segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Candidata do Mato Grosso do Sul é eleita Miss Brasil Plus Size

Com 37 anos e vestindo manequim 46, Barbara Monteiro é eleita a gordinha mais bonita do País

Natural da cidade de Brasília, a representante do Mato Grosso do Sul Barbara Monteiro derrotou 25 concorrentes e foi eleita na noite de domingo, 29, Miss Brasil Plus Size. Emocionada, a gordinha mais bonita do País se declarou orgulhosa do título. “Sinto muito orgulho de representar a classe plus size. Tenho certeza que vou conseguir levar esse título com bastante elegância. É com amor que recebo essa responsabilidade”, diz Barbara.


Foto: Bruno Zanardo/ Fotoarena

Natural de Brasília, a vencedora do Miss Brasil Plus Size representou o estado do Mato Grosso do Sul

Assim como candidatas de concursos como Miss Brasil, por exemplo, as concorrentes desfilaram de traje de banho, gala e casual. As seis finalistas também passaram por uma bateria de perguntas previamente elaboradas.

Pele limpa

Muito bem resolvida com seus 80 quilos e 1,68m de altura, a grande vencedora da noite é vaidosa e não dispensa um rímel. Sua dica é sempre dormir com a pele limpa. “Retirar totalmente a maquiagem é fundamental para ter uma pele bonita. Além disso, tomo muito chá verde e tenho uma alimentação bastante natural.”

Foto: Bruno Zanardo/Fotoarena Ampliar

Bastante aplaudida, Barbara Monteiro ganhou o título de gordinha mais bonita do Brasil

Barbara confidenciou que sua relação com o espelho sempre foi amistosa. Mesmo “cheinha”, ela diz que não é vítima de preconceito. “Ainda existe um pouco de preconceito, mas estamos combatendo isso aos poucos. Eu sempre levo as críticas numa boa. Procuro ver a beleza interior e acabo transmitindo isso para as pessoas que estão ao meu redor.”

Cuidado com o corpo

E quem pensa que a gordinha mais bonita do País descuida do corpo, está enganado. Na sua rotina diária a dança faz toda a diferença. “Faço parte de uma companhia de dança do ventre. A gente não pode descuidar. Tem que se movimentar sempre.”

A representante do Rio de Janeiro, Roberta Breves, ficou em terceiro lugar. Na segunda colocação ficou Sylvia Barreto, que representou o estado de São Paulo. A vencedora do Miss Brasil Plus Size ganhou uma viagem de 14 dias para a Suíça e contrato de um ano de trabalho no valor de dez mil reais, além de outros prêmios. “Vou ter muito orgulho de ser a Miss Brasil Plus Size neste ano. Não poderia estar mais feliz.”

Danielle Nordi, iG São Paulo


sábado, 28 de janeiro de 2012

Arrependeu-se do que fez? Hora de agir feito gente grande!


Arrependeu-se do que fez? Hora de agir feito gente grande!
Quem nunca agiu por impulso e se arrependeu depois, que atire a primeira pedra! A grande maioria das pessoas certamente já fez algo sem pensar e depois, ao cair em si, percebeu que deveria ter agido de modo diferente ou simplesmente não ter feito nada, pelo menos não naquele momento. Portanto, essa sensação de arrependimento certamente não é privilégio de poucos.

No entanto, você também provavelmente conhece aquele grupo de pessoas (e talvez até faça parte dele) que vive afirmando aos quatro cantos nunca ter se arrependido de nada do que fez! Os mais poéticos, inclusive, arriscam completar com “somente do que deixou de fazer”.

Respeitando as singularidades e lembrando que não existe um jeito certo e um jeito errado de ser, devo dizer que, particularmente, não acredito que arrepender-se seja ruim ou sinal de falta de personalidade, como este grupo faz parecer. Pelo contrário, penso que denota boa dose de consciência. Demonstra que, se fosse possível, a pessoa teria agido com mais prudência, equilíbrio e coerência.

Bem, mas arrepender-se não basta! É preciso tentar consertar o estrago que você causou. Primeiramente, vale procurar os atingidos e desculpar-se, lembrando que um pedido de desculpa pode ser aceito ou recusado, e você terá de lidar com isso.

É aí que a situação pode complicar. Quando você magoa ou prejudica alguém que decide não te desculpar, aquele gosto amargo do arrependimento parece teimar em não sair de você. Neste caso, o que fazer?

O fato de você ter deixado claro que se arrependeu é um ótimo começo, sobretudo uma baita responsabilidade, porque arrependimento tem de ser sinônimo de aprendizado. Tem de significar que você fará de tudo para não cometer o mesmo erro. Tem de mostrar que você merece uma segunda chance.

De todo modo, ainda assim, o outro pode não conseguir te perdoar. Isso se chama “consequência”. Tudo o que fazemos na vida nos rende consequências. Umas boas, outras nem tanto. E ingressamos na vida adulta com méritos justamente quando aprendemos a crescer e nos tornar melhores, especialmente com nossos próprios equívocos.

Enfim, arrependimento não conserta o que foi quebrado, não desfaz o que foi feito e não garante que você seja perdoado. Ainda assim, é possível superar a dor que ele causa. É possível transformá-lo em algo bom. E, acima de tudo, deve ser um convite ao autoperdão! Até porque se você mesmo não se perdoar, terminará empacado numa espécie de buraco, sem conseguir seguir adiante. Sem conseguir crescer.

Por essas e outras, além de se perdoar, que tal – a partir de agora – ser mais tolerante, gentil e compreensivo diante do erro do outro? Estou certa de que todos nós só temos a ganhar!

Este artigo foi escrito por:
Dra. Rosana Braga
Consultora

Currículo

O que é um meme?

O fenômeno dos virais, das gírias que viram moda e das celebridades instantâneas

Foto: Waldemir Filetti/Divulgação Ampliar

Luiza Rabello estava no Canadá quando virou meme no Brasil, por conta de um comercial estrelado por seu pai

Sabe a Luiza, que estava no Canadá? Não sabe? Que deselegante! Mas tudo bem: ninguém vai ser trollado, muito menos gritar para você “Vada a bordo, cazzo!”.

Se você quer entender de uma vez por todas o que é meme e porque no começo do ano as pessoas perguntavam sem parar se 'você gosta de mamão?', a gente explica. Vem, gente!

Meme, por exemplo, é o nome daquelas piadinhas que circulam online e podem ser reinventadas, em outro contexto, como aconteceu com o vídeo publicitário em que o colunista social Gerardo Rabello, de João Pessoa, fala da família toda na sala, “Menos Luíza, que está no Canadá”. A frase se espalhou nas redes sociais e começou a ser usada em vários contextos.

O termo “meme” nasceu numa obra do escritor Richard Dawkins, O gene egoísta, de 1976. No livro, meme significa “uma unidade de evolução cultural” que se propaga de indivíduo para indivíduo, como um vírus. A palavra 'colou', embora o uso que se faz dela hoje não tenha nada a ver com essa definição.

Na prática, memes são peças de informação que se espalham de forma viral, mas que podem ser recriadas e ganhar novo significado.

“Viral, como o nome diz, é tudo o que se espalha muito rápido. Um meme é mais complexo, além de viralizar, pode ser alterado e ganhar novo contexto”, diz Kaluan Bernardo, produtor de conteúdo no YouPix, site e evento focados na cultura de internet.

Um dos exemplos clássicos são as rage faces, carinhas toscamente desenhadas que são sempre as mesmas e têm os mesmos significados, mas que podem ser usadas em várias tirinhas. Memes podem também ser símbolos e emotiocons, como o ¯\_(' >')_/¯) (conhecido como “shrug”, que significa 'dar de ombros') ou gírias e expressões, como “dorgas”, “tem que ver isso aí” e “menos a Luiza, que vai no Canadá”.

“Essa frase é um meme, porque ela pode ser alterada e usada em vários contextos. Já o vídeo da propaganda em si é só um viral”, explica Kaluan.
É difícil rastrear o surgimento dos primeiros memes na internet.

“Um dos primeiros registros da utilização da palavra 'meme' nesse contexto foi em 1998, quando um internauta chamado Joshua Schachter, criou o Memepool, um sitecom um agregador de links que viralizavam”, conta Kaluan Bernardo.

Sites semelhantes de conteúdo viral se tornaram grandes propagadores de memes, nos anos 2000. No Brasil, os virais começaram a bombar mesmo ano passado.

Os especialistas apostam que 2012 vai ser o ano do viral. Páginas de humor no Facebook, blogs com tirinhas de rage faces e traduções de sites como o americano 9Gag se encarregam de popularizar novos memes por aqui.

Outro fator de sucesso está ligado a um acesso cada vez mais amplo à internet no Brasil. “Para uma pessoa gostar de um meme, ela tem que entender o seu contexto e isso acontece com quem fica muito tempo na internet”, diz Kaluan, que ressalva apenas que esse acesso não é fácil para todas as classes sociais, educacionais e econômicas.

“Os memes usam uma linguagem muito universal”, acredita.

Mesmo o acabamento 'tosco' da maioria das peças serve à essa função de universalizar: qualquer um com acesso a internet pode criar suas próprias remontagens do mesmo meme.

“Os memes eram usados apenas pra piadinhas casuais, mas muita gente começou a usá-los pra outras coisas, como manifestar sua opinião com questões de política”, diz Kaluan.

Além de se espalharem na internet, os memes invadem o 'mundo real', Seu alcance é cada vez maior. Alguns dos memes de janeiro caíram na mídia tradicional e até o cantor Lenine citou a Luiza em um dos seus shows.

“As redes repercutem fatos publicados pela mídia tradicional, confrontando a seleção de temas e informações feita pela mídia com outros arranjos possíveis. Por outro lado, assuntos em destaque nas redes sociais cada vez mais são pautados pela mídia tradicional”, afirma Luís Mauro Sá Martino, professor de Teoria da Comunicação na Faculdade Cásper Líbero.

“As redes sociais podem colocar no mesmo patamar as informações produzidas por grandes veículos e aquelas elaboradas em outros espaços, algo que nunca ocorreu.” Memes à parte, Sá Martino alerta que isso ressalta ainda mais a necessidade de garantir a qualidade da informação - checagem, apuração, evidências, por exemplo.

Nesse diálogo entre mídias tradicionais e internet, surge também uma diferença entre memes e bordões: enquanto o bordão se fixa pela repetição, o meme é orgânico e colaborativo, recriado e repassado espontaneamente pelas pessoas.

Um bom exemplo são as dezenas de versões de internautas do mundo todo de "Ai, se eu te pego", do cantor Michel Teló. Até versão na voz de Pato Donald a música ganhou.

Os memes geralmente surgem em comunidades online como fóruns e comunidades e nas redes sociais, como o Orkut. A própria internet é fonte de memes, como no caso do Trololo, que ganhou até versão video game. No Brasil, a televisão pauta fortemente a internet. Memes como “Aham, Claudia”, “Tem que ver isso aí” e “É uma cilada, Bino” vieram do mundo da TV. O próximo meme pode brotar de qualquer lugar – inclusive do seu computador.

Verônica Mambrini, iG São Paulo

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Dois corpos são encontrados entre escombros de prédios no Rio


"É pouco provável que existam pessoas com vida", disse o secretário de Defesa Civil
Dois corpos foram encontrados na manhã desta quinta-feira (26) entre os escombros dos três prédios que desabaram no centro do Rio de Janeiro. Um deles é de um homem não identificado, com idade entre 40 e 50 anos. O segundo corpo é de uma mulher também não identificada. De acordo com o secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, os corpos vão ser encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML).

Bombeiros de quatro quartéis continuam o trabalho de buscas por pessoas que estejam soterradas. Tratores e retroescavadeiras ajudam na operação. Segundo o coronel Sérgio Simões é pouco provável que existam pessoas vivas embaixo dos entulhos. Mais cedo, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, confirmou que 19 pessoas estão oficialmente desaparecidas.

Os três prédios - um com 10 andares, outros com 18 pavimentos e um sobrado localizado entre os dois com quatro andares - desabaram por volta das 20h30 de quinta-feira (25) na Rua Treze de Maio, no centro da capital fluminense. Os três prédios que desabaram ficavam perto do Theatro Municipal. No edifício de 18 pavimentos, funcionavam salas comerciais e, no térreo, havia uma agência bancária.

Seis pessoas feridas foram resgatadas ontem à noite com vida. Cinco delas foram levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro, e um para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, zona norte. Três desses seis feridos já receberam alta.

De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, por causa do incidente, estão interditadas a Rua Treze de Maio e a Avenida Almirante Barroso entre a Avenida Rio Branco e a Rua Senador Dantas - que funciona com mão invertida entre Avenida Almirante Barroso e a Rua Evaristo da Veiga. Agentes da CET-Rio estão no local orientando os motoristas.
Beatriz Merched, iG Rio de Janeiro 26/01/2012 09:45 - Atualizada às 10:03

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A rotina pode fazer bem ao amor

O coração dos apaixonados quer ser surpreendido o tempo todo. Mas o de quem ama profundamente se beneficia do calor que só o dia a dia traz.



Quando você chega em casa, provavelmente não diz: "Ah, que bom que tem energia elétrica e água!" Só quando falta é que percebe a importância delas. Isto é rotina: saber que coisas essenciais funcionam e estão disponíveis porque alguém cuida para que estejam. Essa continuidade não é sinônimo de mesmice - é a base de qualquer relação. No trabalho, por exemplo, os alicerces são os interesses em comum e o dia a dia é regido por procedimentos fundamentais para que tudo funcione. Imagine não saber a que hora deve entrar ou sair, quais são suas funções e metas... Sobre esses pilares você constrói uma carreira. O amor que se propõe duradouro segue o mesmo princípio: no namoro, descobrem- se afinidades e discordâncias; no casamento, consolidam-se atitudes para o bem-estar do casal e da família. Sobre esses pilares você constrói uma grande história de intimidade. "Desde a infância, a rotina é fundamental para trazer segurança", diz a psicoterapeuta e pedagoga Beatriz Gonçalves, de São Paulo. "O bebê tem horários para se alimentar e dormir, e assim fica menos ansioso." Estudiosos da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, avaliaram 175 casais e descobriram que, quando existem rupturas na rotina do casamento - um dos dois deixa de levar o cachorro para passear, colocar combustível no carro, tirar o lixo, pagar uma conta -, a qualidade da comunicação diminui. É como se um não tivesse cumprido com sua parte no trato e, por isso, a cumplicidade vai sendo corroída. Na maioria das vezes, nem se percebe. "Para funcionar, o relacionamento precisa de uma base de estabilidade e outra de variabilidade", afirma Ailton Amélio da Silva, professor de psicologia experimental da USP e autor de Para Viver um Grande Amor (Gente). "A rotina é a parte que segue sozinha, importante para liberar as pessoas para a surpresa." O problema é deixar no piloto automático e, por comodidade, não alçar voos maiores.

Casais mais antigos são mais felizes

Um estudo feito pelas universidades de Basel, na Suíça, e de Indiana, nos Estados Unidos, comprova: casais que estão juntos há 40 anos se conhecem menos do que os que dividem o mesmo teto há 25 meses! Durante o teste, cada um tinha de apontar as preferências e dizer quais seriam as escolhas do parceiro entre 40 opções de filmes, 40 pratos e 38 designs de cozinha mostrados em um catálogo. O grupo dos recém-casados acertou quase metade das respostas, enquanto o dos que estavam fazia um tempão juntos atingiu 40%. Para os especialistas, o resultado indica que o convívio vai sedimentando a ideia de já se conhecer tudo sobre o outro. Portanto, nada mais haveria para descobrir. Pode evidenciar também que não presta mais atenção nos desejos e nas necessidades alheias. "Reconhecer a evolução do outro é difícil, porque dá mais trabalho", observa Ailton. É como se você estivesse no mesmo cargo há séculos e um novo chefe viesse ensinar algo. Ora, não se ensina o padre a rezar missa! Mas a falta de disposição para ver a mudança e aprender com ela é o gatilho para uma rotina de amarras. A pesquisa levantou ainda que quem está em um relacionamento duradouro tende a atribuir ao parceiro os próprios gostos. É como se o tempo fizesse as lentes cor-de-rosa virarem hipermetropes. Mas em defesa dos casais de longa data há um dado importante: eles se declararam mais satisfeitos e felizes do que o restante.

Rituais nossos de cada dia

Em um mundo em que os valores são tão caros e a família tem sofrido abalos sísmicos, é um bálsamo cultivar atividades importantes para manter o núcleo unido. Por exemplo, fazer as refeições juntos, ir ao cinema todo domingo, ver abraçadinhos aquele programa na TV. Não dá uma sensação de conforto? Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, concluíram que a rotina nas relações afetivas diminui as oscilações de humor. Se são preservados os rituais, sagrados mesmo quando o trabalho aumenta ou o cansaço aparece, cria-se espaço para as surpresas. Os parceiros vão caminhar no parque, notam que foi inaugurada uma academia na esquina e, pronto, matriculam-se nas aulas de dança de salão! "Muitos pais resgatam o lado infantil quando os filhos nascem. Por que não podem voltar a namorar, a brincar, depois que o tempo passa?", diz Beatriz.

Depoimento

"Todo dia, o Ju acorda uma hora antes de mim, toma café e deixa o meu preparado. Sobra a noite para conversarmos. Um de nossos rituais é jantar juntos. Como adoro cozinhar e ele é fã de gastronomia, faço questão de inventar um prato ou sugerir um restaurante bacana. Antes de dormir, ficamos deitados conversando sobre o dia, fazendo planos ou simplesmente rindo. No namoro, passávamos horas ao telefone enquanto o sono não vinha. Comentávamos que, quando casássemos, seria maravilhoso poder fazer isso ao vivo. Daí valorizarmos tanto essa "mania". Há dois meses, adicionamos uma rotina com a chegada da Duda, uma cachorra da raça lhasa apso. Eu me sinto segura de ter construído com meu marido um dia a dia de felicidade."

MARCELLA SAGULA DELMAO

Foto de abertura Ela: blusa, MOB; casaco, Kosii; saia, Mellina; colar, B&S Ele: blazer, Aramis; polo, Forum; calça, Colcci; cinto, Kildare

Tags: rotina, casamento, paixão, sexo

domingo, 22 de janeiro de 2012

O comportamento sexual de uma piriguete

Panfletos eletrônicos em redes sociais enaltecem a mulher “para casar” em detrimento das que são “só para transar”


Piriguete no dicionário: "moça ou mulher que, não tendo namorado, demonstra interesse por qualquer um"

Tem pipocado na internet nos últimos meses, especialmente nas redes sociais como Facebook e Twitter, uma série de postagens aparentemente fora de seu tempo. Por meio de panfletos e montagens, as mulheres são divididas em dois grupos: as “de verdade” são dóceis, boas para casar e nem sempre estão disponíveis para o sexo – talvez eles cobrem o oposto depois do casamento. Na outra ponta estão as “piriguetes” ou “biscates”, que não freiam o próprio desejo sexual e transam com facilidade. Não há meio-termo.

Popozudas com minissaias, assistentes de palco exuberantes e garotas que “descem até o chão” na pista de dança estão entre os alvos dos panfletos eletrônicos. As moças namoráveis são representadas por jovens bonitas e discretas, a típica “gatinha” – pense em Sandy e Grazi Massafera.

Engana-se, porém, quem relaciona essa onda unicamente a marmanjos machistas. Entre os que postam e “curtem” estão muitas mulheres, inclusive jovens, que na maioria das vezes consideram tais atitudes e modos vergonhosos e depreciativos para a imagem feminina.

Mas se vivemos em tempos de culto ao corpo e sexo casual praticado livremente, por que ainda guardamos tanto moralismos? De certa forma, essa dualidade de esconde e mostra na sexualidade é um retrato da sociedade brasileira, como relata o sociólogo e filósofo Paulo Sérgio do Carmo no livro recém-lançado “Entre a Luxúria e o Pudor: A História do Sexo no Brasil” (Editora Octavo). “Um país católico como o nosso, com a igreja fiscalizando o tempo topo, fica entre esses dois pólos: luxuria e pudor. Por causa do Carnaval, o Brasil é tido como paraíso sexual pelos estrangeiros, mas é na verdade altamente conservador”, ressalta.

Panfleto circula no Facebook comparando “piriguetes” e “mulheres de verdade”

Para a historiadora Mary Del Priori, a abordagem do sexo de forma banalizada tende a desencadear julgamentos e reações de diversos tipos, inclusive as preconceituosas. “Só se fala nisso, e fala-se mal”, constata a autora do livro “Histórias Íntimas” (Editora Planeta), que trata da evolução do erotismo no Brasil desde o período colonial. Para muitos jovens, ela diz, o excesso do tema provoca nostalgia. “A liberdade sexual pode ser um fardo”.

A mulher de verdade seria bonita e confiável, e a piriguete, gostosa e traiçoeira

A divisão das mulheres em dois grupos é recorrente em nossas terras tropicais. “A prática de separar ‘certas’ e ‘erradas’ é muito antiga, mas ficou mais visível nos anos 50”, esclarece Mary sobre os chamados Anos Dourados. “Ditados populares reforçavam a crença de que as mulheres muito dadas acabavam sem atrativos nem mistérios”. Carmo completa e puxa na memória um exemplo típico dos anos 70: “Um colega alertava o outro se uma moça já tinha sido noiva, dado alguma liberdade”, conta. E só se passaram pouco mais de 40 anos.

A feminista Bia Cardoso, que mantêm ao lado de diversas amigas o Blogueiras Feministas, faz sua análise sobre a campanha contra as supostas “piriguetes”. “Não existe ‘se expor demais’, senão estamos automaticamente aceitando que é preciso controlar a sexualidade das mulheres”, diz.

Rindo do preconceito
O perfil @tiposdebiscat no Twitter, criado pelos publicitários Leonardo Polo de Aquino, 22 anos, e Pierre Artistta, 25 anos, joga um pouco de humor sobre as moças rechaçadas. “Biscat que usa vestido tomara-que-caia, sutiã tomara-que-segure, calcinha tomara-que-tirem e salto tomara-que-não-quebre-minha-perna”, brinca uma das mensagens da dupla.


“Nós usamos ‘biscat’ sem o ‘e’ para tentar redefinir o significado da palavra. No geral as pessoas entendem biscate como vagabunda, puta, etc. Nós entendemos como uma pessoa que não liga pra opinião dos outros, que faz o que bem entende e que tem muita autoconfiança”, explica Leonardo. Com mais de 50 mil seguidores, o @tiposdebiscat faz tanto sucesso que ganhou até uma festa para reunir os seus fãs. A próxima acontece no dia 21 de janeiro, no estúdio Emme, em São Paulo.

Quem também leva a questão com bom humor e ironia é o blog Biscate Social Clube, que defende no alto de sua página: “Biscate é uma mulher livre para fazer o que bem entender, com quem escolher e onde bem quiser”. “Pensamos que o humor é uma forma de devolver o preconceito à sociedade e de lidar de uma maneira mais leve com ele”, pontua a psicóloga Luciana Nepomuceno, uma das autoras do endereço eletrônico. Em um dos textos, uma frase simples encerra qualquer debate: “Nem toda mulher quer dar só pra um”.
Ricardo Donisete, especial para o iG São Paulo |

sábado, 21 de janeiro de 2012

Força na fraqueza

Qual o real valor das dificuldades para nossas vidas?

Os avanços do nosso mundo muitas vezes tornam o ser humano mais frio e até mais fraco para enfrentar as dificuldades. Todos estão sujeitos aos revezes da vida, como, por exemplo, a morte de entes queridos, doenças, penúria financeira, dentre tantos outros problemas, que por causa das facilidades da vida moderna fazem a pessoa desaprender de lutar e acomodar-se diante dos momentos difíceis.

A imagem ao lado nos fala muitas coisas. Mas qual a primeira palavra que ela nos sugere? A resposta é atitude. Superar os obstáculos que a vida nos impõe não é nada fácil. O mais provável é ter medo quando nos deparamos com o tamanho do inimigo. Há pessoas que têm tudo na vida e mesmo assim se entregam aos vícios, às doenças, às dificuldades financeiras sem vislumbrar uma saída. Nessa hora o inimigo cresce ainda mais.

Uma pessoa normal, que tem braços e pernas, se os perdesse, poderia pensar em desistir de tudo, caso passasse pela situação do rapaz da foto. Entretanto, a falta dos membros superiores não foi motivo para que ele desistisse. Ele está fazendo o seu trabalho. Não está reclamando. Não está chorando. Mostra-se forte. Mas onde encontrar forças para isso, quando todas as portas parecem fechar-se?

Davi passou por isso diante de Golias. Ele foi insultado pelo inimigo que se vangloriava de seu tamanho. Mas Davi amparou-se na fé e, com ousadia, mostrou ao inimigo que o poder dele não estava na força física, mas na certeza de que o Criador era com ele.

Disse mais o filisteu a Davi: Vem a mim, e eu darei a tua carne às aves do céu e às bestas do campo. Davi, porém, lhe respondeu: Tu vens a mim com espada, com lança e com escudo; mas eu venho a ti em nome do Senhor dos exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. 1 Samuel 17.44-45

E mesmo com a grande desvantagem física, Davi enfrentou Golias e o derrotou. E aí está: o Senhor Jesus Cristo é nossa força na fraqueza. É o porto seguro para que não nos abalemos e não nos deixemos levar pelos acontecimentos ruins. Todos nós podemos resistir e lutar. A fé é nossa arma poderosa, que nos impele a seguir adiante e não desistir.

Busquei o Senhor, e ele me acolheu; livrou-me de todos os meus temores. Salmos 34.4

Por isso, independentemente do que estiver passando agora, olhe mais uma vez para a imagem e, em vez de se compadecer dele, ou de si próprio, aja a sua fé tendo como fonte de energia a Palavra de Deus: O Senhor é a minha luz e a minha salvação, de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei? (…) Ainda que um exército se acampe contra mim, não se atemorizará o meu coração; e se estourar contra mim a guerra, ainda assim terei confiança. Salmos 27.1 e 3
Por Eduardo Prestes
redacao@arcauniversal.com

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Por que mulheres fingem uma gravidez?

Gestação psicológica é doença, mas caso da grávida de quadrigêmeos de Taubaté pode ter outra explicação

Nos primeiros dias do ano, uma moradora de Taubaté, cidade do interior de São Paulo, afirmou estar grávida de quatro meninas. O fato gerou interesse instantâneo, já que a gravidez de quadrigêmeos univitelinos é bem rara. Os pais e o marido de Maria Verônica dos Santos, 25 anos e dona de uma escola infantil, demonstraram muita satisfação com a gestação e emissoras de televisão exibiram as imagens do exame de ultrassom dos quatro bebês e os preparativos para o nascimento. Mas o caso sofreu uma mudança radical esta semana. Maria Verônica pode nem estar grávida.

Wilson Vieira de Souza, médico ginecologista de Maria Verônica, confirmou que na última consulta da suposta gestante, no final de outubro de 2011, ela apresentou um ultrassom que não condizia com o exame de uma mulher grávida. “Ela não estava grávida quando se consultou comigo. Não tem possibilidade do exame estar errado. Se ela estiver grávida hoje, a gestação aconteceu depois de nosso último encontro (três meses atrás)”, afirma.

Apesar da declaração enfática do médico, não foi esclarecido se Maria Verônica realmente está grávida. A Polícia Civil já entrou no caso e pediu, na última terça-feira (17), um exame para comprovar a suposta gestação. O pedido foi feito após o marido da pedagoga registrar boletim de ocorrência contra uma emissora de TV. Se for comprovada a fraude, ela pode responder por falsidade ideológica.

Gravidez psicológica

Mas, afinal, o que leva uma mulher a mentir uma gravidez? De acordo com Joel Rennó Jr., médico psiquiatra diretor do ProMulher – Programa de Saúde Mental da Mulher – desenvolvido pelo Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), é prematuro emitir opiniões específicas sobre o caso de Taubaté, mas ele explica que algumas mulheres apresentam a condição de pseudociese, mais conhecida como gravidez psicológica.

“Antes de pré-julgar a mulher que se disse grávida de quadrigêmeos, precisamos estabelecer que não conhecemos o histórico, tanto de saúde quanto psíquico, dela. Na realidade não se sabe nem se ela realmente está grávida”, aponta o médico. Para ele, se este fosse um caso de gravidez psicológica, Maria Verônica acreditaria mesmo estar esperando quatro bebês. “Mulheres com gravidez psicológica têm uma crença efetiva, quase delirante, de que estão realmente grávidas. Pode ser uma mulher com muito desejo de engravidar ou o contrário, um medo enorme de passar por uma gestação”.

A médica psiquiatra Renata Camacho atende gestantes com depressão no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP. Ela explica que a mulher em uma pseudogravidez chega a ter aumentado o volume abdominal e das mamas e é capaz de produzir leite. “Mesmo confrontada com exames, essa mulher dificilmente vai aceitar que não está grávida. Ela vai precisar passar por um trabalho psicoterapêutico intenso. A gravidez psicológica é uma patologia”.

Danielle Nordi, iG São Paulo

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

# E a Luiza? Já voltou do Canadá?

Ainda não, mas na semana que vem a nova sensação das redes sociais desembarca no Brasil. Logo depois, vai estrelar o segundo comercial da construtora Água Azul. Todo mundo ouviu falar nisso (inclusive a Luiza que está no Canadá). Geraldo Rabello, o pai da Luiza, gravou um comercial para um edifício residencial da construtora. O vídeo fez o maior sucesso. Isso nos fez lembrar da ação maluca que fizemos pro Gran Palazzo.

A gente ficou bem curioso pra saber se a ação foi proposital. Descobrimos que não. A família é bem tradicional na Paraíba e, pra justificar a ausência da Luiza nas gravações, resolveram explicar. Deu no que deu. Alguém viu, compartilhou, o outro tuitou e o comercial foi visto, em quatro dias, mais de 100 mil vezes. Sem contar as piadas no facebook, no twitter, as solicitações de amizade pra Luiza e os comentários que não foram contabilizados. Mais de 3000 pessoas (e só aumenta) já curtiram a página do Facebook. E o mais legal é ver um monte de gente: “O que é essa Luiza que tá todo mundo comentando?”

Marcas estão usando o ‘meme’. Yazigi, Magazine Luiza, Decolar, Claro e até o cantor Lenine são exemplos de quem aproveitou a bola quicando.
Não é que até a construtora rival usou a Luiza pra aumentar as vendas?


Resultado disso tudo? Três apartamentos vendidos em seis dias, um contrato (com a Luiza) para o próximo comercial e um aumento espantoso pelo busca do ‘apartamento da Luiza’.

Se você não viu, quer ver de novo ou quer mostrar pra algum parente que está fora do país, esse é o link do comercial:

http://www.facebook.com/menosaluizaqueestanocanada

Legal, né? Nós adoramos essas ações. Mesmo se querer, o cliente superou os objetivos propostos, investiu pouquíssimo em mídia tradicional e fez a marca aparecer. Coisa linda! Revolução. Todo mundo aqui AMA isso (menos a Luiza. Ela está ensaiando pra um comercial).

Publicado por Manuella em 18 de janeiro de 2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Existe amnésia alcoólica?

Não é desculpa de bêbado: quanto mais bebida, menos memória
Nem todo mundo que bebe, dá vexame e depois diz que não lembra de nada está mentindo. "Amnésia alcoólica existe, sim. E é inclusive bem comum após a ingestão excessiva de álcool", afirma o psiquiatra Arthur Guerra, supervisor do Grupo de Estudos sobre Álcool e Drogas da USP.

Se você beber pouco, vai ficar animado, falante e lembrar de tudo. Mas, com o acúmulo de doses, o álcool passa de estimulante a sedativo. "É como passar por uma endoscopia: você não recorda o que houve um pouco antes, durante e logo após o exame", diz Carlos Salgado, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas.

O que não significa que memória de bêbado não tem dono. "É como se elas tivessem uma senha e, para destravá-las, fosse preciso reproduzir as condições em que foram adquiridas", diz o neurocientista da USP Gilberto Xavier. Ou seja, para relembrar o que aconteceu durante uma bebedeira, o jeito é beber de novo.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Polêmica, reposição hormonal masculina ganha nova diretriz

Em que situação o homem deve fazer a terapia de reposição hormonal? A questão que ainda divide opiniões médicas acaba de ganhar uma nova diretriz da Sociedade Brasileira de Urologia, lançada durante congresso da especialidade que terminou anteontem em Goiânia.
Estima-se que, a partir dos 50 anos, 15% dos homens sofram queda nos níveis de testosterona, a chamada andropausa, e sejam candidatos à reposição do hormônio. De acordo com a nova diretriz da SBU, a terapia de reposição só deve ser indicada quando a queda hormonal for comprovada por exames laboratoriais e estiver associada a sintomas clínicos, como disfunção erétil, alterações de humor e diminuição da libido, da massa muscular e da densidade óssea.

O problema é que os valores normais da testosterona têm muita variação (vão de 300 a 1.000 nanogramas por decilitro) e dependem das diferentes metodologias laboratoriais. Diante disso, há médicos que defendem que a reposição seja feita mesmo se o exame estiver normal, desde que o homem apresente sintomas clínicos da queda hormonal.

O urologista americano Abrahan Morgentaler, professor da Harvard University, é um deles. No Congresso Brasileiro de Urologia a convite do laboratório Bayer (fabricante de uma das drogas utilizadas na reposição), ele foi enfático em defender a reposição hormonal masculina mesmo quando os níveis estiverem normais.

Segundo ele, há homens que apresentam queda da testosterona e não têm sintomas. Com outros, ocorre o inverso. "O médico precisa olhar para o paciente, não para os testes sanguíneos", disse Morgentaler.

Não é tão simples. Os sintomas clínicos da andropausa se confundem com outros problemas, como a depressão. "O diagnóstico não é fácil. Se o cara perdeu o emprego, está deprimido, vai ter esses sintomas [iguais aos da andropausa]", afirma Archimedes Nardozza Júnior, chefe do setor de disfunções sexuais da Universidade Federal de São Paulo.

A medicação desnecessária também aumenta os riscos hepáticos, cardiovasculares e de infertilidade. "Quando você eleva a testosterona acima dos níveis normais, pode haver aumento da viscosidade sanguínea e o paciente fica mais sujeito a ter infarto e acidente vascular cerebral", explica o urologista Celso Gromatzky, professor da Faculdade de Medicina do ABC e um dos coordenadores das novas diretrizes da SBU.

Outro risco muito discutido é o do câncer da próstata. "A reposição não causa câncer. O único risco é se o paciente já tem um tumor pequeno e não sabe disso. Por isso, tem de investigar muito e descartar outras causas antes de se receitar o hormônio", diz o urologista paulista Aguinaldo Nardi.

As novas diretrizes da SBU, redigidas a partir de uma revisão da literatura médica, recomendam que os médicos façam duas dosagens da testosterona total e investiguem se o homem não apresenta outros problemas, como hiperprolactinemia, que causa queda da testosterona. No primeiro ano de tratamento, o paciente deve realizar consultas e exames de sangue a cada três ou seis meses.

Para os urologistas, quando bem indicada, a reposição hormonal traz muitos benefícios aos homens, como melhora da libido e da densidade óssea.

CLÁUDIA COLLUCCI
enviada especial da Folha de S.Paulo a Goiânia
A jornalista Cláudia Collucci viajou a Goiânia a convite da Sociedade Brasileira de Urologia

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

suposto estupro e os limites do "BBB"+


Ainda não dá para sacar conclusão alguma sobre o que de fato aconteceu entre Monique e Daniel na madrugada de sábado para domingo, sob o lendário edredom do "Big Brother Brasil".

"Só se ele foi muito mau caráter", diz Monique sobre sexo
Não houve estupro e Daniel é vítima de racismo, diz Boninho
Polícia e advogados da Globo conversam sobre suposto estupro

Todas as partes precisam ser ouvidas. Além do mais, é a própria moça quem precisa ir à polícia --caso contrário, não se configura crime algum.

Entenda: Fazer sexo com alguém dormindo é crime hediondo

Se ainda não há uma resposta convincente, pergunta é o que não falta. Tentei enumerar algumas:

- Por que a Globo tirou o vídeo comprometedor de seu site, se ele chegou a ser exibido pelo "pay-per-view"? Se de fato não aconteceu nada, então não há porque censurar as imagens. Além do mais, quem procura, acha --a cena ainda não saiu totalmente de circulação.

- Por outro lado, até que ponto o escândalo não faz bem para o programa? Esta edição começou meio morna, com a audiência em baixa e muita reclamação sobre a falta de novidades. Um pouco de pimenta pode ajudar o "BBB 12" a pegar no tranco. Mas será que a dose não foi exagerada?

- E por falar em exagero, não há limites para o álcool nas festas? A produção poderia cortar a oferta de bebidas, se julgar que algum participante está se excedendo. Mas não é justamente o excesso o que se busca com a fartura de birita?

- Se realmente Daniel transou com Monique sem o consentimento desta, ele não pode alegar que também estava bêbado? Quer dizer, sem noção do que estava fazendo? O que diz a lei nestes casos?

- Minha última questão envolve a própria sobrevivência do "reality show". Não há anunciante na face da Terra que queira associar sua marca a uma suspeita de estupro, mesmo que não comprovada. O "Big Brother Brasil" tem uma produção relativamente barata e vende com facilidade todos seus espaços publicitários. Uma eventual debandada de clientes pode fazer com que esta 12ª edição seja a última.

O caso é cabeludo, e de longe o mais complicado de toda a história do "BBB". Por coincidência, estourou justo no final de semana seguinte ao último capítulo da série "Dercy de Verdade", que mostrou a falecida atriz perdendo seu programa na Globo por causa do baixo nível das atrações (e não por causa da audiência, que era altíssima).

É cedo para dizer que o mesmo acontecerá com o "BBB". Mas uma luz amarela se acendeu. E, mesmo que não se prove nem aconteça nada com Daniel neste momento, os dias dele estão contados dentro da casa. O cara provavelmente será eliminado no paredão da semana que vem.

Tony Goes tem 50 anos. Nasceu no Rio de Janeiro mas vive em São Paulo desde pequeno. É publicitário em período integral e blogueiro, roteirista e colunista nas horas vagas. Escreveu para vários programas de TV e alguns longas-metragens, e assina a coluna "Pergunte ao Amigo Gay" na revista "Women's Health". Colaborador frequente da revista "Junior" e da Folha Ilustrada, foi um dos colunistas a comentar o "Big Brother 11" na Folha.com.

Prato vermelho reduz apetite em 40%, dizem especialistas

De acordo com o estudo, cor vermelha diminui o apetite por estar associada a conceitos como "proibição" e "pare"
Comer em um prato de cor vermelha pode ajudar as pessoas a perderem peso - é o que dizem os cientistas. De acordo com um novo estudo conduzido por acadêmicos germânicos e suíços, divulgado pelo jornal britânico Daily Mail, o ato de servir alimentos ou bebidas em pratos e copos vermelhos pode reduzir o consumo em 40%.
Os profissionais envolvidos na pesquisa indicam que o tom faz com que as pessoas evitem comer muito, uma vez que está associado a ideias como "perigo", "proibição" e "pare".

Eles também ressaltam que a ideia de usar pratos e copos nessa cor seria uma alternativa para coibir a ingestão de alimentos pouco saudáveis e de bebidas alcoólicas.

O estudo foi feito com 41 estudantes do sexo masculino, que foram estimulados a tomar chá em copos marcados com etiquetas azuis e vermelhas. Eles beberam 44% menos dos copos com etiquetas vermelhas.

Na segunda parte do estudo, 109 pessoas comeram salgadinhos em pratos vermelhos, azuis e brancos e, ao final da experiência, ficou comprovado que os salgadinhos dos pratos vermelhos foram os menos consumidos .

Portal Terra.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sorte ou azar: hoje é sexta-feira 13


A chegada de 2012 foi aguardada com muita expectativa, principalmente pelos supersticiosos, atentos às previsões do fim do mundo, feitas a centenas de anos pela civilização Maia. Como se isso não bastasse, o primeiro mês do novo ano já vem com uma Sexta-feira, dia 13. Essa combinação dia-número é considerada período de azar.

Hesíodo (Século VII a.C) registrou no seu livro “Os trabalhos e os dias” a recomendação de não se plantar no 13º dia. Na numerologia o 13 é tido como um número irregular, sinal de infortúnio. No Tarô, a carta 13 representa a morte. Para muitos, a “Sexta-feira 13” é o dia em que a sorte está de folga e, portanto, merece muita atenção e precaução redobrada.

Mas como o azar está em qualquer sexta-feira, no dia 13 de qualquer mês, os supersticiosos de plantão não terão sossego pelo menos nos próximos seis, sete meses. Ainda neste ano de 2012, eles estarão atentos aos futuros dias 13 de abril e de julho.

IDADE MÉDIA

A crença de que a sexta-feira 13 é um dia agourento não é nova; tem fundamento em antigas lendas cultivadas ainda na Idade Média, do outro lado do Oceano Atlântico. Atribuíam a data às bruxas. Na sexta-feira, dia 13, essas personagens estariam soltas e trazendo má sorte aos mortais. Uma lenda da mitologia nórdica conta que a Deusa do Amor e da Beleza (Friga) foi transformada em bruxa quando as tribos escandinavas se converteram ao Cristianismo. A partir de então, Friga, juntamente com o demônio e outras 11 bruxas, passou a se reunir às sextas-feiras para infernizar a vida da população.

Os antigos cristãos também faziam menção à data, baseados em dois relatos bíblicos: a última Ceia do Senhor Jesus, onde haviam 13 pessoas, e a crucificação de Cristo, ocorrida numa sexta-feira. Há também o registro da prisão, tortura e execução dos membros da Ordem dos Cavaleiros Templários (Cavaleiros de Cristo), numa sexta-feira, 13 de outubro de 1307, na França, acusados de heresia.

Mas, deixando a crendice de lado, quem tem medo deste dia? Afinal, o que tem de mau o dia 13, especialmente se ocorrer numa sexta-feira? Nada existe de verdade. É só superstição e muita especulação.

Segundo a Astrologia, a sexta-feira é o dia regido por Vênus, o planeta do amor, da beleza, do entretenimento e da harmonia. Para os místicos o 13 está associado à evolução de todo ser. Então, não há porque temer a Sexta-feira 13! É um dia como outro qualquer; de obrigações, compromissos, afazeres e prazeres. Se os esotéricos dizem que o número 13 sugere a morte, ótimo! Morte significa o fim de um ciclo e o início de um novo período na nossa evolução cíclica.

Sigamos em frente, acreditando que este é apenas mais um dia nas nossas vidas. É preferível não considerar este como um dia de infortúnios. O azar, creia, está ligado à falta de fé.

Inteligentes como somos, não devemos determinar um dia/data para culpar pelos nossos fracassos. Estes são, na maioria das vezes, resultado da nossa própria falta de atenção, de planejamento, preparo, cuidado e esforço.

Cada um deve procurar os seus pontos mais positivos e usá-los com bom senso, equilíbrio, inteligência e sabedoria, no momento certo, para evitar conflitos, aproveitar as oportunidades que surgem e atrair coisas boas.

Dê folga ao azar. Ainda vem por aí muitas e muitas sextas-feiras 13. Serão dias para apostarmos na sorte!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Estudo: pessoas mentem mais em janeiro, cerca de 7 vezes ao dia

O mês da mentira é janeiro, segundo uma pesquisa encomendada pelo estúdio 20th Century Fox. Os britânicos chegam a contar, em média, 217 lorotas no mês, sendo sete por dia, em comparação com as quatro diárias no restante do ano. Os dados são do site Female First.

Os motivos normalmente giram em torno do Natal, do Réveillon e da lista de resoluções para o novo ano. O dinheiro é um dos principais temas da enganação, com muitos admitindo esconder o quanto gastaram no período festivo e a quantidade de dívidas no cartão de crédito. Um quarto mentiu sobre quanto perdeu com as liquidações de janeiro.

Os participantes também disseram que exageram ao contar o quanto se divertiram nas festas. Um quinto fingiu ter participado de eventos chiques, mas ficou em casa vendo TV. A quantidade de álcool ingerida também faz parte da lista. Quase metade já deixou as metas para 2012 de lado e escondeu o fato.

Outra constatação é que os voluntários se mostraram mais propensos a mentir aos seus parceiros que a qualquer outra pessoa. Apesar da quantidade de lorotas, quase metade afirmou que suas mentiras regularmente são descobertas.
Fonte - TERRA

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Livro propõe uso de técnicas de RH para selecionar um marido

A seção de relacionamentos das livrarias sempre foi fértil em ideias inusitadas. Mas um dos últimos lançamentos nas estantes parece ter ido além neste sentido. Como adianta o título, o livro “Técnicas de RH para Selecionar e Segurar Marido” (Editora Matrix) propõe uma maneira curiosa de encontrar a cara-metade. “Se uma empresa agisse como muitas mulheres agem, ia ser um desastre. Imagina contratar um candidato para um cargo estratégico só por que gostou da aparência?”, explica o autor da obra, João José da Costa, advogado e executivo de recursos humanos. “A intenção do livro é colocar um pouco de racionalidade na decisão de se casar com alguém”, completa


Atuante em grandes empresas multinacionais, Costa conta que decidiu escrever o livro depois de perceber que amigas e conhecidas sofriam frequentemente por conta de escolhas erradas. “Claro que o amor tem que prevalecer, mas como numa seleção profissional, deve haver uma avaliação prévia das qualidades do parceiro. Não pode ser baseado só na paixão cega”, defende.

Mais que dialogar, testes de habilidades podem ser úteis. “Se você quer ter filhos, é bom expor o seu namorado a situações que ele tenha que lidar com crianças ou assuntos infantis. O moço pode ser um bom companheiro, por exemplo, mas não necessariamente um bom pai”, completa.

- Definindo o perfil para a vaga
Antes de começar uma seleção para uma posição em sua equipe, as empresas definem as características ideais do futuro ocupante. Segundo Costa, as mulheres devem fazer o mesmo e estabelecer uma lista com pelo menos dez requisitos que um parceiro deve ter. Por exemplo: ser inteligente, bom com crianças, trabalhador, atlético, saber cozinhar, gostar de viajar, entre outros fatores. “Mas é bom ter cuidado. Se você coloca padrões altos, vai ter que estar à altura deles. Ou será como uma empresa que tenta contratar um executivo de ponta com um salário abaixo do mercado”, alerta. O bacana é que o pretendente imaginário seja desenhado com qualidades e valores essenciais, porém em outras áreas, como a financeira, os dois podem crescer juntos.

- Antecipando crises
Nessa busca pelo parceiro ideal, o autor aconselha que as mulheres apostem suas fichas na etapa que ele considera mais importante: a entrevista. Isso não significa que o namorado deve ser colocado numa cadeira e interrogado. “A fase de entrevistas nos relacionamentos é durante todo o namoro. Mais do que indagar sobre suas dúvidas, a mulher deve antecipar situações de crise de um casamento. Por exemplo, quando ela tem um problema, como ele reage? Dá sugestões, tentar ajudar ou não se envolve? Isso pode ser um indicador de como será a dinâmica do casamento”, aponta Costa.

- Checando referencias antes de ‘contratar’
Obviamente, numa entrevista de emprego ninguém fala mal de si mesmo. O que as empresas fazem para descobrir se todas as informações do currículo são verdadeiras é checar as referências com os empregadores anteriores. Já nos relacionamentos, não dá para uma mulher telefonar para as ex-namoradas do parceiro. Mas é possível ter boas informações conhecendo a família dele e percebendo como age em sua própria casa com as figuras femininas, como mãe e irmãs. Também vale ouvir as opiniões dos seus amigos – cuidado com as amigas da onça! – e pais sobre o futuro marido. Pares e superiores enxergam a relação de fora, com outra perspectiva.

- Avaliando o desempenho do novo ‘funcionário’
Depois de todas as etapas de seleção, a mulher finalmente encontra alguém para contratar, ou melhor, se casar. Mas nem por isso ela deve abandonar a transposição das técnicas de RH para a vida afetiva, de acordo com Costa. Depois de seis meses ou um ano de casamento, é hora de avaliar se todas as competências definidas na fase anterior estão sendo cumpridas. “A ideia é levantar os pontos fracos do casal e descobrir no que os dois podem melhorar na vida conjunta, garantindo que a relação dure mais”, propõe.

Uma estratégia bacana que pode amenizar o peso da maçante D.R. é o “feedback sanduíche”: comece reforçando dois ou três qualidades da pessoa (esse é o pão da base); passe para o recheio, onde você descreve um erro, ouve a posição do outro e propõe um acordo; é hora do pão que vai por cima, que representa um desfecho confiante e positivo – só feche o “sanduíche” com o acordo firmado e satisfatório.

Agora, se não der para continuar a parceria, o jeito é demitir o cara e colocar a plaquinha de “admite-se” de novo na porta. Ou será que depois de uma experiência difícil você vai preferir trabalhar sozinha por algum tempo?


Ricardo Donisete, especial para o iG São Paulo

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Cérebro começa a declinar a partir dos 45 anos, diz estudo

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Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade. Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%. As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60.

O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal, foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007. Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas - de percepção ou de compreensão - de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.

Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e auditiva, mas não em vocabulário - com um declínio mais acentuado nas pessoas mais velhas. Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade.

Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas. "É importante identificar os riscos cedo. Se a doença começou em um indivíduo nos seus 50 que só começa a ser tratado nos 60, como fazemos para separar causa e efeito?", questiona o professor Archana Singh-Manoux, do Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Saúde da População, na França, que conduziu a pesquisa na instituição londrina.

"O que precisamos agora é analisar aqueles que experimentam um declínio cognitivo mais rápido que a média e saber como parar o declínio. Algum nível de prevenção definitivamente é possível", afirma.

Crise de meia-idade
Singh-Manoux argumenta que as taxas de demência devem aumentar na sociedade na medida em que as funções cognitivas estão conectadas a hábitos e estilo de vida, através de fatores como o fumo o nível de exercício físico.

Para a Sociedade contra o Alzheimer, uma organização de pesquisa e lobby no combate à demência, o estudo mostra a necessidade de mais conhecimento das mudanças no cérebro que sinalizam o problema. "O estudo não diz se qualquer dessas pessoas chegou a desenvolver demência, nem quão viável seria para o seu médico detectar essas primeiras mudanças", afirmou a gerente de Pesquisas da Alzheimer Society, Anne Corbett.

"São necessários mais estudos para estabelecer as mudanças mensuráveis no cérebro que possam nos ajudar a melhorar o diagnóstico da demência."

O diretor de Pesquisas na organização, Simon Ridley, reforçou a necessidade de conscientizar a população sobre os benefícios de ter hábitos saudáveis. "Embora não tenhamos uma maneira infalível de prevenir a demência, sabemos que mudanças simples de hábitos - adotar uma dieta saudável, não fumar, manter o colesterol e a pressão do sangue sob controle - reduzem o risco de demência", afirmou.

"Pesquisas anteriores indicaram que a saúde na meia-idade afeta o risco de demência durante o envelhecimento, e estas conclusões nos dão mais razões para cumprir as resoluções de Ano-Novo", completou.

BBC Brasil - BBC BRASIL.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Quando o ciúme vira doença

Sentimento em excesso pode causar depressão


O ciúme é encarado normalmente como uma forma saudável de demonstração de amor, mas quando se torna exagerado, pode até se transformar em doença. Para os especialistas, uma pessoa que desenvolve um sentimento possessivo pelo parceiro certamente pode estar sofrendo de um distúrbio obsessivo.

Para a psicóloga Salete Monteiro Amador, o sofrimento e ciúme descontrolados provocam não apenas dores psicológicas, mas também físicas, já que nesses casos é comum a prática da violência corporal. Ela explica que o fato de ter presenciado na infância, uma relação conflitante dos pais ou casais próximos, só favorece a forma distorcida de como as pessoas se relacionam com o companheiro.

A pessoa que sofre com ciúmes pode ter uma personalidade obsessiva compulsiva que possui um padrão característico de sintomas que precisam ser observados, já que existe uma exagerada preocupação com asseio, perfeccionismo, controle mental e interpessoal.

Para a psicóloga, o ciúme exagerado pode se originar no comportamento do parceiro que não transmite confiança ou parte da própria pessoa que se sente insegura e encara qualquer fato que fuja da rotina como uma ameaça à relação. Os principais indícios da doença são a tristeza, depressão, raiva, o sentimento de impotência e a baixa autoestima.

Uma das consequências do ciúme doentio é o isolamento social, que acontece quando o casal decide não sair de casa e nem se relacionar com outras pessoas que possam representar ameaça. Nesse momento, é fundamental buscar atendimento profissional antes que o quadro evolua para depressão crônica, tornando ainda mais complexa a cura do ciúme e necessitando de outros tipos de cuidados médicos relacionados à depressão.

Salete Monteiro Amador recomenda a psicoterapia como alternativa principal para vencer a doença. No método mais simples, é preciso resgatar e localizar a origem do ciúme, tentar descobrir o que influenciou na mudança da relação e além de ajudar os pacientes a recuperar a autoestima. A psicoterapia busca reforçar os laços que uniram o casal para buscar novas formas de diálogo e ajudar a recuperar a confiança entre os dois.

Na visão da psicóloga Olga Tessari, quando uma pessoa se deixa dominar pelo ciúme, ela coloca de lado tudo o que lhe dá prazer, tudo o que é bom no seu relacionamento e passa a espionar, espreitar, buscando fatos e coisas que provem a infidelidade do outro: um olhar diferente, um nome desconhecido, um telefonema, um bilhete, um pequeno atraso. E quando isso acontece, a tendência é tentar exercer controle sobre todos os passos da pessoa amada.

Para Olga Tessari, alguns sintomas mostram o caminho para se tornar vítima do ciúme exagerado.

- não aceitar que o parceiro faça um programa (com amigos, por exemplo) sem a sua companhia;

- mexer nas coisas pessoais do seu parceiro (gavetas, armários, pastas, bolsos, carteira, celular, etc...);

- sentir a necessidade de saber sempre onde o outro está. Ligar para casa dos amigos para confirmar a sua presença ou aparecer no local;

- preparar armadilhas. Pedir a alguém que se insinue ao seu parceiro para ver qual a reação dele;

- desconfiar de tudo e de todos.

O ciúme nunca aparece sozinho. Surge sempre acompanhado por medo (de perder a pessoa amada), baixa autoestima, insegurança e desvalorização de si mesmo. Vale dizer que pessoas seguras de si, de seu valor, costumam lidar bem com o seu ciúme, não se deixando levar por ele.

Carlos Antonio / Foto: Divulgação
carlos.antonio@arcauniversal.com


domingo, 1 de janeiro de 2012

Cleptomania: crime ou disfunção?

Mal atinge principalmente as mulheres


A cleptomania é classificada pela psiquiatria como um distúrbio compulsivo que leva a pessoa a furtar objetos de lojas, supermercados a até mesmo da casa de parentes e de amigos. Este transtorno geralmente começa no fim da adolescência e continua por vários anos. É considerada atualmente uma doença crônica e que atinge todas as faixas etárias. Pesquisas em estabelecimentos comerciais revelam que, pelo menos, em 5% dos roubos estavam envolvidos cleptomaníacos.

Estudos psiquiátricos mostram que há mais casos de cleptomania em mulheres do que em homens e que o transtorno pode ter causas familiares ou individuais.

O portador do distúrbio dificilmente consegue resistir ao impulso de furtar. E quando comete o roubo não é levado pelo valor do objeto. Normalmente, ele surrupia coisas de baixo custo, objetos que teria condições de adquirir sem grande esforço. Ele age assim como uma forma de enfrentar a angústia e a ansiedade que atormentam a sua vida.

O cleptomaníaco passa por momentos de crescente tensão antes de cometer o furto, mas sente prazer, alívio e satisfação depois de cometer o ato. Os indivíduos que sofrem desta patologia não planejam seus atos, mas muitas vezes, podem evitar furtar quando isso pode ter consequências graves, como ser gravado por câmeras de vídeo ou ser pego pela polícia. Além disso, ao cometer o furto, o cleptomaníaco jamais pede a ajuda de terceiros. Na maioria das vezes, a identificação do portador desse transtorno se torna muito difícil porque até que ele seja flagrado roubando, costuma ter um comportamento absolutamente normal.

Após o roubo, o paciente costuma reconhecer o erro de seu gesto, não consegue entender porque o fez nem porque não conseguiu evitar. A reação quase sempre é de vergonha e ele tenta esconder a atitude ilegal de todas as pessoas que lhe são próximas. As características do mal se assemelham muito à Perturbação Obsessivo-Compulsiva, por se tratar de um impulso (por definição incontrolável) que leva o paciente a sentir-se culpado e envergonhado depois de cometer o ato ilícito.

Normalmente as pessoas que sofrem de cleptomania podem apresentar distúrbios associados, como depressão, anorexia, bulimia, ansiedade e fobias. O tratamento exige paciência porque precisa contar com a colaboração da pessoa que sofre com o problema. Parentes e amigos próximos de cleptomaníacos têm papel fundamental no tratamento, principalmente na questão do incentivo porque este costuma ser longo.

O psiquiatra Ícaro Pacheco, membro da Associação Psicanalítica Internacional e da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, e um dos maiores especialistas do assunto, explica que o diagnóstico sobre a cleptomania é feito por meio de entrevistas e sessões psicoterápicas. O médico esclarece que o transtorno pode ser tratado com relativo sucesso, principalmente com psicoterapia e psicanálise, mas raramente é completamente eliminado.

Agência Unipress Internacional

Por Carlos Antonio
carlos.antonio@arcauniversal.com