![]() |
Não é de hoje que a felicidade frequenta o universo dos sonhos, da música, da poesia e da literatura. Há apenas 40 anos ela pisou em solo acadêmico, no qual é objeto de investigação em economia, psicologia, ciências políticas e medicina. Em geral, todos os estudos têm uma pergunta em comum: o que faz alguém ser feliz? Ao longo das décadas, os pesquisadores ofereceram várias respostas. A mais recente, realizada em 2010 pela Wharton School, da Pensilvânia, a mais antiga e conceituada escola de administração dos Estados Unidos, afirma, taxativamente, que o dinheiro traz a felicidade.
Para chegar a essa conclusão, os norte-americanos examinaram dados de 140 países e constataram que quanto mais dinheiro a pessoa tem, mais satisfeita ela está com a vida - o que vale para um cidadão brasileiro, dos EUA ou de qualquer outro país do mundo. A felicidade está baseada na renda absoluta (ter renda). Por isso, depende muito da prosperidade econômica e da distribuição de renda do país onde se vive. Assim, quanto mais rica a nação, mais felizes são os cidadãos.
"Intuitivamente, isso faz sentido", diz Justin Wolfers, professor de negócios e políticas públicas da Wharton School e um dos autores da pesquisa Subjective Well-Being: Income, Economic Development and Growth. Não há dúvida de que quem nasce em um país desenvolvido tem uma vida bem mais fácil. "Nos EUA, por exemplo, não temos de nos preocupar com o fato de nossas crianças estarem morrendo, como acontece em alguns países subdesenvolvidos. Nem temos de ganhar a vida por meio do trabalho manual", afirma Wolfers.
Pesquisas anteriores sugeriam que as pessoas eram felizes quando se comparavam aos vizinhos ou colegas de trabalho e percebiam-se em condições iguais ou superiores às deles. Pela lógica da renda comparativa, os mais pobres seriam felizes se estivessem apenas um pouco melhor do que aqueles ao redor. "Essa conclusão era muito conveniente para pessoas de nações prósperas", nota Wolfers, "porque induzia à constatação de que os carentes estavam acostumados à sua pobreza relativa e os mais ricos não precisavam se sentir mal enquanto dirigiam seu BMW".
Wolfers e equipe analisaram as mudanças de felicidade ao longo do tempo. Eles descobriram que, de modo geral, os cidadãos de países que experimentam o crescimento econômico tendem a se tornar mais felizes. Ao que tudo indica, o caso do Brasil é exemplar. Com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos cinco anos e a diminuição do desemprego, o brasileiro é o 12º povo mais feliz do mundo, segundo uma pesquisa feita com 155 países pela Organização Gallup, a pedido da revista norteamericana Forbes.
REVISTA PLANETA

























