, especialmente onças, enfeitaram o salão. “Costumo dizer que sou um estudante. Há mais de 30 anos uso em todas as minhas telas a onça, que significa na teoria a rainha do Pantanal, a mulher cuiabana e o sentimento feminino. O caju retrata a sociedade, a cultura, e a nossa regionalidade. “Fiquei muito lisonjeado com a homenagem”, expressou João Sebastião Costa.

Norma Sueli Galindo declarou que o Carnaval é o momento de comemorar a vida. “O Carnaval para mim é feito para celebrar a vida, lembrar tudo que temos de bom. Comemorar com alegria, com aqueles que amamos, sempre com responsabilidade. Fico honrada em ser homenageada. Uma homenagem que ficará no meu coração”.

A primeira-dama desejou que Cuiabá e os cuiabanos nunca percam sua alegria natural, que se reflete naturalmente em uma época como o carnaval. “Que Cuiabá nunca perca este encanto, de celebrar a vida sempre com muita alegria. Hoje, o estamos entregando a chave da cidade ao Rei Momo, e chamando a sociedade para que venha comemorar conosco este momento”.

Segurança
Em sua mensagem de Carnaval, o prefeito Francisco Galindo desejou que os cuiabanos festejem com alegria, “que pulem, curtam, mas sempre com responsabilidade. Se beberem, não dirijam. Sempre muita alegria, mas com muito juízo”.

Galindo agradeceu ao Governo do Estado pela organização do carnaval na cidade. “O governo está sendo nosso parceiro na logística a e na segurança, para que todos se divirtam sem problemas”.

Programação
A programação do Carnaval 2012 de Cuiabá continua neste sábado, dia 18, com bailes populares nos bairros, matinês, desfiles de blocos e escolas de samba.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Sambista e cozinheira da Portela ensina receita de sua tradicional feijoada

Tia Surica, sambista e cozinheira da famosa feijoada da quadra da Portela, revela sua tradicional receita. Confira abaixo.

Ricardo D'Angelo/Divulgação
Feijoada da tia Surica, também servida no Pirajá (SP)
Feijoada da tia Surica, também servida no Pirajá (SP)

Receita de feijoada da tia Surica, da Portela

INGREDIENTES

2 kg de feijão-preto
2 pés de porco (chispe)
2 kg de carne-seca
2 kg de costelinha
6 paios
2 kg de bucho
2 kg de linguiça grossa
2 kg de lombo salgado
1 kg de linguiça fina
1 kg de carne fresca (peito)
8 folhas de louro
6 cebolas
4 cabeças de alho
8 molhos de couve
2 molhos de cheiro-verde
10 laranjas
2 kg de farinha de mesa para farofa
2 kg de arroz branco
Orégano, sal e pimenta-do-reino a gosto

PREPARO

As carnes salgadas devem ficar de molho na água dois dias para tirar o excesso de sal. É bom trocar a água pelo menos seis vezes

Lave bem os pés de porco e ferva em separado. Reserve

Corte as carnes e as linguiças em pedaços grandes. Ferva as linguiças e as carnes salgadas. Reserve

Cozinhe o feijão em caldeirões com muita água. Antes de colocar o feijão na panela, deixe dourar em um pouco de óleo o alho socado e a cebola picada

Acrescente o louro, um punhado de orégano, sal e pimenta-do-reino. Só então coloque o feijão para cozinhar por pelo menos uma hora, com o bucho

Coloque as carnes no caldeirão, pela ordem: carne-seca, pé de porco, costelinhas, peito, paio, linguiças e lombo. Se for preciso, coloque mais água no feijão, acerte o sal e deixe as carnes cozinharem bem

Retire o excesso de gordura, se houver, com uma escumadeira

Retire as carnes já cozidas no caldeirão para que não desmanchem, e coloque-as em travessas. Siga a regra: o caldo deve ficar grosso. Os grãos, macios. As carnes, bem cozidas e íntegras

Em uma panela grande, refogue a couve cortada fininha com alho dourado, gordura de toucinho picado e sal. O mesmo procedimento deve ser feito com a farinha de mesa que vai virar farofa

As carnes voltam aos caldeirões de feijão para esquentar. Quando surgem as primeiras bolhas de fervura, elas voltam às travessas e vão para a mesa. Os caldeirões ficam aquecidos em fogo brando

Sirva as carnes em travessas separadas, os feijões nos caldeirões, as laranjas, a couve, o arroz branco e a farofa em tigelas

Deixe a pimenta-malagueta à disposição para quem quiser se servir

FOLHA DE SÃO PAULO

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Depois de cena de sexo entre Yuri e Laisa, próximo eliminado será o edredom



Primeiro foi o caso do suposto estupro, que deu a impressão de ninguém da direção estar assistindo ao BBB12. Agora, uma cena forte de sexo - embaixo do edredom - entre Laisa e Yuri no payperview. Os dois casos dão a impressão de que não só o público tem visto pouco o reality show, mas que a equipe por trás das câmeras também tem sido, no mínimo, relapsa.

E aqui não há nenhum julgamento moral, nem nada disso. O público quer mesmo é ver a coisa toda pegar fogo e tudo mundo ali é maior de idade. Mas é fato que o BBB nunca teve uma cena íntima tão forte como a que foi protagonizada pelo casal nesta madrugada. Dava para ouvir barulhos característicos de uma relação sexual, gemidos e Laisa soltando um "grande e grosso" a respeito de Yuri. Nos anos anteriores os participantes davam uma disfarçada, deixavam uma grande dúvida no ar se rolou ou não, enfim, nada tão explícito assim.

Uma cena como a desta madrugada jamais foi vista no programa e parece que, cada vez mais, os integrantes do reality têm perdido a compostura geral. Afinal, tem de ser muito desencanado da vida para chegar a um momento como este imaginando que há parentes seus assistindo a tudo, amigos e, claro, o público. Levando em consideração que a atração passou por um caso complicado de estupro, talvez fosse prudente tomar cuidado com cenas como esta, que podem gerar novos embaraços com a lei. Mas também há um outro lado nessa história: quem garante que não houve influência da produção? A gente já viu o que aconteceu durante os eventos Daniel-Monique, que passou por manipulação e controle da equipe.
...Assim, o BBB dá sinais de que está chegando a um limite perigoso. O programa está já em sua décima segunda edição e mostra um desgaste grande junto ao público. Os participantes estão mais do que escolados no andamento do jogo e sabem bem o que têm de fazer para se manter na disputa. Isso tudo faz com que, por um lado, o reality fique monótono, de outro, gere extremos como o de Laisa e Yuri e Monique e Daniel.
O que virá a seguir? Afogamento de bêbados na piscina? Luta com fratura exposta? O programa já fez praticamente de tudo em suas edições e agora resta pouca coisa para gerar audiência. O próximo passo, nesse sentido, é mandar o edredom para o paredão e deixar o público decidir se ele fica ou não.

*Odair Braz Junior é crítico do R7 e suas opiniões não refletem necessariamente as do portal.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Médicos alertam para utensílios que não devem ser compartilhados



Para evitar contágio por fungos ou bactérias, o ideal é que copos, escova de cabelo, rímel e batom sejam de uso exclusivo
Você está no toalete, retocando a maquiagem, e uma amiga pede: “me empresta o batom?”

Seja o batom, o rímel, a sombra, o delineador, a escova de cabelo, melhor não emprestar. Nem se seja sua maior amiga.

Simplesmente pelo fato de que de uma boca à outra, de um olho ao outro, podem ser transmitidos fungos e bactérias responsáveis por irritações que variam de sensação de ardor e coceira persistente a reações mais sérias como infecções.

“O ideal é utilizar a própria maquiagem. É como a escova de dente. É mais seguro e muito mais higiênico fazer uso exclusivo. Sabemos cientificamente que alguns microorganismos (vírus, bactérias, fungos) podem permanecer vivos fora do organismo e ser transmitidos quando há o contato inadvertido com um objeto contaminado”, diz o oftalmologista Leo Carvalho, membro da Academia Americana de Oftalmologia e diretor do setor de Oftalmologia da Clínica Dom Bosco, de São Paulo.

Entre os riscos de infecções oculares estão conjuntivites bacterianas ou virais, blefarites, herpes e tracoma (causado pela clamídia).

Os riscos ocultos das lentes de contato

Pelo batom também há o risco de transmissão do vírus da herpes, além de inúmeras bactérias, que podem causar de mau hálito a doenças na gengiva e cáries, entre outros problemas.

“Compartilhar objetos que carreguem gotículas de saliva – como talheres, copos, escova de dente e batom – implica vários riscos”, alerta a dermatologista Suzy Rabello, do Hospital Bandeirantes, de São Paulo.

Produtos cosméticos podem ter efeitos colaterais

Até a escova de cabelo pode transmitir doenças. “O compartilhamento desse objeto contaminado pode levar a uma infecção fúngica (micose) conhecida como pitiríase versicolor ou disseminar piolhos, por exemplo”, diz a dermatologista.

É ideal ainda que as toalhas – tanto de corpo quanto de rosto – sejam de uso pessoal e sejam trocadas e higienizadas com frequência.

Para evitar contágio por fungos ou bactérias, o ideal é que copos, escova de cabelo, rímel e batom sejam de uso exclusivo

Verão é a temporada das alergias

Da cabeça aos pés é preciso ter cuidado. “Nem os chinelos estão livres. Infecções fúngicas, conhecidas como pé de atleta, são facilmente transmitidas por meio de calçados emprestados”, completa a especialista.

No salão de beleza, o perigo está nos utensílios de manicure não esterilizados. “Há muitos salões que ainda utilizam estufas para limpeza dos instrumentos e não autoclave, o que não promove a desinfecção total.

Por meio de alicates e lixas contaminadas há a possibilidade de transmissão de micoses para as unhas e para a pele, além do grave risco de transmissão de hepatites B, C e até HIV. O ideal é que cada pessoa tenha seus próprios materiais”, alerta a médica do Hospital Bandeirantes.
Yara Achôa, iG São Paulo

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Ser plus size é chiquérrimo", diz Solange Couto


Solango Couto diz que deveria haver mais desfiles de moda praia para plus sizes. Foto: Edson Lopes Jr/Terra

Solange Couto diz que deveria haver mais desfiles de moda praia para plus sizes

Seis meses após dar à luz, a atriz Solange Couto, 55 anos, famosa pela sua eterna "Dona Jura", desfila neste sábado (11) durante o Fashion Weekend Plus Size, evento de moda voltado para mulheres mais cheinhas, que acontece entre hoje e o domingo (12) em São Paulo. Para a atriz, não é defeito nenhum estar acima do peso. "Estou muito contente como estou hoje. A gente tem que se sentir linda sempre, acabar com esse preconceito de que só mulher que veste 36 pode ser vista", disse ao Terra.

Atualmente pesando 102 kg, para 1,78 de altura, Solange admite que quer emagrecer 20 kg, mas nega estar "de mau" com a forma física, pelo contrário. "Quero emagrecer pela minha saúde, para me sentir bem, reter menos líquido, essas coisas", afirmou.

Para tanto, ela malha uma hora por dia, três vezes por semana, e não abre mão das sessões semanais de drenagem linfática. "Eu controlo a alimentação, não bebo refrigerante, não abuso de doces, mas também não me privo de um bom prato quando quero", disse.

Solange, que já oscilou entre vários tamanhos ao longo dos anos, disse que o tamanho GG não impede a mulher de ser paquerada e valorizada em casa. "Meu marido me acha linda. Ele diz 'adoro uma mulher que encha a cama'", afirmou, aos risos, enquanto se maquiava para o desfile.

A atriz, que foi convidada para desfilar pela marca La Mafê, especializada em roupas para mulheres que vestem entre 44 a 54, disse ter adorado o convite e foi além: "Acho até que deveria ter mais desfiles de lingerie, de moda praia, para plus size mesmo. Viu só, não é gorda, é plus size, é chiquérrimo!".

terra.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Sozinhos e felizes



No mundo todo, nunca se viu tanta gente optar por viver sem companhia, porque será que isso acontece?
“Seres humanos são animais sociais”, cunhou o imperador romano Marco Aurélio no século dois depois de Cristo. De fato, tudo leva a crer que somos mesmo feitos para a vida em grupo. Nossos ancestrais aprenderam desde cedo a buscar nos outros proteção contra predadores, ajuda na hora da caça e parceiros para se reproduzir.
Das cavernas aos kibutz, em família, em grupos, em bandos, as sociedades humanas se organizaram em torno da ideia de que a vida faz sentido se vivemos juntos. Mas será que isso continua válido hoje?
“Nenhuma sociedade na história da humanidade teve uma porcentagem tão grande de pessoas vivendo sozinhas”, explica o sociólogo norte-americano Eric Klinenberg, da Universidade de Nova York.
Nos Estados Unidos, esse movimento pôde ser percebido já na década de 1950. Desde então, o número de pessoas que moram sozinhas vem crescendo exponencialmente. Em 1950 eram 4 milhões, o equivalente a 9% da população adulta. Em 2012 são 31 milhões, o que eleva a porcentagem a 28%.
Longe de se restringir aos EUA, o fenômeno parece ter escala planetária. No Japão, 30% das moradias abrigam pessoas vivendo sem companhia Na Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca, o número chega a 45%.
O Brasil não fica de fora. Por aqui, o número de pessoas que optam pela vida solo triplicou nos últimos 20 anos, passando de 2,4 milhões para 6,9 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Entender as razões desse fenômeno e o impacto que ele provoca nas várias áreas da nossa vida, é o objetivo de Eric Klinenberg no livro “Going Solo: The Extraordinary Rise and Surprising Appeal of Living Alone” (algo como “Sem companhia: o avanço extraordinário e o surpreendente fascínio de viver sozinho”, em tradução livre), lançado em janeiro deste ano.

De acordo com o sociólogo, a primeira conclusão é que esse movimento nunca seria possível sem desenvolvimento econômico.

“Viver sozinho custa caro. Esse é um dos motivos que explica porque os países que têm apresentado aumento mais significativo no número de pessoas vivendo sozinhas são China, Índia e Brasil”, diz o sociólogo.
Outros fatores como o culto do individualismo, a emancipação e a independência financeira das mulheres, o crescimento das cidades, o ‘boom’ da indústria de entretenimento, a sofisticação e a democratização dos meios de comunicação, também não podem ser ignorados.
“Viver sozinho acaba sendo visto como uma forma de usufruir de um leque imenso e sempre renovável de oportunidades criadas pela vida moderna”, diz o sociólogo no seu livro.

A artista plástica Carolina Paz, 36, mora sozinha há quase 18 anos. Para ela, além de poder trabalhar de casa sem dispersões, conta a favor o sentimento de liberdade que a experiência propicia. “Acho incrível (morar sozinha)! Uma das minhas prioridades na vida é ser uma pessoa autônoma”, relata.
Entre os mais de 300 entrevistados pelo sociólogo norte-americano para compor o livro, o argumento em prol da soberania no próprio lar foi um dos mais recorrentes. Ao lado da garantia de liberdade, alinhavaram-se a flexibilidade e a possibilidade de viver as próprias escolhas.
“Viver sozinho permite que você tenha seus próprios horários e isso propicia uma sensação enorme de liberdade”, diz, Klinenberg antes de acrescentar: “você pode acordar quando quer, dormir quando quer... Esse tipo de liberdade pode proporcionar muito prazer quando se vive em uma cidade grande e vivemos guiados por horários e compromissos”.

Vida social é tudo

Para os que acham que morar sozinho é sinônimo de solidão, Klinenberg deixa claro que essa opção por viver sozinho não inclui, necessariamente, o isolamento, muito pelo contrário.

“Uma das descobertas da pesquisa foi que a maior parte dos norte-americanos que vivem sozinhos passa mais tempo com amigos e vizinhos do que pessoas casadas, por exemplo”, garante. “Pessoas que dividem a casa com outras tendem a viver em círculos mais restritos, passam muito tempo com a própria família. Não saem tanto”.

A possibilidade de manter uma vida social ativa é um aspecto primordial dessa experiência de viver só e, nesse sentido, hoje é bem difícil alguém ficar realmente sozinho numa cidade grande, com acesso a internet, banda larga, wifi, Skype, e todo tipo de facilidades para se comunicar instantaneamente com qualquer um em qualquer lugar do planeta, amigos ou desconhecidos.

“A tecnologia nos permite ficar sozinhos em casa e socializar ao mesmo tempo, mantendo-nos conectados de diferentes formas, via Skype, programas de mensagem instantânea, e-mail...”, diz Klinenberg.

Carolina transformou a própria sala em um ateliê particular
Carolina parece concordar. “Sou extremamente sociável. Eu não vivo bem sozinha, preciso muito estar cercada de pessoas”, confessa. Por isso, a rotina da artista plástica é sempre agitada: ela frequenta exposições, trabalha em um ateliê junto com outros artistas e coordena um grupo de estudos em artes visuais.

Nem todo mundo, no entanto, consegue lidar bem com a questão do isolamento no dia a dia. Denise Diniz, psicóloga coordenadora do setor de Gerenciamento de Stress e Qualidade de Vida da Universidade Federal de São Paulo, não só concorda que manter uma vida social ativa é essencial para o bem-estar e não pode ser negligenciada, sobretudo por aqueles que vivem sós, como recomenda um cuidado adicional:

“Você pode ser proativo em relação ao seu estilo de vida. Se perceber que está ficando deprimido deve ampliar suas redes sociais ou buscar um parceiro afetivo. Morando sozinho ou acompanhado, o homem é um ser social”, diz a psicóloga.

“O mundo não vem a você enquanto você espera sentado em seu apartamento”, corrobora Klinenberg.

E nessa hora, as mulheres aparentemente levam alguma vantagem em relação aos homens. O sociólogo percebeu durante a pesquisa que as mulheres tendem a viver melhor por conta própria do que os homens, justamente por serem seres mais sociáveis.

“Homens têm maior probabilidade de se afastar de amigos e família. Muitos, sobretudo os mais velhos, estão em relacionamentos nos quais as mulheres assumem a maior parte da vida social do casal”, constata.

Tem que ter autoestima

Para Denise, no entanto, é importante que a pessoa olhe para si mesmo antes de tomar a decisão de abandonar os colegas de quarto. “Só você pode determinar se naquele momento está precisando morar sozinho ou viver sob o mesmo teto que outra pessoa”, diz.

Para que dê certo, autoestima é fundamental. “More sozinho ou more com alguém, você tem que se relacionar muito bem com você mesmo”, explica.

Se não estivesse bem consigo mesma, Carolina não conseguiria usufruir da liberdade, “desfrutar da própria companhia”, como diz, e curtir bons momentos em seu universo particular. “Às vezes preciso de 24 horas só minhas. Pego um sábado ou um domingo para ficar trancada em casa fazendo uma maratona de alguma série de TV e comendo brigadeiro de panela”, conta.
Rafael Bergamaschi, iG São Paulo

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Contar mentiras pode ser transtorno psicológico; saiba mais

Mitômanos criam realidade paralela para se sentirem confortáveis
Inventar uma história sobre como os bebês são feitos para o filho ou dizer que se lembrou do aniversário de casamento, mas não teve tempo de comprar presentes tudo bem. Mentiras, até certo ponto, são recursos usados para ajustar situações e evitar dores, disse o psiquiatra mestre e doutorando do departamento de psiquiatria da Unifesp, Adriano Resende Lima. No entanto, contar histórias falsas de forma sistematizada é uma doença, conhecida como mitomania.

Viver em um ciclo de mentiras e fazer delas um modo de viver é um problema. "A pessoa cria situações falsas, vivencia a mentira, cria uma realidade paralela e acredita nela", explicou Lima. Os sintomas podem se assemelhar aos da esquizofrenia, mas enquanto na mitomania a pessoa se sente confortável e realizada com a realidade paralela, na esquizofrenia ela sofre de paranoia. "Os funcionamentos são muito distintos, a esquizofrenia está ligada ou neurodesenvolvimento e tem vários estados de delírio, a mitomania é mais ligada ao funcionamento psíquico", disse ele.

O caso retratado no filme brasileiro VIPs foi inspirado na história de Marcelo Nascimento da Rocha que se passou por filho do dono da Gol, durante o carnaval de Recife em 2001. Rocha teve cerca de 16 identidades diferentes e, segundo o psiquiatra, exemplifica bem do que se trata a doença: mentir compulsivamente e usufruir das histórias.

O problema também não pode ser confundido com ações de estelionatários e corruptos que sabem que estão fazendo algo errado, mas cometem estes erros para se beneficiar dos golpes. O mitômano tem uma espécie de delírio, segundo Lima. "Ele cria uma fantasia e acredita que ela seja real", explicou, "até que confronta com está criação e tem um momento de serenidade, é um transtorno dissociativo", acrescentou.

No começo é uma "mentirinha"
O que a professora do Instituto de Psicologia da USP, Leila Tardivo, explica é que para toda mentira existe uma razão. "Mesmo quando o filho mente sobre a nota que tirou na escola. Ele mente por medo de punição, falta confiança na relação entre os pais e ele", disse ela. O mitômano, segundo ela, tem dificuldade em aceitar a própria realidade. "Ele tem baixa autoestima, não se aceita", disse.

Não existe apenas uma causa da mitomania, é um conjunto de fatores que provocam o problema. "As causas são multifatoriais: histórico de vida, relacionamentos, primeiras impressões dos pais, padrão de relação parental, genética, experiências", enumerou o psiquiatra Adriano Resende Lima. Segundo o psiquiatra, são múltiplas as causas da doença. Um trauma, por exemplo, pode provocar o problema: "a pessoa cria uma realidade falsa para se defender da experiência traumática", explicou.

Grande parte dos adolescentes passa pelo período de "pescador", quando conta que "os peixes são maiores do que na verdade são". De acordo com Lima, a mitomania pode despertar na fase da puberdade, adolescência ou até em adultos. No entanto, é mais comum o surgimento entre jovens. Mesmo assim, contar vantagens para impressionar os amigos não se enquadra nos sintomas da doença. "Exagerar no que conta para os amigos é considerado normal", disse Lima.

Tratamentos
Segundo Leila, a compreensão das pessoas ao redor do paciente é importante. Se viver a verdade afastará amigos, trará punição ou constrangimento, o tratamento é dificultado. "É preciso fazer a reinserção social da melhor maneira possível", disse ela. A mitomania é uma alteração do pensamento, algo que, segundo a psicóloga, o indivíduo cria e começa a acreditar. "É preciso trazê-lo à realidade", disse.

A maioria dos pacientes passam apenas por terapia para tratar a doença, poucos são os casos em que são necessários medicamentos, segundo o psiquiatra Adriano Resende Lima.
Thaís Sabino
Terra

Pílula do dia seguinte em máquina automática causa polêmica nos EUA

Medicamento à venda em pátio de faculdade irritou grupos religiosos.
Pela lei, maiores de 17 anos podem comprar a pílula sem receita.

A mesma máquina que vende pílulas do dia seguinte também oferece camisinhas e testes de gravidez (Foto: AP Photo/Shippensburg University)
A mesma máquina que vende pílulas do dia
seguinte também oferece camisinhas e testes de
gravidez (Foto: AP Photo/Shippensburg University)

Medicamento à venda em pátio de faculdade irritou grupos religiosos.Pela lei, maiores de 17 anos podem comprar a pílula sem receita.

A venda de pílulas do dia seguinte em uma máquina automática virou motivo de polêmica nos Estados Unidos. O medicamento está disponível por U$ 25 (cerca de R$ 43) no pátio de um centro de saúde na Universidade de Shippensburg, no estado da Pensilvânia.

A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo alternativo para os casos em que o casal deixa de usar a camisinha ou ela falha. Deve ser usada como um plano B, já que reduz em 89% a chance de gravidez – e funciona melhor se tomada nas primeiras 24 horas.

Grupos religiosos que consideram o uso dessa pílula uma forma de aborto protestaram contra sua venda no pátio da faculdade. A Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA, na sigla em inglês), órgão do governo que regula a venda de remédios, afirmou que vai a Shippensburg apurar o caso.

Pela lei americana, a pílula pode ser vendida sem receita para qualquer pessoa com 17 anos ou mais. Segundo a reitoria, todos que têm acesso ao prédio – e esse acesso é controlado – estão nessa faixa etária. Para o Departamento de Estado da Pensilvânia, o uso da máquina por um menor de 16 “poderia ser potencialmente uma violação” da lei.

A máquina passou a vender pílulas do dia seguinte depois que um levantamento entre os alunos mostrou que 85% apoiavam a ideia. “É uma maneira que os estudantes têm de conseguir o suporte de que precisam”, afirmou o estudante Matthew Kanzler, lembrando que Pittsburgh e Filadélfia, principais cidades do estado.

Alexandra Stern, professora de história da medicina na Universidade de Michigan, se preocupa com a facilidade de acesso aos remédios. “É parte da tendência geral que as drogas se tornem disponíveis para consumidores sem a participação de farmacêuticos ou médicos. Essa tendência tem armadilhas perigosas”, alertou a especialista.

Do G1, com infomações da AP

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Cantor Wando morre aos 66 anos em Minas Gerais



O cantor Wando morreu nesta quarta-feira, aos 66 anos, em decorrência de infarto seguido de uma parada cardíaca, confirmou a assessoria do hospital Biocor. Ele estava internado desde o dia 27 de janeiro no hospital Biocor, em Nova Lima (MG).

Segundo o hospítal, houve um súbito agravamento do estado de Wando por volta das 5h40 da manhã desta quarta-feira. Ele morreu às 8h na presença da mulher, Renata Costa Lana e Souza.

Ainda de acordo com a assessoria, o cantor será velado no cemitério Bosque da Esperança, em Belo Horizonte, a partir das 17h. O enterro está previsto para amanhã às 11h. Não foi confirmado se o velório será aberto ao público.

Segundo o hospital, o cantor procurou seu médico particular no dia 23 de janeiro, queixando-se de dores no peito e queimação do estômago. Wando realizou exames, que apresentaram "resultados preocupantes", e foi aconselhado pelo médico a procurar o hospital para mais exames.

No dia 27, um cateterismo (exame para diagnosticar obstrução de veias ou artérias) constatou entupimento de múltiplas artérias. Ao ser preparado para uma cirurgia de ponte de safena, Wando teve um princípio de infarto e foi submetido às pressas a uma angioplastia coronariana em três artérias importantes.

Na quinta-feira (2), Wando foi submetido a uma traqueostomia para, segundo sua assessoria, proteger as cordas vocais. No procedimento, um respirador foi conectado à traqueia do cantor para permitir a passagem de ar.

Na sexta-feira (3), os médicos que tratam o cantor afirmaram que o cantor ainda enfrenta um considerável risco de morte, mas ressaltaram que esse risco vinha diminuindo gradualmente. Os médicos se declararam otimistas com a recuperação do cantor.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Falsidade é mais comum entre as mulheres

E isso acontece porque elas são mais competitivas
Sorrisos amarelos, fofocas, abraços desapertados e tapinhas leves nas costas. Quem nunca viveu nenhuma situação destas? E isso acontece principalmente entre as mulheres, devido à sua característica de competição.

É o que afirma a psicóloga Aline Desiré Lemos, ao dizer que há mais falsidade no universo feminino. “Como ela tem menos medo de se expor, é mais competitiva e espontânea, acaba por também ser mais ardilosa e dissimulada para alcançar seus objetivos, nem que para isso ela tenha que ser falsa.”

Para Aline, a falsidade não está presente entre amigas, porque este tipo de atitude não condiz com a relação. “Se há mentira entre duas mulheres é porque não são amigas, pois a amizade faz aceitar o outro do jeito que é e tem a liberdade de falar que o outro está errado. Fora isso, é coleguismo.”

Perceber uma aparente amizade é algo que as mulheres conseguem mais facilmente. “Desde sempre, a mulher é treinada para observar as pessoas, cuidar dos filhos, por isso ela é capaz de intuir melhor quem é falso com ela”, explica Aline.

Segundo a psicóloga, a maneira como cortar a relação com a pessoa falsa, depende muito da proximidade e da personalidade de cada um dos envolvidos. “Se faz parte da característica da pessoa dizer que o outro é falso com ela, ótimo, mas se isso trouxer algum peso ou culpa, então, é melhor só se afastar. Mas, tudo depende muito da pessoa com quem se relaciona, não há regra, pois cada ser é único.”

Na contramão do rompimento está a dificuldade de manter um relacionamento baseado na competitividade, na falsidade e na falta de confiança. “Se é alguém que não confia, não tem respeito, não há como ter proximidade e um relacionamento estreito”, esclarece a Aline.

Depois que se descobre que uma pessoa é falsa com você, é preciso ter consciência de alguns limites. “Se o outro é muito dissimulado e você não tolera isso, é melhor se afastar mesmo, pois se esta pessoa é falsa com o outro, também pode ser com você. Além disso, existe o limite da curiosidade, o conhecido como ‘leva e traz’ quando a pessoa trará a você histórias de terceiros. Mas, atenção, o contrário também pode acontecer”, finaliza a psicóloga.

Por Tany Souza
tany.souza@arcauniversal.com

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Homens ricos gostam de mulheres magras; pobres preferem gordinhas





Na semana passada, a gente recebeu uma enxurrada de comentários (bem e mal humorados) quando contou que um grupo de cientistas dos EUA defendia que um casamento tem mais chances de ser bem sucedido quando a esposa é mais magra do que o marido.

O papo de hoje é parecido – mas, infelizmente, um tanto menos polêmico.

Em testes com voluntários, outros pesquisadores dos EUA constataram que, quando os homens têm pouco dinheiro, tendem a desejar mulheres mais cheinhas. Mas quando têm a conta bancária gorda, preferem as mais magras.

A explicação é isso mesmo que vocês estão pensando. “Os homens que tinham a sensação de ‘escassez’ queriam mulheres que tivessem uns quilos a mais, quase como se a gordura da parceira pudesse protegê-los de passar fome“, diz o estudo.

Segundo os pesquisadores, a falta de dinheiro ativa um estado psicológico associado à pouca comida, à fome, à sensação de que precisamos de mais calorias – no caso, de gordura. E isso é refletido no interesse sexual. O efeito ficou ainda mais claro em um teste posterior, quando os cientistas fizeram entrevistas com diversos homens na porta de um restaurante e viram que, antes de comer, eles também demonstravam preferência pelas mulheres mais gordinhas e que, depois de satisfeitos, isso tendia a mudar. Delícia,.... delícia assim você me mata..........

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cachorro-quente: misterioso e popular

Barato, rápido e saboroso, o sanduíche com salsicha ganhou inúmeras versões mundo afora, inclusive algumas mais saudáveis

Uma opção costumeiramente barata em vários países, o cachorro-quente tem muitas versões. E novas aparecem a cada dia. O trivial pão sovado e salsicha pode ganhar tantos acompanhamentos quanto couberem, ao gosto do freguês. Prático (e gostoso) para aqueles dias em que não queremos ter muito trabalho na cozinha, ou mesmo na rua, nos dias de maior pressa, onde é servido em barraquinhas, trailers, carrinhos ou até em lanchonetes e grandes restaurantes. Justamente por não ser algo tão bom para a saúde como seria de se supor à primeira vista, pode, sim, ganhar versões mais saudáveis com vegetais e salsichas mais light, de carnes as mais diversas (como a bovina, de frango, chester e até as versões para os vegetarianos), facilmente encontradas no comércio de hoje.

Para um prato tão difundido, é normal que surjam várias versões para sua origem. A mais conhecida, como não poderia deixar de ser, é tão alemã quanto a salsicha. Um açougueiro de Frankfurt (daí o tipo mais conhecido de salsicha ser conhecido como frankfurter), em 1852, rebatizou as salsichas por lembrarem o seu cãozinho basset. Pouco provável, mas tudo bem.

A segunda é que outro germânico, um tal Charles Feltman, emigrou para os Estados Unidos e criou o sanduíche com salsicha, mostarda e chucrute (repolho fermentado), que vendia num carrinho em Coney Island, no Brooklyn (Nova York), pois antes vendia tortas e estava cansado de tentar competir com os restaurantes, que as serviam com mais comodidade. Mas a mais aceita também é dos Estados Unidos: Anton Feuchtwanger, também emigrante alemão, vendia salsichas durante a Feira de Compras da Louisiana, em Saint Louis, em 1904. Emprestava aos visitantes luvas brancas, para que pudessem comer as salsichas quentes. Como a maioria das luvas não era devolvida, teve uma ideia: pediu ao cunhado, um padeiro, que improvisasse um pão que contivesse a salsicha. Será? Independentemente da veracidade da “invenção”, o bávaro vendeu cachorros-quentes a torto e a direito.

Hot dog nos estádios

Histórias desencontradas, mas nem tanto: que a salsicha foi criada e levada para os “States” pelos alemães, é fato, além de ter começado a virar mania a partir de Nova York. E foram os norte-americanos que apelidaram o sanduíche de hot dog (cachorro-quente), pois apelidavam as salsichas de dachsund, o cãozinho de origem germânica comprido e orelhudo.

Houve uma forte ligação com eventos esportivos, como os de futebol americano e beisebol. Em 1906, um certo Harry Stevens tinha a licença para vender alimentos no estádio de beisebol dos New York Giants, o Polo Grounds (foto). Num dia frio, sorvete e refrigerante não estavam agradando os frequentadores. Correndo, Harry mandou seus funcionários comprarem todas as salsichas e pães dos arredores. E a galera foi ao delírio, daquela vez não só por causa dos lançamentos e tacadas dos Giants. O comentarista esportivo e cartunista Tad Dorgan, do New York Journal, assistia a tudo da cabine de imprensa do estádio e reparou na movimentação da plateia ávida por salsichas quentinhas no pão. Brincou com o termo dachsund e desenhou o cartum da edição do dia seguinte: o cãozinho marrom entre duas fatias de pão e com mostarda nas costas, com os dizeres “Venha comer seu cachorro quente!”. O nome pegou. O sanduba também: dos 20 bilhões de cachorros-quentes que os norte-americanos comem todos os anos, 26 milhões são vendidos só nos estádios no campeonato nacional de beisebol, para se ter uma noção.

Há como comprovar as histórias? Não. A briga entre alemães e estadunidenses continua até hoje para definirem a verdadeira origem do cachorro-quente. Enquanto eles brigam, nós comemos.

E por aqui?

No Brasil, a “moda” mais do que pegou, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, quando muitas manias dos Estados Unidos foram adotadas por aqui. Em praticamente toda cidade brasileira o sanduíche está presente, em infinitas versões. Até chefs e restauranteurs conhecidos aderiram e inventam (e inflacionam) as suas.

Os paulistas colocam purê de batatas no seu “dogão”. Os cariocas inovaram o “podrão” (como é irreverentemente conhecido o cachorro-quente comprado em trailers e carrinhos) com recheios inusitados, como o ovo de codorna. Os paraibanos gostam dele com carne moída e alface picada sobre a salsicha (uma versão do hot dog com chilli norte-americano). Os paranaenses o adaptaram à chapa de prensa (com um pão gigantesco). Os catarinenses, fiéis à origem germânica, põem chucrute, mas acrescentam molho de tomate. Há quem asse as salsichas na brasa ou no forno, passe-as na chapa ou as cozinhe em água.

Nacionalmente, o tradicional pão com salsicha também é servido com batata-palha, maionese, frango desfiado, bacon tostado e picado, picles, ervilha, milho verde, requeijão, cebola, pimentão, cenoura ou beterraba raladas, queijos diversos, linguiça calabresa e o que mais a imaginação mandar (e o estômago e o fígado aguentarem). Há o pão próprio para o sanduíche, mas também é usado o integral, o com gergelim, o francês, a ciabatta e vários outros. Vale muito lembrar: há as versões mais light de cachorro-quente disponíveis no comércio e que também podem ser feitas em casa, por gente mais de olho na saúde. Também é bom prestar atenção quanto ao uso exagerado de molhos gordurosos, queijos em demasia e os popularíssimos ketchup e mostarda.

Por Marcelo Cypriano
marcelo.cypriano@arcauniversal.com

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Gordofobia

A dura vida de quem sofre preconceito por ser gordo

No segundo andar dos fundos de uma igreja dos Jardins, região nobre de São Paulo, uma mulher de cerca de 40 anos dá início, sem atraso e para um público pequeno, a segunda reunião de 2012 dos Comedores Compulsivos Anônimos (CCA). Depois de vinte minutos, as dez cadeiras dispostas em meio círculo na sala já estão ocupadas.

Simone Fiúza, 25 anos, foi vetada em um concurso de miss por seu peso

Alguns ali têm peso normal, outros sofrem de obesidade. São uma pequena mostra dos 12,4% de homens e 16,9% de mulheres brasileiros que, segundo dados de 2009 do IBGE, têm a doença, provocada por um complexo conjunto de fatores.

Sonia* é uma delas. Na hora em que é convidada a falar, ela levanta e conta que uma depressão profunda, depois que perdeu os pais, a fez engordar muito mais, e em pouco tempo, e que o excesso de peso tem prejudicado todas as suas tentativas de conseguir emprego.

“Minha vida andou para trás”, ela diz.

A obesidade é uma doença multifatorial caracterizada pelo excesso de gordura no corpo – 30% nas mulheres e 20% nos homens. Estes fatores podem ser genéticos, biológicos (alterações metabólicas), ambientais, evolutivos e comportamentais.

“Ainda que com menos intensidade do que se imagina, os fatores psicológicos ou psiquiátricos aparecem na maioria dos casos”, esclarece Adriano Segal, psiquiatra do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e diretor do Departamento de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da obesidade e Síndrome Metabólica).

Sónia* continua sua história. Conta que um primo se mudou para a casa onde vivia com os pais e passou a agredi-la verbalmente. Em pouco tempo, a convivência tornou-se insuportável. Dentro de casa, era chamada de gorda, de inútil. Na rua, idem.

“Levei todos os meus problema para a comida”.

Endividou-se no cartão de crédito por conta de gastos com padaria e supermercado. A questão financeira virou uma bola de neve. Retornava à irmandade depois de dois anos afastada. Estava no limite.

“Sei que nasci com a estrela que não brilha, não casei nem tive filhos. Mas quero parar de sofrer”. Espera que, agora que conseguiu voltar a frequentar o grupo, as coisas comecem a mudar.

“O estigma e o preconceito aos quais indivíduos com excesso de peso são expostos são fortes fatores de estresse”, acrescenta Segal. “E isso vem acontecendo cada vez mais intensamente e em relação a pessoas cada vez menos obesas”, acrescenta.

Fatores de estresse podem desencadear quadros psiquiátricos variados, de acordo com a suscetibilidade individual. Estados depressivos, ansiosos, além de transtornos alimentares estão entre os mais freqüentemente associados ao excesso de peso.

Autora de “Obesidade: o peso da exclusão” (EDIPUCRS, 2002 ), a professora da Fundação Universidade Federal das Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), Lúcia Marques Stenzel, explica a lógica da discriminação.

“Quanto mais rejeitamos a obesidade e idolatramos a magreza mais produzimos problemas relacionados à alimentação, incluindo a própria obesidade”.

E acrescenta: “o obeso, além de discriminado pela sua condição física, é cobrado para que ‘se transforme’ para que se adapte aos padrões estéticos”.

Nas redes sociais, a discriminação tem até nome: “gordofobia”.

Tábata Vieira, atriz e promotora de eventos de 29 anos, não é uma comedora complusiva, como Sonia *. Seu problema são outros transtornos alimentares. Durante toda a adolescência, sofreu de ansiedade e anorexia. Aos 12 anos, começou a fazer qualquer dieta que aparecesse na frente.

“Eu tive um ‘estado’ magra, porém nunca soube que eu era magra, nunca me senti magra. Chegou aos 55 quilos, com 1,77 de altura. Ainda assim se sentia gorda. Um dia, uma amiga, que ela considerava bem magra, experimentou e não coube em uma calça que Tábata vestia facilmente.

“A partir daí fiquei com medo de engordar e de emagrecer”.

Esse medo é considerado pelos médicos não exatamente uma doença, trata-se de uma fobia, que se caracteriza pelo medo desproporcional de ganhar peso. “O indivíduo reconhece o exagero dos sintomas, mas não consegue, na maioria das vezes, enfrentá-los”, explica Segal.

Além de toda pressão interna, Tábata também sofreu com cobranças externas, principalmente em casa. Mesmo sendo de uma família com histórico de sobrepeso, a promotora de eventos enfrentou preconceito dentro da própria família.

“Meu pai sempre criticou muito a gente [ela e o irmão], não queria que fôssemos gordos. Me chamava de ‘sua gorda’ ”. Quando emagreceu, no entanto, as provocações não desapareceram, apenas o tema da crítica mudou e passou a ser sua magreza exagerada.

Hoje, pesando 115 quilos, ela sabe que não está no peso ideal e vive em luta constante contra a balança, mas está mais tranquila com sua autoimagem. No entanto, sofre ainda para conseguir emprego na sua área.

“Não chamam [ as agências] porque na ficha que dão para você preencher a primeira coisa que perguntam é seu peso, altura e medidas.”.

Uma pesquisa da empresa de recrutamento Catho Online com profissionais de alta gerência apontou que, dos 16 mil entrevistados, 59,1% admitiram ter algum tipo de objeção na hora de contratar funcionários obesos. E cada ponto a mais no Índice de Massa Corporal (IMC), que determina o equilíbrio entre peso e altura, representa R$ 92 a menos no salário, em relação aos salários de colegas mais magros.

Foto: Julia Baptista Ampliar

Cléo Fernandes, de 24 anos, vencedora do Miss Plus Size Brasil, não se perdoa por ser gordinha

O preconceito não discrimina nem mesmo quem, apesar de obeso, está em paz com o próprio corpo.
Simone Fiúza trabalhava na área de marketing de uma rede de hotéis e foi demitida. Resolveu aproveitar a oportunidade e mudar sua vida. “Desde criança queria ser modelo, mas as pessoas riam quando contava”. Ela apostou e ganhou: tornou-se modelo plus size.

Simone tem 25, é modelo, sempre usou as roupas que quis, não tem qualquer problema de saúde – relacionado ao peso ou outro - faz exercícios físicos regularmente, drenagem linfática e cuida a alimentação. É linda, loira e de bem consigo mesma. Mas isso não a impediu de passar por situações discriminatórias.

Uma vez tentou ser Miss ABC. Como no regulamento não havia nenhuma restrição relacionada a medidas, tentou se inscrever no concurso, mas não conseguiu. Questionou a organização, não teve resposta. No ano seguinte, o regulamento foi modificado e uma série de informações sobre o manequim e as medidas máximas permitidas para os participantes foram incluídas.

Em outra situação, Simone teve de recorrer à policia e fazer um boletim de ocorrência. Entrou em uma loja para comprar uma blusa. “Não tem nada para você”, disparou, logo de cara, a vendedora. Pediu para falar com a gerente, que riu da sua situação. Simone não teve dúvidas, ‘catou’ um PM na rua, fez queixa e registrou um B.O. “No mínimo, elas vão pensar duas vezes antes de fazer isso de novo com alguém”
Atitudes pontuais como a de Simone ajudam desatar um ou outro nó desta trama chamada preconceito e discriminação.

Ações coletivas também. A eleição da musa da Escola de Samba do Rio Salgueiro é uma delas. Com 104 quilos, Vânis Flores vai desfilar à frente da agremiação.

“Está sendo maravilhoso. Quero mostrar para as pessoas que não é verdade que uma musa tem que ser magra”. Moradora do Jacaré, Vânia trabalha na área administrativa de uma escola. Foi descoberta durante um churrasco na quadra da Salgueiro.

A musa garante que nunca sofreu por causa de discriminação.

“Não presto muita atenção naquilo que as pessoas falam. Se aconteceu, nem percebi. Nunca liguei”.
Fora os tratamentos de beleza que recebeu da escola de samba, ela diz que não mudou sua rotina com a aproximação do carnaval. “Como, bebo, durmo, transo, tudo normal”.

que aconteceu neste fim de semana em São Paulo é outra mulher bela e acima do peso. No caso dela, a crítica e o preconceito vêm de dentro. Cléo acaba de ganhar o título de a mais bela gordinha do País e admite que nunca sofreu discriminação por parte dos outros. “Eu mesma me discrimino”, ela revela.

Estudante de Educação Física, ela diz que não esperava ganhar o concurso, mas que o resultado “faz parte de uma mudança necessária: parar de sofrer, aceitar-se e ser feliz”.

Julia Baptista, especial para o iG

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Amar é para poucos

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Você já esteve apaixonada por algém incapaz de gostar?

A capacidade de amar, assim como a coragem ou a inteligência, não é do mesmo tamanho em todos nós. Eu sou forçado a lembrar disso todo vez que converso com S., uma amiga de Brasília que é, possivelmente, a mulher mais apaixonada do mundo.

Quando falamos, na semana passada, ela estava em preparativos para um novo casamento. Conheceu o rapaz há poucos meses, está profundamente envolvida e, sem temor aparente, se prepara para iniciar uma vida comum. Não é a primeira vez que ela faz isso e é provável que não seja a última, mas, assim como no passado, avança para o casamento com a convicção tranquila de que, se alguma coisa der errada, não será por falta de amor, lealdade e dedicação da parte dela.

Ao contrário da minha amiga, que tem uma facilidade até exagerada de se vincular, muitos de nós sofremos do oposto: uma enorme dificuldade em criar ligações profundas e verdadeiras. O sintoma mais comum é que vivemos atormentados por dúvidas sobre a intensidade e a profundidade dos nossos sentimentos. Quem tem uma conexão emocional profunda não se pergunta a todo o momento se deveria seguir em frente ou tentar com outra pessoa.

Muitos acham difícil construir mesmo essa ponte precária em direção aos outros. Há pessoas para quem o ato de se entregar emocionalmente nem existe. Elas sentem-se de alguma forma isoladas mesmo sendo parte de um casal. Gostam, compartilham, respeitam, transam intensa e prazerosamente, mas não se sentem vinculadas. Há uma barreira invisível de privacidade que jamais é rompida. Persiste a sensação de que o outro é fundamentalmente um estranho. A delícia de sentir-se íntimo, que na minha amiga é natural como respirar, nunca foi experimentado de forma duradoura por milhões de pessoas.

Quando penso em mim e nas pessoas que conheço intimamente, me parece que existe uma progressão que vai dos apaixonados incondicionais às pessoas que não conseguem se vincular – e que a maioria de nós se encontra emocionalmente em algum ponto entre esses dois extremos. Temos graus variáveis de dificuldade para amar e sair de nós mesmos, mitigados por períodos de entrega e arrebatamento.

De qualquer forma, a ideia de que somos todos iguais diante do amor, e que a única dificuldade está em encontrá-lo, me parece falsa – ou pelo menos exagerada. Postos diante da possibilidade do amor, uns não conseguirão reconhecê-lo e outros terão impulso de afastar-se. Poucos serão capazes de abraçá-lo assim que ele virar a esquina. Somos diferentes também nisso.

Se pensarmos na dificuldade de se vincular como um problema, ele talvez seja mais comum entre os homens (embora eu conheça mulheres que também preferem manter-se a uma distância emocional segura). Quantos caras você conhece que trocam periodicamente de parceiras sem estabelecer um vínculo real com qualquer uma delas? Esse tipo de comportamento pode ser tanto o resultado de uma opção social quanto de uma deficiência emocional. Talvez haja alguma verdade no clichê rancoroso sobre “homens incapazes de amar”.

As causas dessas dificuldades são, para mim, insondáveis, mas me parece óbvio que o caos interior e a ansiedade em que boa parte de nós vive não ajuda a gostar de ninguém. Como criaturas tão atormentadas por seus próprios demônios conseguiriam reunir a atenção e a generosidade que o amor exige? É fácil proclamar-se apaixonado ou apaixonada a cada esquina, de forma imaginária e histérica. Mas manter um afeto duradouro na vida real exige mais do que pirotecnia e rock and roll. Exige sentimentos profundos que alguns de nós não são capazes de oferecer.

As consequências da dificuldade de amar são óbvias. A primeira é o sofrimento que ela impõe aos parceiros. É duro lidar com alguém que não está 100% ali. É chato confrontar-se com a hesitação de quem não sabe o que sente. Dói lidar com a aspereza de quem não consegue se coloca na pele do outro – ou não permite que o outro entre sob a sua própria pele.

É evidente, também, que gente com dificuldade em se entregar não tem relações satisfatórias. Para que elas existam, os laços afetivos têm de estar ancorados em algo mais sólido do que os nossos desejos imediatos, que variam de um dia para o outro. Mas a criação de laços duradouros não se faz por um ato de vontade. É preciso ser capaz de gostar, amar e confiar. É preciso sentir-se parte de algo - e alguns de nós, muitos de nós, não conseguem sentir-se parte de coisa nenhuma.

(Ivan Martins escreve às quartas-feiras para revista época)