domingo, 31 de julho de 2011

"Insensato Coração": Após confusão, Douglas e Bibi se casam

sábado, 30 de julho de 2011

Saiba como tratar virilha e axilas escuras

Saiba prevenir e tratar as áreas sensíveis e escurecidas
Saiba como cuidar da pele das axilas e virilha / Shutterstock
As pessoas morenas e com pigmentação mais douradas são as que sofrem mais com o escurecimento das axilas e virilhas. O atrito causado nas dobras do corpo por irritações e depilação são queixas frequentes, principalmente em ambientes quentes e úmidos.


De acordo com a dermatologista Lígia Kogos, para evitar que a sua pele fique assim, o ideal é, em primeiro lugar, diminuir o atrito utilizando um talco de sua preferência. O uso do produto, além de diminuir a umidade, ajuda a proteger a pele o atrito.

"Às vezes é preciso dar um tempo na depilação. O método, como por exemplo a cera quente, pode ser muito agressivo. Usar lâmina sem um produto deslizante também é prejudicial e colabora para a irritação da pele. Como em alguns casos é impossível ficar sem se depilar, é preciso utilizar cremes à base de hidrocortizona, corticoide, aloe vera, antenol e azuleno após a depilação para aliviar esta irritação", diz a especialista sobre a forma de prevenção.

Caso você já esteja com a pele da região escurecida, faça uso de produtos com agentes clareadores como: ureia, ácido glicólico, ácido salicílico e desonida.

"Outros clareadores como a hidroquinona, não são indicados para esta área da pele. Os mais suaves conseguem alcançar o resultado desejado, pois axilas e virilhas respondem bem ao tratamento de produtos leves com ativos clareadores e cremes calmantes. Raramente é preciso apelar para tratamentos mais sofisticados como o peeling, por exemplo", justifica.

Ainda segundo Lígia, é necessário usar roupas de algodão, que não sejam sintéticas e permitam a evaporação do suor. A dermatologista também considera uma boa opção à laser, pois virilha e axila têm seus pelos eliminados em seis sessões.


'Sambistas' fazem feijoada em restaurante; prepare versão francesa

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Petiscos assinados pelo chef Carlos Ribeiro (como o negão, um bolinho preparado com massa de feijoada e carne-seca) foram parar no boteco da Camisa Verde. Em troca, ele saiu da escola de samba com a cozinheira dona Carmem, que vai preparar no restaurante do chef, o Na Cozinha, uma feijoada com a receita original servida no barracão (R$ 39,90).

O projeto, batizado de Batuque na Cozinha, acontece sempre aos sábados e terá representantes de outras agremiações. Na sequência, estão previstas cozinheiras da Rosas de Ouro, da Nenê da Vila Matilde e da Leandro de Itaquera --cada uma apresentando o prato oferecido em sua escola.

Em casa, inove fazendo cassoulet, a versão francesa da feijoada. Há um vídeo explicativo:

ignis/Wikipedia
Em casa, inove fazendo cassoulet, a versão francesa da feijoada; veja o vídeo com o passo a passo da receita
Em casa, inove fazendo cassoulet, a versão francesa da feijoada; veja o vídeo com o passo a passo da receita

CASSOULET

Grau de dificuldade: médio
Tempo de preparo: mais de uma hora
Rendimento: para seis pessoas

INGREDIENTES

- 500 g de feijão branco
- 1l de caldo de carne, frango ou legumes
- 2 unidades de cebolas bem picadinhas
- 4 unidades de tomates picadinhos
- 1 lata de extrato de tomate
- 200 ml de vinho branco seco
- Um amarrado de ervas (com tomilho, alecrim, salsa, alho-poró e louro) a gosto
- 1 colher de sopa de alho picado
- 2 unidades de linguiças portuguesas
- Paleta de cordeiro desossada em pedaços a gosto
- 4 unidades de coxas e sobrecoxas de pato
- 500 g de pernil suíno cortado em cubos
- Pimenta-do-reino a gosto
- Sal a gosto
- Farinha de pão a gosto

quinta-feira, 28 de julho de 2011

De camomila a jasmim: conheça o poder dos chás

Os chás são ótima pedida neste inverno, já que relaxam ou energizam

Nas tradições mais diferentes ele está presente: seja na sábia e milenar cultura chinesa ou no dia a dia dos ingleses. O chá é cultuado por conta de suas propriedades calmantes, energizantes, de relaxameto, tratamento de sintomas e desconfortos orgânicos dos mais diversos e por colaborar com o bom funcionamento da nossa saúde como um todo. Se todos esses benefícios já não bastassem, eles ainda podem ser muito saborosos, render receitas diferentes e são, sem dúvida, uma das melhores opções de bebida para aquecer seus dias e noites neste inverno.

“Existem estudos que indicam os benefícios do chá como superiores aos da água, em alguns casos. Um deles foi publicado na European Journal of Clinical Nutrition, uma das revistas mais conceituadas do setor no mundo”, diz a nutricionista Sonia Teixeira, de São Paulo.

O referido estudo, de acordo com Sonia, revelou que o chá preto, por exemplo, repõe fluidos e hidrata o organismo, além de conter substâncias antioxidantes que defendem contra a ação dos radicais livres e combatem o envelhecimento precoce. Os chás verde, vermelho e branco também desempenham funções parecidas, além de acelerar o metabolismo e colaborar indiretamente com a manutenção de peso.

Além dos chás que agem nos sistemas funcionais do corpo humano, outros tipos são reconhecidamente benéficos para, simplesmente, relaxar. A sensação agradável que o sabor e a temperatura proporcionam são ainda melhores no inverno e podem anteceder uma ótima noite de sono. Camomila, capim cidreira, jasmim e erva doce, por exemplo, são ótimos para essa finalidade.

Explosão de sabor
Para as pessoas mais exigentes, o mercado tem atendido com novos sabores de chás, que surpreendem pela originalidade e gostinho todo especial. Morango com hortelã, laranja com gengibre, extrato de lichia e até baunilha são alguns exemplos curiosos. E você pode adicionar leite, mel, açúcar mascavo e adoçante, se desejar se manter light. Só não exagere na quantidade: nada é mais gostoso que aproveitar o sabor natural que uma boa xícara de chá fresquinho pode proporcionar – sobretudo neste inverno.

Confira a lista de chás que preparamos, escolha o seu e aproveite:
Camomila: indicado para acalmar e relaxar, também tem efeito contra enjôos e distúrbios gástricos e intestinais causados pelo stress.
Capim-cidreira: combate a insônia, controla o estresse e, ainda, ameniza cólicas intestinais.
Carqueja: alivia males como azia, má digestão e prisão de ventre. O sabor não é muito agradável, mas a erva é um santo remédio.
Chá-mate: rico em vitaminas A, B1, B2 e C, além de 15 tipos de aminoácidos. Melhora as defesas do sistema imunológico, a concentração e aumenta a energia e vitalidade, além de ser muito popular no Brasil.
Chá-preto: pesquisas apontaram que ele reduz níveis de colesterol ruim no sangue, combate os radicais livres e o envelhecimento precoce.
Erva-doce: acalma, alivia cólicas menstruais e também combate a má digestão.
Hortelã: ameniza azia, dores de estômago e cólicas. É calmante e tem leve efeito sedativo: perfeito para insônia.
Jasmim: revitaliza, aumenta a energia e é diurético, amenizando a sensação de inchaço
Maracujá: acalma, reduz a atividade excessiva do sistema nervoso e é indicado para dores de cabeça, insônia perturbações da menopausa.
Chá-verde: melhora a circulação do sangue após a ingestão de comidas gordurosas, diminui as taxas de colesterol ruim, acelera o metabolismo colabora com o aumento do gasto energético, colaborando com a manutenção de peso.

Lascritta
Especial para o Terra

terça-feira, 26 de julho de 2011

Poliamor: um amor nada egoísta

A possibilidade de relacionamentos livres sob a ótica da psicoterapeuta Regina Navarro Lins

Foto: Getty Images

Poliamor: você encara essa?

Suzana, 42 anos, arquiteta, foi casada três vezes e está separada há cinco anos. Sua última separação ocorreu quando ela percebeu que, além do marido, amava outro homem. Apesar de não desejar a separação, não teve outro jeito. O marido não aceitou essa situação. Tiveram sérias brigas e a ruptura não foi nada tranquila. A partir daí, Suzana decidiu mudar o padrão de sua vida amorosa. “Não quero mais saber de ter um único parceiro fixo e estável para tudo, e ter uma vida cheia de regras. Não estou mais disposta a me enquadrar em nada. Agora, me tornei adepta do poliamor. Acredito que, da mesma forma que amamos vários filhos e amigos, podemos ter relações amorosas/sexuais com várias pessoas ao mesmo tempo.”

Muitos se surpreendem com o relato acima. Entretanto, sabemos que o amor é uma construção social. Quando analisamos a sua história constatamos que os comportamentos amorosos e as expectativas em relação à própria vida a dois variam de época e lugar. Há enormes diferenças, por exemplo, entre o amor vivido na Grécia clássica, na Idade Média, no século XVIII e na atualidade.

A partir da primeira metade do século XX, temos sido regidos pelo mito do amor romântico. Este tipo de amor, calcado na idealização do outro e na ideia de fusão entre os amantes, na qual um só tem olhos para o outro, deixa de ser atraente. Está surgindo uma nova dimensão do amor, onde há mais troca e tentativa de um equilíbrio, sem sacrifícios. As fantasias do amor romântico se baseiam na dependência entre os amantes. Por essa razão, elas não conseguem mais satisfazer os anseios daqueles que pretendem se relacionar com seus parceiros como eles são e viver de forma mais independente.

Concordo com o psicanalista Jurandir Freire Costa quando diz que “o amor erótico não é apenas uma atração sexual acompanhada de sentimentos ternos — enlevo, carinho, preocupação, cuidado, dedicação, devoção etc.— ou violentos — desejos de posse exclusiva, ciúmes, desconfianças, rivalidades etc. Pensar no amor dessa maneira já faz parte do aprendizado amoroso, pois significa estar convencido de que ele foi sempre o que é hoje, ou seja, uma emoção sem memória e sem história.”

Acredito que a tendência seja o desejo de viver um amor baseado na amizade. Para isso são necessárias novas estratégias, novas táticas por meio de experiências nunca antes tentadas. O amor romântico começa a sair de cena, levando com ele a idealização do par amoroso, com a ideia dos dois se transformar num só e, consequentemente, a exigência de exclusividade. Com isso, abre-se a possibilidade de se amar e de se relacionar sexualmente com mais de uma pessoa ao mesmo tempo. O poliamor deve ampliar, portanto, o espaço que ocupa na vida amorosa do mundo ocidental.

No poliamor as pessoas podem estabelecer relações íntimas, profundas e eventualmente duradouras com vários (as) parceiros (as) simultaneamente. Poliamor como movimento existe de um modo visível e organizado nos Estados Unidos nos últimos vinte anos, acompanhado de perto por movimentos na Alemanha e Reino Unido. Recentemente, a imprensa começou a cobrir abertamente quer o movimento poliamor em si, quer episódios que lhe são ligados. Em novembro de 2005 realizou-se a Primeira Conferência Internacional sobre Poliamor em Hamburgo, Alemanha.

Nesse tipo de amor uma pessoa pode amar seu parceiro fixo e amar também as pessoas com quem tem relacionamentos extraconjugais ou até mesmo ter relacionamentos amorosos múltiplos em que há sentimento de amor recíproco entre todas as partes envolvidas. Os poliamoristas argumentam que não se trata de procurar obsessivamente novas relações pelo fato de ter essa possibilidade sempre em aberto, mas sim de viver naturalmente tendo essa liberdade em mente. Para eles, o poliamor pressupõe uma total honestidade na relação. Não se trata de enganar nem magoar ninguém. Tem como princípio que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com ela. A idéia principal é admitir essa variedade de sentimentos que se desenvolvem em relação a várias pessoas, e que vão para além da mera relação sexual.

Nan Wise, uma psicoterapeuta americana que pratica o poliamor, reconhece que é preciso muita estabilidade emocional. Ela é casada com John Wise há 24 anos e os dois mantêm uma relação amorosa com outro casal, Júlio e Amy. Como muitas dessas relações, Nan tem com John sua “relação primária”, e com Júlio e Amy uma relação secundária, termos que servem para atribuir níveis de importância a quem participa de um mesmo grupo.

Embora a relação amorosa entre três ou mais pessoas permaneça à margem da sociedade, os que a praticam são cada vez mais visíveis ao compartilhar sua experiência. Diversos sites oferecem desde dicas para a relação entre poliamantes até músicas, ensaios, artigos de opinião, filmes e literatura de ficção sobre o assunto. A Polyamory Society é uma organização sem fins lucrativos que promove e apóia os interesses de indivíduos com relacionamentos ou famílias múltiplas.

Para a escritora americana Barbara Foster, que estuda o poliamor e o pratica com seu marido há mais de 20 anos, se trata de um movimento social muito importante e que está na moda. Os poliamoristas advertem que essa prática amorosa é uma escolha, assim como é a monogamia, e traz consigo tantos ou mais desafios. Ela definitivamente não é uma solução para um mau casamento ou outros problemas de relacionamento.

Naturalmente, ninguém chega ao poliamor de uma hora para outra, isto é resultado de um longo processo de desenvolvimento pessoal, do qual, por enquanto, poucos são capazes. É necessária toda uma revisão de conceitos, de condicionamentos culturais e emocionais, para ver as coisas a partir de outro paradigma. Entretanto, os poliamoristas também sustentam o direito de qualquer um optar pela monogamia como escolha de vida e acreditam que essa seja a escolha certa para muitas pessoas.

A psicóloga americana Deborah Anapol, autora do livro Polyamory: The New Love Without Limits diz: "Nossa cultura coloca tanta ênfase na monogamia de modo que poucas pessoas se dão conta de que podem decidir sobre quantos parceiros amorosos/sexuais desejam ter. Ainda mais difícil de aceitar é a ideia de que uma relação de múltiplos parceiros possa ser estável, responsável, consensual, enriquecedora e duradoura. Poliamor não é sinônimo de promiscuidade".

É importante ressaltar que o poliamor não é a única forma satisfatória de relacionamento amoroso. Cada pessoa deve ter o direito de escolher a que mais se adapta às suas necessidades e características de personalidade. Mário Polly, um adepto dessa prática, diz que “provavelmente, muitos anos irão passar ainda até que o poliamor seja uma forma de relacionamento universalmente aceita e praticada sem barreiras legais e preconceitos sociais. As pessoas que estão praticando o poliamor atualmente são como desbravadores de um novo continente, abrindo caminhos para chegar onde nenhum homem jamais esteve e tornar realidade a utopia de que novas formas de relacionamento são possíveis como alternativa à antiga ditadura da monogamia compulsória”.

No Twitter: Siga Regina Navarro Lins

domingo, 24 de julho de 2011

Ciúme? Só um pouquinho

Total falta do sentimento pode gerar insegurança e sugerir desinteresse

Lugares-comuns como os que dizem que o ciúme é “tempero” ou “prova” de amor partilham pelo menos duas coisas: muito apoio popular e nenhum respaldo científico. Todo mundo já ouviu que o sentimento que corrói os namorados que se sentem ameaçados não representa nada e, em geral, só faz mal. Mas isso não significa que as pessoas simplesmente abram mão dele. Tem quem provoque ciúme no parceiro só para se sentir querido. Tem quem reclame que o outro não se queixa dos olhares interessados que atrai. Quando o assunto é ciúme, as coisas são mais complicadas do que simplesmente certo e errado.

Foto: Getty Images

O ciúme está presente em quase todas as relações

O psicólogo especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida lembra que não, em nenhuma hipótese o ciúme significa necessariamente amor. Mas também acredita que não basta conhecer o conceito para determinar o comportamento das pessoas, visto que na prática não é assim que os casais vivem. “Aqui no Brasil as atitudes de ciúme são benquistas pelas pessoas, servem de termômetro do relacionamento. Mas costuma se tornar um problema para a relação”, diz. “A valorização do ciúme é totalmente cultural. Ao longo dos tempos, essas manifestações sempre foram malvistas e até sintoma de patologia”, completa ele. Mas depois do romantismo, isso mudou. E só negar o ciúme não adianta nada.

A publicitária Carmen Oliveira Santos, 31 anos, admite que adora ver o namorado se sentindo ameaçado. Ela repete o discurso de que ciúme demais atrapalha, mas que um parceiro muito seguro a deixa desconfortável. “Admito que às vezes faço questão de contar histórias sobre amigos, por exemplo, só para ver a reação dele. Gosto quando ele reclama”, conta. Cruel? Paulo Otávio Menezes, o namorado, acredita que sim. “Quando não é joguinho e eu realmente fico com ciúme, ela reclama. Se não fico, ela reclama. Se peço para ela não usar uma roupa, ela se ofende. É difícil acertar e ainda lidar com o ciúme que eu realmente sinto”, desabafa.

Thiago conhece bem o paradoxo que a valorização da ideia do ciúme e os desgastes reais de sua manifestação criam nos relacionamentos. O psicólogo conta a história de um casal que o procurou por causa do ciúme excessivo do homem. Com o tratamento, o paciente passou a entender melhor seu sentimento e não demonstrava mais tanto incômodo. Quem ficou ciumenta, então, foi ela, insegura com o novo comportamento do marido.

Como lidar com o ciúme
Como é muito difícil haver um casal em que os dois estejam totalmente livres do ciúme e do gostinho de ver o outro enciumado, o melhor é aprender a lidar com o sentimento. Thiago Almeida explica quando a falta de ciúme pode ser, sim, um sinal de que as coisas vão mal. E conta que existe uma faceta positiva para o sentimento.

Segundo o psicólogo, é normal que as pessoas invistam mais no parceiro no início do relacionamento e que depois de algum tempo a intensidade diminua. Mas, lembrando que ciúme nunca é sinônimo de amor, ele diz que um parceiro ciumento, que deixa de se importar, pode ser corretamente interpretado como desinteressado. “Você pode perceber nitidamente que a mulher avalia mais a relação passado/presente do que o homem. Existe uma correspondência direta na manifestação de interesse do outro, que pode ser uma representação de possessividade apenas. Mas, se existia ciúme e míngua, pode ser sim sinal de desinteresse”. Neste caso, achar que a falta desse sentimento é um problema pode ser um diagnóstico correto.

Mas em geral, sentir, cobrar e manifestar ciúme são atitudes que só atrapalham a relação. Quando Carmen Oliveira se torna a ciumenta do casal, Paulo reclama. E pior: diz que ela acaba abrindo os olhos dele para mulheres que nem tinha notado. O psicólogo concorda. “Os parceiros ciumentos acabam sensibilizando o outro para interesses que eles não tinham”, diz. Tiro pela culatra.

O segredo, mais uma vez, é evitar manifestações mais agressivas, como regular roupas e lugares. “O que não pode é o outro assumir o seu livre-arbítrio, e o que é pior, supostamente autorizado pelo amor. Isso já é sinal de violência amorosa”.

Mas, se o ciúme for inevitável, Thiago dá um conselho para usá-lo a favor do relacionamento. “Tem sim a possibilidade de trazer algo que acrescente. Quando você percebe que existem coisas que faltam em você e podem ser motivo para o parceiro debandar para uma relação paralela, pode investir para melhorar a si mesmo e a relação. Se ela gosta de homens malhados, por exemplo, ele pode caprichar na academia, se ele gosta de mulheres bem vestidas, ela pode se arrumar para ele”, ensina. No fim, talvez seja verdade que quem ama, cuida. Nem que seja de si mesmo.

  • Leia mais sobre:
  • ciúme
  • Carina Martins, iG São Paulo

O que a internet esconde de nós

http://frasesdavida.files.wordpress.com/2009/03/homem-x-computador.jpg?w=312

Por ROGER COHEN - "NEW YORK TIMES"

Uma moça que conheço vai se casar em outubro. Por essa razão, ela vem fazendo na web buscas relacionadas a casamento. De repente, toda vez que ela vai on-line, é bombardeada com anúncios de empresas que confeccionam vestidos de noiva, imprimem convites, montam tendas para eventos ao ar livre, fornecem comida para eventos, oferecem música, iluminação e assim por diante.

Sempre que eu vou para meu site favorito, nytimes.com, oferecem algo chamado "Recomendado a Você" --dez artigos que correspondem ao trabalho silencioso de traçar um perfil dos meus gostos que minhas buscas embutiram em algum algoritmo. Hoje, no topo da lista, encontro "Otto Von Hapsburg, candidato a monarca, morre aos 98", seguido por artigos sobre uma estátua de Reagan que será inaugurada em Londres, carros elétricos que suscitam pouco interesse na China e a crise financeira grega.

Reconheço que a seleção não é péssima, embora a dinastia dos Hapsburgos e os candidatos a monarcas nunca tenham feito parte dos meus interesses. Não me recordo da última vez em que pensei nos Hapsburgos.

A lista parece errática, um pouco como a tecnologia de reconhecimento de voz que às vezes funciona. Mas esse tipo de equívoco não é o que mais irrita. O que incomoda é a ideia de que algum algoritmo esteja dizendo o que devo ler.

Não quero ser direcionado. Deixe que eu mesmo viva minha vida! Mande apenas a "Lista de artigos mais enviados por e-mail", que reflete os assuntos que interessam à maioria --como cachorros, amor, comida, gatos, sexo, a Toscana e problemas conjugais, pelo que vejo.

Como tudo isso sugere, a internet, com o Google no centro dela, converteu-se no maior sistema que já existiu para traçar perfis de seres humanos. Podemos imaginar que uma busca no Google seja neutra --a mesma coisa para todo o mundo, assim como, no passado, todo mundo encontrava as mesmas referências numa enciclopédia--, mas, na realidade, ela é cada vez mais individualizada. Filiações políticas, opiniões sobre as mudanças climáticas, riqueza relativa, disposição de assistir ao conservador Fox News, preconceitos aleatórios --tudo isso será levado em conta no modo como os resultados de nossas buscas são apresentados.

O que eu encontro e o que você encontra quando fazemos uma busca por "Sarah Palin", por exemplo, não é a mesma coisa. Cada vez mais, somos mantidos em nossa zona de conforto político. Raramente, somos desafiados por informação surpreendente.

Como escreveu Sue Halpern em um artigo no "New York Review of Books" intitulado "O controle da mente e a internet", uma das "muitas consequências insidiosas da individualização é que, ao adaptar a informação que você recebe à percepção que o algoritmo tem de quem você é, o Google direciona você para materiais que tenham a maior probabilidade de reforçar sua visão de mundo".

Halpern estava resenhando um livro intitulado "The Filter Bubble: What the Internet Is Hiding from You" (a bolha do filtro: o que a internet está escondendo de você), de Eli Pariser. O livro sugere que uma busca por provas das mudanças climáticas trará um resultado para um ativista ambiental e outro para um executivo de petrolífero.

As consequências desse fornecimento de informações que correspondem à ideologia de quem faz a busca me parece devastadora para o debate construtivo que está ao cerne de qualquer democracia saudável. Não surpreende que o bipartidarismo (um esforço para encontrar pontos de convergência de visões entre seguidores de dois partidos opostos) tenha se tornado a commodity mais rara que se encontra em Washington.

Halpern cita um estudo publicado na "Sociological Quarterly" que analisa atitudes em relação ao aquecimento global entre republicanos e democratas entre 2001 e 2010. O estudo constatou que, enquanto crescia o consenso científico em relação às mudanças climáticas, "a porcentagem de republicanos para os quais o planeta estaria começando a se aquecer caiu de 49% para 29%. No caso dos democratas, ela subiu de 60% para 70%".

Republicanos e democratas estavam recebendo mensagens diferentes. O debate estava obstruído. Nenhuma política energética coerente emergiu nos EUA. Outros países avançaram muito na área das tecnologias verdes.

Posso sorrir com os Hapsburgos. Mas a individualização da informação é perigosa. Invertam o algoritmo: enviem a todas as pessoas as perspectivas que mais as desafiem.

Diferenças entre homens e mulheres causam brigas entre casais

Cada sexo reage de uma forma em determinadas situações do dia-a-dia

Alguns conflitos entre os casais poderiam ser evitados se soubéssemos relevar certas coisas que são consideradas "pessoais", quando na verdade não passam de uma questão de gênero. Ou seja: grande parte (não estou generalizando, mas é realmente a maioria) das pessoas age assim simplesmente por ser homem ou mulher. Esse discurso pode parecer pouco preciso, mas em minha experiência como psicóloga, posso afirmar que ele é bastante útil para evitar certos tipos de brigas. Vejamos alguns exemplos:

1) "nunca" e "sempre" são palavras que as mulheres costumam usar em suas discussões que o homem não recebe com bons ouvidos, porque as interpretam ao pé da letra e sentem-se ofendidos. Que tal trocá-las por "dificilmente" ou "raramente", "frequentemente" ou "muitas vezes"?

Questões de gênero que provocam brigas desnecessárias entre casais, sendo que todas elas poderiam ser evitadas.

2) Mulheres rodeiam para abordar um assunto delicado, circundando o problema e floreando com detalhes ou coisas não tão importantes até conseguirem tocar no cerne da questão. Esses rodeios irritam os homens, que são objetivos e querem resolver tudo da maneira mais simples e direta possível.

3) Homens têm dificuldade para ouvir quando a mulher vem contar algo que a está angustiando ou preocupando. Eles querem logo achar uma solução, resolver a questão, encontrar uma saída prática, quando elas precisam apenas de um ouvido, um ombro amigo para chorar, alguém para compartilhar suas angústias e simplesmente estar ao lado, nem que seja para não falar nada.

4) Outra dificuldade dos homens é de ouvir um pedido de sua mulher para que modifique algo em seu modo de agir, pois isso a está incomodando. Esse pedido é ouvido como uma crítica destrutiva a ele como um todo, provocando grandes discussões que seriam totalmente desnecessárias se ele ouvisse apenas o que está sendo dito, sem generalizar para sua pessoa. O mesmo processo pode ser notado nas mulheres, que dificilmente enxergam uma crítica de maneira construtiva.

5) Mulheres não nasceram com a direção espacial muito desenvolvida... Quando consultam um guia de ruas, por exemplo, este vai sendo virado em suas mãos de acordo com o caminho a ser seguido, o que já não acontece com os homens. Aliás, ainda dentro do assunto carro, ambos não gostam de palpites quando estão na direção. A história do "eu iria por aqui" não costuma ter finais felizes, é melhor deixar que o motorista erre e corrija depois do que ficar dando palpites enquanto o outro dirige. Essa é uma briga muito comum entre os casais, que tem um poder incrível de estragar o programa que viria depois.

Enfim, estas e outras são questões de gênero que provocam brigas desnecessárias entre casais, sendo que todas elas poderiam ser evitadas caso as pessoas tivessem um conhecimento mínimo do jeito de funcionar de cada sexo. São apenas alguns toques para que sua harmonia conjugal não se desfaça por coisas pequenas, que quando somadas, podem virar enormes "bolas de neve"!

Conteúdo por:
Marina Vasconcellos
Especialidade: Psicóloga

sábado, 23 de julho de 2011

Garfos maiores ajudam a comer menos


Vestidos como garçons, os pesquisadores distribuíram garfos grandes e pequenos em mesas diferentes / Stock xchng

Pessoas que consomem grandes porções de alimentos utilizando garfos grandes ingerem quantidades menores de comida, revela uma pesquisa realizada pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos.

O estudo, publicado no Journal of Consumer Research, analisou clientes de um restaurante italiano. Vestidos como garçons, os pesquisadores distribuíram garfos grandes e pequenos em mesas diferentes. Os alimentos eram pesados antes de serem trazidos para os clientes, e pesados novamente no caso de sobra de comida.

Os resultados mostraram que os clientes com garfos maiores comiam menos. Isso acontece, segundo os pesquisadores, porque as pessoas sentem que não estão comendo o suficiente ao usarem o garfo menor e não estão, portanto, satisfazendo sua fome.

"O feedback fisiológico da sensação de plenitude ou o sinal de saciedade vem com um intervalo de tempo", explicam os pesquisadores em um comunicado.

Quando os clientes receberam pratos com pequenas porções de alimentos, no entanto, o tamanho do garfo não afetou a quantidade de alimentos consumidos. Isso pode ser porque porções pequenas permitem visualizar melhor a quantidade de comida ingerida.

"As pessoas não têm claros indícios internos sobre a quantidade adequada para consumir", escreveram os pesquisadores. "Elas permitem que os estímulos externos, tais como o tamanho do garfo, determinem o montante que deve consumir”.

Se trair é humano...Como manter o respeito?

Se trair é humano...Como manter o respeito?
Infidelidade é um assunto que costuma gerar discussões acaloradas e quase sempre faz as pessoas apontarem vítimas e algozes da situação: “Que canalha, como pôde trair a esposa?”; “Como ela fez isso logo com ele, um cara tão bacana?”; “Se eu fosse ele, teria feito a mesma coisa!”; “Coitada, não merecia isso...”. Essas e outras frases refletem os pensamentos que geralmente surgem em conversas sobre alguém que traiu um outro alguém.

Escreverei hoje sobre infidelidade, porém fugirei completamente a estes pensamentos. Explico o principal por quê: não acredito em vítimas ou algozes em relações. Em outras palavras, nos relacionamentos não há um “bom” e um “mau”, não há um “coitado” e um “carrasco”. Se as duas pessoas estão juntas, é porque algo as mantém juntas. Seja lá o que este “algo” for – amor, dependência, comodidade, companheirismo, sexo, ou tantas outras coisas – estar junto é uma escolha. Dito isso, passemos então ao nosso assunto tão complexo.

Vejo muitos homens e mulheres argumentando que os homens traem mais porque fazer isso “é da natureza masculina”. Essas pessoas explicam que o homem teria um desejo sexual maior do que o da mulher e por isso teria necessidade de buscar sexo fora do casamento. Isso é um mito.

Nas pesquisas da psicóloga Mírian Goldenberg, que há 20 anos vem estudando o assunto, 60% dos homens e 47% das mulheres afirmaram já terem sido infiéis. Ou seja, se os homens traem mais, não é muito mais. E não há absolutamente nada de genético ou “da natureza masculina” nisso. Trata-se de uma questão essencialmente cultural.

Pense bem em como vivemos nos últimos 200 anos. O homem sempre foi o elemento mais importante de uma família, com mais direitos do que todos os outros membros, inclusive a mulher. À esta última cabiam apenas os afazeres domésticos, o cuidado com os filhos e o zelo com o marido. Nada de muitos prazeres nem muitas escolhas. Prazer sexual, então, era algo exclusivo dos homens. Como ter prazer com a própria esposa era algo visto negativamente, era comum os homens buscarem sexo fora do casamento. As mulheres evidentemente sabiam disso e aceitavam a condição, até porque não tinham muita opção.

Alguém pode estar pensando: Ora, mas hoje em dia tudo é muito diferente. Sim, concordo. As coisas mudaram bastante, especialmente a partir da metade do século XX. Essas transformações, por mais radicais que tenham sido, não têm nem 100 anos ainda. Isso significa que a mentalidade de que o homem tem mais necessidade de sexo e por isso trai persiste em muitas mentes, mesmo na daqueles que nasceram já depois de todas as mudanças.

Se homens e mulheres traem, porque fazem isso? Aliás, por que tantas pessoas fazem isso, já que os números mostram que não são poucas? Bem, exatamente por não serem poucas é que fica difícil apontar apenas uma ou duas razões para a infidelidade. Pode-se se infiel por solidão, raiva, insatisfação, carência, poder, vingança, busca pelo novo, desejo de viver uma aventura... Vejo muitas pessoas taxativamente considerarem que se há traição, não há amor. Não penso que seja bem assim.

O que me parece haver em comum nas situações em que as pessoas são infiéis é a busca de algo que não encontram na relação. Uma mulher, por exemplo, pode trair por não encontrar em seu relacionamento a compreensão que desejava. Trai, então, não por não amar o companheiro ou por uma aventura, mas buscando ser compreendida. Um homem, por sua vez, pode trair por sentir seu relacionamento como tedioso. Assim, por não querer deixar a mulher que ama, busca meios de ter a emoção que deseja. Estes não são os únicos exemplos. Muitos outros poderiam ser dados, com diferentes situações que têm como pano de fundo da infidelidade a busca por algo que a relação não oferece.

A infidelidade, quando descoberta, sempre gera sofrimento. O traído sofre por razões óbvias. O homem geralmente se sente humilhado, enquanto a mulher descobre, da pior maneira possível, que não era tão única e especial quanto imaginava ser. E até quem foi infiel também acaba sofrendo, não simplesmente por ter sido descoberto, mas porque se escancaram as dificuldades que há no relacionamento.

E como evitar todo esse sofrimento? Antes disso, como evitar que a infidelidade seja percebida por um membro do casal como necessária? A resposta está no diálogo entre os dois. Se uma pessoa é infiel por sentir falta de algo em seu relacionamento, o outro precisa saber que este algo está faltando. Cabe a cada um a responsabilidade de dizer ao(à) companheiro(a) o que está sentindo, no que está insatisfeito(a), o que desejaria mudar. De nada adianta simplesmente culpar o outro, a rotina, o tempo de relação, a qualidade do sexo e tantas outras coisas que acabam servindo de argumento para a infidelidade. Se há um problema, é preciso compartilhá-lo com o outro, para então solucioná-lo a dois.
Este artigo foi escrito por:
Dra. Mariana Santiago de Matos
Psicóloga