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Há um dado interessante nessa estatística, a mais recente divulgada pelo IBGE, que ajuda a mostrar como o divórcio, inexistente em 1967, aprovado apenas em 1977, deixou de ser tabu. Até 2004, as taxas de crescimento de divórcios e de separações legais subiam ou desciam em ritmo muito semelhante – em 2008, pela primeira vez, os divórcios se descolaram. Esse fenômeno comprova uma maior aceitação desse recurso legal e a ampliação do acesso à Justiça em relação ao tema. Contribuiu também a possibilidade de realizar divórcios em tabelionatos, sem burocracia. É um Brasil que não existia no fim dos anos 1960. Em 1967 foram registrados escassos 5 626 desquites, a figura jurídica de então, o equivalente a apenas 0,12% da população de 15 anos ou mais. Atualmente, 1,75% da população nessa faixa etária já tirou as alianças.
Como instituição, tão vilipendiada, tão criticada, o casamento segue firme – embora não mais até que a morte separe os noivos. Em 2008, a taxa de uniões atingiu o maior patamar desde 1995, que foi 6,8. A chamada taxa de nupcialidade legal chegou a 6,7 pontos – o número mais alto tinha sido 6,6 pontos, em 1999. A taxa de nupcialidade é obtida pela divisão do número de casamentos pelo de habitantes acima de 15 anos, multiplicando-se o resultado por 1 000. Tudo em ordem? Não exatamente. A pesquisa Ibope Inteligência/VEJA revela que 62% das solteiras querem subir ao altar – mas 78% das que já se casaram pelo menos uma vez preferem ficar sozinhas.
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