terça-feira, 29 de novembro de 2011

Meu ex, atual amigo

Um amor bem resolvido pode deixar o carinho de herança para a amizade
Não são poucos os relacionamentos que terminam embalados pelo clássico "é melhor sermos apenas bons amigos". Falta de originalidade à parte, a frase pode sim ir além de um educado passa-fora. Por mais que para muitos pareça difícil trocar beijinhos no rosto e até confissões com quem já dividiu a cama, ser amiga do ex não é missão impossível. Desde que o carinho tenha resistido às turbulências de qualquer fim de relação e que haja vontade mútua e sincera de recomeçar.
Na teoria...
Na teoria, é tudo muito bonito. Mas o coração tem mesmo razões que a razão desconhece. "É estranho começar uma relação de amizade com uma pessoa que já dormiu sem roupa com você", acredita a jornalista Isabella Rebelo. Para ela, é muito difícil dissociar o título de ex-namorado do de novo amigo. "Bem ou mal, ele sabe tudo sobre você, conhece coisas que os amigos normais não conhecem. Por outro lado, isso já é um tremendo trunfo para ter uma espécie de amizade especial", diz ela.
A Comerciante Tereza Porto defende a mesma teoria. "Eu acho que é uma coisa perfeitamente possível. Mas o amigo que também é ex-namorado não é um amigo como outro qualquer. Não dá para apagar o carimbo", garante.
“Se tudo acaba em briga, é claro que não há chances de a amizade continuar por um simples fato: não há vontade.”
Na prática...
Quem passa por isso afirma que o tempo se encarrega de fazer, e muito bem, o papel do removedor de rótulos. Os publicitários Paula Rocha e Bernardo Barbosa, que namoraram por oito anos, dizem que já nem se lembram dos tempos de escovas de dentes unidas. "Mesmo naquele tempo nós éramos grandes companheiros. Havia uma identificação muito grande entre a gente. Mas aconteceu uma transformação completa na relação", conta Paula.
Depois que os dois terminaram, passaram três necessários anos sem notícias um do outro. "Eu sentia muita saudade da amizade dele, mas achava que era impossível a gente ser amigo porque o nosso namoro foi muito intenso. Até que um dia a gente se encontrou e passou a noite num papo ótimo, ficamos rindo, conversando sobre tudo como se tivéssemos nos visto na véspera. E o que foi melhor, sem nenhuma mágoa. Aí eu refleti e vi que era ridículo desperdiçar a nossa identificação e as nossas afinidades em função de um preconceito bobo", lembra Paula.
O fim e o recomeço
A psicóloga Aline Mac Cord explica que o fator determinante para que o novo relacionamento dê certo é, obviamente, a forma com que o namoro termina. "Se tudo acaba em briga, é claro que não há chances de a amizade continuar por um simples fato: não há vontade. Mas quando um relacionamento amoroso termina, no caso uma relação madura, não um simples caso passageiro, encerra-se uma fase da relação entre as duas pessoas. A partir daí, elas passam a ser dois desconhecidos que precisam construir um novo relacionamento, partindo do zero", comenta.
É também impossível terminar um namoro e sair no dia seguinte com o ex, fazendo juras de amizade eterna. Segundo Aline, o relacionamento precisa passar uma fase de luto para poder ser reconstruído. "Os dois precisam de tempo, até porque se o namoro terminou, terminou por alguma discordância ou conflito que precisa ser resolvido. Quando isso acontece, ser amiga do ex-namorado é perfeitamente possível porque ele deixa de ser um ex-namorado para ser uma pessoa como outra qualquer", completa. Mas é importante saber que os dois precisam estar sintonizados no mesmo objetivo, ou seja, se as paixões e atrações ainda existem, o risco de uma decepção é grande.
É preciso dar tempo ao tempo. Amizades não se constróem da noite para o dia e tudo o que foi vivido como um casal de namorados deve ficar apenas na lembrança. A proximidade com um ex pode trazer crises de ciúme e insegurança. Por isso, é importante que os dois estejam bem resolvidos e dispostos a começar tudo do zero. Essa pode ser uma ótima oportunidade para se surpreender com novas qualidades e defeitos e ainda garantir um amigo diferente para toda a vida.

por Fernando Puga Bolsa de Mulher

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Trabalhar à noite favorece o ganho de peso

O turno noturno provoca alterações hormonais que fazem com que o organismo não reconheça sinais de saciedade


Quem trabalha à noite fica predisposto a engordar. Isso porque, de acordo com um estudo da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o turno noturno provoca alterações hormonais que fazem com que o organismo não reconheça mais sinais de saciedade. "“Já havia uma ideia de que pessoas que trabalham à noite comem mais, mas não se sabia se elas sentiam ou não mais fome e o porquê disso"”, diz o endocrinologista Bruno Geloneze Neto, coordenador do estudo.

Para entender a influência do turno noturno sobre o comportamento alimentar, os pesquisadores avaliaram 24 trabalhadoras do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (HC - Unicamp). Elas foram submetidas a refeições padrões, que consistem na ingestão de 515 calorias, com uma dieta hiperproteica e hiperlipídica. Além disso, todas tinham a mesma faixa de índice de massa corpórea (entre 25 e 35), padrões semelhantes de atividade física e de condições socioeconômicas e culturais. Do total, 12 funcionárias trabalhavam à noite e 12 eram do turno diurno.

Após as refeições as mulheres ficavam por observação durante quatro horas. Segundo Geloneze, ao terminarem de comer, as funcionárias que trabalham à noite não passavam pela queda do hormônio grelina nem pelo aumento da substância xenina - são elas que geram a saciedade no organismo. Por outro lado, esse balanço hormonal costuma ocorrer em qualquer pessoa que leve uma rotina normal. A grelina também reduz o gasto de energia, promove a retenção da gordura e aumenta a produção de glicose no corpo.

(Com Agência Estado)

domingo, 27 de novembro de 2011

Como lidar com a fissura do cigarro




Foto: Getty Images Ampliar

Cigarro: parar de fumar exige vontade e disciplina

"Vontade é uma coisa que dá e passa.” A frase, utilizada desde os tempos da vovó, pode ser um alento para quem está tentando parar de fumar. Resistir ao ímpeto de levar um cigarro à boca, no entanto, não é tarefa fácil. “A pessoa precisa saber o que vai enfrentar: as crises de abstinência. Vai ter desejo, perder concentração, ficar mais irritada, pode acontecer de engordar. Mas é importante entender que essa fase passa e que a primeira semana é a mais difícil. Mas essa vontade vai diminuindo”, afirma Ciro Kirchenchtejn, pneumologista coordenador do centro de tratamentos para dependentes da nicotina HelpFumo.

Em geral, afirmam os especialistas, a abstinência dura 40 dias. A intensidade e freqüências dos sintomas vão depender do grau de dependência da nicotina de cada individuo. Para avaliar o paciente, os médicos aplicam um questionário com perguntas simples como qual a quantidade de cigarros consumidas por dia, se fuma logo nos primeiros minutos depois que acorda, se sente necessidade de fumar após a refeição e se tem dificuldades de ficar sem fumar mesmo quando está doente.

“Se o grau de dependência é grande, é muito difícil parar sozinho. Para isso existem os tratamentos, vale a pena procurar um profissional”, aconselha Jaqueline Ota, pneumologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Com esse resultado em mãos, o especialista pode indicar ou não um tratamento medicamentoso ou um adesivo de nicotina, ou ainda um acompanhamento psicológico. De acordo com pesquisas norte-americanas, os índices de sucesso são maiores quando o paciente alia duas terapias. (link) Adesivos, gomas de mascar e outros suportes podem ajudar a evitar a fissura. “Quem usa medicação tem suporte maior para parar na primeira tentativa. Além disso, tem menos tendência a ganhar peso”, diz Ciro. “É preciso entender o fumante como alguém doente que precisa de remédios para conseguir largar do vício”, completa.

Além disso, o suporte psicológico e familiar é importante para saber vencer os momentos de crise. “A vontade vai existir, por isso é importante ter apoio. Se ninguém fuma em casa, se os amigos respeitam e não oferecem cigarro, se ninguém fuma no mesmo ambiente, fica menos difícil”, alerta Jaqueline Ota.

Além dessas dicas, os especialistas mostram o caminho para superar essa fase:

- se já tentou parar de fumar outras vezes, avalie atitudes positivas e negativas da época
- fique atento aos gatilhos que levam ao cigarro e tente eliminá-los provisoriamente. Para algumas pessoas, é o álcool, para outras a comida ou o cafezinho, fique alerta
- avise os amigos e familiares da sua decisão para que eles evitem fumar na sua frente
- quando sentir vontade de fumar, beba água. Para isso, ande sempre com uma garrafinha a seu lado
- se você tem vontade de fumar logo após as refeições, escove os dentes imediatamente após que comer. A vontade diminui
- jogue fora tudo o que remeta ao fumo como maços de cigarro e cinzeiros
- não compre maços de cigarro
- tenha palitos de cenoura à mão. Quando sentir vontade de levar um cigarro à boca, coma um deles
- tenha chicletes na bolsa. Eles substituem o prazer oral do cigarro
- pratique atividades físicas, com o tempo elas reduzem a vontade de fumar
- se foram indicadas pelo seu médico, as pastilhas ou chicletes de nicotina são suas aliadas no combate ao fumo
- se tiver uma recaída, não abandone a decisão de parar de fumar. Encare como um lapso e volte ao início

Chris Bertelli, iG Saúde

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Meio-dia e meio ou meia? Meio-dia e pouco ou pouca?



Já fui tão corrigida por falar ‘meio-dia e meio’ (é meio-dia e MEIA, sua burra!) que finalmente aprendi que devia usar o feminino. Mas outro dia falei “meio dia e pouca” e voltaram a me corrigir! Afinal, quem está certo? Ou será que esse é um daqueles casos de ‘tanto faz como tanto fez’? (Liliane Ávila)

Não, não se trata de um caso de “tanto faz”. Para resumir uma conversa em que muita gente se perde, as correções que apresentaram a Liliane fazem sentido nos dois casos: a flexão de gênero correta no primeiro é “meio-dia e meia”; no segundo, “meio-dia e pouco”.

Confuso? Um pouco, à primeira vista, mas vamos às razões. A expressão “meio-dia e meia” contém uma elipse, isto é, uma palavra subentendida. Estamos falando, evidentemente, do substantivo “hora”. Portanto, devemos dizer “meio-dia e meia (hora)”. “Meia”, adjetivo que corta a hora pela metade, é obrigatoriamente flexionado.

No caso de “meio-dia e pouco”, uma marcação de tempo mais imprecisa, a análise é exatamente a mesma, a da elipse. Se nos conduz ao gênero oposto, isso se deve ao fato de o substantivo ser outro. A palavra que fica subentendida após “pouco”, aqui, é “tempo”, como ocorre também numa expressão como “daqui a pouco (tempo)”. Assim, dizemos “meio-dia e pouco”.

Sérgio Rodrigues
Revista Veja

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Quais os limites da palmada?

Caso do juiz que espancou a filha nos Estados Unidos reacende a discussão sobre como separar o propósito educacional dos maus-tratos


Na polêmica discussão em torno do Projeto de Lei 7672, que pretende proibir os pais de punirem fisicamente os filhos, não há unanimidade. Enquanto alguns são contra a palmada, mesmo quando classificada como “educativa”, outros são determinantemente a favor dela como última opção. A acusação da norte-americana Hillary Adams ao pai, o juiz da vara da família William Adams, por tê-la agredido repetidas vezes com um cinto ao puni-la por desobediência, coloca palmadas e os puxões de orelha em xeque: como definir a linha que separa o propósito educacional dos maus-tratos?

Para a terapeuta infantil Denise Dias, autora do livro “Tapa na Bunda – Como impor limites e estabelecer um relacionamento sadio com as crianças em tempos politicamente corretos” (Editora Matrix), somente o bom senso pode determinar como os pais devem ou não agir. A especialista, que é abertamente a favor da “palmada pedagógica”, torna a questão simples de ser resolvida: um pai espancar a filha e justificar o ato como educativo é como um motorista alcoolizado ser pego no bafômetro e dizer que não estava bêbado. Não há o que discutir.

Como adultos, devemos ter o discernimento de saber o que é certo e errado. Denise Dias defende o “tapa na bunda”, mas sabe que ele deve ser usado criteriosamente. “Se uma criança derruba um copo de suco de uva no sofá e a mãe o esbofeteia, ela é desequilibrada. Agora, se a criança atira um copo na parede de propósito, aí sim ela merece um tapa na bunda – para deixar claro que ela ultrapassou todos os limites”. Porém, fica a questão: como saber se os pais também não estão ultrapassando limites?

Em um país com tantos pais a favor da palmada como forma de educar os filhos, vale refletir sobre como os limites costumam ser colocados dentro de casa. De acordo com a terapeuta familiar Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), se as crianças compreenderem que precisam ser, de alguma forma, agredidas para serem educadas, estaremos criando uma geração que fará o mesmo com os próprios filhos. “Esta não é a melhor escolha”, defende.

Frequência dos atos violentos é um indicador, mas perder a cabeça na hora da raiva pode ser mais fácil do que se imagina
Segundo a psicopedagoga, a palmada não é necessária e um simples castigo, sem qualquer agressão envolvida, já é bem educativo. O importante mesmo é a criança entender as consequências dos próprios atos. “O limite, portanto, é colocado naquilo em que o pai não joga a própria raiva em cima”, diz. Para a especialista, violência só gera violência e não deve fazer parte da educação. Existe um objetivo a ser atingido quando se mostra um limite para uma criança. Um pai ou mãe em pleno acesso de raiva tende a perder de vista este objetivo.

De acordo com a psicóloga Camila Guedes Henn, do Núcleo de Infância e Família (NUDIF) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), bater pode fazer com que a criança se sinta com medo e desconfiada. Se não houver uma explicação sensata para o ocorrido, pior ainda.

Tanto a psicóloga quanto Quézia discordam que um pai deva ser condenado por uma palmada. Mas tampouco acreditam ser esta a forma mais efetiva de educar. “O limite deveria ser demonstrado com um castigo proporcional à idade da criança, uma punição que mostre as consequências daquilo que ela fez”, afirma Henn. A criança pode acabar obedecendo aos pais simplesmente por medo de levar um puxão de orelha, e não por ter entendido que fazer um escândalo quando não consegue um brinquedo é errado.

Se as palmadas ou puxões de orelha forem recorrentes, a situação pode ser realmente perigosa. Alguma coisa está fora de controle e os pais não devem seguir este caminho.

É preciso estar atento, portanto, à dinâmica de cada casa. Para a psicanalista Vera Zimmermann, coordenadora do Centro de Referência da Infância e Adolescência (CRIA) da Unifesp, as características culturais também contam neste momento: “Algumas famílias gritam muito e isto nunca foi sentido como agressão. No entanto, outras famílias podem produzir reações ruins somente com a alteração do tom de voz”. O mesmo acontece com as crianças. Elas podem ou não se sentir mal com uma mesma repreensão. Mas bater, principalmente bater além da conta, não é uma tática justificável.

“A melhor correção é a firmeza na atitude e na fala”, comenta Vera. Quando não funcionar, deve-se apelar para a restrição daquilo que a criança gosta, sempre deixando claro o que é causa e o que é efeito. “Manter a autoridade com firmeza não significa violência física, nem verbal”, completa.
Renata Losso, especial para o iG São Paulo |

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

É possível perdoar uma traição

Não é fácil superar a infidelidade e resgatar uma relação. Mulheres que apostaram no perdão contam sua experiência e terapeutas de casais comentam o tema.

Traição e perdão parecem duas palavras impossíveis de conciliar. “Descobrir que há uma terceira pessoa a bordo é uma dor terrível, atinge você no íntimo”, diz a terapeuta Regina Vaz, autora do livro VAMOS DISCUTIR A RELAÇÃO? (ED. PLANETA). No primeiro momento, parece inadmissível perdoar. Mas muitas mulheres descobrem que, depois da tempestade, é possível continuar navegando juntos – sem a passageira indesejável, claro. É verdade que tudo depende das circunstâncias, explica a terapeuta de casais Marian Helena Matarazzo, autora do livro ENCONTROS, DESENCONTROS & REENCONTROS (ED. GENTE). “Casos passageiros causam menos estragos e são mais fáceis de perdoar do que aqueles mais longos, que pressupõem envolvimento emocional”, diz. Segundo ela, o impacto de perceber que o parceiro se apaixonou por outra é tão profundo porque não temos a mesma capacidade que o homem de compartimentar as coisas. Ele coloca o trabalho numa caixinha, a família em outra, a amante numa terceira. Já para a mulher, um envolvimento emocional exclui o outro: se ele se apaixonou pela amante é porque o amor pela esposa acabou. “As reações a uma traição também são influenciadas por outros fatores, como a idade, a maturidade emocional, a fase em que está a relação e até os interesses materiais em jogo”, completa a terapeuta.

Para a psicóloga Maura de Albanese, diretora do Instituto de Psicologia Avançada, em São Paulo, não se pode jogar a razão para escanteio. “Só perdoamos quando compreendemos a situação. É um processo intelectual, não tem nada de emocional. A mulher que perdoa entende o que o marido fez e onde ela também errou”, diz Maura. Sem isso, não há perdão verdadeiro, cria-se apenas uma situação de barganha. “Ela perdoa da boca para fora, mas na primeira oportunidade tira proveito da situação, faz exigências, porque agora ela tem um trunfo na mão.”

Quando existe um desejo sincero – da mulher e do homem – de preservar a relação, a infidelidade acaba abrindo portas para o diálogo e para um novo pacto, para o recasamento. Às vezes, é necessário recorrer à ajuda de uma terapia de casal. Para Maria Helena, no início do tratamento os dois precisam colocar para fora tudo o que está estragado, os sapos engolidos. Só depois dessa faxina emocional dá para pensar na reconstrução.
Revista CLAUDIA - Iracy Paulina

terça-feira, 22 de novembro de 2011

ONU vislumbra fim da epidemia de Aids e elogia Brasil

Relatório divulgado pela organização destaca a resposta completa e antecipada do Brasil, que garantiu o "acesso aos serviços de prevenção e tratamento do HIV para as pessoas mais vulneráveis e marginalizadas"




Trinta e quatro milhões de pessoas eram portadoras do vírus HIV, o vírus da Aids, em 2010, um número recorde atribuído em grande medida à generalização de tratamentos que prolongam a vida dos soropositivos e estimulam a esperança de erradicar a pandemia, anunciou a UNAIDS, órgão das Nações Unidas, nesta segunda-feira (21). O relatório destaca a resposta completa e antecipada do Brasil ante a epidemia, que garantiu o "acesso aos serviços de prevenção e tratamento do HIV para as pessoas mais vulneráveis e marginalizadas".

"Nós nos encontramos na antessala de um importante marco na resposta à Aids", afirmou o diretor executivo do órgão, Michel Sidibe. "Há apenas alguns anos, parecia impossível falar sobre o fim da epidemia em curto prazo. No entanto, a ciência, o apoio político e as respostas comunitárias estão começando a dar frutos claros e tangíveis", completou.

"Atualmente mais pessoas que nunca viveram com o HIV, em grande partida devido ao maior acesso ao tratamento", destaca o relatório, que calcula em 34 milhões - 17% a mais que em 2001 - o número de soropositivos. "Os dados refletem uma expansão significativa do acesso ao tratamento com antirretrovirais, que tem ajudado a reduzir as mortes relacionadas com a Aids, especialmente nos últimos anos", completa. Metade dos portadores do vírus recebe algum tipo de tratamento.

Também há um grande número de novas infecções, apesar da tendência dar sinais de queda: em 2010 foram 2,7 milhões de novos casos (incluindo 390.000 crianças), 15% a menos que em 2001 e 21% a menos que em 1997, quando a propagação alcançou o máximo histórico. O número de mortes por Aids caiu a 1,8 milhão em 2010, contra 2,2 milhões de óbitos em meados dos anos 2000. "Desde 1995, evitamos um total de 2,5 milhões de mortes em países com renda baixa e média por meio do tratamento com antirretrovirais. Somente em 2010 foram evitadas 700.000 mortes relacionadas à Aids", afirma o documento de 52 páginas.

"A epidemia de Aids ainda não terminou, mas o fim pode estar próximo se os países investirem de maneira inteligente", destaca a UNAIDS. O organismo propõe um objetivo ambicioso: "Nos próximos cinco anos, os investimentos inteligentes podem impulsionar a resposta à Aids até a visão de zero novas infecções por HIV, zero discriminação e zero mortes relacionadas com a Aids".

África

A região mais afetada pelo HIV/Aids continua sendo a África subsaariana (5% de prevalência entre a população adulta), seguida pelo Caribe (0,9%) e Rússia (0,9%). Na América Latina a evolução permanece estável desde o início dos anos 2000 (0,4% de prevalência). Também permanece estável na América do Norte (0,6%) e Europa ocidental e central (0,2%), "apesar do acesso universal ao tratamento, do atendimento e apoio, e da ampla sensibilização ao tema", ressalta o documento.

A proporção de mulheres com HIV permaneceu estável (ao redor de 50%), mas há mais mulheres que homens infectadas na África negra (59%) e no Caribe (53%).

No fim de 2010, 68% dos soropositivos viviam na África subsaariana, onde mora apenas 12% da população mundial. Desde 1998, um milhão de subsaarianos morrem vítimas da Aids por ano e em 2010 metade dos óbitos relacionados com a Aids no mundo foram registrados na África austral. O número de contágios caiu em 33 países, 22 deles situados na África subsaariana.

No Caribe, no ano passado eram 200.000 soropositivos (adultos e crianças), contra 210.000 em 2001. As novas infecções caíram em um terço no mesmo período. "A grande influência é o acesso cada vez maior aos serviços de prevenção do HIV para as mulheres grávidas, que permitiram uma considerável redução no número de crianças com HIV e na mortalidade infantil pela Aids", destaca o documento.

Na América Latina, o número de novas infecções anuais, que registrava queda constante desde 1996, se estabilizou nos primeiros anos do novo milênio e tem permanecido estável desde então a 100.000 por ano.

ISTO É

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Mulheres israelenses posam nuas em foto para apoiar blogueira egípcia

Foto traz frases 'Amor sem fronteiras' e 'mostre que você não tem medo'.
Mulheres israelenses nuas posam para foto em Tel Aviv, neste sábado (19) para demonstrar solidariedade à blogueira egípcia Aliaa Magda Elmahdy, que divulgou fotos dela própria nua na internet.

As ações da blogueira atraíram a atenção da mídia em todo o mundo e causaram indignação no Egito, país muçulmano conservador onde a maioria das mulheres usa véu.

Políticos liberais temem que as atitudes de Aliaa possam atrapalhar suas chances nas eleições parlamentares da semana que vem.

A manifestação das israelenses pretende apoiar a liberdade de expressão e protestar contra o extremismo islâmico. A faixa diz: "Love With No Boundaries" (Amor sem fronteiras, em português) e "Show you are not afraid" (Mostre que você não tem medo).

Mulheres israelenses nuas posam para foto em Tel Aviv, neste sábado (19) para demonstrar solidariedade com  a blogueira egípcia Aliaa Magda Elmahdy,  que divulgou fotos dela própria nua na internet, apoiar a liberdade de expressão e protestar contra o ext (Foto: Reuters)
Mulheres israelenses nuas posam para foto em Tel Aviv, neste sábado (19) para demonstrar solidariedade com a blogueira egípcia Aliaa Magda Elmahdy, que divulgou fotos dela própria nua na internet, apoiar a liberdade de expressão e protestar contra o extremismo islâmico. (Foto: Reuters)
tópicos:
Do G1, com informações da Reuters

domingo, 20 de novembro de 2011

Cardápio de domingo: churrasco

Receitas e dicas de preparo de carnes e acompanhamentos. E mais: como calcular a compra de ingredientes, carvão e bebidas
Foto: Divulgação Ampliar

Se for caprichar nos acompanhamentos compre, para cada adulto,

400 gramas de carnes sem osso

Churrasco é refeição das mais gostosas. Nada como reunir a família, os amigos e passar a tarde beliscando carnes e outros petiscos assados na brasa. Na varanda, à beira da piscina, no salão de festas do prédio, na laje. Apesar de o programa não ser exatamente prático, o trabalho compensa. Para facilitar a vida o iG Comida ensina você a fazer a lista de compras e preparar acompanhamentos gostosos.

Muitas vezes, até os que estão acostumados a comandar a churrasqueira compram carne demais ou cerveja de menos. O cálculo médio por pessoa não é complicado: para refeições com vários acompanhamentos, compre cerca de 400 gramas de carne para cada adulto e 250 gramas para cada criança convidada. Se quiser economizar na farofa ou dispensar a maionese, conte mais 100 gramas de carne para adultos e a metade para os pequenos. Cortes com osso, como costela, devem ter a quantidade dobrada.

Leia também: uma churrasqueira para a sua casa

A conta do carvão também é simples: três sacos para cada dez pessoas, em média. No depósito de bebidas, pegue 12 latas de refrigerante para cada dez convidados e o dobro de cervejas. E lembre-se: o fogo deve ser aceso antes de os convidados chegarem. Não esqueça cerveja bem gelada.

Redação iG Comida

sábado, 19 de novembro de 2011

Quer perder peso? Cale a boca

http://guriadepeso.files.wordpress.com/2011/04/bocafechada04.jpg

Anita Mills tinha 173 quilos quando um médico lhe deu quatro regras simples para perder peso: comer 225 gramas de alimentos a cada 3 horas; não tomar bebidas açucaradas; não pular refeições e não contar a ninguém o que estava fazendo.

109 quilos mais leve, Anita agradece a última dica para passar pelos meses mais difíceis de sua viagem à perda de peso. Não ter alguém para questionar cada mordida ou tentar convencê-la a relaxar nos finais de semana lhe ajudou muito a se concentrar no seu objetivo.

“É muito melhor entrar em uma sala e alguém dizer: ‘ei, você está fazendo alguma coisa de diferente?’, do que anunciar: ‘estou em dieta’, e ter pessoas apontando o dedo para você”, conta.

O conselho parece contraintuitivo. Vigilantes do Peso e grupos semelhantes dizem que apoio é uma das principais razões para o sucesso dos seus programas. Estudos descobriram que a responsabilização é importante na realização de um objetivo.

Mas, segundo alguns especialistas, contar a família, amigos e Facebook sobre seus planos de dieta pode ter um efeito prejudicial.

Jon Walz, médico de Anita, culpa a necessidade de sigilo sobre a cultura da obesidade. Desde a infância, nós procuramos pessoas que se parecem e agem como nós. “As pessoas que são obesas vivem com pessoas obesas, acham amigos obesos. A maioria dos pacientes não reconhece o quão ruim é o estilo de vida que têm, porque acham normal”.

Como seres humanos, temos dificuldade com mudanças. Então, quando alguém que amamos altera seu estilo de vida, temos um problema em lidar com isso – mesmo que a transformação seja positiva.

“Deliberadamente ou não, a família, os amigos, e outras pessoas que fazem parte da cultura do indivíduo ‘resistem’ à mudança”, diz Walz.

Há outras razões para manter seus planos de emagrecimento para si mesmo. O Dr. Peter Gollwitzer, professor de psicologia, estuda como metas e planos afetam a cognição e o comportamento.

Em seu trabalho de pesquisa, “Quando as intenções se tornam públicas”, Gollwitzer descreve como ‘contar a verdade’ – e a resposta resultante – pode alterar as ações de alguém.

Todo mundo tem o que Gollwitzer chama de um “objetivo de identidade” de algum tipo, seja ser uma boa mãe ou um melhor cientista. No caso da perda de peso, o objetivo é ser um “perdedor de peso” de sucesso.

Para alcançar uma meta de identidade, você precisa de indicadores de suas realizações. Para um cientista, isso pode significar publicar trabalhos de investigação ou o reconhecimento de um chefe. Para alguém em dieta, isso pode significar perder alguns quilos ou receber elogios de amigos e família.

Gollwitzer descobriu que, quando você diz às pessoas o que você pretende fazer, e essa intenção é reconhecida, o reconhecimento se qualifica como um indicador de realização. “O perigo é que você acha que já atingiu a meta e por isso não tem mais que agir sobre ela”, diz.

Em outras palavras, quando você conta a um amigo que você está planejando perder tantos quilos e ele percebe sua boa intenção, você já não sente a necessidade de ir até o fim, através de exercícios ou uma alimentação saudável.

Há uma série de maneiras de evitar esse fenômeno. “Uma delas é simples – manter a boca fechada”, diz Gollwitzer. “Outra é formar diferentes tipos de intenções. Não só dizer o que você quer fazer, mas também quando, onde e como você deseja fazê-lo”.

Esse planejamento ajuda a criar ações de controle da situação. Quando você estiver na academia antes do trabalho, a situação que você traçou mentalmente ajuda a controlar o seu comportamento, em vez de meramente sua intenção de se exercitar, por exemplo, que pode “te enganar”.

A terceira maneira é contar seus planos apenas para uma ou duas pessoas que “detêm poder” sobre você (metaforicamente), para que eles possam ajudá-lo a manter as suas intenções.

Selecione as pessoas com cuidado. Pessoas com energia negativa ou um treinador que não se encaixa no seu estilo não vão ajudar. Mas se você encontrar alguém que o responsabilizará de uma boa forma, compartilhe suas intenções. Assim, ele vai lhe ajudar a não desistir.[CNN]

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

síndrome do coração partido



O fim de um romance ou a morte de um ente querido pode levar à "síndrome do coração partido", que consiste em sintomas parecidos com os de um infarto. E as mulheres são 7,5 vezes mais propensas a apresentar o problema, segundo uma pesquisa apresentada no congresso da Associação Americana do Coração, na Flórida, Estados Unidos. As informações são do jornal Daily Mail.

O especialista em coração Abhishek Deshmukh, da Universidade do Arkansas, nos Estados Unidos, decidiu estudar o fenômeno depois de constatar que havia tratado mais pessoas do sexo feminino com a síndrome. Os registros de mil hospitais revelaram 6229 casos em 2007, sendo apenas 671 em homens.

O incômodo causado por um trauma emocional é três vezes mais comum em mulheres com mais de 55. Mas as com menos idade têm 9,5 vezes mais chances de sofrê-lo em comparação com os homens da mesma faixa etária. Não se sabe o motivo de elas serem mais vulneráveis, mas os hormônios sexuais podem ser uma explicação, ou o corpo dos homens talvez lide melhor com o estresse.

Os médicos dizem que o choque da perda de alguém, por exemplo, desencadeia uma onda de adrenalina e outros hormônios do estresse, que sobrecarregam o coração e atrapalha o seu funcionamento. Testes mostram alterações no ritmo cardíaco e a presença de substâncias típicas de um ataque, mas não há obstrução das artérias. A maioria dos pacientes se recupera sem danos permanentes, mas 1% dos casos leva à morte.
Terra

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Cientistas desvendam orgasmo feminino com 'fotos' do cérebro



Cientistas que investigam a sexualidade humana escanearam o cérebro de uma mulher enquanto ela se aproximava, vivia e se recuperava de um orgasmo. Com um aparelho de ressonância magnética, os pesquisadores registraram uma série de imagens que revelam quais partes do cérebro da mulher são ativados durante o sexo. O estudo pretende entender os problemas que alguns homens e mulheres enfrentam para chegar ao clímax sexual. As informações são do jornal britânico The Guardian.

A pesquisa é liderada pelo psicólogo Barry Komisaruk, professor da universidade Rutgers, nos Estados Unidos. A mulher que se submeteu ao scanner de ressonância magnética enquanto estimulava a si mesma é uma estudante de PhD e terapeuta sexual. Durante os testes, foram feitas fotografias do cérebro da estudante, que foram compiladas em um vídeo que mostra a atividade de 80 regiões cerebrais.

Durante os estímulos sexuais, a primeira parte do cérebro a ser ativada é a área genital do córtex sensorial. Em seguida, se ativa o sistema límbico, uma estrutura do cérebro ligada a emoções e memória de longo prazo. Quando se aproximava o orgasmo, se registrou atividade no cerebelo e no córtex frontal, provavelmente devido à maior tensão muscular. No momento do clímax, há uma grande atividade no hipotálamo, que libera uma substância química chamada oxitocina, responsável pela sensação de prazer e pela contração do útero. Também se ativa o núcleo acumbente, área ligada ao sistema de recompensa do cérebro. Após o orgasmo, as atividades em todas essas partes do cérebro gradualmente diminuem.

Em novos estudos, a equipe de Komisaruk está pedindo a pessoas que se estimulem dentro de aparelhos de ressonância magnética enquanto observam as imagens das reações dentro de seu próprio cérebro. Com isso, ele espera que as pessoas aprendam como ativar determinadas regiões cerebrais e como manipular suas reações a fim de ajudar pacientes que tenham dificuldades em sentir prazer.

Terra

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Por que julgamos as pessoas de acordo com a quantidade de roupas que elas estão usando?



Pode parecer absurdo – e preconceituoso – julgar a capacidade mental e a personalidade das pessoas pela quantidade de roupa que elas estão usando. Mas um artigo de pesquisadores das universidades de Maryland, Yale e Northeastern (EUA), publicado no jornal Personality and Social Psychology, revelou que é exatamente isso o que fazemos. E tem mais: seis estudos mostraram que a ideia que fazemos em relação à mentalidade e atitude de alguém pode mudar significativamente se essa pessoa tira uma blusa ou faz qualquer outra coisa que a faça revelar mais o seu corpo. Assim, instantaneamente.

A descoberta expande a ideia difundida há muito tempo de que, quando um homem vê uma mulher usando pouca roupa, ele se concentra mais em seu corpo e menos em sua inteligência, o que faz com que ele a veja como um objeto sem mente ou moralidade. Pesquisas anteriores sugerem que isso acontece quando se olha para alguém em um contexto sexual, como na pornografia.

Mas o novo estudo mostra que, além de esse efeito ocorrer com ambos os sexos, as pessoas com pouca roupa não são vistas como mero objeto. Em vez disso, muda-se o tipo de disposição mental que atribuímos a elas – e isso não acontece só quando se expõe demais o corpo. “Mostramos também que isso pode acontecer mesmo sem a remoção de roupas. Simplesmente focar nos atributos físicos de alguém, concentrando-se em seu corpo em vez de em sua mente, faz você ver a pessoa menos como um agente [alguém com a capacidade de agir, planejar e exercer autocontrole] e mais como um experimentador [alguém mais focado na sensações e emoções]“, explicou ao MedicalXpress um dos autores do estudo, o psicólogo Kurt Gray.

Em múltiplas experiências, os pesquisadores puderam comprovar a existência desses dois tipos de percepção que temos sobre os outros. Quando os homens e mulheres usados como voluntários focavam no corpo de alguém, a percepção de “agência” (autocontrole e ação) foi reduzida, enquanto a percepção de “experiência” (emoção e sensação) foi aumentada.

Para os autores, esse efeito ocorre porque as pessoas, inconscientemente, pensam em mentes e corpos como coisas distintas ou até mesmo opostas – com a capacidade de agir e planejar ligada à mente e a capacidade de experimentar ou sentir ligada ao corpo. De acordo com Gray, as descobertas não são de todo ruim: elas podem ser úteis na vida amorosa. ”O foco no corpo e o aumento da percepção da sensibilidade e emoção que isso provoca pode ser bom para os amantes”, diz ele.

A roupa, o cuidado e o sexismo

Surpreendentemente, o estudo também descobriu que um foco no corpo da pessoa pode na verdade aumentar a postura moral dos outros em relação a ela – pelo menos no que se refere a causar-lhes danos. Embora quem estivesse vestindo pouca ou nenhuma roupa tenha sido visto como menos moralmente responsável nos testes, eles também foram vistos como indivíduos mais sensíveis e, portanto, merecedores de maior proteção. “Os outros parecem ser menos inclinados a prejudicar as pessoas com a pele nua e mais inclinados a protegê-los. Em um experimento, por exemplo, as pessoas eram menos inclinadas a dar ​​pequenos choques elétricos em homens sem camisa do que naqueles que estavam vestidos”, explica Gray.

No entanto ele destaca que, no ambiente de trabalho ou em contextos acadêmicos, nos quais as pessoas são basicamente avaliadas de acordo com sua capacidade de planejar e agir, isso tem efeitos negativos: ser visto como um “experimentador” faz a pessoa parecer menos competente e lhe tira a liderança, o que impacta negativamente a avaliação do seu trabalho. Essas pessoas também são vistas como mais reativas e emocionais, características que também podem prejudicar a sua carreira.

O aspecto positivo de um foco no corpo, como o aumento no desejo de proteger contra danos, também pode ser prejudicial. Segundo os autores, isso pode dar origem ao chamado “sexismo benevolente”, comum nos Estados Unidos na década de 1950, em que os homens oprimiam as mulheres sob o pretexto de protegê-las.
Ana Carolina Prado
Tags:
corpo mente percepção roupa sexismo

Couve-flor à Guanabara

Ingredientes:

2 tabletes de caldo de carne
1 xícara (chá) de leite morno
1 cebola média ralada
1 xícara (chá) de creme de leite
½ xícara (chá) de cebolinha picada
1 colher (sopa) de farinha de trigo
Orégano a gosto
Sal a gosto
1 pé de couve-flor cozido
1 lata de sardinha em conserva (sem o óleo)
3 colheres (sopa) de margarina derretida

Modo de Preparo:

Misture bem em uma tigela o caldo de carne dissolvido no leite, a cebola, o creme de leite, a cebolinha, a farinha de trigo, o orégano e o sal. Reserve. Em um refratário, disponha os buquês da couve-flor e despeje a mistura reservada. Coloque as sardinhas por cima e regue com margarina derretida. Cubra com o papel alumínio e leve ao forno médio (180ºC) preaquecido por cerca de 15 minutos. Retire o papel alumínio e deixe por mais 5 minutos.

Fonte: iG São Paulo

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Cigarros eletrônicos ajudam fumantes a deixar o vício e atraem críticas improváveis

Cigarros eletrônicos ajudam fumantes a deixar o vício e atraem críticas improváveis

No setor de saúde pública, existe uma tarefa bastante frustrante: tentar de fazer com que as pessoas parem de fumar. Mesmo que os pesquisadores combinem aconselhamento e incentivo com adesivos e gomas de mascar de nicotina, poucos fumantes deixam o vício.

Recentemente, porém, experimentadores italianos obtiveram mais sucesso com menos esforço. A equipe, liderada por Riccardo Polosa da Universidade de Catania, recrutou 40 fumantes inveterados _ alguns haviam recusado uma vaga no programa de tratamento contra o vício _ e ofereceram a eles apenas um dispositivo já disponível nas lojas por US$ 50. O cigarro eletrônico, ou e-cigarro, contém um pequeno reservatório com uma solução de nicotina líquida que é vaporizada para formar um aerossol.

O usuário inala e expele o vapor para obter um pouco da nicotina (e da sensação familiar de trazer o cigarro até a boca) sem as substâncias nocivas presentes no cigarro.

Após seis meses, mais da metade das pessoas que realizaram o experimento haviam reduzido o consumo habitual de cigarros em pelo menos 50 por cento. Aproximadamente um quarto havia parado de fumar. Embora esse tenha sido apenas um estudo piloto de pequenas proporções, os resultados coincidem com outras evidências animadoras, reforçando a esperança de que os e-cigarros possam se tornar a ferramenta mais eficaz já utilizada para reduzir o número de mortes devido ao tabagismo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

E se não for amor?


Quantas vezes você, leitor ou leitora, já amou? Poucas, eu suponho. Na minha biografia, amor é coisa de se contar nos dedos: houve aquela menina na adolescência, a moça linda na faculdade, a paixão atroz depois da separação, o novo casamento... Até aí, nada de mais. Suponho que para todo mundo seja mais ou menos assim. Alguns contarão apenas um amor na vida toda. Raros terão tido muitos.

O que eu queria dividir com vocês é outra percepção, mais incomum. A de que o amor nem sempre é bom. Ou, posto de outra forma, que ele, frequentemente, perde para sentimentos supostamente menores que se revelam, ao longo do tempo, mais agradáveis e mais transformadores.

Parece um pouco abstrato? Não é. Se você já teve várias relações amorosas, terá percebido que elas variam de tamanho emocional. Há desde aquelas grandiosas, extra large, que parecem ser maiores do que a vida e causam a maior confusão, até aquelas relações menores, pequenas mesmo, que de tão discretas parecem não mexer com o conteúdo da existência.

O primeiro tipo a gente chama de amor. O outro a gente trata com menos cerimônia: é romance, namoro, caso. Coisa menor, enfim. Mas será que essas denominações refletem, verdadeiramente, a qualidade e a importância dessas experiências na nossa vida? Eu, francamente, já não sei.

Quando se é muito jovem ou quando se é abusivamente romântico, tende-se a colocar as grandes experiências amorosas no topo da nossa hierarquia afetiva. Aquela mulher, imagine, virou a minha vida de cabeça para baixo... Aquela outra, nossa, passei três anos tomado por ela... Essas experiências, mal comparando, são como o terremoto recente no Chile: eventos assustadores, únicos, inesquecíveis por suas terríveis consequências. O amor frequentemente é assim.

Em oposição a isso, há o outro tipo de relação. Sem grandes propriedades sísmicas, ela não chega abalando as estruturas, não põe a nossa vida do avesso e nem tem, aparentemente, os efeitos transformadores dos terremotos afetivos. Quando a gente as está vivendo, parecem coisas tranqüilas, divertidas, intensas no mundo dos sentidos e tão só. Ninguém confundiria essa paz e esse prazer com amor. Se você levanta, vai trabalhar e tem um dia tranqüilo não pode estar amando, certo? Pois é...

Acontece comigo, porém, que à medida que o tempo passa algumas dessas relações menores começam a brilhar na memória como grãos de ouro em meio à poeira. Eu olho para trás e as percebo nitidamente, com saudade. Às vezes é por causa do sexo leve, destituído das tensões que povoam os relacionamentos épicos. Outras vezes me lembro do convívio, igualmente despretensioso, que incluía passeios, ócio e nenhuma das conversas pesadas que parecem ser o oxigênio dos amantes intensos.

Quando eu olho para esses períodos e pessoas breves, enxergo sorrisos, olhos brilhantes, corpos contentes. Há nessas memórias uma espécie de felicidade corriqueira que parece ausente das memórias do grande amor. E há também uma deliciosa gratuidade – eu não estava preocupado em ser amado ou em ser abandonado. Eu simplesmente estava ali e era bom. Embora e

Hoje me parece que essas experiências, apesar da sua aparência modesta, têm grande importância na formação das pessoas. Elas ensinam calma e prazer. Elas nos inoculam com o vírus da segurança e do contentamento. Elas revestem a vivência afetiva de uma camada de normalidade que o grande amor, frequentemente, não tem.

O grande amor – sejamos francos – nos oprime, nos aflige, nos inquieta. Essas outras coisas, quaisquer que sejam seus nomes, nos libertam. Ao permitir que sejamos nós mesmos, sem medo e sem aflição, elas nos ensinam a ser felizes, em doses homeopáticas.

Oscar Wilde, homossexual e um grande cínico, disse uma vez que um homen poderia ser feliz com qualquer mulher, desde que não a amasse. Sempre achei que a frase continha um paradoxo insolúvel, mas hoje ela me parece compreensível, ainda que irônica.
De qualquer forma, o amor, o grande amor, o amor das nossas vidas, talvez esteja supervalorizado. Há outras coisas, igualmente importantes e talvez mais agradáveis, que precisam ser mais bem compreendidas e apreciadas. Mas talvez a gente precise de alguma inovação nessa área, de uma mudança de paradigma.

Da próxima vez que a sua parceira ou seu parceiro perguntar “você me ama” tente ser franco e responder “ainda não”, e acrescente: “e isso é muito bom. Significa que eu estou livre pra ser feliz e pra fazer você feliz”. Pode ser o começo de uma conversa muito boa.

(Ivan Martins escreve às quartas-feiras.) Revista epoca

domingo, 13 de novembro de 2011

O que fazer para espantar o desânimo da segunda-feira


Sabe aquela preguiça que dá no domingo à noite, quando você pensa que tem de voltar ao trabalho na segunda-feira? Embora quase todo mundo já tenha sentido isso na pele, o mal tem remédio. Veja a seguir quatro dicas bem simples para dar um chega pra lá nessa síndrome de segunda-feira.

- Antes hoje do que na semana que vem. Procure não levar pendências que pode resolver na quinta ou sexta-feira para a semana seguinte. Assim, você começa a semana mais leve. Outra forma de começar a semana mais relaxado é fazer um bom planejamento. Assim, você não se sente tão perdido ao voltar do final de semana.

- Corra, corra, corra. Vinte minutos de exercícios físicos no domingo, principalmente os aeróbicos, como caminhar, nadar ou andar de bicicleta, são suficientes para começar a semana com outro pique. Isso porque eles provocam a liberação de endorfina, substância que também aumenta seu bem-estar. Melhor que isso só se você conseguir se exercitar pelo menos três vezes por semana.

- Tempo amigo. Não adianta querer ser a pessoa mais ágil do mundo no início da semana. Exigir isso de si mesmo é como esperar que o motor de um carro a álcool funcione na primeira tentativa numa manhã daquelas bem frias. Melhor começar no seu ritmo e, se possível, deixar reuniões e decisões importantes para o período da tarde ou para o dia seguinte. Para não se atropelar, vale a pena colocar o despertador para tocar um pouco antes do horário habitual. Também vale a pena separar, no domingo à noite, o que você pretende vestir no dia seguinte.

- Cafeína e carboidratos. Tomar um bom café da manhã, com café, pães, cereais e frutas, dá mais energia para começar bem o dia.

Se mesmo seguindo essas dicas você continuar com humor de Garfield todos os dias da semana, o problema pode seu trabalho - não seu astral.

Fernanda Bottoni



sábado, 12 de novembro de 2011

Apneia do sono e disfunção sexual





A apneia do sono provoca interrupções da respiração no meio da noite e afeta mais de 12 milhões de americanos. Cansaço, pressão arterial alta e aumento de peso são alguns dos sintomas mais conhecidos.

Contudo, um número crescente de pesquisas vem descobrindo que a doença também pode prejudicar a intimidade, causando disfunção erétil nos homens e perda de libido nas mulheres.

Os cientistas suspeitam que a causa disso esteja relacionada aos hormônios sexuais, como é o caso da testosterona, hormônio que é liberado durante o sono e diminui com a falta dele. Como a apneia provoca o despertar intermitente e a falta de sono crônica, talvez a doença tenha relação direta com a redução dos níveis desses hormônios, causando a disfunção sexual.

No estudo mais recente sobre o assunto, publicado mês passado na revista The Journal of Sexual Medicine, os cientistas compararam 80 mulheres com apneia obstrutiva do sono, com idades variando de 28 a 64 anos, com 240 mulheres que não possuíam a doença. Eles descobriram que entre as pacientes com apneia as taxas de disfunção sexual eram significativamente altas. As descobertas refletiram estudos anteriores sobre mulheres e apneia. Em outro estudo realizado em 2009, os pesquisadores procuraram por indícios de problemas sexuais em 401 homens que compareceram a uma clínica com suspeita de sofrer de apneia do sono. Entre os que receberam o diagnóstico, aproximadamente 70 por cento também sofriam de disfunção erétil, comparados aos 34 por cento que não possuíam a doença.

A parte positiva é que o tratamento pode mudar essa situação. Os pacientes que são operados para corrigir anomalias faciais que contribuem com a apneia observam melhorias nas relações sexuais, bem como os que passaram a usar máscaras, que auxiliam na respiração ao gerar uma pressão positiva contínua nas vias aéreas.

Com isso, conclui-se que a apneia do sono pode aumentar o risco de disfunção sexual.

The New York Times News

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O significado do dia 11/11/11


chegada do dia 11 de novembro de 2011, nesta sexta-feira, vem movimentando a imaginação das pessoas e levantando discussões sobre um possível significado para a data. Alguns acreditam que o agrupamento numérico - 11/11/11 - sugere a abertura de um portal energético na Terra, que trará renovação para a humanidade. Há ainda quem tente relacionar o dia a grandes acontecimentos globais, como o ataque às Torres Gêmeas (11/09), o terremoto e o tsunami no Japão (11/03) e a catástrofe na região Serrana do RJ (11/01/2011).

Do ponto de vista da Numerologia, todo número formado pela repetição de algarismos é um Número Mestre, como o 11, 22, 33 e 99, por exemplo. Segundo Yubertson Miranda, autor responsável pelas análises numerológicas do Personare, a simbologia do 1 indica independência, originalidade e dinamismo. No caso do mestre 11, essas características são potencializadas.

"É importante entender que mudanças demandam tempo, dedicação, autoconhecimento e superação de medos e limitações. Acredito que nesta sexta-feira há uma chance considerável de começarmos a criar algo novo e que pode influenciar a vida de muita gente. Porque todo Número Mestre traz em seu simbolismo o humanitarismo, e o 11 revela a oportunidade de deixar sua marca através de uma ação inédita e surpreendente. O livre-arbítrio de cada pessoa ou grupo decide que fim dar ao potencial do 11. Um exemplo negativo foi o atentado às Torres Gêmeas no dia 11/09/01, em New York, por exemplo", avalia o numerólogo.

O especialista ainda informa que a soma da data (11+11+2+0+1+1) gera o Número 8, que simboliza poder de realização. "Então, este também será um dia em que cada um de nós terá a chance de viver as atividades de uma forma dinâmica e criativa. Ainda poderemos concretizar as ideias e projetos que fervilharão em nossa mente", afirma Yubertson.

A crença que mobiliza

De acordo com a psicóloga Clarissa De Franco, é comum as pessoas desejarem encontrar padrões, coincidências significativas que tragam explicações para suas angústias e que acalmem seus medos. O que faz diferença é a grande carga de energia que as pessoas estão depositando na data. "A humanidade constrói seus pensamentos com base em intuições, evidências, fragmentos de fatos e registros. Quando isso vai se tornando grupal, fortalecido por argumentos da cultura, pode-se criar níveis de consciência. Dessa maneira, se criam tanto doenças coletivas como paranóias, como também correntes de pensamento que podem construir alicerces positivos e reformadores. Não duvido que exista algo em torno dessa data, o que postulo é que esse "algo" é um movimento criado no interior das mentes humanas e transmitido geração após geração, até que isso configurou-se em uma força capaz de produzir efeitos concretos no mundo material", opina.

A terapeuta holística Simone Kobayashi aconselha que todos se abram ao momento de esperança e renovação. "Quando alguém faz aniversário, as pessoas costumam desejar felicidade, saúde e uma série de coisas positivas. E geralmente o aniversariante está voltado para aceitar e agradecer todas essas mensagens. O mesmo acontece em um dia como 11 de novembro. É preciso encarar a data de uma forma simbólica, entender que muita gente está projetando um portal que contribuirá com nossa qualidade de vida e, a partir daí, usar isso para melhorar seus relacionamentos pessoais. É isso que cria condições para que a gente se abra à renovação", analisa Simone.

Astrologia não aponta tendências especiais

Da perspectiva astrológica, uma data com os algarismos repetidos, como é o caso do 11/11/11, não altera o alinhamento dos planetas ou traz novas previsões para a humanidade. "Nesta sexta-feira, não teremos nenhuma configuração astrológica interpretada como "especial". Para a Astrologia, o 11/11/11 é tão significativo quanto o 04/05/1967, por exemplo. Nos calendários de algumas culturas, como a judaica, esta sexta sequer é considerada 11 de novembro", enfatiza Alexey Dodsworth, astrólogo do Personare.

Dia de amar e perdoar os erros

Já a terapeuta holística Regina Restelli acredita que não apenas em 11/11, mas até o final da próxima semana os desafios se apresentarão com mais intensidade. Segundo ela, todas as situações mal resolvidas tendem a ficar mais intensas e é preciso saber administrar os erros passados.

"Esse é o momento de reconhecer nossas responsabilidades e mudar para melhor nosso jeito de ser. A ideia é fazer as coisas de forma mais harmoniosa. Muita gente vai meditar às 11h11 do dia 11, mas acredito que se a pessoa estiver disposta a realizar suas atividades diárias com ética, respeito a si própria e amor, ela já vai estar, de certa forma, fazendo a função da meditação. Devemos aproveitar a data para amar e perdoar a pior pessoa, o pior argumento, a pior ação do outro e da gente mesma", finaliza Regina.

Conheça o Mapa Astral do Personare e descubra tudo sobre seu jeito ser, agir, pensar e muito mais.

Sobre o autor


Nós, da equipe Personare, também estamos em um processo constante de conhecimento sobre nós mesmos, sobre o mundo e sobre as relações humanas. Saiba mais »

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Queijo gordo e costela de porco podem ser aliados contra "barriguinha"



A cada feriado que passa você ganha alguns quilinhos a mais? Está na hora de conhecer os alimentos que evitam a barriguinha e ajudam a manter o corpo em forma. Segundo a nutricionista Carla Maria Figueiredo, a gordura abdominal não é apenas uma questão estética. “Ela pode ser perigosa para a saúde, pois aumenta o risco de doenças como o infarto, hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares”, diz. Carla explica que as pessoas têm a tendência de escolher os alimentos livres de gordura, por isso, o primeiro item de sua lista surpreende. “Os queijos mais gordos têm uma boa combinação de proteínas e ainda ajudam a saciar a fome mais rápido”, explica.

De acordo com uma pesquisa dinamarquesa, pessoas que ingeriram cerca de 30 gramas diárias de queijos gordos durante três semanas não tiveram seus índices de colesterol ruim (LDL) alterados. Outro alimento que pode causar estranheza por ser benéfico para a prevenção da gordura abdominal é a costeleta de porco, que contém proteínas e cinco vezes mais selênio – mineral importante para diminuir o risco de câncer de próstata -, do que a carne de boi. Pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, descobriram que o alimento ajuda ainda a preservar os músculos de pessoas que estão perdendo peso.

Apesar de ser um pouco difícil de ser encontrada no Brasil, a laranja vermelha (grapefruit) é outro alimento que ajuda a perder gordura. Difundida em diversas dietas dos anos 70, a fruta beneficia a digestão e é alvo de pesquisas como uma realizada pela Universidade da Louisiana, nos Estados Unidos. O estudo mostrou que a ingestão de grapefruit três vezes ao dia é capaz de fazer com que as pessoas percam até 4,5 quilos em 12 semanas, sem ter qualquer tipo de mudança na dieta. Ainda não descobriram o motivo disso, mas de qualquer forma a laranja vermelha contém vitamina C e fibras. Mais fácil de ser encontrada, a maçã também é uma aliada na perda peso. Uma pesquisa feita pela Universidade de Penn State, afirma que quem come uma maçã grande em até 15 minutos depois do almoço consegue reduzir a absorção de mais de 180 calorias da refeição.

Mas o alimento campeão em queimar gorduras é o bom e velho ovo. Cientistas da Universidade de Indiana, EUA, afirmaram que quem consome cerca de 20 a 30 gramas de proteína no café da manhã se sente mais satisfeito ao longo da jornada. As proteínas dos ovos são ótimas para o organismo, pois são as únicas absorvidas em mais de 90% pelo organismo.

Para saber se o seu índice de gordura está dentro do normal, a nutricionista indica um teste simples, que pode ser feito em casa. Com a ajuda de uma fita métrica, meça a sua circunferência abdominal na altura do umbigo. “Para os homens, uma cintura maior que 94 centímetros indica que você pode ter os primeiros problemas ligados ao acúmulo de gordura. Se estiver maior que 102 centímetros, recomendo um acompanhamento médico para controle do peso”, explica. “Já as mulheres devem se preocupar com medidas maiores que 80 centímetros. Uma barriga com mais de 88 centímetros é sinal de problemas”.

Custom Editora
Especial para o Terra

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Médico promete transformar olhos castanhos em azuis com uso de laser



Já imaginou poder ter o tão desejado olho azul apenas com um procedimento médico de poucos segundos? Gregg Homer, médico da Califórnia, afirma que isso é possível porque, no fundo, todos têm olhos azuis. "Todo mundo que tem olhos castanhos tem o azul coberto por uma camada de pigmento", explica ele.

O método desenvolvido por ele funciona com um laser que atinge a parte mais clara do olho e da córnea e começa a desfazer o pigmento. O próprio organismo, então, termina o processo. Em entrevista ao Daily News, Homer afirma que o tratamento já foi testado, com sucesso, em 12 voluntários no México.

O procedimento é feito em 20 segundos, com o paciente observando uma tela animada com um dos olhos tapados. Para o processo ser completo, a ação é repetida no outro olho.

Os olhos não ficam azuis na hora. Na primeira semana ficam mais escuros e só depois de um mês é que a mudança completa ocorre, segundo o médico. Uma vez que a pessoa opta por mudar a cor do olho para azul não há mais como voltar atrás.

Aprovação

Só nos Estados Unidos quase três mil pacientes já mostraram interesse em passar pela mudança, mas eles vão precisar de paciência: o médico estima que serão necessários três anos para que o método seja aprovado no país. A cirurgia deverá custar US$ 5.000 (cerca de R$ 8.700).

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina também não aprovou a cirurgia. "O Conselho tem uma câmara técnica que avalia todos os procedimentos, mas esse ainda é experimental, há pouca referência sobre ele na literatura médica", declara o médico Paulo Augusto de Arruda Mello, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Riscos

Ainda que os oftalmologistas não conheçam todas as eventuais complicações ligadas ao procedimento, fala-se em risco de desenvolver glaucoma e catarata.

De acordo com Mello, o procedimento também causa alterações importantes na estrutura da íris. "O laser promove quebra de pigmento, portanto é evidente que isso pode promover um processo inflamatório na região", explica ele.
Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Você é do tipo que lidera, apoia ou cumpre ordens?

Você é alfa, beta ou ômega? Não, não se trata de revisão do alfabeto grego, de uma nova religião ou de um problema de saúde. Os termos, emprestados da zoologia, estão sendo cada vez mais utilizados para se referir a pessoas que lideram, que auxiliam ou cumprem ordens. Mas o que seria exatamente cada um deles?

Na zoologia, essa denominação é usada para avaliar o papel dos membros de uma comunidade animal, por exemplo, uma família de chimpanzés ou uma matilha de cães. Dentro dessas comunidades, o alfa seria o líder, o beta seria o segundo em comando, ou seja, o assistente, e o ômega estaria no final dessa estrutura social – seria, portanto, o indivíduo mais fraco. Esses termos começaram a ser usados no mercado de trabalho, justamente para diferenciar líderes de seguidores, e a moda pegou. Hoje é comum ouvirmos esses termos na escola, no trabalho, nos bares, na mídia.

No entanto é bom lembrar que esses termos, quando usados para caracterizar uma conduta humana, não são científicos. Ou seja, não são utilizados pela biologia, psicologia, psiquiatria ou sociologia. Não existem também pesquisas apontando que essas características sejam inatas, isto é, que uma pessoa nasce com aptidão para liderar ou para obedecer. São apenas modos de nomear pessoas com características especiais.

Para a zoologia, o alfa (geralmente um macho) é o chefe do grupo, responsável por defender o território, proteger seus membros e acasalar com as fêmeas. O termo começou a ser aplicado a seres humanos não apenas para distinguir o líder, mas também para se referir aqueles homens que gostam de enfatizar suas características masculinas, ou seja, são durões, decididos, fortes e conquistadores.

Homens alfa não gostam, portanto, de exibir suas emoções, chorar em público ou dar mostras de sensibilidade – mesmo porque isto poderia ser visto como um sinal de fraqueza. Mas isto não quer dizer que eles sejam insensíveis. “O homem alfa seria o machão melhorado, viril, autoconfiante, meio Don Juan no trato com as mulheres”, aponta Valdeci Gonçalves da Silva, psicólogo e professor de psicologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Sem perder a ternura

Ser um homem alfa não significa ser machista, nem ogro. Ou seja, o homem alfa não precisa comer carne crua, cuspir no chão ou se meter em brigas para provar sua força e sua condição de líder. “O homem alfa não precisa de demostração de força ou de agressividade para se impor. Ele consegue exercer sua liderança com tranquilidade e confiança. É uma questão de postura”, afirma o historiador Luiz Chorro.

Chorro, ele mesmo um homem alfa, está acostumado a chefiar bandos: ele dá aula para adolescentes e adultos. E afirma que dificilmente tem problema com algum aluno questionando sua autoridade ou com falta de respeito dentro da sala de aula. “Eu sou uma pessoa tranquila e descontraída, gosto de fazer com que meus alunos se sintam à vontade, mas eles sabem que eu sou o líder e me respeitam”.


Chris Bueno
Especial para o UOL Ciência e Saúde

Moto movida a cocô humano



Não se deixe enganar pelo tamanho: apesar de ocuparem menos espaço, as motos poluem, pelo menos, quatro vez mais do que os automóveis, segundo dados da Cetesb – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo. Mas, se você é amante das motocas e, também, apaixonado pelo meio ambiente, não precisa desanimar. Os japoneses acabam de desenvolver um combustível alternativo para o veículo: o cocô humano.

Criada pela empresa nipônica Toto – você pensaria em um nome melhor? –, a motocicleta de três rodas Toilet Bike Neo funciona 100% à base de dejetos humanos e o mais incrível é que seu dono jamais passará aperto – literalmente! –, onde quer que esteja, por falta de combustível. Isso porque o assento da moto é um vaso sanitário e, por isso, no momento em que o motorista dá a descarga, seu cocô já começa a ser transformado em biogás pelo veículo.

Apesar de toda a facilidade, os fabricantes alertam: evitar acidentes é um dever de todos e, por isso, não é recomendável se “aliviar” enquanto está dirigindo a moto. Para aqueles que ainda têm problemas na hora de ir ao banheiro, a moto toca músicas para os usuários do banheiro relaxarem – e, quem sabe, tentarem esquecer toda a bizarrice que envolve a situação.

Lançada oficialmente em outubro, a moto está sendo divulgada por todo o Japão – incluindo cidades campeãs em emissões de gases causadores do efeito estufa, como Kyoto e Tóquio – e já está à venda para os nipônicos. Que tal uma dessas no Brasil?
Débora Spitzcovsky
Imagem: Divulgação/Toto

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Aveia ajuda a reduzir o açúcar no sangue e eliminar colesterol ruim




Nosso organismo não possui enzimas para digerir fibras. A aveia ajuda a absorver o açúcar do sangue e o mau colesterol.

Flocos, farelo, farinha. Tudo é aveia, mas com algumas diferenças. “O que muda é o processamento. Como o flocos é integral, ele fica com mais nutrientes, porém o farelo, que é da camada externa, tem uma maior quantidade de fibras. A farinha possui uma menor quantidade, mas também é muito benéfica”, explica a nutricionista Carolinne Reinaldo.

O nosso organismo não possui enzimas para digerir as fibras. Quando saem do estômago, elas formam um bolo, funcionando como uma espécie de esponja que ajuda no bom funcionamento do intestino e, no caso da aveia principalmente, ajuda a absorver o açúcar do sangue e o mau colesterol.

Isso tudo graças a um tipo de fibra chamada de beta glucana, encontrada principalmente no farelo da aveia. “A beta glucana tem um efeito benéfico no nosso organismo, diminuindo o colesterol, pressão arterial e glicose, ajudando quem tem diabetes”, completa a nutricionista.

O farelo, assim como a aveia em flocos, pode ser consumido junto com outros alimentos. “Colocar junto com as frutas fica uma opção saudável e muito saborosa. Pode botar também no iogurte, no suco de frutas, batendo com alguma vitamina”.

Contudo, é preciso ter cuidado com a quantidade. Duas colheres de sopa de aveia, a quantidade recomendada, têm 160 calorias. “Isso pode ser diluído: uma colher no café da manhã, outra no jantar ou no lanche. Não precisa ser numa refeição só”, orienta Carolinne.

A farinha de aveia é mais usada na preparação de bolos e pães. O resultado pode até ser calórico, mas a aveia aumenta a saciedade. “Você comendo um pão desse pode se sentir saciado. Se não tivesse aveia ia querer dois [pães]”.

Quem come alimentos ricos em fibras deve beber bastante líquido. Do contrário, pode sentir um mal estar. Segundo Carolinne, a falta de líquido pode causar ressecamento, formação de gases, um desconforto gástrico. “O ideal é consumir diariamente dois litros de água. Se a aveia faz parte da sua dieta diária tem que passar para 2,5 ou três litros de água”, diz ela.

Pensando nos benefícios, a consultora de vendas Ana Karina Nobre come aveia diariamente. “Sempre incluo nas refeições, nos shakes, nas saladas. Eu adoro”.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Torresmo leve e crocante: aprenda a preparar Confira

Confira as etapas de preparo e os macetes para fazer porções sequinhas de torresmo

Foto: TriciaVieira/Fotoarena Ampliar

Preparados corretamente, os torresmos ficam leves e são petiscos para

acompanhar cervejas e cachaças

Quando o prato do dia é feijoada, quase impossível não beliscar a porção de torresmos. O preparo, que já foi uma maneira de se obter banha de porco, virou petisco, serve como guarnição e faz sucesso em todo canto do País. Os comensais do Sudeste brasileiro conhecem bem seus bons casamentos: tutu de feijão, virado à paulista, cachaça. Feito a partir da fritura da barriga suína, o quitute tem alto teor de gordura, mas nem por isso tem que ser pesado ou cheio de óleo. Helvécio Silva Lima, o Seu Nenê, responsável pela cozinha do bar Valadares, em São Paulo, ensina os leitores do iG Comida a preparar cubinhos crocantes e sequinhos.

Siga o iG Comida no Twitter e no Facebook

Foto: TriciaVieira/Fotoarena Ampliar

A parte clara da barriga suína é cortada em cubos e vai direto para a panela

O primeiro passo é a seleção da peça. Para torresmos leves, escolha barrigas de cor clara, rosadas e com bastante gordura. É do toucinho que a pururuca é feita. Assim, toda a carne deve ser retirada antes de ir à panela. Quanto às caçarolas, prefira as de alumínio ou de ferro, que concentram melhor o calor. Panelas de vidro e com camada antiaderente não são recomendadas para esse fim.

Confira aqui o passo a passo de torresmo

Assim que vai ao fogo, o toucinho deve ser aquecido o máximo possível. "Quem tem fogão com chama mais forte, consegue melhor resultado", afirma Helvécio. Portanto, fogo alto, sempre. A alta temperatura derrete a gordura da carne suína e, após a fritura da pururuca, ela sobra em forma líquida na panela. A banha pode ser utilizada em outras receitas ou para fazer sabão caseiro. A parte de carne separada, no início, também não precisa ser descartada: frite em cubinhos e acresente em risotos, saladas e outros pratos. Quer aprender o resto? Confira o passo a passo com fotos. E ainda: receitas para saborear com torresmo.
Camilla Gobatti, iG São Paulo

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Alianças tardias


Casar, tudo bem – mas não agora. Em 1998, revelam as estatísticas do Registro Civil compiladas pelo IBGE, as mulheres entre 25 e 29 anos que trocavam alianças representavam 19,4% do total – em 2008, passaram a ser 28,4%. Nas faixas etárias entre 20 e 24 anos e 15 e 19 anos, ocorreu queda no número de casamentos. Os homens também se casam mais entre 25 e 29 anos – a taxa masculina foi de 29,3% em 1998 e agora está em 32,7%. O que isso significa? A instituição vai bem, obrigado, mas não custa nada retardá-la um pouco, especialmentequando se trata de mulheres.

Os brasileiros gostam mais de casar do que de descasar. Em 2008, houve 959 901 uniões legais. No mesmo ano, foram 290 963 separações judiciais e divórcios.

Há um dado interessante nessa estatística, a mais recente divulgada pelo IBGE, que ajuda a mostrar como o divórcio, inexistente em 1967, aprovado apenas em 1977, deixou de ser tabu. Até 2004, as taxas de crescimento de divórcios e de separações legais subiam ou desciam em ritmo muito semelhante – em 2008, pela primeira vez, os divórcios se descolaram. Esse fenômeno comprova uma maior aceitação desse recurso legal e a ampliação do acesso à Justiça em relação ao tema. Contribuiu também a possibilidade de realizar divórcios em tabelionatos, sem burocracia. É um Brasil que não existia no fim dos anos 1960. Em 1967 foram registrados escassos 5 626 desquites, a figura jurídica de então, o equivalente a apenas 0,12% da população de 15 anos ou mais. Atualmente, 1,75% da população nessa faixa etária já tirou as alianças.

Como instituição, tão vilipendiada, tão criticada, o casamento segue firme – embora não mais até que a morte separe os noivos. Em 2008, a taxa de uniões atingiu o maior patamar desde 1995, que foi 6,8. A chamada taxa de nupcialidade legal chegou a 6,7 pontos – o número mais alto tinha sido 6,6 pontos, em 1999. A taxa de nupcialidade é obtida pela divisão do número de casamentos pelo de habitantes acima de 15 anos, multiplicando-se o resultado por 1 000. Tudo em ordem? Não exatamente. A pesquisa Ibope Inteligência/VEJA revela que 62% das solteiras querem subir ao altar – mas 78% das que já se casaram pelo menos uma vez preferem ficar sozinhas.

PESQUISA
A MULHER EM TRÊS TEMPOS