segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Quanto custa a felicidade

A ciência desmistifica o antigo ditado de que "o dinheiro não traz felicidade". Vários estudos indicam que a renda torna a vida mais satisfatória, embora não garanta a felicidade a ninguém. Há quem diga que R$ 11 mil por mês seria o número mágico. Mas renda demais também gera problemas

Foto: Shutterstock/Ilustrações: Evandro Rodrigues

Não é de hoje que a felicidade frequenta o universo dos sonhos, da música, da poesia e da literatura. Há apenas 40 anos ela pisou em solo acadêmico, no qual é objeto de investigação em economia, psicologia, ciências políticas e medicina. Em geral, todos os estudos têm uma pergunta em comum: o que faz alguém ser feliz? Ao longo das décadas, os pesquisadores ofereceram várias respostas. A mais recente, realizada em 2010 pela Wharton School, da Pensilvânia, a mais antiga e conceituada escola de administração dos Estados Unidos, afirma, taxativamente, que o dinheiro traz a felicidade.

Para chegar a essa conclusão, os norte-americanos examinaram dados de 140 países e constataram que quanto mais dinheiro a pessoa tem, mais satisfeita ela está com a vida - o que vale para um cidadão brasileiro, dos EUA ou de qualquer outro país do mundo. A felicidade está baseada na renda absoluta (ter renda). Por isso, depende muito da prosperidade econômica e da distribuição de renda do país onde se vive. Assim, quanto mais rica a nação, mais felizes são os cidadãos.

"Intuitivamente, isso faz sentido", diz Justin Wolfers, professor de negócios e políticas públicas da Wharton School e um dos autores da pesquisa Subjective Well-Being: Income, Economic Development and Growth. Não há dúvida de que quem nasce em um país desenvolvido tem uma vida bem mais fácil. "Nos EUA, por exemplo, não temos de nos preocupar com o fato de nossas crianças estarem morrendo, como acontece em alguns países subdesenvolvidos. Nem temos de ganhar a vida por meio do trabalho manual", afirma Wolfers.

Pesquisas anteriores sugeriam que as pessoas eram felizes quando se comparavam aos vizinhos ou colegas de trabalho e percebiam-se em condições iguais ou superiores às deles. Pela lógica da renda comparativa, os mais pobres seriam felizes se estivessem apenas um pouco melhor do que aqueles ao redor. "Essa conclusão era muito conveniente para pessoas de nações prósperas", nota Wolfers, "porque induzia à constatação de que os carentes estavam acostumados à sua pobreza relativa e os mais ricos não precisavam se sentir mal enquanto dirigiam seu BMW".

Wolfers e equipe analisaram as mudanças de felicidade ao longo do tempo. Eles descobriram que, de modo geral, os cidadãos de países que experimentam o crescimento econômico tendem a se tornar mais felizes. Ao que tudo indica, o caso do Brasil é exemplar. Com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos cinco anos e a diminuição do desemprego, o brasileiro é o 12º povo mais feliz do mundo, segundo uma pesquisa feita com 155 países pela Organização Gallup, a pedido da revista norteamericana Forbes.

REVISTA PLANETA

domingo, 30 de outubro de 2011

Consumo de álcool pode ajudar mulher a sobreviver a ataque cardíaco

O consumo de álcool pode ajudar o coração das mulheres. Foto: Getty Images
Às mulheres que bebem moderadamente, uma boa notícia: o consumo de álcool pode ajudar o coração. De acordo com um estudo da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, as que ingerem qualquer tipo de drinque algumas vezes ao mês ou até mais de três vezes por semana aumentam as chances de sobreviver a um ataque cardíaco. Os dados são do jornal Daily Mail.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores analisaram mais de 1,2 mil pacientes internadas por um ataque cardíaco. Perguntaram quanto consumiam, além de outros dados sobre estilo de vida.

Depois de pelo menos 10 anos de acompanhamento, constatou-se que 44% das que passaram longe do álcool tinham morrido, em comparação com 25% das bebedoras leves e 18% das bebedoras pesadas. Portanto, saborear a iguaria representou um risco 35% menor de morrer após um ataque cardíaco.

Patricia Zwipp


sábado, 29 de outubro de 2011

Fritada de tomate


Ingredientes


6 ovos grandes e bem frescos
2 colheres (sopa) de manjericão picado
2 colheres (sopa) de azeite
1 cebola pequena picada
2 tomates maduros e firmes, sem sementes, cortados em fatias finas
Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Salada de folhas verdes (rúcula) para acompanhar

Modo de Preparo
Em uma tigela, bata os ovos e tempere com sal e pimenta e o manjericão. Aqueça a metade do azeite em uma frigideira antiaderente e refogue a cebola até murchar, sem dourar. Junte a cebola ao ovo batido e passe um papel-toalha na frigideira. Volte ao fogo com o azeite restante e despeje a mistura de ovos com o tomate. Cozinhe em fogo moderado, por 5 a 6 minutos, mexendo a frigideira, de vez em quando, para que o ovo que fica no centro, espalhe para as bordas e fique cozido. Vire a fritada sobre um prato e rapidamente, escorregue novamente para a frigideira, para dourar do outro lado. Cozinhe por mais 3 a 4 minutos ou até dourar o lado inferior. Vire sobre um prato, sirva quente ou em temperatura ambiente, acompanhada de salada de folhas verdes.
Mais receitas com:
Fabiana Badra

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ninguém é de ninguém?



Num mundo sem regras claras, as pessoas não sabem mais o que podem fazer


Nos últimos anos, eu tenho tido com amigos e amigas cada vez mais conversas sobre conduta sexual. As pessoas estão inseguras sobre o que podem e o que não podem fazer. Querem discutir o seu próprio comportamento e o comportamento dos outros. Por trás disso, há confusão e dor.

Um exemplo: uma amiga me perguntou, uma vez, se eu achava normal que o fulano que dormiu com ela na sexta-feira a convidasse, no sábado, para uma festa em que ele estaria com a namorada. Outro exemplo: a moça está em dúvida entre o fulano e o sicrano e, durante um tempo, alterna entre os dois. Pode? Ou ainda: se você está começando a sair com a ex-mulher de um amigo, qual é a hora de conversar com ele sobre isso? Aliás, você deveria ou não deveria sair com a ex-mulher do seu amigo?

Nada disso parece dramático, mas eu posso atestar que questões como essas têm causado estresse entre as pessoas à minha volta.

Num mundo em que as regras de relacionamento e a etiqueta social deixaram de ser claras, as pessoas não sabem mais o que é correto e o que deixou de ser. Frequentemente não sabem o que se espera delas e o que elas podem esperar das outras pessoas. E, muitas vezes, homens e mulheres sofrem porque seus sentimentos não são compatíveis com as liberdades que as circunstâncias oferecem.

No meio dessa confusão, eu sou capaz de perceber três tipos de moral ou éticas de conduta, ao menos entre os homens.

A primeira é tradicional e restritiva: eu me comporto de maneira monogâmica em relação a minha parceira e não avanço sobre as parceiras dos demais, sobretudo dos amigos. A gente sabe que esse arranjo permite exceções (clandestinas) e demanda mentiras eventuais, mas ele funciona na maior parte do tempo, para a maior parte das pessoas.

A segunda moral é permissiva. Posso me relacionar livremente com outras pessoas, permito que a minha parceira se relacione com quem ela quiser e não reconheço regras territoriais ao meu redor. É o ninguém é de ninguém. Pouca gente tem coragem de viver assim, mas acontece com alguns casais.

O terceiro tipo de moral raramente se declara, mas existe: é a do predador oportunista. Ele se relaciona com todas as mulheres que puder, mas não gosta que a parceira dele faça o mesmo. Em relação aos outros homens, a regra também é clara: ele não respeita território, mas fica nervoso se o seu território é ameaçado. Quando esse tipo de comportamento é bem sucedido, tende a formar ao redor do macho oportunista uma espécie de harém que ele, zelosamente, trabalha para manter e ampliar.

Como a vida nem sempre é simples, e como as pessoas tendem a ser contraditórias, é comum que um sujeito que acredita num tipo de atitude acabe praticando outra. Ou que as pessoas se sintam forçadas a aceitar dos parceiros comportamentos que elas mesmas não teriam.

Não é raro, por exemplo, ver mulheres possessivas tolerarem atitudes predatórias de homens por quem estão apaixonadas. E já vi mulheres conservadoras se portarem de forma libertina para agradar ao parceiro. Os homens são menos flexíveis quando o comportamento da parceira provoca neles algum tipo de dor ou constrangimento. Historicamente, a nossa tolerância é pequena com a transgressão do outro e grande com as nossas próprias transgressões. Mas mesmo homens conservadores têm vivido coisas que antigamente não seriam toleradas. Ninguém passa impune pela revisão dos valores.

A primeira é uma vontade de agir livremente, com base apenas nos próprios desejos e sensações. Esse é um impulso antigo que a sociedade moderna alimenta e reforça. Seja você mesmo, faça o que quiser, viva como quiser. Em termos sexuais e afetivos, equivale a “transe com quem quiser, se relacione com quem quiser, experimente e seja feliz”. Há uma festa acontecendo por aí, ela não tem hora para acabar e você está definitivamente convidado. Essa é a parte boa da sensação (que tem, inegavelmente, um gosto de adolescência estendida. É como se a gente, coletivamente, se recusasse a sair do período de incubação emocional e experimentação. Todo mundo fica com todo mundo, todo mundo se ama e se odeia e é feliz. Esse é um comportamento adolescente que cada vez mais permeia a vida adulta – aos 20, aos 30, aos 40...)

A segunda coisa que eu percebo é que as pessoas estão com medo. Se você entra no mundo da liberdade é obrigado a fazer concessões. A sua segurança é testada o tempo inteiro. O terreno se torna movediço. Se você faz o que quer, todo mundo acabará fazendo igual. Se as restrições foram suspensas, alguém vai invadir seu território, sua mulher vai se envolver com outro homem, seu amigo (que horror) vai sair com a sua ex-mulher. Você vai experimentar o lado B da permissividade e vai doer. É preciso ser forte e desprendido para viver assim, sem garantias e sem a proteção das convenções.

O economista Roberto Campos, já morto, costumava dizer que no mundo ideal todas as mulheres são solteiras e todos os homens são casados, menos eu. Obviamente esse mundo não existe. Quem entra na chuva se molha. Quem olha da janela passa vontade, mas está seco. Há que escolher.

Então, onde isso nos deixa? Minhas conclusões:

1) cada um de nós tem de descobrir a que tipo de mundo pertence: se você gosta de sossego, não é boa ideia viver perigosamente.

2) é preciso encontrar o parceiro ideal: espíritos livres não podem estar amarrados a pessoas convencionais. Ache a metade da sua laranja e tente ser feliz.

3) lamentavelmente, não existe segurança absoluta. Qualquer que seja a sua escolha, qualquer que seja parceiro ou parceira, o mundo não é um lugar afetivamente seguro ou sexualmente impenetrável.

4) todos os arranjos são provisórios e perecíveis. Logo, viva a sua relação como se ela fosse acabar amanhã. Às vezes acaba.

(Ivan Martins escreve às quartas-feiras revista epoca )

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Geração Z ensina os pais a usar tecnologia




Criados em ambientes digitais, filhos invertem papéis, viram professores dos pais e derrubam mito de que novas mídias afastam a família
Assim como há tabus perpetuados por gerações e gerações, há também abismos capazes de se abrir ou se fechar de acordo com as relações estabelecidas entre avôs, pais e filhos. Para a Geração Z, denominação usada para os nascidos de meados dos anos 90 até o início desta década, a “fluência tecnológica” pode encurtar distâncias – não só da jovem geração com o mundo, mas também dentro de casa.

“A Ana Luiza foi quem me introduziu ao MSN, Orkut, plataformas de blog. Aos 8 anos ela já me pediu para ter acesso a esses aplicativos e eu tive que aprender como funciona, as regras, as responsabilidades envolvidas. Desde os 6 anos ela curte novas tecnologias e já fazia livrinhos no Power Point com essa idade”, conta a mãe e analista de sistemas Christiana Ferreira.

Hoje, a pequena “nativa virtual” já tem 12 anos e continua explorando com facilidade os ambientes digitais, antecipando novidades, descobrindo como equipamentos e programas funcionam, sem recorrer a manuais, tutoriais ou mesmo ao conhecimento dos próprios pais. “Outro dia eu comprei uma máquina fotográfica nova e em cinco minutos ela descobriu que ela também funcionava como um GPS. Eles são muito rápidos, aprendem o mecanismo de funcionamento de tudo com uma velocidade impressionante”, diz a mãe.

Casos como o de Ana Luiza ilustram as estatísticas comprovadas por pesquisas feitas tanto no Brasil como no exterior. Aqui, uma recente pesquisa feita pela Quest Inteligência de Mercado detectou que 79% dos internautas da geração Z criam e compartilham informações como vídeos, textos e músicas na web, sendo assim a principal geração produtora e disseminadora de conteúdo virtual. Já o Joan Ganz Cooney Center, centro de pesquisas e inovações norte-americano voltado ao estudo de mídias digitais para o desenvolvimento de crianças, constatou que mais de 1/3 dos pais de crianças com 3 a 10 anos declararam ter adquirido algum conhecimento tecnológico com seus filhos. Segundo o relatório, a maior parte dos pais tem sob controle a “explosão” da mídia na vida das crianças.

O acesso à tecnologia faz parte não apenas da vida escolar, mas da rotina familiar de muitas crianças, algumas até em fase pré-escolar. Maria Clara, 5 anos, é filha do publicitário Guilherme Loureiro. Desde os dois anos se interessa pelo computador. “A escolinha tinha um site com jogos feitos para a idade dela e nós a ensinamos a digitar as teclas certas para ela mesma colocar a senha e aprender a jogar”, relembra o pai. Hoje ela não tem problemas em operar um iPad.

Disponibilizar tantas ferramentas e informações aos filhos ainda pequenos causa estranheza e desafia muitos pais a uma reflexão sobre o assunto. Mas, tanto no caso de Ana Luiza como no de Maria Clara, a acessibilidade é supervisionada de perto, com regras muito bem estabelecidas pelos pais, que impõem horários e condições para o uso dos dispositivos. “A cultura tecnológica hoje é uma realidade. Eu não proíbo, mas busco um equilíbrio”, argumenta Guilherme.

Para Christiana, mãe de Ana Luiza, as regras são muito claras e aceitá-las é condição incontestável para ter acesso à tecnologia. Mas, para estabelecer as regras, ela também precisa entender das novidades. “Tenho que aprender constantemente, para saber o que posso liberar e com quais restrições. Se você acompanha e ensina, tanto ela como eu conseguimos nos apropriar da tecnologia de maneira construtiva”, acredita.

Segundo José Milagre, advogado e perito em segurança na internet, o cenário de “pais analógicos criando filhos digitais” exige muito mais que proibição e controle vigiado. Para ele, censurar com guarda-costas digitais, programas Proxy e outras ferramentas do tipo apenas distancia pais e filhos. “As crianças são mais espertas e acabam burlando essas regras técnicas. O melhor caminho é o do bom-senso e do diálogo. Os pais precisam entender essa realidade e marcar presença, navegar, conhecer. Assim terão argumentos para evitar a superexposição dos filhos, afastando-os dos perigos digitais, que não são poucos”, explica.

Experiência digital como ponte

O intercâmbio de experiências digitais pode diminuir conflitos entre pais e filhos. A evolução tecnológica vai apresentar, cada vez mais, novas mídias e formas de se comunicar. Permanecer resistente ou indiferente a tantas mudanças certamente não leva ao estreitamento dos laços familiares. “Antes era a TV, depois veio o DVD, agora há computadores, dispositivos mobiles, celulares. Não são propriamente os novos adventos tecnológicos que distanciam ou aproximam pessoas dentro de casa, mas o diálogo, a abertura ou a falta desses canais de comunicação. A tecnologia pode potencializar um problema, mas nunca é sua causa”, ressalta a neuropsicóloga Mônica Carolina Miranda, da Unifesp.

A engenheira Lucila Saito, mãe de Henrique, 9 anos, e Marilia, 6, não nega: muitas vezes, é mais fácil tirar algumas dúvidas com o próprio filho do que buscar, ela própria, a solução. “Eu tenho um iPhone. Para baixar um aplicativo, recorro ao Henrique, porque eu nunca fiz isso. Tudo para ele é mais fácil. Outro dia mesmo estávamos num restaurante e eu preocupada em voltar para ligar para minha mãe no Skype. De repente o Henrique estava falando com ela no Skype do meu telefone. Nem eu, nem meu marido sabíamos ser possível fazer isso”, conta.

Se hoje existe a possibilidade de alternar os papéis de aprendiz e tutor entre pais e filhos, por que não aproveitá-la com as devidas responsabilidades? “Os filhos têm maior domínio instrumental dessas tecnologias e sabem disso. Mas reconhecem, sim, os pais e os professores como detentores dos porquês de tantas informações”, finaliza Maria Elizabeth Almeida, professora do Departamento de Pós-graduação em Educação da PUC-SP.

Como salienta o perito José Milagre, os ambientes virtuais são como “paisagens naturais” para os representantes da geração Z. Mas o fato de serem habilidosos manipuladores de ferramentas tecnológicas não os torna capazes de lidar com tanta informação. “Eles precisam de educação digital. E quem pode proporcionar isso são os pais e educadores”, recomenda.

Carla Hosoi, especial para o iG São Paulo

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

MPF no Ceará vai pedir anulação do Enem



FORTALEZA - O Ministério Público Federal no Ceará vai recomendar ao MEC que anule o Enem 2011 em todo o País após a revelação de um suposto simulado do Colégio Christus, de Fortaleza, com questões idênticas às do exame, aplicado no fim de semana.

O procurador da República Oscar Costa Filho soube do caso por meio de estudantes cearenses, que procuraram o MPF para denunciar o suposto vazamento da prova.

'É necessário que se imponha, de uma vez, a constitucionalidade no Enem, o que significa o direito de candidatos que se sentirem prejudicados recorrer', diz Costa Filho. Para ele, houve vazamento de provas do exame.

O MEC já acionou a Polícia Federal para apurar o caso e, por isso, o procurador não vê a necessidade de recorrer à Justiça. Mas Costa Filho diz que há provas constituídas para determinar a irregularidade que, segundo ele, não é mais pontual e atinge todos os candidatos inscritos no País.

O Colégio Christus informou que vai soltar nota à imprensa nesta quarta-feira. Pelo Twitter, afirmou: 'Não houve qualquer ato deliberado por parte da escola no sentido que estão dizendo'. No Facebook, postou ontem à noite a seguinte mensagem: '[u]ma Instituição de Ensino que tenha profundo conhecimento da TRI - Teoria da Resposta ao Item - e possua vasto banco de questões fornecidas por professores, por ex-alunos e pela conversão de questões do estilo clássico para estilo ENEM poderá ter boa margem de acertos nas avaliações do ENEM e em outros vestibulares. O Colégio Christus, há vários anos, tem registrado altos índices de acertos em questões de vestibulares, o que é de conhecimento de todos'.

Para Costa Filho, houve quebra de igualdade na disputa. Ele ressalta o fato de as questões serem idênticas. 'São indícios de que houve, sim, vazamento.' Segundo o procurador, o episódio comprova o que havia afirmado ao Estado em entrevista na sexta-feira, véspera da aplicação do exame. 'O Enem é um estelionato intelectual', disse.

* O ESTADÃO

Como bloquear total ou parcialmente seu mural do Facebook



Na atual cultura do compartilhamento virtual, possibilitada graças à proliferação das redes sociais e dos sites de relacionamento, o cuidado com a preservação da intimidade parece cada vez mais esquecido.

No Facebook, por exemplo, é tão comum quanto fácil compartilhar gostos, músicas, atividades e pensamentos com os amigos. Embora, nem sempre, os usuários tenham alto grau de afinidade com todos os contados da rede. Ou ache digno que todos os colegas e/ou outras pessoas do site fiquem atualizados de seus status.

Para os usuários que não são tão criteriosos no momento de aceitar as solicitações de amizade, isto é, que mantêm contatos no Facebook tão heterogêneos como na vida real, uma configuração correta do mural é importante para preservar a privacidade que desejamos.

Neste tutorial, você vai aprender como configurar o acesso às publicações de seu mural somente aos seus amigos ou bloqueá-lo de pessoas específicas na rede social de Mark Zuckerberg. Para isso, basta seguir os passos abaixo.

Para disponibilizar o acessso ao mural somente aos amigos:

Passo 1: Acesse a página do Facebook que você administra e deseja bloquear o mural.

Passo 2: No canto superior direito do Facebook, acesse ao menu “Página Inicial”, clique na setinha localizada ao lado e selecione a opção “Configurações de privacidade”.

Passo 3: Feito isso, você será redirecionado para a página “Configuração de Privacidade”. Nesta página, no item “Controlar sua privacidade padrão”, é possível configurar o compartilhamento das atualizações em “Público”, “Amigos” e “Personalizado”. Habilitando a alternativa “Amigos”, somente seus amigos da rede social serão atualizados com seus status.

Para bloquear mural de pessoas específicas:

Se sua intenção é especificar o bloqueio para determinadas pessoas, siga os passos a seguir:

Passo 4: Ainda na página “Configuração de Privacidade” e no item “Controlar sua privacidade padrão”, habilite a opção “Personalizado”.

Passo 5: Feito isso, na janela que será aberta - “Privacidade Personalizada” – na opção “Ocultar para”, coloque as iniciais dos nome das pessoas que você deseja que não sejam atualizadas de seus status e clique sobre perfis delas.

Passo 6: Depois de criar a listas das pessoas que serão ocultadas de suas atualizações, para finalizar o processo, salve as configurações.

Verônica Vasque

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Assassinato completa 20 anos sem condenação pela Justiça "CRIME DA CASA DE SUSPENSÃO"





Pai e filho foram mortos a tiros por motivo considerado fútil; família aguarda julgamentos
Um dos crimes mais bárbaros já registrados em Cuiabá está prestes a completar 20 anos, sem solução por parte do Poder Judiciário. Trata-se do brutal assassinato do professor universitário Dário Luís Scherner, 45, e seu filho, Pedro César Scherner, 17.
Até o momento, o responsável pelas mortes ainda não foi levado a julgamento.

Ambos foram mortos a tiros no dia 27 de dezembro de 1991, dentro de uma oficina localizada no cruzamento da Avenida Prainha com a Avenida XV de novembro, no bairro Porto. O episódio ficou conhecido como "Crime da Casa de Suspensão".

Conforme as investigações, o autor do assassinato é Francisco de Assis Vieira Lucena, proprietário da oficina de alinhamento e balanceamento de carros, que, após executar pai e filho com cinco disparos em cada um, com arma de fogo, permaneceu foragido da Justiça por 17 anos.

Ele foi capturado pela Polícia Civil de Mato Grosso no dia 15 de outubro de 2008, no município de Osasco (SP), e foi encaminhado àa Penitenciária Central do Estado, para cumprir prisão preventiva.

Desde então, permanece em cela especial, por ter curso de nível superior, aguardando a decisão da Justiça de levá-lo a júri popular por homicídio duplamente qualificado.

O crime é considerado de natureza torpe e sem oferecer condição de defesa às vítimas, conforme denúncia do Ministério Público Estadual (MPE). Por conta disso, a condenação pode variar de 12 a 30 anos, conforme prevê o artigo 121 do Código Penal.

Motivo fútil

O assassinato é conhecido pela motivação fútil. Em dezembro de 1991, Dário Scherner presenteou seus três filhos com uma mesada em dinheiro. O filho caçula, Pedro Scherner, decidiu presentear o pai comprando um novo escapamento para o carro da família. Por isso, encaminhou o veículo à oficina, que, na época tinha como razão social o nome de "Casa de Suspensão".

Por volta das 13h do dia 27, Pedro foi retirar o veículo da oficina e foi surpreendido. O proprietário Francisco de Assis Lucena estava exigindo pelo serviço o dobro do preço que já havia sido combinado.

Acuado, o menor entrou em contato por telefone com seu pai, Dário, que compareceu ao local, numa tentativa de intermediar um acordo.

Ao anunciar que estava desistindo do serviço, Dário foi surpreendido por Francisco Lucena, que sacou o revólver de uma gaveta e disparou vários tiros, atingindo-o e matando-o na hora. O mesmo ocorreu com o menor Pedro, morto com cinco tiros espalhados pelo corpo.

Reviravolta

A tragédia familiar provocou uma reviravolta na família Scherner, conhecida anteriormente pela felicidade e convivência harmônica.

Todos se preparavam para encarar a estrada na madrugada, rumo ao Rio Grande do Sul para visitar familiares, numa viagem programada de férias de final de ano.

Logo depois, partiriam para o Rio de Janeiro, onde Dário Scherner, enquanto professor universitário, iria apresentar uma dissertação de mestrado referente A administração pública, na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Ao mesmo tempo, aguardavam para o dia 28 de dezembro a divulgação do resultado do vestibular da PUC (Pontíficia Universidade Católica), avaliação da qual participou o filho caçula Pedro Scherner.

Assassinado um dia antes, ele morreu sem ter conhecimento de que conseguiu realizar um sonho: a aprovação no curso de engenharia mecânica, o que lhe permitiria conhecer o funcionamento de automóveis, uma de suas paixões.

Desestrutura emocional

Após a tragédia familiar, a viúva Cármen Scherner ficou tão abalada psicologicamente, que comprou uma sepultura no Cemitério ao lado do caixão do marido e do filho. Durante um mês, levava diariamente as três refeições diárias aos dois mortos.

Passado quase 20 anos, ela ainda não se desfaz dos objetos que lembram o marido e o filho assassinados.

Atualmente, aos 64 anos, mora em Brasília, em companhia de uma das suas filhas e enfrenta problemas de saúde.

Esperança

Ao Midianews, a fisioterapeuta Geovana Scherfer, filha de Dário, afirmou que acredita em um desfecho favorável da Justiça ao assassinato do seu pai e irmão.

"Não quero terminar com a sensação de que perdemos todos nossos esforços. Ainda espero que seja marcada, em breve, a data deste júri popular", declarou.

Diante da esperança em conseguir Justiça, Geovana cursou até a Faculdade de Direito e cursou pós-graduação em criminologia, para atuar na busca por Justiça. Também defende uma condenação prevista em lei.

"Busquei o conhecimento das leis para conhecer mais detalhes e lutar por Justiça. Fui até escrivã da Polícia Civil, para ajudar na captura do assassino do meu pai. Minha família nunca pensou em vingança e sempre batalhou para que seja feita Justiça. Esperamos o julgamento para evitar que este clima de impunidade continua", disse.

O publicitário Dário Cesar Scherner também aguarda que seja feita Justiça. "É uma situação difícil de administrar e esperamos uma decisão do Judiciário para virar essa página. Não dá para esperar mais! Minha família espera há anos o fim desta angústia", afirmou.

Confira abaixo a abordagem do extindo programa "Linha Direta", da Rede Globo, a respeito do crime da Casa de Suspensão.

Por problemas técnicos, o áudio é melhor conferido com fone de ouvido. A reportagem está dividida em dois vídeos.

Fonte - Mídia News

Meninas com mais de dez anos já podem tomar vacina contra o HPV




Meninas a partir dos dez anos devem tomar a vacina contra o HPV, o vírus considerado a principal causa do câncer do colo de útero.

Na última visita ao pediatra da filha, Luciana Marte levou um susto. “O pediatra chegou de repente e disse ‘olha, a única vacina que está faltando para a sua filha que tem 10 anos é contra o HPV’. Então eu falei ‘Nossa, mas com 10 anos?’”, revela a advogada.

Parece cedo, mas é essa a indicação para tomar a vacina contra o HPV. “A vacina apenas está indicada nesta faixa etária, a partir dos 10 anos, porque a menina que nunca entrou em contato com o HPV, que é transmitido pela via sexual, ela se beneficiará, quer dizer ela terá uma proteção ainda maior contra o câncer de colo, mesmo que ela inicie vida sexual aos 30”, explica Fábio Bozelli, pediatra.

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O vírus HPV é transmitido por relação sexual e vem sendo considerado a principal causa do câncer do colo de útero. Por ano são quase 19 mil novos casos e 4,8 mil mortes.

Em Itu, no interior paulista, a vacina contra o HPV virou lei municipal. A vacinação não é obrigatória, mas a secretaria de saúde tenta convencer os pais que o melhor para evitar a doença é a proteção que só a vacina oferece.

“É o único tipo de câncer que existe uma vacina hoje em dia aprovada, com 100% de eficácia. Você pode exatamente daqui a vários anos, 10, 20, 30 anos ter erradico esse câncer no município”, afirma Marco Aurélio Bastos, secretário de Saúde de Itu.

A vacina não faz parte do calendário oficial do Ministério da Saúde. Nas clínicas particulares, cada aplicação custa, em média, R$ 300. São necessárias três doses.

A funcionária pública Denise Ramos Amadio decidiu levar a filha para tomar a vacina. “Quando que eu vacinaria a Laura? No dia em que ela chegasse e falasse: ‘mãe, aconteceu’? Não daria mais tempo. Então eu tenho que primeiro explicar para a minha filha, colocar a responsabilidade nas mãos dela, porque é uma escolha que ela vai fazer, mas a parte que me cabe de vacinar e de orientar eu estou fazendo".

FONTE G1-

Sardinha, aveia, berinjela, abacate e suco de uva fazem bem ao coração




Depois de abordar, na semana passada, os benefícios de alimentos como tomate, azeite, chocolate amargo, linhaça e castanhas, o Bem Estar desta terça-feira (27) destacou outros cinco itens que podem fazer a diferença na sua dieta e no seu coração: sardinha, aveia, berinjela, abacate e suco de uva.

O cardiologista Roberto Kalil e a nutricionista Fernanda Pisciolaro explicaram a importância de uma alimentação saudável para viver mais e melhor, livre de problemas como infarto e derrame cerebral. Esses “amigos do coração” também têm a capacidade de melhorar a pressão arterial, o colesterol, os triglicérides, a circulação sanguínea e o peso.

Os especialistas indicaram a quantidade diária ideal para cada grupo de nutrientes. Isso porque a diferença entre veneno e remédio está sempre na dose.

O programa mostrou, ainda, os benefícios do alho e da cebola para o coração. O primeiro apresenta compostos sulfurados, nutrientes que reduzem a pressão arterial e impedem que o colesterol grude nas paredes das artérias. Já a cebola diminui a formação de placas de gordura que causam a obstrução dos vasos sanguíneos.

Outras dicas para comer melhor são: usar menos sal, preferir arroz integral e frango sem gordura, e incluir linhaça e suco de soja na dieta.

Dá para fazer o suco de uva vermelha em casa, no liquidificador ou em uma centrífuga. No liquidificador, o suco fica diferente do integral e oxida com mais facilidade – por isso, é bom tomar em até meia hora. É só bater as uvas, sem os cabinhos. Mas vale lembrar que uma parte importante na ativação do resveratrol é a fermentação; portanto, o suco integral ainda é a melhor opção comparada ao natural ou ao consumo da fruta fresca.

saiba mais

Tomate, castanhas, chocolate, azeite e linhaça ajudam a proteger o coração
O chefe de cozinha Sergio Arno, que também esteve presente no Bem Estar, ensinou uma receita de massa integral ao forno, com tomate cereja, cebolinha e ervas, que devem ser frescas e podem substituir o sal. Confira abaixo:

Tagliatelle integral ao forno

Ingredientes
250 g de tagliatelle integral
36 tomatinhos cereja
18 cebolinhas
2 colheres de sobremesa de mistura de ervas frescas (tomilho, orégano, alecrim e manjericão)
8 dentes de alho inteiros e levemente amassados
10 colheres de azeite
Sal a gosto
Pimenta do reino moída na hora
1/2 pimenta dedo de moça sem semente e picada
100 g de tirinhas de queijo de soja (tofu) defumado (opcional)
Água para ferver a massa
Sal grosso para salgar a água da massa
Cebolinha francesa para decorar o prato (opcional)
Queijo parmesão ralado a gosto (opcional)

Modo de fazer
Lave os tomatinhos, corte-os pela metade e reserve. Descasque as cebolinhas e corte-as pela metade. Em uma assadeira, coloque as cebolinhas, o azeite, o sal e a pimenta do reino. Leve ao forno por 20 minutos, a 160 graus.

Depois, acrescente na mesma assadeira os tomatinhos, as ervas picadas e acerte o sal. Deixe no forno por mais 12 minutos.

Retire a cebola e o tomate da assadeira e transfira o azeite para uma frigideira grande. Coloque a pimenta de dedo de moça e o alho até dourar. Acrescente os tomatinhos, a cebolinha e as ervas, e aqueça bem.

Cozinhe a massa al dente, escorra, despeje na frigideira e mexa bem. Por último, jogue o queijo defumado. Na hora de servir, polvilhe a cebolinha francesa e o queijo parmesão.

Rendimento
4 pessoas

G1- BEM ESTAR

domingo, 23 de outubro de 2011

Paixão é doença ou remédio?

Especialistas respondem: ela é boa e ruim para saúde. A diferença está em se o amor é correspondido ou não

Paixão:se não houver nenhum problema na estrutura emocional, todos vão vivenciá-la em algum momento da vida

Se no próximo Dia dos Namorados você estiver acompanhado e feliz da vida por causa de um novo ou antigo amor, correspondido na mesma intensidade do seu sentimento, provavelmente dirá um “não” veemente após a pergunta: “paixão é doença?”.

Já para os donos de corações decepcionados e machucados o apaixonar-se é um problema de saúde grave, capaz de adoecer corpo e mente, em um ciclo muitas vezes sem remédio. Pois os dois grupos opostos, respondem os especialistas, estão certos.

“Não há uma resposta simples e exata para esta questão. A paixão pode ser interpretada de várias maneiras, pois mexe com todo o corpo, às vezes de forma positiva e em outras negativa”, afirma o cardiologista do Hospital Albert Einstein, Elias Knobel, autor do livro Coração é Emoção (Ed. Athneu).

“É uma maravilha quando a paixão acontece. Ela aumenta a disposição para o trabalho, para o exercício físico, incentiva a produção de hormônios do bem-estar e do bom-humor (como a serotonina), todos estes fatores benéficos à saúde”, completa Knobel.

“Mas em caso de desilusão, frustração ou extremismo, a paixão é dolorosa e pode ser o ponto de partida para depressão, isolamento e até problemas cardiovasculares, principalmente em quem já tem predisposição genética para estas doenças.”

Dois lados

Os dois lados da moeda que fazem da paixão veneno e remédio para saúde aparecem porque os fenômenos físicos e químicos desencadeados por este sentimento podem proteger ou prejudicar o organismo.

O cirurgião João Caetano Marchesini, responsável pelo portal Gastronet, exemplifica. “Quando o sistema nervoso é acionado há liberação de duas substâncias na corrente sanguínea, a adrenalina e o cortisol”, diz.

A adrenalina, importante para melhorar o fluxo sanguíneo nos órgãos vitais como pulmão e coração, também acelera os batimentos cardíacos e eleva a pressão arterial, o que pode desencadear arritmias em quem já não tem uma saúde cardíaca em dia, alerta o cardiologista Knobel.

Já o cortisol, diz o cirurgião Marchesini, é o hormônio essencial para o corpo identificar situações de risco e ficar em alerta, “selecionando” o que é bom e ruim para o organismo.

“Mas ele também é chamado de hormônio do estresse, exatamente pelos mesmos motivos. E o estresse é um dos vilões da saúde, desequilibra o sistema imunológico e agrava doenças, como já evidenciaram muitas pesquisas científicas."

Qual a diferença?

A neurologista Sônia Brucki, coordenadora do Departamento de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia, classifica a paixão “como a melhor coisa que pode acontecer na vida de um indivíduo”, mas reconhece que, fisiologicamente, o cérebro pode receber estas informações de formas variadas.

“A mensagem trazida pode despertar memórias positivas, agradáveis e benéficas. Ao mesmo tempo, as mesmas substâncias podem remeter a passagens ruins e sem prazer”, explica.

A experiência prévia, portanto, é fundamental para direcionar como o organismo vai reagir à paixão. O receio não necessariamente ocorre por causa de um amor doído no passado. Pode resultar de problemas familiares, experiências negativas com coleguinhas na escola e até uso de drogas. Os psiquiatras da Unifesp constataram maior dificuldade de relacionamento entre dependentes químicos, ainda que recuperados, pois os entorpecentes agem na mesma parte cerebral estimulada pela paixão.

Não é à toa que o coração partido, as separações e os divórcios estão entre as principais causas de transtornos pós traumáticos atendidos pelo psicólogo especializado em traumas, formado pela Universidade de São Paulo (USP), Júlio Peres. Curar dor de amor, já sabem os médicos, não é tão simples (e rápido) como se apaixonar.

“Isso também varia muito conforme a dependência emocional que a pessoa tem do ser amado”, acrescenta a ginecologista do Ambulatório de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, Elsa Gay. Se a troca e a parceria são feitas dentro de limites da serenidade e felicidade não há mal nenhum e a paixão só acrescenta novas descobertas, projetos e incentivos. Mas se há prejuízo social, como interferência em hábitos de vida ou no trabalho (os chamados loucos de amor), o apaixonado pode ser classificado como um portador de transtorno psíquico.

Tempo

Outra interferência para definir se paixão é doença ou remédio é o tempo de exposição. Sensações boas costumam acelerar o coração, elevar a pressão e deixar o corpo estressado por um período mais curto do que as sensações ruins. E para fazer mal ao músculo cardíaco é preciso tempo e repetição de maus hábitos.

O fato é que não há anticorpos contra ela. Segundo os especialistas, se não houver nenhuma falha na estrutura emocional, todas as pessoas vão encontrar a paixão em algum momento da vida.

"Tenho pacientes que só se apaixonaram pela primeira vez os 70 anos. Não há idade ou fator de risco para se apaixonar" finaliza Knobel.
Fernanda Aranda, iG São Paulo

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O amor bom é facinho


Há conversas que nunca terminam e dúvidas que jamais desaparecem. Sobre a melhor maneira de iniciar uma relação, por exemplo. Muita gente acredita que aquilo que se ganha com facilidade se perde do mesmo jeito. Acham que as relações que exigem esforço têm mais valor. Mulheres difíceis de conquistar, homens difíceis de manter, namoros que dão trabalho - esses tendem a ser mais importantes e duradouros. Mas será verdade?

Eu suspeito que não.

Acho que somos ensinados a subestimar quem gosta de nós. Se a garota na mesa ao lado sorri em nossa direção, começamos a reparar nos seus defeitos. Se a pessoa fosse realmente bacana não me daria bola assim de graça. Se ela não resiste aos meus escassos encantos é uma mulher fácil – e mulheres fáceis não valem nada, certo? O nome disso, damas e cavalheiros, é baixa auto-estima: não entro em clube que me queira como sócio. É engraçado, mas dói.

Também somos educados para o sacrifício. Aquilo que ganhamos sem suor não tem valor. Somos uma sociedade de lutadores, não somos? Temos de nos esforçar para obter recompensas. As coisas que realmente valem a pena são obtidas à duras penas. E por aí vai. De tanto ouvir essa conversa - na escola, no esporte, no escritório - levamos seus pressupostos para a vida afetiva. Acabamos acreditando que também no terreno do afeto deveríamos ser capazes de lutar, sofrer e triunfar. Precisamos de conquistas épicas para contar no jantar de domingo. Se for fácil demais, não vale. Amor assim não tem graça, diz um amigo meu. Será mesmo?

Minha experiência sugere o contrário.

Desde a adolescência, e no transcorrer da vida adulta, todas as mulheres importantes me caíram do céu. A moça que vomitou no meu pé na festa do centro acadêmico e me levou para dormir na sala da casa dela. Casamos. A garota de olhos tristes que eu conheci na porta do cinema e meia hora depois tomava o meu sorvete. Quase casamos? A mulher cujo nome eu perguntei na lanchonete do trabalho e 24 horas depois me chamou para uma festa. A menina do interior que resolveu dançar comigo num impulso. Nenhuma delas foi seduzida, conquistada ou convencida a gostar de mim. Elas tomaram a iniciativa – ou retribuíram sem hesitar a atenção que eu dei a elas.

Toda vez que eu insisti com quem não estava interessada deu errado. Toda vez que tentei escalar o muro da indiferença foi inútil. Ou descobri que do outro lado não havia nada. Na minha experiência, amor é um território em que coragem e a iniciativa são premiadas, mas empenho, persistência e determinação nunca trouxeram resultado.

Relato essa experiência para discutir uma questão que me parece da maior gravidade: o quanto deveríamos insistir em obter a atenção de uma pessoa que não parece retribuir os nossos sentimos?

Quem está emocionalmente disponível lida com esse tipo de dilema o tempo todo. Você conhece a figura, acha bacana, liga uns dias depois e ela não atende e nem liga de volta. O que fazer? Você sai com a pessoa, acha ela o máximo, tenta um segundo encontro e ela reluta em marcar a data. Como proceder a partir daí? Você começou uma relação, está se apaixonando, mas a outra parte, um belo dia, deixa de retornar seus telefonemas. O que se faz? Você está apaixonado ou apaixonada, levou um pé na bunda e mal consegue respirar. É o caso de tentar reconquistar ou seria melhor proteger-se e ajudar o sentimento a morrer?

Todas essas situações conduzem à mesma escolha: insistir ou desistir?

Quem acha que o amor é um campo de batalha geralmente opta pela insistência. Quem acha que ele é uma ocorrência espontânea tende a escolher a desistência (embora isso pareça feio). Na prática, como não temos 100% de certeza sobre as coisas, e como não nos controlamos 100%, oscilamos entre uma e outra posição, ao sabor das circunstâncias e do tamanho do envolvimento. Mas a maioria de nós, mesmo de forma inconsciente, traça um limite para o quanto se empenhar (ou rastejar) num caso desses. Quem não tem limites sofre além da conta – e frequentemente faz papel de bobo, com resultados pífios.

Uma das minhas teorias favoritas é que mesmo que a pessoa ceda a um assédio longo e custoso a relação estará envenenada. Pela simples razão de que ninguém é esnobado por muito tempo ou de forma muito ostensiva sem desenvolver ressentimentos. E ressentimentos não se dissipam. Eles ficam e cobram um preço. Cedo ou tarde a conta chega. E o tipo de personalidade que insiste demais numa conquista pode estar movida por motivos errados: o interesse é pela pessoa ou pela dificuldade? É um caso de amor ou de amor próprio?

Ser amado de graça, por outro lado, não tem preço. É a homenagem mais bacana que uma pessoa pode nos fazer. Você está ali, na vida (no trabalho, na balada, nas férias, no churrasco, na casa do amigo) e a pessoa simplesmente gosta de você. Ou você se aproxima com uma conversa fiada e ela recebe esse gesto de braços abertos. O que pode ser melhor do que isso? O que pode ser melhor do que ser gostado por aquilo que se é – sem truques, sem jogos de sedução, sem premeditações? Neste momento eu não consigo me lembrar de nada.



(Ivan Martins escreve às quartas-feiras )

REVISTA EPOCA

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Perdoar faz bem a saúde o rancor e o ódio destrói um ser humano concorda?



"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra."William Shakespeare
Sim, você recebeu um tratamento péssimo daquele cliente, daquela namorada, do professor, do seu marido, dos seus pais, dos seus filhos, dos vizinhos, do seu chefe, dos seus colegas, dos críticos, do cachorro... Você tem toda razão em ter sentido mágoa, tristeza e desapontamento quando isso aconteceu. Mas sentir tais coisas só tem lógica se for naquele momento. Nunca mais.

Se você está, ainda hoje, sentindo essa decepção, essa tristeza, essa mágoa com outra pessoa, então você está ressentido, ou ressentida, com ela. Veja com atenção o significado da palavra ressentimento: RE-SENTIMENTO. Sentir novamente.

Sentir infinitamente, para alguns. Qual a razão de usar sua mente para sentir novamente coisas ruins, fragilidades e decepções? Não me refiro a nenhum princípio religioso, espiritual ou moral, somente uma razão prática: sentir coisas ruins novamente não tem absolutamente nenhuma função, exceto prender você ao passado e tornar você uma eterna vítima de alguém que nem mesmo está tentando prejudicar você mais. Ao guardar qualquer ressentimento você está se acorrentando a alguém que lhe fez mal, mesmo que essa pessoa não queira mais isso. Você está re-sentindo a dor que só existe em sua memória. Repita comigo: nunca mais.

A outra pessoa, por pior que tenha sido, não será prejudicada por seu ressentimento. Mas você será. Você desperdiçará momentos únicos das suas vinte e quatro horas para pegar o punhal que alguém usou contra você há semanas, meses, anos ou décadas atrás e, acredite ou não, você mesmo estará se apunhalando dia-após-dia, com seu re-sentimento. Nunca mais.

Se o problema tiver sido com um cliente, ficar ressentido não ajudará sua próxima venda. Se tiver sido com a ex-namorada, ficar ressentido não tornará você atraente para a próxima, e talvez definitiva. Se tiver sido com seu marido, ficar ressentida não ajudará comunicar-se e corrigir a situação. Se tiver sido com... qualquer pessoa, ficar ressentido não ajudará você. Pode até ajudar ela a se livrar de você. Se o caso for tão grave que tenha que ser resolvido em tribunais, deixe advogados cuidando disso e se concentre em sua vida e sua felicidade. Não caia na armadilha do ressentimento. Nunca mais.

Viva o momento que estiver vivendo. Há momentos de tristezas, decepções, erros, partidas, traições ou simplesmente azar. Chore, reclame, brigue e viva o momento que tiver que viver. Mas, quando o momento passar, viva o momento seguinte, sem ficar com os grilhões do passado prendendo sua existência até sua morte. Esqueça as coisas ruins do passado. Ele não existe mais. Nunca mais.

Isso inclui os ressentimentos contra aquela pessoa que você encontra no espelho. O que ela tiver feito de errado, ontem ou há 30 anos, deve ser deixado de lado. Não sinta ressentimento quanto aos erros dessa pessoa. Nunca mais.

E, se mesmo com toda a lógica do mundo, você ainda estiver "sentindo re-sentimento" e mágoa de alguém, lembre-se do que disse William Shakespeare: Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.
www.ro-mildner.

Qual o limite saudável do ciúme?





Em excesso, sentimento pode desgastar o relacionamento e virar compulsão

Diz o ditado que o ciúme é o tempero do amor. E como sal ou pimenta, ele precisa ser bem dosado para que o relacionamento não fique intragável. Não há receita que determine a medida ideal, mas o exagero fica claro quando as desconfianças atrapalham constantemente um casal.

Foi o que aconteceu com a administradora Maria Luiza, de 29 anos, que quase perdeu o noivo para o ciúme: ligava várias vezes ao dia e passava na porta da casa dele para checar se ele estava mesmo lá. “Tive sérios problemas de convivência, tudo era em torno do ciúme, era a única coisa que me importava”, conta ela, que chegou a proibir que o namorado fosse amigo de mulheres.

O ciúme excessivo é uma preocupação sem fundamento e irracional de uma possível infidelidade do parceiro. “Se o ciúme começa a limitar a vida dos indivíduos é sinal de que alguma coisa não está bem”, aponta a psicóloga Andrea Lorena. Ela diz que alguns casos viram compulsão e envolvem até a família: “Uma paciente tinha ciúme da irmã e das filhas do namorado”, conta.

Revirando bolsa, carteira e telefone
Ciúme demais não é um sentimento isolado: ele vem acompanhado de insegurança, inferioridade, baixa autoestima e até raiva. Como reflexo disso começam os comportamentos controladores e que desrespeitam a individualidade do outro. “O ciumento passa a examinar bolsas, carteiras, quer saber onde o parceiro está e com quem está, pode escutar telefonemas, abrir correspondências, seguir o amado e até mesmo contratar um detetive”, descreve a psicanalista Araceli Albino.

Situações embaraçosas e descontroladas trazem prejuízos significativos para o relacionamento amoroso, para o ciumento e para o alvo do ciúme. Foi prestes a azedar a relação que Maria Luiza percebeu que passou do limite. “Estava me prejudicando em todas as áreas da minha vida. Não conseguia me concentrar nos estudos nem no trabalho. Ciúme demais desestabiliza”, diz.

Reconhecer o ciúme excessivo é, aliás, o primeiro passo para controlar a situação. O apoio de familiares, amigos e do parceiro são importantes, mas o diagnóstico feito por um especialista é essencial. “O ciúme patológico é um desafio, pois envolve sofrimento e, em casos mais extremos, podem ocorrer diversos transtornos mentais associados”, ressalta Araceli. Nesses casos, o tratamento psicológico é o mais indicado e investiga a origem da insegurança do paciente. O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo oferece atendimento especializado através do Ambulatório dos Transtornos do Impulso (AMITI).

Alexandre Adoni, especial para o iG São Paulo

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Você já chegou aos 50? Oba, é hora de comemorar



Você já chegou aos 50? Oba, é hora de comemorar. Já se foi o tempo em que, nessa idade, a mulher estava condenada a cuidar dos netos; nos dias de hoje, é o começo de uma nova vida. O mundo mudou, que bom, e agora quem tem 50 está entrando em uma segunda juventude – com tudo, aliás, para ser melhor que a primeira. Quando se é muito jovem, se pensa e se faz muita bobagem, e a primeira delas é achar que é preciso um homem – namorado, marido ou namorido – para ser feliz. À procura do amor, várias vezes pensamos que estamos apaixonadas – muitas vezes, pelos homens errados. Mas depois de dois ou três maridos, com os filhos já saídos de casa (casaram ou foram morar sozinhos), a mulher que trabalha e é independente já sabe o que quer. Vai viver essa nova etapa com a liberdade que nunca teve, porque aprendeu a confiar mais nela própria, a ser mais tolerante, mais esperta e sabe que tem um futuro pela frente. Mesmo casada, ainda que com o mesmo marido, é dona de sua vida, como quase nunca se é aos 25.

Se é o seu caso, prepare-se: vai precisar de força de vontade, tempo e dinheiro para fazer tudo que quer e aproveitar bem a nova fase. Dieta, cooper, pilates, muito cabeleireiro, dinheiro para uma lipinha, se necessário, ou para os tais procedimentos mágicos que adiam a hora da plástica e tempo para estudar cuidadosamente como se vestir sem parecer que está querendo dar uma de gatinha, mas também sem ser como seus filhos gostariam que fosse (filhos adoram ter uma mãe com cara de mãe). Vai valer a pena, garanto. Pense: o que é que você gostaria de ter feito, mas não fez por falta de tempo, cuidando da casa e dos filhos pequenos? Pois agora você pode – e deve. Em primeiro lugar, o visual. Já em plena forma, que tal aprender italiano? Entrar num grupo de teatro amador? Fazer um cruzeiro? Se você ainda tem sonhos adolescentes, quem sabe encontra o homem de sua vida, se é que existe (mesmo que não exista, procurar é sempre ótimo).

Entrar nos 50 é muito bom, é o horário nobre da vida. Lembre do que você sofreu em sua adolescência e juventude por coisas que não entendia – e não adiantou tentarem lhe explicar, porque só se aprende sozinha. Agora que já sabe tudo, é hora de ser feliz. Apaixone- se por você mesma, se agrade, se curta; você merece. Quando sair de casa, mesmo que seja de manhã, indo comprar uma prosaica escova de dentes na farmácia, se produza como se fosse a um primeiro encontro (se for ficar em casa, se produza também).

Mas existem muitas coisas que uma mulher madura, inteira e linda tem que aprender, e uma delas, importantíssima, é: quando estiver tomando um drinque com amigos, não conte histórias de filhos e de netos – se os tiver –, nem pensar. Existem os famosos preconceitos, e, como a humanidade (que nunca falha) aprendeu que não se pergunta a idade de uma mulher, descobriu que existem outros caminhos para saber. Pergunta a idade dos filhos e rapidinho faz as contas. Sabe o que você deve fazer se isso acontecer? Com todo o charme do mundo, dar uma grande risada, dizer que esqueceu e pedir outro copo de vinho.

Tags: Danuza Leão

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Você precisa mesmo de dieta? Por que a obsessão por ser magra



A maioria das mulheres vive procurando perder peso. Descubra o motivo dessa obsessão pelas dietas da moda e pelos milagres para emagrecer.
Por que passamos a vida fazendo regime? Por que nunca estamos satisfeitas com o nosso corpo? A obsessão por perder 2 ou 3 quilos é tamanha que uma pesquisa recente elaborada por uma marca de cereais trouxe uma revelação surpreendente: num grupo de 2,2 mil mulheres ouvidas, a maioria garantiu que preferia emagrecer e entrar em uma calça antiga a encontrar galãs como Brad Pitt e George Clooney. Para desvendar esse poder que a balança exerce sobre nós, conversamos com especialistas e com mulheres que alcançaram (e mantiveram) o peso sonhado. Conclusão: você também pode levantar a bandeira branca e viver bem com seu corpo.

A maioria das pessoas que você conhece (se inclua nessa!) já fez ou faz dieta, vive contando calorias e sonha em perder no mínimo 3 quilos, mesmo que esteja com peso saudável. Dieta hoje virou mania, quase obsessão. E quem engorda com isso é o mercado da indústria light e diet. “Só no ano passado movimentou 8 bilhões de dólares, o que corresponde a 5% do total de alimentos comercializados no país”, afirma Carlos Eduardo Gouvêa, presidente da Abiad*. Um em cada três lares brasileiros consome diariamente algum produto com redução calórica. Nessas casas, o mais adotado é o adoçante (100%), seguido pelo refrigerante ou suco (85%), pão de forma (75%) e leite longa vida (27%). Segundo a Abir**, só em 2009 foi ingerido 1,468 milhão de litros de refrigerante sem açúcar, quase 38 copos da bebida por habitante.

A luta contra a balança não afeta apenas as brasileiras obesas (15%) ou as que estão com sobrepeso (27%). Dados divulgados pela Kantar Worldpanel/Abiad mostram que as mulheres com peso saudável (48%) e até mesmo abaixo do peso (10%) também desejam emagrecer. Tudo em busca de um padrão rígido de beleza, associado à cultura de cada local. No Japão, a mulher atraente deve ser pequenina e delicada; quem tem mais curvas é tachada de gorda. Na França, a beleza rima com magreza – lá é quase impossível encontrar uma peça de roupa moderna com numeração superior a 42. Já na Mauritânia, país da África, quanto mais gorda a mulher, mais sexy é considerada e maiores as chances de arrumar marido (nada de pegar as malas e voar para lá!). Ser magra, com curvas, e ter o bumbum definido é o ideal de beleza das brasileiras. “Como vivemos em um país tropical, o corpo fica exposto durante boa parte do ano e há muita pressão para alcançar esse padrão”, diz o psicoterapeuta Marco Antonio De Tommaso, de São Paulo.

Tags: dieta, regime, calorias, emagrecimento, magra
Revista Claudia
Edição Ulrica d’Orey / Fotos Chris Parente / Realização Noris Martinelli em 28.04.2010

domingo, 16 de outubro de 2011

Por que é tão difícil controlar os gastos no dia a dia?

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“Organização financeira é como fazer regime: Não adianta se controlar apenas um dia. É um exercício constante”, afirma economista

A expressão “educação financeira”, tão disseminada ao longo dos últimos anos, causa arrepio em muita gente que não consegue se organizar e acompanhar as contas para mantê-las em dia. A contabilidade de todas as despesas no mês deve ser feita por uma equação simples: o que se ganha menos o que se gasta. Mas porque na prática é tão difícil realizar esse controle?

Segundo os especialistas, a educação financeira não depende do quanto se ganha, mas da forma como se gasta. A principal dica de economistas na hora de controlar os gastos mensais não é apenas colocar os valores no papel e organizar as dívidas em uma planilha para deixar claro o saldo disponível para compras. É ter disciplina e manter um controle rigoroso, passo a passo, de tudo o que sai da conta bancária. Boa parte dos brasileiros encontra dificuldade em fazer esse controle. Dados divulgados no último mês pela Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) mostram que a inadimplência no país avançou 24,9% entre janeiro e agosto deste ano.

Quem gerencia o bolso é a cabeça
Para não se tornar um integrante da lista de inadimplentes e fugir das estatísticas dos devedores é preciso colocar as finanças em dia. É justamente nisso que a biomédica Mariana Moreto, de 28 anos, acaba se atrapalhando por não conseguir vencer o desejo compulsivo de comprar e comprar até que não reste nem um único real em sua conta. “Mesmo que eu tenha consumido todo o meu salário para pagar dívidas, ao olhar o cartão de crédito, se vejo que ainda tenho saldo, não me contenho e acabo estourando o limite. No próximo mês, claro, não terei todo o dinheiro para pagar, então acabo quitando apenas o valor mínimo do cartão e me afundando nas taxas de juros abusivas cobradas pelas administradoras. É uma bola de neve”, afirma.

Mariana já tentou colocar seus gastos em uma planilha, mas na prática não funcionou. “Tudo bem, você olha o saldo e percebe que não sobrou um tostão. Eu não consigo deixar de comprar o que eu preciso ou até mesmo sair com meu namorado ou amigos. Com isso, os gastos se ampliam. Fiz essa planilha que todo mundo aconselha, mas acabei desistindo depois de alguns dias. Não fui muito disciplinada e vivia esquecendo de fazer a planilha. Resolvi parar”, diz.

Fabricio Pessato, mestre em economia e coordenador do curso de Finanças da Veris Faculdades, afirma que a organização financeira é igual a um regime para perder peso. “Não adianta se controlar apenas um dia. É um exercício constante e que requer, principalmente, disciplina. É chato, precisa ser detalhado, mas é a única forma de ter maturidade financeira e construir uma base sólida para conseguir comprar bens mais caros, por exemplo, um carro ou uma casa e não precisar se preocupar em não ter dinheiro para quitar as contas básicas. Não existe milagre. Quando digo aos meus alunos para preencher a planilha e verificar quais são os ganhos e gastos em um mês, cerca de 80% gastam mais do que recebem”, conta.

O consultor financeiro da empresa de gestão Your Life, Rubens Gurevich, afirma que quem gerencia o bolso é a cabeça. “Antes de comprar alguma coisa, pare na frente da loja e espere cinco minutos. Nesse período reflita a real necessidade de comprar determinado objeto. Se realmente a vontade passar é sinal de que a compra seria feita por impulso e não necessidade”, alerta.

O consultor também aconselha aos mais descontrolados a fazer uma reserva de dinheiro semanalmente, colocar em um envelope e utilizar apenas esse valor. De acordo com Gurevich, esquecer a existência do cartão de crédito e débito auxilia no controle das finanças. “Outra dica é colocar o dinheiro na poupança, em banco que você não tenha muito acesso. Em seguida quebre o cartão de saque. Assim será mais difícil retirar o dinheiro do investimento no primeiro impulso.”

Sonhos e organização
O sonho da empresária Cristiane de Albuquerque Barros, de 32 anos, é comprar sua casa. Para isso, deixou de sair de carro, só para economizar o dinheiro da gasolina e limitou os gastos com lazer, o que para ela, somavam anteriormente R$ 400,00 mensais. Há pelo menos três semanas cortou as saídas para bares e restaurantes. “Parece pouco, mas se tivesse feito isso antes, hoje teria meu apartamento”, conta. Cristiane não usa planilhas para contabilizar ganhos e despesas. Sua tática é não deixar dinheiro disponível na conta corrente. A empresária adotou as aplicações financeiras como forma de conter seus gastos.

“Eu retiro desta aplicação somente o necessário para pagar as contas. O resto fica guardado e rende. Caso contrário você cai em tentação e, quando percebe, já utilizou os valores. Sou organizada financeiramente porque tenho sonhos”, afirma. Para quem não tem tanta disciplina quanto Cristiane, Pessato afirma que ter duas contas distintas é o ideal: uma para aplicações e outras para movimentações diárias.

Força de vontade e determinação
Desde que foi morar sozinha, a advogada Andrea Pereira, de 43 anos, se acostumou a colocar todos os seus gastos em uma planilha. Nunca entra no vermelho. A advogada é o exemplo perfeito utilizado pelos economistas para identificar um bom gestor do próprio dinheiro. Andreia tem total conhecimento dos valores disponíveis para gastar com lazer, compras e na aquisição de bens. “Controlar os gastos é uma coisa que sempre fez parte da minha vida. Depois que eu casei, essa mania continuou. Meu marido tem um perfil oposto ao meu. Nossos amigos brincam que ele me pede autorização para gastar e que eu só libero R$ 10,00 por semana”, disse.

A advogada conta que seu planejamento permite que se gaste com consciência. “Por exemplo, se eu vou a um restaurante, sei exatamente qual é a verba disponível para isso. Se vejo um vestido na vitrine, sei qual é o orçamento que posso gastar. Isso tudo garante a minha saúde financeira e evita dores de cabeça ao final do mês”, diz a advogada. Gurevich elogia as planilhas “Elas são ótimas. É o primeiro passo para você começar a se organizar financeiramente. Servem para se ter uma noção do que entra e sai de dinheiro e colocar uma meta da onde se quer chegar”, ressalta.

Segundo o consultor financeiro Rubens Gurevich, o ideal é começar investindo 2% do que se ganha e ampliar aos poucos as reservas até chegar a 20%. Esses pequenos hábitos, de acordo com o especialista, provocam automaticamente uma mudança de comportamento. “A idéia é fazer o dinheiro trabalhar para você e não o contrário. Tudo isso é uma questão de força de vontade, determinação. As pessoas sabem exatamente o que elas têm de fazer. É como perguntar por que não consigo emagrecer ou parar de fumar.”

Fonte - IG



sábado, 15 de outubro de 2011

Saiba como se adaptar ao horário de verão

A mudança de horário traz problemas como insônia, cansaço e alterações hormonais

Vivian Carrer Elias
Horário de verão

Horário de verão: com uma hora adiantada no relógio, problemas relacionados so sono e ao funcionamento de certos hormônios poderão aparecer (Thinkstock)

A partir da zero hora deste domingo, 16 de outubro, começa mais um período de horário de verão. Os relógios dos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além da Bahia, deverão ser adiantados em uma hora, com o objetivo de estimular o aproveitamento do uso de luz natural para economizar energia. Segundo o Ministério de Minas e Energias, todos os anos há uma redução média de 5% na demanda de energia. Porém, essa mudança de horário e de iluminação pode acarretar alguns problemas de sono e metabolismo.

O principal problema causado pelo horário de verão é a hora de sono que a mudança rouba. Atinge a maioria das pessoas, independentemente do horário em que acordam. Mas, de acordo com o médico André Jaime, presidente do departamento de clínica médica da Associação Paulista de Medicina, ela é recuperada naturalmente em até duas semanas. "O importante para uma boa adaptação é a repetição regular dos horários, ou seja, ir dormir todos os dias no mesmo horário para que o organismo se acostume", explica.

Hormônios — O horário de verão também pode afetar na produção de certos hormônios, por causa da glândula pineal, cujo trabalho depende do ciclo solar. "Ela estimula a produção de alguns hormônios no primeiro contato com a luz solar e de outros com a ausência de iluminação", explica o médico André Jaime. A melatonina, por exemplo, responsável por regular o sono, é produzida quando escurece. "Como no horário de verão a luz do dia permanece por mais horas, é comum que as pessoas tenham o sono alterado", diz o clínico geral do Hospital das Clínicas, Arnaldo Lichtenstein.

Portanto, uma pessoa que costuma acordar quando o sol já nasceu e que, com o horário de verão, passará a acordar quando ainda está escuro, poderá ter dificuldades para ativar seu metabolismo logo cedo. Os médicos explicam que não é difícil se acostumar com o novo horário e que pequenas medidas podem encurtar o período de adaptação ao horário de verão, evitando prolongar insônias, dificuldade de acordar e cansaço durante o dia – principais problemas que vêm junto com o novo horário.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Médicos podem ter descoberto nova técnica para tratar diabetes






Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, revelaram um novo alvo possível para o tratamento de diabetes. Eles encontraram um mecanismo molecular que é responsável por fazer o número de células produtoras de insulina diminuir conforme uma pessoa envelhece.

Ao alterarem esse funcionamento, os cientistas esperam podem solucionar a falta da substância em pessoas com diabetes. A insulina é responsável por permitir a entrada de açúcar (glicose) dentro das células para que energia seja gerada para o corpo.

Queda natural no nível de insulina foi revertida em testes com roedores.
Estudo é descrito no site da revista científica 'Nature'.
Queda natural no nível de insulina foi revertida em testes com roedores.
Estudo é descrito no site da revista científica 'Nature'
O estudo é descrito no site da revista científica "Nature" nesta semana. Seung Kim, professor na universidade e autor principal do artigo, acredita que será possível manipular este mecanismo para oferecer um novo tratamento para humanos. O trabalho que acaba de divulgar, porém, foi conduzido em camundongos.

O mecanismo descoberto por Kim existe tanto nos roedores como em homens. Conforme os níveis de uma mólecula conhecida pela sigla PDGF caem no corpo, o nascimento de novas células-beta começa a diminuir no pâncreas. Essas células são as responsáveis por produzir insulina para baixar os níveis de açúcar no sangue. As diabetes de tipo 1 e 2, apesar de diferentes, coincidem ao apresentar uma redução no número de células-beta.

Níveis altos de açúcar no sangue podem levar à hiperglicemia - uma condição que pode causar dano nos órgãos, coma e até a morte. A vantagem do método de Kim está no fato do estímulo à produção de insulina não provocar o efeito inverso: ou seja, o excesso de produção da substância, que pode levar à hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue).

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Saiba o que é e se você sofre de "pescoço de texto"





Hábito de mandar mensagens a toda hora causa problema na coluna. Foto: Getty Images

Hábito de mandar mensagens a toda hora causa problema na coluna
Foto: Getty Images


Novos costumes e hábitos influenciam na postura e na saúde do corpo. Que o diga a epidemia de obesidade que afeta o mundo todo. Pois o uso de celulares, tablets e outros dispositivos eletrônicos estão causando o chamado "pescoço de texto". Trata-se do hábito de checar mensagens, enviar outras ou ficar navegando em redes sociais, o que normalmente é feito com o pescoço dobrado, pendendo para frente. As informações são do site do jornal inglês Daily Telegraph.



O que pode parecer sem importância está recebendo alertas de médicos ortopedistas e especialistas em coluna. O hábito pode causar dores de cabeça ou desconfortos nos ombros, braços e até piorar casos de artrite. Sem falar nos pulsos, que já sofrem com o hábito de digitar e navegar em dispositivos como os tablets.


"O pescoço de texto é causado pela flexão do pescoço por longos períodos de tempo. O número de vítimas vem crescendo à medida que aparelhos eletrônicos tornam-se cada vez mais populares. O corpo vai se adaptando a essa postura, mas rege ao estresse, causando problemas", disse a médica Rachael Lancaster, da clínica Freedom Back, na Inglaterra, ao jornal.



Michelle Achkar- terra

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mulheres não ligam para gordura do marido se ele for rico


Para cada 10% a mais no índice de massa corporal, os homens devem aumentar seu salário em 2%. Foto: Getty Images

Para cada 10% a mais no índice de massa corporal, os homens devem aumentar seu salário em 2%
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Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, verificou que as mulheres não se importam que os homens engordem desde que, ao mesmo tempo, aumentem sua conta bancária. A informação foi noticiada pelo site Daily Mail desta terça-feira (11).

O economista Pierre-Andre Chiappori revelou que para cada 10% a mais no índice de massa corporal, os homens devem aumentar seu salário em 2%. Já as mulheres podem compensar o ganho de peso, tornando-se mais educada.

Mesmo com a aceitação para o aumento de peso, a pesquisa realizada com 667 casais americanos brancos descobriu que tanto os homens como as mulheres preferem cônjuges magros e ricos àqueles com sobrepeso e sem dinheiro.

Apesar de trabalhar para encontrar uma fórmula para a quantidade de dinheiro extra um homem tem que ganhar, ou quanto mais educadass as mulheres devem ser, Chiappori disse que há uma solução mais fácil: "e mais fácil mudar o seu IMC do que mudar o seu salário ou o nível de educação."

terra

Ver sempre o lado bom das coisas talvez não seja uma boa ideia

Se você é daqueles que sempre veem uma luz no fim do túnel, cuidado. Um estudo publicado na última edição da revista "Nature Neuroscience" indica que a propensão de ver a vida com lentes cor de rosa pode ser ruim e inibir alertas de risco acionados no cérebro.

Intrigada com o fato de tantas pessoas se manterem teimosamente, e até mesmo patologicamente, otimistas, a professora Tali Sharot, do University College de Londres, realizou um experimento com 19 voluntários.

Sharot e colegas monitoraram os indivíduos com um scanner de ressonância magnética funcional (fMRI) em situações cotidianas que variavam de catastróficas a desagradáveis.

Entre os 80 cenários evocados, estavam ter o carro roubado, ser demitido do emprego, desenvolver mal de Parkinson ou um câncer.

Após cada desastre hipotético, pediu-se aos voluntários que avaliassem a possibilidade do infortúnio acontecer a eles. Enquanto ainda estavam no scanner foram informados da probabilidade média real do risco.

Algum tempo depois, os voluntários quantificaram mais uma vez a possibilidade de vivenciar pessoalmente cada cenário.

Os cientistas descobriram que os voluntários revisaram suas estimativas iniciais apenas quando os números reais eram menos sombrios.

Se, por exemplo, previam uma probabilidade de 40% de contrair câncer, mas a probabilidade média resultou ser de 30%, eles demonstraram ser mais propensos a ajustar sua estimativa claramente para baixo.

Mas se a probabilidade demonstrava ser pior do que originalmente se pensou, os voluntários simplesmente ignoraram a estatística real.

"Nosso estudo sugere que selecionados e escolhemos a informação que ouvimos", diz Sharot. "Quanto mais otimistas, menos propensos nos sentimos a sermos influenciados por informação negativa sobre o futuro."

POSITIVISMO RUIM

A razão para esse comportamento estaria nas leituras cerebrais. Todos os participantes demonstraram atividade aumentada no lobo frontal --fortemente associado com o controle emocional-- sempre que números reais eram melhores do que o esperado. A atividade indicou que a nova informação era processada e armazenada.

Mas quando as notícias se mostravam mais sombrias do que o previsto, os mais otimistas dos voluntários, em um teste de personalidade feito anteriormente, demonstraram ter menor atividade no lobo frontal.

Sharot explica que o trabalho demonstra que o otimismo desenfreado traz riscos imperceptíveis.

"Ver o copo meio cheio ao invés de meio vazio pode ser algo positivo; pode diminuir o estresse e a ansiedade e ser bom para nossa saúde e bem-estar", afirmou. "Mas também pode significar que estamos menos propensos a tomar ações preventivas, tais como praticar sexo seguro ou economizar para a aposentadoria."

DA FRANCE PRESSE

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Carne de porco opção barata e saudável. Olha esse improviso de domingo.

Ela já foi tratada como vilãs nas dietas, mas os nutricionistas dizem que não há mais razão para ter medo de comer carne de porco.
A carne de porco, que já foi tratada como vilã nas dietas, aparece agora como uma opção saudável e mais barata para o consumidor. Os nutricionistas dizem que não há mais razão para ter medo de comer a carne. A forma de criar os animais mudou muito nos últimos 20 anos e o controle de qualidade é maior. Além de mais limpa, a carne de porco que vai para a mesa é mais saudável que a de boi.
RECEITA

Picanha de porco - Improvisado no fundo do quintal

A receita é do cunhado Mano - Basta temperar com limão, sal e pimenta do reino, grelhar com um fio de azeite até ficar dourada dos dois lados. Acrescente o alho e a cebola picadinhos. Depois, as ervas aromáticas, um pouco de manteiga e vinho branco. Deixe evaporar. Junte manga e abacaxi cortados em quadradinhos e misture bem. Saudável, fácil e gostoso. È dessa maneira mesmo Cunhado.? Nunca esquecendo que a Cristal também faz parte do Conjunto. LEMA

domingo, 9 de outubro de 2011

Gordos pedem o fim do politicamente correto

http://laranjamecanica.files.wordpress.com/2007/06/viva-o-gordo.jpg

A Organização Beneficente Emancipada Social Anti-bullying (Obesa) afirma que, com a onda politicamente correta que tomou conta do país, só os gordos podem

Um grupo de gordos está lançando um movimento nacional contra o politicamente correto. A Organização Beneficente Emancipada Social Anti-bullying (Obesa) afirma que, com a onda politicamente correta que tomou conta do país, só os gordos podem ser vítimas de gozação.

O presidente da Obesa, Walter Jorge, conhecido como Waltinho Baleia, diz que a situação para eles está cada vez mais difícil. “Determinados grupos conseguiram o direito de não serem mais o alvo. Não vou dizer nem quais são porque posso ser processado. O fato é que hoje os humoristas só podem sacanear os gordos. É preciso acabar com isso”, disse Baleia.

Baleia afirma que as redes sociais, em vez de libertarem as pessoas, as tornaram mais caretas. “Ninguém passa para frente coisas politicamente corretas. Quem faz piada assim corre o risco de ser linchado em praça pública. As pessoas ficaram mais caretas e têm medo de serem vistas como párias por causa de uma simples piada”, diz ele. Walter afirma que apelidos como rolha de poço ficaram para trás. “Eles estão mais criativos. Outro dia me chamaram de bambolê de baleia. Outra vez fui dar meu endereço e a pessoa perguntou se eu tinha um Cep só para mim”.

Ele diz que está em entendimentos com o sindicato das louras, outra categoria que ainda é vítima, mas que a união é complicada. “Louras não gostam de gordos. Só se forem ricos. Ah, por favor, não escreve isso, senão as louras vão me processar”.

(Esta é uma notícia de ficção.)


NELITO FERNANDES  Repórter da sucursal Rio de ÉPOCA, escritor, autor teatral e redator de humor do Multishow. Nesta coluna tenta misturar humor e opinião comentando o noticiário, embora admita que na maioria das vezes é difícil manter o humor  (Foto: ÉPOCA)





sábado, 8 de outubro de 2011

Organizadora dá dicas para fazer uma festa infantil em casa

Se você não quer gastar muito com o aniversário do seu filho, confira as ideias inspiradas na maior feira do ramo

Ao organizar uma festa de aniversário para o filho, muitas mães querem docinhos diversificados, cenografias gigantescas e todos os brinquedos que couberem no local. Mas nada disso é garantia de felicidade para os pequenos convidados e para o sucesso de uma festa infantil. Segundo a assessora e organizadora especializada Kika Duarte, da Auguri Festas e Eventos, em São Paulo, menos também pode ser mais. Com criatividade e empenho, não é preciso gastar tanto para fazer o seu filho contente.


Foto: Guilherme Lara Campos/Fotoarena Ampliar

Mesa exposta na Mega Festas: tema definido e atenção aos detalhes

Visitamos a 4ª edição da Mega Festas – feira de fornecedores e serviços relacionados a festas infantis e infanto-juvenis realizada recentemente no Terraço Daslu, em São Paulo – na companhia de Kika. Ela mostrou como se inspirar em algumas ideias apresentadas no evento para fazer uma festa personalizada, divertida e econômica, sem sair de casa. “O ideal é mergulhar no tema e dar atenção aos detalhes”, comenta. Confira abaixo seis dicas para fazer uma festa infantil e duas sugestões de tema – uma para meninos e uma para meninas.

Foto: Guilherme Lara Campos/Fotoarena Ampliar

A partir do tema corte-e-costura, fitas métricas e carretéis enfeitam a mesa

1. Saiba o quanto você está disposta a pagar

Não dá para bancar uma decoração completa do Ben 10 no salão de festas do prédio? Sem problemas. A criança pode ficar contente – e muito – simplesmente recebendo os amiguinhos em casa, com a vela do bolo de aniversário no tema do seu personagem favorito. “Não precisa haver ostentação nesta hora. O foco é comemorar o aniversário do filho como for possível”, afirma Kika.

2. Defina um tema a partir de algo que você já tem

Procure ideias dentro de casa. Se encontrar uma máquina de costura dos tempos da vovó, compre fitas métricas e linhas de costura e monte uma mesa com o que puder ser combinado. O tema para a festa do seu filho pode estar escondido nos armários. Não é tão difícil e pode dar um resultado incrível.

>>> Veja também: 100 Brincadeiras para fazer com as crianças

3. Troque a lembrancinha por uma oficina

Se o tema da sua festa é corte-e-costura, que tal trocar as lembrancinhas por uma oficina rápida e simples para as crianças, ministrada por uma das mães? O resultado da aulinha de confecção já serve como lembrancinha, além de elas terem uma atividade diferente para se divertir. Oficinas de culinária também podem servir para a criançada levar uma lembrancinha para casa – como um cupcake feito por ela mesma.

Foto: Guilherme Lara Campos/Fotoarena Ampliar

Monte a mesa antes para ver se sobram muitos espaços vazios

4. Experimente antes a montagem da mesa

Monte a mesa antes do dia, para visualizar exatamente como ela vai ficar. Se notar áreas muito vazias, preencha com flores – escolha as favoritas da criança ou use um vasinho de flores que você já tem em casa – ou, se a festinha é para meninas, faça laços de cetim ou gorgurão. “São detalhes que fazem a diferença”, conta Kika.

Trabalhe também as alturas, para não dispor todos os pratos e enfeites na mesma linha. Livros infantis e outros objetos de casa servem para criar alturas diferentes na mesa.

5. Fuja dos temas padrões

Às vezes as mães querem juntar a festa de aniversário do filho de três anos e da filha de seis em uma só. Mas como encontrar um tema bom para os dois? Saia do convencional e crie um tema diferente. Uma festa com o tema pizzaria, por exemplo, atende aos dois gêneros e a uma ampla faixa etária. “Você pode, ainda, chamar uma pizzaria que leve a massa para a criança fazer a própria pizza”, sugere.

Foto: Guilherme Lara Campos/Fotoarena Ampliar

Criança gosta de docinhos: não é necessário incrementar demais o cardápio

6. Lembre-se: a festa é para a criança

Dispense as firulas no cardápio. Criança gosta de brigadeiro, beijinho e bicho de pé. As mães não precisam, portanto, se descabelar para incrementar muito. “Em 98% das festas o bolo preferido é o de chocolate”, resume Kika, relembrando um quitute simples e adorado, que caiu no esquecimento nos últimos tempos: gelatina. “Em uma festinha com o tema chá de bonecas, coloque gelatina dentro das xícaras, já que nenhuma criança vai tomar chá. Faz muito sucesso”, completa.



Uma sugestão de tema para as meninas: chá de bonecas

Apresentada na Mega Festas, a mesa pequenina, posta com o tema chá de bonecas, pode inspirar as mães. Não é tão difícil quanto parece: abra o armário de louças e decore uma mesinha alugada da maneira que achar melhor. Claro que as crianças não precisam usar os objetos para brincar. Aproveite os conjuntos de chá de brinquedo das crianças e coloque também pratinhos e copinhos descartáveis para elas brincarem com as bonecas. Com algumas canetinhas coloridas apropriadas, elas podem ainda personalizar os objetos.

Foto: Guilherme Lara Campos/Fotoarena

Mesa posta para a festa com tema chá de bonecas



Uma sugestão de tema para os meninos: festa do carrinho


Para Kika Duarte, a mesa apresentada na Mega Festas tem uma combinação de cores perfeita. As forminhas de doces em forma de carrinho são um encanto e não é difícil arranjá-las em lojas de scrapbooking ou papelarias especiais, ou ainda fazendo você mesma – imprima um molde e pinte em casa, com seu filho. Ainda dentro do tema carros e trânsito, você pode fazer semáforos com cartolina ou papelão. Se o espaço for suficiente, peça às crianças para trazerem suas bicicletas, risque um circuito com giz e brinque com as regras do trânsito.

Foto: Guilherme Lara Campos/Fotoarena Ampliar

Mesa posta para uma festa infantil com tema "carrinhos"

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Renata Losso, especial para o iG São Paulo