Peixe tradicional da época reduz o colesterol ruim e ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares e câncer
O bacalhau é o prato principal da Páscoa, tão tradicional como
a troca de ovos de chocolate. A escolha pelo peixe tem origem católica.
Na Quaresma e na Semana Santa, a igreja proibia o consumo de carne
vermelha. Dizia que fazia alusão ao sangue derramado por Cristo para salvar os pecadores.
Mesmo para os menos religiosos, no entanto, o bacalhau é presença
garantida nessa comemoração. Saboroso, com alto valor nutritivo e de
fácil digestão, o peixe também é rico em minerais – como o ferro e
fósforo –, vitaminas A, E e D e tem colesterol quase zero.
Além disso, esse alimento contém ômega-3, importante para diminuir o
LDL (o colesterol ruim) e triglicerídeos e para aumentar o HDL (o
colesterol bom), além de ser importante na prevenção e controle de
doenças cardiovasculares, câncer, aterosclerose, hipertensão e desordens inflamatórias e autoimunes. O bacalhau também tem ômega-6, ácido graxo essencial para o sistema imunológico.
A cada 100 g são aproximadamente 350 calorias, 81 gramas de proteína e
50 mg de cálcio (o que, de quebra, ajuda a fortalecer os ossos).
Cuidados
Apesar de todos os benefícios, é importante lembrar que a versão
assada é sempre mais saudável do que a frita. E atenção, hipertensos:
bacalhau é rico em sódio. A mesma porção de 100 gramas contém 2.087mg de
sódio, mais do que as a quantidade máxima indicada para ser consumida
em um dia inteiro – 2 mil mg.
“Todo esse excesso pode causar retenção de líquidos”, alerta a
nutricionista Bruna Murta, da rede Mundo Verde. Por isso, o peixe é
prejudicial também para quem tem insuficiência renal, já que seria necessária a ingestão de mais água para eliminar o sódio em excesso.
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