quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Salto alto e bolsas não deixam as mulheres mais atraentes

As mulheres investem verdadeiras fortunas em sapatos e bolsas e eles não prestam a menor atenção.

Apesar de Manolo Blahnik, um dos mais importantes designers de sapatos do mundo, afirmar que um bom salto alto salva um relacionamento, pesquisadores da Universidade de Northumbria, Inglaterra, seguem em direção oposta e dizem que o uso dos saltos não fazem as mulheres mais atraentes.

Os estudos foram conduzidos com tecnologia 3D para capturar os movimentos. Durante o experimento, homens observavam algumas mulheres entre 18 e 35 anos andar com ou sem salto alto. Apesar da mudança de postura e das mulheres ficarem mais altas, eles foram incapazes de identificar aquelas que estavam ou não sob saltos.

Algo similar também foi feito para verificar a percepção masculina sobre a escolha das bolsas femininas. Mais uma vez, os homens falharam e demonstraram total falta de atenção para estes necessários acessórios que uma mulher não vive sem.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ficar muito tempo sentado pode aumentar o risco de morte



Já reparou que nos últimos anos estamos ficando cada vez mais tempo parado em frente ao computador? Todos nós sabemos que o sedentarismo é um fator que contribui para doenças, mas segundo pesquisa da Sociedade Americana de Câncer, o fato de a pessoa passar parte do dia sentada, mesmo que ela faça exercícios regularmente, não diminui o risco de morte.

A pesquisa acompanhou 123 mil homens e mulheres ao longo de 13 anos, e chegou a uma conclusão alarmante. Segundo a pesquisa, ficar seis horas diárias sentado pode provocar efeitos permanentes no organismo, aumentando um risco de morte em 18% para os homens e 37% para as mulheres. Ficar sentado, independente do nível de atividade física praticada, provoca consequências metabólicas importantes.

Isso quer dizer que não adianta você passar o dia todo sentado no escritório e no final do dia correr para a academia praticar exercícios. Segundo os autores do estudo, ao praticar atividade física, o organismo interrompe a produção da lípase, que é uma enzima utilizada pelos músculos na queima da gordura. A gordura permanece no organismo, aumentando o número de triglicérides e LDL, conhecido como mau colesterol.

Em testes feitos em laboratórios, com ratos, a lípase só voltou ao normal após quatro horas de caminhada. Apesar do metabolismo dos roedores não ser igual ao dos humanos, fica claro que, além de praticar exercícios após o expediente, vale a pena se movimentar um pouco mais no horário comercial.

Conheça todos os segredos para saborear um chopp perfeito



Mariana ensina todos os passos para não errar na hora de servir um chopp

Mariana ensina todos os passos para não errar na hora de servir um chopp

Um bom chopp é uma questão cultural e pessoal. Há quem não abra mão dos estupidamente gelados, quem prefira colarinhos maiores, quem só beba marcas importadas. Independente do gosto do freguês, porém, existem sim algumas linhas que separam um chopp impecável de um apenas honesto.

Alguns desses segredos foram contados com exclusividade ao eBand pela especialista Mariana Ladeira de Azevedo. Da adolescente que não ligava para cerveja e derivados, ela tornou-se uma das consultoras da Real Academia do Chopp com a insígnia de expert no assunto.Para os cervejeiros de plantão, Mariana dá o mapa da mina. Pecados mortais que devem ser evitados, harmonizações gastronômicas e os rituais que podem tornar o happy hour efetivamente mais alegre. Eis algumas dicas preciosas que justificam qualquer ressaca. O que é e como atua a Real Academia do Chopp?
A Real Academia do Chopp é um programa de excelência, com base em São Paulo, mas de atuação em quase todos os Estados. Quando alguém abre um bar que trabalha com marca Ambev, pode solicitar o treinamento e é aí que entram os consultores. Este treinamento é justamente o que pode fazer diferença para o consumidor final. Como o chopp vem em um barril, a chance de você não entender como esse negócio funciona é muito grande. A cerveja vem em uma garrafa, bastando que você a abra, sirva no copo e tenha um produto bem próximo do que foi concebido. Já com o chopp, a dificuldade de operação é maior. Como armazenar na forma correta, como higienizar, como regular o gás da chopeira. Há uma série de aspectos no processo de operação do chopp que fazem total diferença você saber mexer ou não ter ideia de como é que se tira. Quando se fala em chopp, um dos pontos de maior polêmica é o tamanho do colarinho. Existe o certo? Existe sim. O ideal é que não tenha menos que dois a três centímetros. Essa é uma questão que ultrapassa as preferências, afinal o colarinho é a tampinha. Sua consistência é utilizada para preservar e proteger a bebida. Ou seja, se for menor que dois centímetros, aumentam as chances de o chopp esquentar ou perder o gás mais rápido. É o colarinho que pode “destruir” um bom chopp? Ele é importante, mas não diria que é o pior. O que pode acabar com o seu chopp é a falta de higiene do copo. Se você não limpá-lo corretamente, o colarinho não vai formar de modo adequado. A bebida também vai ficar ‘choca’ muito mais rápido, pois os resíduos atraem o gás, que acaba se desprendendo do líquido. Além de questões óbvias de higiene, a má limpeza do cálice realmente não leva a uma experiência agradável. Seja qual for o ritual, não limpar o copo de forma correta é pecado mortal. É muito forte a cultura cervejeira na Bélgica e na Alemanha. É só fama ou eles são, de fato, os melhores do mundo?Nesse cenário, eu diria que é uma questão de preferência mesmo. Tanto os alemães quanto os belgas têm boas tradições cervejeiras, mas de escolas diferentes. O alemão faz uma cerveja mais tradicional, mais amarga por essência. Já o belga produz uma mais suave, mais arrojada. Então, se você gosta de bebidas mais tradicionais, talvez a cerveja alemã seja melhor para você. Se prefere algo mais despojado, mais inovador, talvez seja a belga. Agora, o brasileiro faz a melhor cerveja para o brasileiro, o americano faz a melhor cerveja para o americano e assim por diante. A melhor cerveja é medida pela cultura de cada lugar. Aqui, por exemplo, as a maioria das marcas procuram se adaptar ao paladar brasileiro, ao clima, àquela ideia de se refrescar com chopp. Qual é a sua opinião sobre o chopp escuro?Eu particularmente adoro chopp escuro. Mas é outro ponto que esbarra no tópico da preferência. Agora, uma coisa é mito: essa história de que chopp escuro só se toma no inverno é besteira. Até porque hoje se observa marcas que têm apostado na versão black e se dado muito bem em vendas no verão. Ou seja, chopp escuro não tem estação do ano. E sobre harmonizações de chopp com comida?Para o chopp claro, eu indico pratos mais salgados, picantes. Receitas com carne seca ou que levam bastante cebola ou alho caem super bem. Com o chopp escuro, a sugestão é investir em petiscos um pouco mais leves, como uma batatinha bem temperada. A bebida escura também combina bem alguns pratos à base de massa e aves. Chopp black com iscas de frango ou frango a passarinho é irresistível.Para encerrar, Mariana explicou os nove passos para tirar um chopp impecável, segundo as regras da marca Stella Artois:
1) O Cálice: O cálice foi criado para garantir a qualidade da cerveja em todos os detalhes: sabor, cor, aroma e espuma. Representa o requinte e a tradição da marca em todo o mundo;
2) A Purificação:
É preciso ter certeza de que o cálice está limpo, livre de qualquer resíduo, inclusive marca de dedos. Por isso, é importante usar um ótimo detergente neutro e deixar o cálice secar naturalmente. Antes de receber o líquido, o cálice deve ser colocado em água gelada, para ficar na mesma temperatura do chopp;
3) O Sacrifício: O primeiro jato da chopeira não deve ser servido para garantir que o chopp esteja fresco para o consumidor desde a primeira gota;
4) A Alquimia: Quando for servir, o chopeiro deve inclinar o cálice a um ângulo de 45°. Quando o chope atinge o cálice e começa a circular, é criada a proporção ideal entre a espuma e líquido;
5) A Coroação:
Um chope de qualidade merece muito mais que um colarinho. Merece uma coroa, que é formada com o retorno do cálice para a posição vertical, quando este estiver com a metade do seu volume preenchido. A coroa evita que o líquido entre em contato com o ar, preservando seu sabor, aroma e temperatura;
6) A Reverência:
O chopeiro deve fechar rapidamente a torneira e retirar o cálice, sem deixar que caiam respingos. O líquido e o cálice jamais devem tocar a torneira;
7) A Guilhotina:
Nesta etapa, o chopeiro deve retirar o excesso de espuma. Para isto, deve usar espátula especial, inclinada num ângulo a 45°, passando-a sobre o cálice bem apoiado no balcão para retirar as bolhas maiores. Isso garante que a espuma dure mais tempo. Depois a espátula deve ser colocada num outro copo, com água limpa.
8) A Regra Inviolável: É fundamental para garantir o sabor e o aroma. Além disso, ajuda a manter a sua temperatura. A altura ideal é de dois dedos: mais ou menos três centímetros;
9) A Premiação: Vire a marca do cálice para o cliente, segurando pela base e com a logomarca voltada para o consumidor. Enquanto ele se delicia com a sua obra prima, deseje "Saúde!".

Tanara de Araujo

entretenimento@eband.com.br

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Dor de cabeça? Vá ao dentista!


Foto: Getty Images

Problemas na articulação temporomandibular (ATM), que liga a mandíbula ao crânio, podem causar essas dores de cabeça, que podem vir acompanhadas de dores no rosto, nas costas, no ouvido e no fundo dos olhos.

A causa mais comum para esse tipo de dor de cabeça está associada ao hábito de apertar os dentes, conhecido como bruxismo, explica Simone Carrara, especialista nesse tipo de disfunção. A dentista diz que uma simples análise clínica realizada por um profissional especializado pode revelar o problema.

Se a causa da dor de cabeça estiver realmente na mordida, o tratamento é simples, acessível e pode incluir o uso de ultra-som ou outras formas de eletroterapia, que contribuem para a reabilitação do músculo. Além disso, a terapia pode demandar o uso de algum tipo de medicamento por um tempo específico. Normalmente, é feito um programa que associa diferentes recursos, inclusive orientações para que o paciente aprenda a usar o aparelho mastigatório corretamente, explica Simone.

A especialista aponta que algumas mudanças simples nos hábitos podem ajudar a evitar que a articulação seja forçada. Ela recomenda que o paciente não masque chicletes ou roa as unhas e que evite manter os dentes em contato. De acordo com Simone, cerca de 10% da população é afetada pelo problema, mas ressalta que praticamente todos os pacientes respondem bem ao tratamento.

Carolina Monterisi |

domingo, 26 de setembro de 2010

Dia Mundial do Coração


Peito firme

Conheça os dez mandamentos para manter o seu coração saudável
Um dia inteiro para pensar – e planejar – no que você faz durante todo o ano. Com o lema “Trabalhe com o coração”, a Federação Mundial do Coração e a Organização Mundial de Saúde pretendem estimular práticas saudáveis no ambiente de trabalho. No domingo 26, Dia Mundial do Coração, as ações vão se espalhar por todos os continentes. A pressão por novos hábitos vem dos números. Segundo a OMS, os problemas cardiovasculares são responsáveis por 29% de todas as mortes no planeta. O peito de quem vive em países em desenvolvimento, como o Brasil, anda ainda mais apertado. O índice de morte por doenças no coração pode chegar a assustadores 82%.

O objetivo da campanha é fixar a importância das atividades físicas regulares e de uma vida menos estressante. Os especialistas lembram que uma boa caminhada, por exemplo, além de ajudar a manter a boa forma, contribui, e muito, para a saúde. “Apenas 30 minutos de caminhada por dia podem prevenir ataques e problemas cardíacos, controlar a pressão arterial, reduzir o colesterol, dar força aos ossos e tonificar os músculos”, afirma o cardiologista Newton César. Também entram no rol dos benefícios da caminhada o controle o peso, maior qualidade do sono e aumento do bem estar tanto físico quanto mental.

O alerta geral é para o cuidado urgente. Localizado levemente ao lado esquerdo do peito, o coração é responsável por fazer o sangue circular (aproximadamente 7.500 litros por dia), e levar oxigênio e nutrientes para todas as células do corpo. “Sem ele nada vai funcionar direito,” diz Newton César.

Para funcionar bem, além dos exercícios o coração precisa de uma dieta balanceada e sem excessos de gordura, o que pode entupir os vasos sangüíneos e aumentar radicalmente a chance de problemas cardíacos. Também é importante manter a tranquilidade. Toda harmonia é bem vinda. “Temos que ser felizes, eliminar quadros depressivos e o mais importante: amar a vida e a nós mesmos”, defende o cardiologista.

No Brasil, as ações pelo Dia Mundial do Coração vão ocorrer em escolas públicas (distribuição de panfletos, conversas, consultoria, etc.), conferências e seminários sobre cuidados com a saúde, caminhadas, atividades de imprensa, competições e eventos esportivos, distribuição de camisas, leitura pública sobre hipertensão, simpósios científicos para cardiologistas, etc. Segundo a Federação Mundial do Coração, as principais cidades a realizar essas atividades no Brasil serão Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Salvador.

Se você não tem o costume de exercitar o coração caminhando, comece devagar: olhe o que está ao seu redor, conheça o lugar onde vai caminhar... Faça isso e estabeleça ao menos 30 minutos de caminhada por dia. Confira essas dicas: use roupas e tênis que te façam sentir confortável, beba um copo d’água antes e depois de caminhar, não faça trajetos longos após refeições, dê passadas moderadas no começo e no fim das caminhadas, chame alguém para caminhar com você (isso tornará o exercício mais agradável).

Se você já teve problemas de coração ou outra doença grave, sente dores no peito, tonturas ou náuseas ao caminhar, converse com seu médico imediatamente. Mude seus hábitos: faça parte do trajeto para o trabalho andando e prefira escadas e rampas a elevadores. Seu coração agradecerá.

Você já conhece os 10 Mandamentos do Coração?

1.Evite fumar
2.Diga não à obesidade
3.Faça exercícios regularmente
4.Controle a pressão arterial
5.Escolha bem os alimentos
6.Controle o colesterol
7.Reduza o stress do dia a dia
8.Saiba se é diabético
9.Não descuide do lazer
10.Consulte seu médico periodicamente

Previna-se sempre. Acesse:
http://prevencao.cardiol.br/testes/riscocoronariano/default.asp , para fazer um teste da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) que vai calcular seu risco de ter complicações nas coronárias (artérias que alimentam o coração entupidas).

Mantenha o principal órgão de seu corpo saudável.

TEXTO PUBLICADO NO SITE: www.maisde50.com.br

Festa de aniversário em casa: diferente e mais barata

Vai fazer o aniversário de seu filho em casa? Confira algumas ideias para ajudar na organização e na decoração da festa

Foto: Getty Images

Festa em casa: envolver as crianças e economizar nos gastos compensam o trabalho

Foi-se o tempo em que festa diferente significava aquela que era feita em um buffet infantil – hoje, os aniversários infantis em buffets são muito comuns. Mas se o preço do buffet não parece tão convidativo, vale tentar fazer uma retorno às tradições de algumas décadas atrás: a festinha em casa – seja no seu quintal, na casa da avó ou de outro parente ou até no salão de festas do prédio.

Para a administradora e organizadora de festas Marina Penna, é uma delícia lembrar esse passado em que as pessoas se recebiam em casa. Como forma de combater as festas “plastificadas e padronizadas” dos buffets infantis, ela criou o buffet a domicílio De Ponta Cabeça, especializado em festas à moda antiga.

Lilian Ruas comanda outra empresa especializada neste tipo de festas, a Tribo da Festa. Ela se lembra de sua família a cada festa que faz. “Acho que virei buffeteira pela memória afetiva da minha família, que sempre foi muito festeira. Era todo mundo enrolando brigadeiro, enchendo bola de gás. Uma sensação total de aconchego e alegria”, ressalta Lilian.

Apesar de serem algo mais trabalhosas, as festas feitas em casa oferecem inúmeras vantagens para mães e filhos. A principal delas, diz Lilian, é a liberdade: “Uma festa em casa você faz com a sua cara, não é obrigado a escolher nada que não quer, nem do que não gosta”. Chris Campos, autora do livro "Almanaque das Festas Instantâneas" (Editora Memória Visual), fala que as festas em casa têm um “clima intimista” que é importante para as crianças.

O preço é outra vantagem. Segundo Lilian, geralmente as festas em casa chegam a sair pela metade do valor que se gasta com uma comemoração em um buffet.

Criatividade e participação

A filha de Lilian, com 9 anos na época, entregou-lhe um desenho que tinha feito na aula de artes e falou: “mãe, quero que esse seja o tema da minha festa”. O desenho em questão continha várias figuras geométricas coloridas dispostas juntas na folha. Lilian teve que usar muito a imaginação para transformá-lo em festa.

E essa é a principal arma que a mãe tem quando faz uma festa em casa: a criatividade. “Um guardanapo de palhaço, por exemplo, pode virar um convite, um enfeite de mesa”, exemplifica Lilian. Para Chris Campos, festas domésticas são perfeitas para trazer de volta docinhos mais antigos, como o bolo gelado – aquele, embrulhado com papel alumínio, se lembra? – e gelatininhas coloridas.

Outro fator que contribui para a organização da comemoração em casa é a participação das crianças no preparo da festa: preparar e enviar os convites uma semana antes, criar as lembrancinhas e enrolar doces na véspera. “É uma forma de aproximar a mãe das crianças. Sem contar que esses pequenos momentos fazem com que a festa não dure só um dia”, afirma Marina.

No final das contas, as organizadoras concordam: a criança a dona da festa – e nada mais justo para a celebração e para o aniversariante que ela participe, opine e colabore. “Hoje muitas pessoas dão mais valor ao que os outros vão achar da festa, ao tamanho do buffet, quando o que importa mesmo é mostrar para o filho, dono da festa, que estar junto com os queridos e celebrar é mais importante do que a grandiosidade do cenário ou a quantidade de presentes”, fala Chris.

5 dicas práticas

Anote as dicas das buffeteiras Lilian Ruas e Marina Penna e da autora Chris Campos para fazer uma festa na sua casa de maneira tranquila e criativa.

1. Atente à disposição das mesas. Lilian Ruas explica que é melhor que as mesas de bebidas fiquem perto da geladeira, tornando mais fácil a reposição. É mais confortável para os convidados que cada um sirva a sua bebida.

2. Calcule cadeiras e sofás. “Se a festa for para 50 pessoas, é bom que 30 bumbuns sentem”, diz Lilian Ruas.

3. Tenha sempre um Plano B. Marina Penna diz que, se a festa for ao ar livre, é sempre melhor trabalhar com possibilidade de chuva e deixar esquematizada uma cobertura ou um local alternativo para a comemoração.

4. Envolva as crianças nos preparativos. Além de darem as ideias de tema e decoração, as crianças podem ajudar na confecção e entrega de convites e na cozinha. “Meninas e meninos podem se divertir preparando os bolinhos e sanduíches que irão comer depois”, sugere Chris Campos.

5. Solte a criatividade. Um papel para embrulhar balinhas pode virar enfeite de mesa e papel crepom pode ser usado como toalha nas mesas menores. “O importante é não se engessar”, diz Lilian. Dê asas à sua imaginação, seja na decoração ou na comida. Que tal cupcakes na mesa principal? “Coloca-se uma velinha sobre cada bolinho e a hora do parabéns vira uma festa coletiva e deliciosa para as crianças”, diz Chris Campos.

Camila de Lira, iG São Paulo

sábado, 25 de setembro de 2010

“De gordo para gordo”

Jô Soares aconselha Ronaldo a não se deixar abalar pelas críticas relativas ao sobrepeso e orienta o jogador a entrar em um spa
Sempre alvo de comentários sobre seu peso, Ronaldo foi surpreendido pelos conselhos para emagrecer do apresentador Jô Soares, durante um evento promovido para lançar os novos rótulos de vinho do locutor Galvão Bueno, na noite de terça-feira (17), em São Paulo. O apresentador pediu para cumprimentar o atacante do Corinthians e logo começou a comentar sobre a forma física dele. “De gordo para gordo: não dispense um spa, você fica internado. Porque é difícil (emagrecer). Eu digo por experiência própria. Eu tinha 160 quilos e, hoje, estou com 90 quilos”, orientou Jô, sobre como teria conseguido conquistar a atual forma física. Percebendo um certo constrangimento de Ronaldo, Jô suavizou o discurso. “Não é que você seja gordo. Gordo sou eu. Você está engordado. Mas eu acho que você ainda tem muito para brilhar”, finalizou o apresentador, dando um abraço no atacante.

No mesmo evento, Ronaldo revelou ter tido dificuldades de se mudar do apartamento no Pacaembu, onde mora com a mulher, Bia Antony, e as filhas, Maria Alice e Maria Sophia. “Desde que procurei uma casa no Jardim Europa, o valor inflacionou. Hoje, qualquer casa lá custa 20 milhões (de reais), como se não fosse nada”, reclamou. Ronaldo está à procura de uma residência o mais próximo possível da escola de Ronald, filho do atleta com Milene Domingues, que voltou a morar no Brasil neste ano. “Ainda não tenho conseguido (buscá-lo na escola)”, lamentou sobre não ter tempo para encontrar com o menino no colégio, à tarde.
Por Patrícia Moraes

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A fórmula do amor eterno

Os avanços da genética e das técnicas para mapear o cérebro ajudam a explicar por que certas paixões duram e outras não.

Revista Época

O segredo da paixão eterna é a ativação de um circuito na área tegmentar ventral, uma região do mesencéfalo, no meio da cabeça. Certo, não soa nem um pouco romântico, mas essa descoberta de cientistas de duas universidades americanas, noticiada na semana passada, pode ajudar a entender por que alguns relacionamentos duram tanto e outros tão pouco. A área tegmentar ventral é acionada quando algo nos dá prazer. Os pesquisadores das universidades Rutgers e Stony Brook, nos Estados Unidos, detectaram em imagens computadorizadas um pequeno ponto de luz, indicador desse circuito cerebral em atividade, nas pessoas que têm relacionamentos estáveis há pelo menos duas décadas. Pode ser a prova de que não é uma ilusão a paixão que permanece tão intensa quanto no primeiro dia.

“O contexto do início ajudou muito. Jovens, belos, isolados no Xingu, nadando seminus em rios límpidos. Éramos pura sensação, todos os sentidos aguçados no meio do nada, longe da cidade e do barulho. A química foi perfeita, o desejo irrefreável, aquela coisa que sai faísca. Mas o melhor é dizer que até hoje somos assim. Respeitamos a individualidade do outro, mas sentimos muita saudade quando um trabalho nos separa. Trocamos e-mails, pegamos avião para passar um tempo mínimo com o outro. O Ri é muito generoso, o tipo de homem doador. Cada reação dele diante de coisas grandes ou pequenas é coerente, é bonita. E temos muito tesão, sem o qual nada pode seguir adiante”
Rogério Albuquerque
Bruna Lombardi, 56 anos, e Carlos Alberto Riccelli, 61 anos, estão juntos desde 1978. Conheceram-se gravando Aritana, novela sobre uma índia do Xingu
“É difícil falar do que mais gosto em uma mulher tão linda como a que eu tenho. Dá para dizer ‘tudo’? Na primeira vez que bati o olho, pensei, impressionado, o que qualquer homem pensaria em relação a ela. Adoro os olhos, a boca, as pernas, os pés, o jeito como ela se mexe. A lista é enorme! Mas o melhor é que não é só isso. Atrás daquilo tudo havia uma mulher inteligentíssima, brilhante, apaixonada pela vida. O começo é importante, mas para que dê certo as pessoas precisam querer continuar acertando. Não existe um segredo. As pessoas são diferentes e a interação delas também. O Universo conspira, mas precisamos fazer a nossa parte”

Casais de longa data que se dizem tão apaixonados quanto no primeiro encontro – como alguns dos que contam a ÉPOCA, nestas páginas, como encaram o amor – não estariam, portanto, se iludindo, como apregoam os céticos e os de coração calejado – ou cérebro desligado. Os pesquisadores compararam o cérebro de 17 homens e mulheres que relatavam sentir uma paixão intensa pelos companheiros de décadas com os de namorados há menos de um ano juntos. Um equipamento de ressonância magnética mostrou que, ao verem fotos do parceiro, os cérebros dos apaixonados veteranos reagiram da mesma maneira que os dos namorados recentes: a tal “área tegmentar ventral” foi ativada.

“Nós ainda não temos certeza quanto aos fatores que fazem a paixão durar tanto tempo em alguns casais”, diz o psicólogo Arthur Aron, um dos coordenadores do estudo. Mas há suspeitas de que esses motivos sejam mais uma questão de “quem” em vez de “o quê”. “É preciso escolher a pessoa certa para que a paixão seja duradoura”, diz a antropóloga Helen Fisher, outra coautora do estudo e uma das mais respeitadas especialistas nas transformações cerebrais causadas pela paixão (leia a entrevista).

Os avanços da ciência nos últimos anos podem ajudar na busca pelo parceiro ideal? Ao que tudo indica, sim. As técnicas de mapeamento do cérebro já conseguem mostrar o que acontece com ele quando estamos apaixonados. E a genética está ajudando a explicar por que nos sentimos atraídos por determinadas pessoas e por que outras que teriam tudo para nos atrair se tornarão, no máximo, bons amigos. Já são vendidos testes genéticos com a promessa de unir casais que teriam literalmente nascido um para o outro. Pode ser um pouco precipitado, considerando o estágio atual das pesquisas. Mas até que ponto a ciência pode determinar por quem nos apaixonamos? Os sintomas clássicos do surgimento da paixão – o frio no estômago e as mãos suando – poderiam ser trocados por um impessoal exame de laboratório?

Marcela Buscato e Martha Mendonça. Com Danilo Casaletti

Molho à Itália deixa o bife com outra cara

Saiba como preparar esse creme à base de maionese e cebola

Divulgação

Bife acebolado à Itália é a melhor pedida para variar o cardápio do dia a dia

Você está cansado daquele bife de todo dia? Aproveite para aprender a cozinhar um acebolado com molho à Itália, em apenas 25 minutos. Veja como é simples e rápido de fazer:

Ingredientes
500 g de alcatra cortada em bifes
1 colher (chá) de sal
2 colheres (sopa) de óleo
1 cebola grande cortada em tiras finas
4 colheres (sopa) de vinho branco
4 colheres (sopa) de água
Meia xícara (chá) de maionese*
4 colheres (sopa) de nozes picadas
8 folhas grandes de manjericão picadas

Modo de preparo
Em uma frigideira grande, aqueça o óleo. Enquanto isso, tempere os bifes com sal. Frite-os por 10 minutos ou até dourar dos dois lados. Ao retirar da panela, mantenha em um local aquecido. Coloque a cebola na frigideira em fogo baixo. Mexa até dourar e murchar um pouco. Coloque metade da água na frigideira e mexa até soltar todo o fundo da frigideira. Misture a maionese, o vinho branco e o restante da água até ficar homogêneo. Acrescente as nozes e o manjericão. Sirva a seguir sobre os bifes.

*Receita cedida pela Hellmann’s

Como evitar estrias na gravidez?

As mulheres temem as estrias, principalmente por ocasião da gravidez. Um estudo brasileiro investiga os fatores associados com o surgimento de estrias em mulheres que tiveram o primeiro parto .Elas incomodam e muito as mulheres. E por ocasião da gravidez tornam-se um enorme problema a ser evitado: as estrias. Por definição, as estrias de distensão são lesões cutâneas lineares, atróficas, bem definidas e secundárias às alterações do tecido conjuntivo. Aceita-se que a combinação de fatores genéticos com alterações endócrinas e estiramento mecânico da pele tem papel importante para o aparecimento de estrias, sendo que elas estão associadas com várias doenças, mas, também, com situações fisiológicas, tal como a gravidez.

Alguns estudos afirmam que elas ocorrem em mais de 70% das gestantes e são encontradas, mais comumente, no abdome, no quadril, nas nádegas e nos seios. Pois bem, um estudo nacional procurou avaliar em 164 mulheres que deram a luz ao primeiro filho, em serviço público, os fatores associados ao surgimento de estrias. Quanto aos resultados, cerca de 60% delas desenvolveram estrias durante a gestação, que por sua vez esteve associada à faixa etária materna, ao peso materno adquirido durante a gestação e ao peso do recém-nascido. Assim, ser mais jovem, ganhar muito peso na gravidez e maior peso do recém-nascido são fatores que aumentam a chance da mulher vir a ter estrias. Os autores chegam a afirmar que se não ocorresse aumento do peso materno durante a gestação, nem nascimento de bebês com peso elevado, a prevalência do surgimento de estrias poderia ser reduzida em até 50%, aproximadamente.

Por outro lado, o estudo não mostrou associação significativa entre a presença de estrias na gestação e cor da pele, tabagismo, o tipo de parto, a história familiar e, atenção, atenção, com o uso de óleos ou cremes. Imagino que muitas mulheres devem ficar desapontadas com esta constatação, já que pensam que cremes hidratantes evitam, com certeza, o surgimento das estrias.

A mensagem do estudo é que em se tratando de prevenção de estrias na gravidez, melhor do que usar creminhos é manter a forma do seu corpinho (Maia et al. Estrias de distensão na gravidez: fatores de risco em primíparas. An. Bras. Dermatol. 2009)

Escrito por Dr. Alexandre Faisal às 21h06

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Em trajes de banho, manifestantes montam 'praia' no Tietê

Nesta quarta-feira (22) é comemorado o dia do rio.
Junto à Ponte das Bandeiras, manifestantes pediram despoluição do Tietê.


"Praia" foi montada para comemorar o Dia do Rio Tietê (Foto: Nelson Antoine/Foto Arena/AE)
O Dia do Rio Tietê foi comemorado de modo diferente nesta quarta-feira (22). Manifestantes - muitos em trajes de banho, com guarda-sóis, cadeiras e esteiras - foram para a beira do rio, hoje tão castigado, para pedir que o Tietê volte a ser orgulho para São Paulo. Eles montaram uma espécie de praia à beira do Tietê, na altura da Ponte das Bandeiras.

Os manifestantes lembraram do tempo em que o rio ajudava a cidade, permitindo a navegação, oferecendo pesca fácil e até sendo um lugar favorito para muita diversão. O rio dá as costas para o mar e percorre 1,1 mil quilômetros até o Rio Paraná. Se recuperado, ele pode ser decisivo para melhorar a vida em São Paulo.

“Muitos não sabem, mas a hidrovia metropolitana já existe a partir da barragem da Penha, nós poderíamos ir até Santana do Parnaíba, na Edgar de Souza, ou seja, já são 41 km que nos temos aqui de hidrovia navegável”, explicou Douglas Siqueira, diretor do Instituto Navega São Paulo.

Uma importante hidrovia seria uma boa e bela opção para desafogar o trânsito. “Se tivermos uma diminuição no número de veículos, podendo utilizar o rio como uma alternativa de transporte, tudo tende a melhorar”, fala Rodolfo Martins, professor de engenharia hidráulica da USP.

O que os manifestantes desejam para o rio Tietê já existe. Em vários lugares do mundo, rios que já foram mortos hoje dão vida às cidades. “O que nós temos hoje dentro do Tâmisa, no caso de Londres, ou em Paris, o Sena, é exatamente utilizar o rio como uma matriz multimodal de utilização do transporte regional”, completa Siqueira.

Manifestantes pedem a despoluição do Rio TietêIntegrantes do Programa Pânico foram até o protesto (Foto: Willian Volcov/News Free/AE)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Geração tarja preta

Geração tarja preta

Vivemos num tempo em que as pessoas querem resolver tudo tomando um remédio. E, para piorar, apareceram doenças da mente e medicamentos para isso também, o que reforçou a teoria de que tudo tem uma causa física, e, portanto, tratável somente com remédios.


O consumo desenfreado de drogas legalizadas foi então crescendo e se estendendo para substâncias controladas. O resultado? Hoje, muita gente toma remédios controlados sem nenhuma necessidade.

De um lado, há quem se automedique, colocando a saúde em risco. "A ingestão de medicamentos sem indicação médica é um problema gravíssimo que pode trazer conseqüências muito sérias para o paciente, que vão desde a intoxicação mais amena ao óbito", alerta Márcia Gonçalves, coordenadora do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

O SNGPC foi implantado nos anos de 2007 e 2008 para monitorar as vendas de produtos controlados realizadas em farmácias e drogarias brasileiras. Desde então, algumas substâncias relevantes presentes em medicamentos controlados foram estudadas: sibutramina (inibidora de apetite), fluoxetina (antidepressivo), femproporex (anorexígeno), anfepramona (anorexígeno), metilfenidato (estimulante do sistema nervoso central) e mazindol (anorexígeno).

A escolha dos primeiros remédios analisados levou em conta o fato de o Brasil ter sido apontado pela Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (JIFE) por dois anos consecutivos como o maior consumidor de medicamentos com finalidade emagrecedora. Além disso, a periculosidade foi observada. O Cloridrato de Sibutramina, por exemplo, foi proibido nos países da comunidade européia e, também, sua restrição com exigência de alertas nas bulas foi aumentada nos Estados Unidos.

"A maioria destes medicamentos causam dependência física e ou psíquica e têm um enorme número de efeitos colaterais, como: constipação, insônia, alucinações, taquicardia, dificuldade para dirigir veículos e operar máquinas, hipertensão arterial e até episódios esquizofrênicos", explica Márcia.

O chefe do Departamento de Psiquiatria do Hospital São Luiz, Ivan Morão Dias, lembra que os antidepressivos e ansiolíticos também merecem atenção. "Eles podem causar dependência física, mas não só isso. Muitos pacientes passam a depender desses medicamentos para adquirir estabilidade emocional".

O psiquiatra aconselha as pessoas a terem cuidado na hora de ingerir esse tipo de substância, mesmo quando receitada por um médico. "Nem tudo se medica. O diálogo é, muitas vezes, mais eficaz que qualquer remédio", declara.

Ivan conta que há pacientes que entram em seu consultório só para pedir a receita de uma substância. "Eles acreditam que a causa de qualquer ansiedade, tristeza ou angústia é física, por causa dos neurotransmissores, por exemplo. Só que isso não é verdade, pois nosso estado emocional interfere no físico também", afirma.

E qual seria a razão para o consumo desenfreado de medicamentos controlados e prejudiciais à saúde? "Atualmente as pessoas buscam soluções rápidas para tudo. É como se o remédio fosse uma fórmula mágica capaz de acabar rapidamente com dores emocionais", responde o psiquiatra.

O especialista ensina que quando há sintomas graves de uma doença emocional, como não comer ou dormir por vários dias, o remédio deve mesmo fazer parte do tratamento. "Mas precisa estar aliado a uma abordagem verbal, a um acompanhamento do caso de cada paciente. Assim, é possível diminuir as doses do remédio após algum tempo", afirma.

Então, não vale a pena tomar um remédio controlado porque um conhecido indicou ou porque sai mais barato que um tratamento com um profissional. Afinal, é sua vida que está em jogo. Problema emocional deve ser tratado, de início, com muito diálogo e força de vontade. Às vezes o que falta é disposição para romper limites e paciência para que algumas situações sejam enfrentadas e resolvidas.

Por:
Priscilla Nery
MBPress

domingo, 19 de setembro de 2010

Carne picadinha e leite fazem diferença em linguiça cuiabana


Reinaldo Meneguim/Divulgação

Prato tradicional da cidade de Olímpia é destaque do festival Revelando São Paulo

O nome do prato é linguiça cuiabana, mas quem fez a fama do embutido - que leva carne bovina picada e leite em sua preparação - foi um fazendeiro da região noroeste do Estado de São Paulo.

Festival destaca tradição culinária paulista na capital

Já se vão mais de 70 anos desde que a receita chegou à cidade de Olímpia. Nos anos 1970, seu preparo tornou-se uma das principais diversões dos moradores, que se uniram para realizar um festival de folclore.

Há 46 anos, os voluntários da região se reúnem em mutirões para preparar a linguiça cuiabana, sempre no mês de agosto. Mas, até este domingo (19), quem estiver na capital paulista vai poder degustar o petisco, no evento Revelando São Paulo, que reúne o melhor da tradição popular do Estado no parque do Trote (zona norte da capital).

Não vai poder dar um pulo na festa? Não há problema. O R7 ensina a preparar a famosa iguaria.

Linguiça cuiabana

Ingredientes
3 kg de carne bovina (alcatra ou contra-filé) picada em cubinhos
1 kg de gordura picada em cubinhos
2 e 1/2 litros de leite
Pimenta-bode a gosto
Sal e cheiro verde a gosto

Modo de preparo

Tempere a carne e deixe marinando por 12 horas. Com um funil, encha manualmente os gomos da linguiça. Asse-a na churrasqueira e sirva com mandioca cozida, farinha de mandioca e vinagrete

* Receita cedida pelo festival Revelando São Paulo

sábado, 18 de setembro de 2010

Gordinhas iniciam a vida sexual mais cedo



Diante de um titulo como este, certamente algumas pessoas diriam: “Olha só, as gordinhas não são fracas, hein”. Mas a pesquisa do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas que gerou essa afirmação revela que essa situação tem detalhes sérios que nem poderíamos imaginar.

A pesquisa, feita a partir de entrevistas com 21.773 adolescentes do sexo feminino em idade escolar nos EUA, revelou que a maioria das meninas gordinhas inicia sua vida sexual com menos de 13 anos. Além disso, elas estão em média 30% mais propensas a acumular vários parceiros durante toda a adolescência.

Mais surpreendente que essa porcentagem foi o fato de que muitas das meninas entrevistadas não demonstravam preocupação com doenças sexualmente transmissíveis ou gravidez indesejada.

Segundo os pesquisadores, o corpo das gordinhas costuma atingir mais cedo a puberdade, o que poderia intensificar o desejo de seus parceiros. Contudo, a necessidade de explicar os resultados fez com que um dos pesquisadores chegasse a comentar que essa pouca preocupação com a saúde seria porque, por estarem fora do “padrão de beleza”, as gordinhas sofreriam baixa autoestima e usariam o sexo para segurar os parceiros.

O que você acha sobre essa “hipótese”? Preconceito? Visão distorcida sobre as gordinhas? O fato é que essa foi uma opinião claramente “chutada”, com base nas opiniões pessoais do pesquisador, já que as entrevistas não trouxeram dados concretos que pudessem dar suporte a essa afirmação.

Diante de uma foto como a que ilustra este post e de algumas campanhas e revistas que, principalmente nos próprios Estados Unidos, começam a trabalhar com as chamadas modelos plus size (como as deste vídeo), podemos simplesmente afirmar que isso é culpa da autoestima? Eu acho que não…

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Síndrome de Down: aceitando o diagnóstico

Há semelhanças na reação dos pais que têm bebês portadores da síndrome: depois de fase de raiva e impotência, eles relatam alegria

Foto: Getty Images

Segundo pesquisa, fase da raiva é suplantada pela resiliência ao ter um filho portador da Síndrome de Down

As sensações negativas que os pais experimentam logo que são informados que o filho sofre da síndrome de Down, na maioria dos casos, acabam se transformando em alegria e resiliência – ou seja, capacidade de recuperação diante de adversidades. É o que relataram pesquisadores norte-americanos.

Os autores do estudo revelaram as descobertas preliminares de uma pesquisa online realizada com pais de crianças com síndrome de Down. Iniciada em outubro de 2009, a pesquisa levantou mais de 500 respostas. Segundo pesquisadores das universidades Kansas State e Texas Tech, foram apresentadas diversas similaridades na forma como os pais se sentiram ao saber que o filho sofria da Síndrome de Down.

“A maioria dos pais disse que foi muito devastador e passou por um período de depressão, tristeza, luto e choque, sentindo medo, raiva, descontentamento e impotência”, declarou em um informativo Briana Nelson Goff, diretora de assuntos acadêmicos do College of Human Ecology e professora de estudos da família da Kansas State University.

Entretanto, muitos pais relataram que tais sensações iniciais mais tarde foram substituídas por emoções positivas. Goff explicou: “Diversos pais disseram que o período de desenvolvimento do vínculo afetivo com os filhos foi um dos fatores cruciais para a capacidade de recuperação. Eles precisaram de algum tempo para se dar conta do que estavam enfrentando, e isso os ajudou a se ajustar”.

Pressão profissional

Apesar de não terem sido questionados sobre este tema específico, cerca de 20% dos pais disseram ter tido experiências negativas no contato com profissionais de saúde. Isso incluiu profissionais que colocavam a possibilidade de um aborto como a única opção, ou ainda pais se sentindo pressionados para optar pelo aborto.

“Essa foi a maior surpresa que tivemos com os resultados da pesquisa. Eu esperaria essa pergunta de pais que tiveram seus filhos 20 anos atrás, mas não de pais que tiveram filhos cinco anos atrás”, disse Goff.

Juntamente com sua colega Nicole Springer, da Texas Tech, a especialista pretende publicar um livro com informações da pesquisa e entrevistas de alguns pais. Ambas as pesquisadoras têm filhos portadores da Síndrome de Down.

Tirar o pelo de uma pinta com pinça pode causar câncer?

Um especialista esclarece o assunto e dá orientações sobre sinais de pele e câncer

Foto: Getty Images

Sinal: embora nem todas as pintas evoluam para câncer, é bom ficar atento

Se você é daquelas pessoas que mal enxerga um pelo crescendo em uma pinta e já se apressa em eliminá-lo com a ajuda de uma pinça, provavelmente já ouviu de algum amigo ou parente que fazer isso pode ser perigoso.

Para quem acha que o hábito pode até causar câncer, o dermatologista Mark D. Kaufmann, de Nova York (EUA) esclarece:“Não. Mesmo cortando o pelo, não é possível mudar o comportamento de uma pinta."

Qualquer pinta do corpo pode ter potencial para se tornar cancerosa, ensina Kaufmann – ele é professor clínico associado do Departamento de Dermatologia da Escola de Medicina Mount Sinai – mas as que têm pelinhos na verdade têm menos probabilidade de gerar um câncer.

"Pintas escuras e com pelos nem sempre são câncer. Podem ser marcas de nascença, e o pelo indica que o crescimento está ocorrendo dentro da pele."

Qualquer pinta que aparece no corpo onde antes não havia sinal algum, ou que muda de aparência com o passar do tempo deve ser verificada por um dermatologista para garantir que não se trata de um sinal canceroso.

Para o melanoma, a forma mais agressiva e mortal de câncer de pele, os principais alertas muitas vezes são abreviados como A, B, C e D: A para assimetria (um lado da pinta é diferente do outro); B para irregularidade na borda; C para cor heterogênea; e D para diâmetro (maior que 6mm). Para evitar maiores problemas, o especialista recomenda: fique atento a esses sinais e procurar um especialista assim que perceber alguma alteração.

* Por C. Clairborne Ray

Dinheiro pode sim trazer felicidade

Prosperidade viabiliza a felicidade, que está um passo além de ter a condição mínima de existência

Foto: Getty Images

Aumentar a renda é um dos caminhos possíveis para a felicidade

Dinheiro traz felicidade? Manda buscar, segundo os bem-humorados. Os realistas também acreditam que sim, dinheiro é muito bom, e quanto mais, melhor. Enquanto isso, os idealistas não querem nem ouvir falar dessa associação. O tira-teima científico veio com uma pesquisa da Universidade de Princeton, publicado no começo do mês, que não apenas confirma a ligação entre ambos, como quantifica a renda necessária para ter um aumento na felicidade. Até US$ 75 mil em ganhos anuais, a sensação de felicidade cresce. Daí em diante, a diferença é pouco significativa – em moeda nacional, o valor corresponde a R$130 mil por ano, que dividido em doze meses equivale a rendimentos de R$10.800 por mês.

A explicação é simples: sem ter as necessidades básicas atendidas, sobram preocupações com problemas imediatos, como alimentação, moradia e saúde, e, dessa forma, é mais difícil tirar contentamento da vida, segundo Angus Deaton, economista do Centro de Saúde e Bem-Estar da Universidade de Princeton, um dos autores do estudo. Outras pesquisas confirmam essa ideia. De acordo com o Royal College of Psychiatrists, no Reino Unido, pessoas com problemas financeiros têm o dobro de chances de desenvolver doenças mentais, como depressão e ansiedade, ao longo da vida, em comparação com quem não tem. Desemprego e crises econômicas, segundo a sociedade médica, detonariam ondas de problemas mentais.

Ser feliz é um estado da alma
No Brasil, o Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conduziu o projeto “O que é felicidade para você”, para estudar o tema sob a perspectiva brasileira. “Na nossa pesquisa, estamos tentando delinear a felicidade do brasileiro e buscar se o dinheiro afeta o brasileiro em si”, afirma Guilherme Takamine, um dos pesquisadores. A área de estudo, chamada de Bem Estar Subjetivo, diferencia conceitos como felicidade e satisfação, que não são exatamente iguais. É preciso também relativizar estudos desse tipo, porque medem realidades sociais muito diferentes de acordo com a população e o país onde foram feitos.

Para Pedro Pires, pesquisador da UFRJ, a psicologia tem se aproximado muito do conceito oriental de felicidade, que é de um estado interior da pessoa, que pouco depende das circunstâncias. Por outro lado, a satisfação costuma ser temporária e ligada a fatores externos, como uma roupa nova ou um aumento de salário. É mais um caminho para chegar à felicidade, mas não o único, segundo Pires. “A felicidade tende a ser conceituada dentro da psicologia do bem-estar como um estado constante e interno, mas possui relação com graus de satisfação, que se relaciona também com dinheiro”, afirma. Outros elementos, como se engajar em atividades sociais ou a formação religiosa podem levar a relações diferentes com a moeda. Ações altruístas, por exemplo, proporcionariam estados mais duradouros de satisfação. “O importante é solidificar outros valores, que promovam possibilidades de satisfação e um estado de felicidade”.

Um passo além do necessário
Para a filosofia, a felicidade não pode ser confundida com a satisfação das necessidades. “Essa ideia faz sentido numa sociedade extremamente excludente, que vive da reprodução da miséria. A felicidade está um passo além de ter a condição mínima de existência”, afirma Dulce Critelli, professora de filosofia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e coordenadora do Existentia - Centro de Orientação e Estudos da Condição Humana. “Essas pesquisas tendem medir a felicidade em termos de saciedade, de quanto eu consigo consumir”. Não que isso seja irrelevante para Dulce. “O problema é limitá-la a isso”.

A medida da felicidade, para ela, passa por outros campos da vida humana, como a realização pessoal, qualidade nas relações com amigos e família, e a capacidade de interferência no mundo, por exemplo. “Elas não medem a capacidade de encontrar satisfação numa conversa ou no ajudar uma pessoa”, diz Dulce. Por trás dessa noção de felicidade, a filósofa acredita que esteja um ritmo semelhante ao da vida biológica, em que tudo é cíclico. Dorme-se, sente-se sono, dorme-se de novo. O consumo, assim como a necessidade de comida, é constante. Já felicidade vinda de valores subjetivos não se descarta, acumula-se, como amizades e afetos na vida da pessoa.

Conforto é satisfação
Se satisfação não é exatamente felicidade, dá para ser feliz sem estar satisfeito? “O caminho é esse: realizar aspirações sem ter problemas para pagar o dia a dia”, diz o consultor em finanças pessoais Conrado Navarro, autor do blog Dinheirama. “O grande problema é insistir em aumentar o padrão de vida artificialmente, se endividando.” Navarro cita o exemplo de pessoas que parcelam a perder de vista os sonhos de consumo para sustentar um padrão de vida artificialmente alto. “Aceitar a realidade pode ser um pouquinho frustrante no primeiro momento, mas respeitar esse limite e poupar traz uma sensação de realização maior”, acredita o consultor.

Nos últimos anos, o Brasil está passando por uma explosão de crédito e consumo que aumentou o acesso a bens mais básicos para a população e democratizou o conforto para a classe média. “Estamos aprendendo a consumir agora. Isso traz um desafio maior para as famílias, porque elas querem se incluir socialmente pelo consumo, e rapidamente”, alerta Navarro. “É impossível fazer decisões financeiras sem emoção, mas é preciso tentar racionalizar o compromisso desses cursos”, afirma. “Dinheiro tem que ser um instrumento de liberdade. Ter cada vez mais roupas e sapatos não faz uma pessoa cada vez mais feliz. É preciso focar no que vai trazer mais valor para a família”. Talvez, no balanço final, o dito popular mais adequado seja o que afirma que a melhor parte de ter dinheiro é não precisar pensar nele.

Verônica Mambrini, iG São Paulo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Café acelera, aquece e estimula o corpo





























Já tomou seu cafezinho hoje? Há quem ame e não vive sem e há aqueles que torcem o nariz. E você? Segundo a nutricionista Carolina Paiva de Freitas, “o café estimula o sistema nervoso dando uma animada nas pessoas e contém polifenóis que tem ação antioxidante. Não é concreto, mas algumas pesquisas dizem que ele aumenta o gasto energético por causa da cafeína o que ajuda a emagrecer”.

Quando usada na fórmula de cosméticos, “a cafeína acelera a eliminação natural da gordura das células adiposas. Ela consegue se misturar tanto com água quanto com óleo. Suas moléculas atravessam a porção mais superficial da pele e atingem a camada inferior, a derme. Vencidas as barreiras, a cafeína chega na gordura e, graças à sua segunda vocação de vasodilatação, aumenta a irrigação sangüínea”, conta a nutricionista.

A quantidade diária recomendada é de três xícaras de 50ml. A bebida que já foi condenada por muita gente, não é mais a grande vilã da saúde e mesmo para crianças é indicado em pequenas quantidades. A cafeína ativa a circulação sangüínea, os minerais e vitaminas presentes na bebida dão uma força extra ao organismo.

Assim como o vinho, o café ganhou status de requintado e hoje em dia pode ser apreciado em lugares badalados. A moda agora é freqüentar cafeterias, que têm grãos selecionados e contam com pessoas especializadas no preparo de expressos e drinks - os baristas.

“Você tem de conhecer desde o processo de plantação até o tipo grão e temperatura da torra para conseguir um bom expresso”, afirma a barista Sílvia Magalhães, campeã brasileira. Mesmo em casa, seguindo alguns cuidados, é possível preparar um café delicioso. Mas atenção, nada de requentar: a bebida estraga e perde o sabor depois de uma hora de preparo. Café bom é café fresquinho.



Dicas de preparo de um cafezinho tradicional:

Em primeiro lugar, na hora de comprar o café, confira a data de fabricação. Quanto mais recente tiver sido a torra, maior será o sabor. Verifique também se a marca tem o selo de qualidade da ABIC – a Associação Brasileira da Indústria de café;

Prepare apenas a quantidade de café que será consumida imediatamente. A água utilizada deve ser filtrada ou mineral e não pode ser fervida! O correto é apenas aquecê-la para não alterar o sabor do café;

Para cada 100 gramas de pó, use 1 litro de água;

Se o pó for fino, a água deve ficar no máximo 4 minutos em contato com ele;

No caso de moagem grossa, o tempo sobe para 9 minutos;

Beba o café em xícaras de porcelana, que destacam o sabor e mantêm a temperatura constante.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Anvisa proíbe importação de "pílula do dia seguinte"


Laboratório húngaro descumpriu regras da agência sanitária
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu nesta quinta-feira (16) a suspensão da importação dos medicamentos Postinor Uno e Postinor-2, usados como "pílulas do dia seguinte" – remédios que evitam a gravidez após relação sexual desprotegida por camisinha ou anticoncepcional.

Os produtos, fabricados pelo laboratório Gedeon Richter, localizado em Budapeste (Hungria), são vendidos no Brasil pela Aché. De acordo com a Anvisa, durante inspeção na empresa belga, foram detectadas infrações às regras sanitárias. A suspensão vale para a importação de novos produtos – os que já estão nas farmácias são seguros, diz a agência.

A pílula do dia seguinte é indicada para mulheres que fizeram sexo sem nenhum tipo de método que previna a gravidez. O intuito é evitar a gestação. Mas, diferente do que pode parecer, ela não é um método anticoncepcional e nem deve ser usado desse modo, substituindo a camisinha, por exemplo.

A agência também proibiu a importação do anticoncepcional Femina, também fabricado pelo Gedeon e vendido pela Aché. Em nota, o laboratório brasileiro diz que os remédios "continuam disponíveis no mercado para comercialização e prescrição médica".

– Os produtos, presentes no mercado brasileiro há mais de dez anos, continuam devidamente autorizados pela Anvisa, em todo território nacional, não havendo nenhum comprometimento em relação a sua segurança, eficácia e qualidade.

De acordo com a empresa, já foram tomadas medidas para que os remédios possam ser importados novamente.

Pegar um táxi ou alugar um carro?


Em viagens para outras cidades, sempre existe um dilema a respeito de qual é a melhor alternativa para se deslocar naquele lugar, um táxi ou um carro alugado. “Os dois têm a sua função; é necessário apenas avaliar em qual ocasião é mais indicado um ou outro”, diz João Cláudio Bourg, presidente da ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis).

Para decidir, deve-se levar em consideração os prós e contras de cada meio.

TÁXI
Vantagens
- Praticidade: é só embarcar e dizer ao motorista para onde se pretende ir

Desvantagens
- Preço: Nas capitais, uma corrida do aeroporto até um hotel em região central custa mais do que uma diária de locação de um carro popular

CARRO ALUGADO
Vantagens
- Liberdade: Não é necessário ficar dependendo da disponibilidade de táxis
- Preço: A diária de um automóvel 1.0 fica perto de R$ 70, e algumas agências ainda fazem promoções com quilometragem livre e combustível, o que é especialmente interessante quando a área em que se vai transitar é ampla

Desvantagens
- Localização: Se o turista ou executivo não conhece bem a cidade que está visitando, pode se perder
- Estacionamento: Em grandes metrópoles, está cada vez mais difícil e mais caro parar o automóvel

“Somos bastante realistas. No caso de alguém que está em viagem de negócios, por exemplo, e pretende circular pouco pelo município, o táxi é a melhor opção”, diz Natalício Bezerra, presidente do sindicato dos taxistas autônomos de São Paulo. “Mas se vai fazer visitas a diversos bairros, alugar um carro pode valer mais a pena.”


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Homens também devem fazer exames no pré-natal


Não é só a mulher que deve fazer exames no período pré-natal. O Ministério da Saúde lançou ontem uma nova diretriz da Política Nacional de Saúde do Homem, alertando os futuros papais sobre a importância de, assim como suas companheiras grávida, fazerem exames médicos preventivos. O princípio do alerta feito pelo ministério é: o homem precisa se cuidar para cuidar da sua família.

O 'pré-natal masculino' pretende trazer o pai para o serviço de saúde, além de estimular o vínculo afetivo entre ele, parceira e filho. Segundo o diretor do departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério, José Luiz Telles, a escolha do período gestacional da mulher foi proposital.

"Neste tempo o homem está mais sensível e até se dispõe a cuidar da saúde em prol do filho que vai nascer. A longo prazo isso pode estreitar os laços familiares, e ainda diminuir as ocorrências de violência doméstica", afirma Telles.

Para o chefe do departamento de DST da regional Rio da Sociedade Brasileira de Urologia, João Luis Schiavini, o incentivo ao cuidado da saúde do homem é uma forma de cuidar também da saúde da família que vai crescer.

"É dever também do pai ter ciência de que, embora ele não esteja gerando o filho, há doenças como rubéola e as sexualmente transmissíveis que podem passar à parceira e, em seguida, ao bebê. Cuidar de si mesmo é cuidar precocemente da saúde do filho", alerta.

Na rede municipal de saúde do Rio, a ideia vem sendo aplicada através do projeto Unidade de Saúde Parceira do Pai. Além de participar e aprender a lidar com o desafio da gestação das parceiras, o homem é convidado a agendar uma consulta médica, com o objetivo de checar como anda a sua saúde.

Exames dele
- Sangue - Na coleta de sangue, níveis de glicemia e colesterol são testados para verificar o risco de doenças, como as cardiovasculares e diabetes.

Pressão arterial
Nas consultas médicas que podem ser agendadas nas unidades de saúde, um dos exames é a aferição da pressão arterial, para estudar a possibilidade de problemas como hipertensão (pressão alta).

DSTs e Outras doenças infecciosas
Exames específicos detectam doenças sexualmente transmissíveis e infecciosas. Estas, se transmitidas ao bebê, podem provocar imunidade baixa, obstrução da faringe e problemas no desenvolvimento da criança.

O Dia

domingo, 12 de setembro de 2010

Farinha emagrece

Farinha de banana verde, de soja preta, de feijão-branco e até de berinjela. Você já as conhece? Se não, vale a pena prestar atenção nestas iguarias que prometem emagrecer a silhueta de qualquer mulher.
Fabio Mangabeira

Quem frequenta os supermercados sabe: a cada semana, as prateleiras parecem ainda mais recheadas de opções que prometem dar aquela forcinha para quem está lutando contra os quilos extras. É shake, sopa, suco, vitaminas, barrinhas, uma infinidade de produtos light... Tem para todos os gostos. Pegando carona nessa onda da consumidora exigente, que precisa aliar rapidez e funcionalidade em suas refeições, um novo tipo de produto tem chamado a atenção: as farinhas emagrecedoras. A justificativa para tanto sucesso é muito simples. "Elas conservam os nutrientes dos vegetais, que muitas vezes se perdem durante o processo de cozimento e de preparação das receitas, em casa. Além disso, oferecem a praticidade do consumo imediato com benefícios à silhueta e também à saúde", conta Priscila Cardoso, nutricionista funcional da marca de alimentação natural Longevid (RrJ). E bota praticidade nisso: para dar um up na salada de frutas e torná-la ainda mais nutritiva, basta salpicar um pouquinho da sua farinha favorita. Gostou, né? As últimas novidades em farinhas emagrecedoras são as versões banana verde, soja preta, feijão-branco e berinjela. Conheça a seguir as vantagens propostas de cada tipo, escolha já a sua e comece hoje mesmo a turbinar as curvas para vestir o jeans dos seus sonhos.

Nem pense em substituir uma refeição pelo uso dessas farinhas. Elas apenas dão uma força no emagrecimento

Fabio Mangabeira

feijão-branco
Essa variação do feijão nosso de cada dia não é tão comum no prato do brasileiro e fica mais restrita ao preparo de saladas, por exemplo. Mas ao ler as próximas linhas você vai se animar em trazer o consumo da farinha de feijão-branco à sua rotina. É que ela tem um efeito atenuante sobre o consumo dos carboidratos, tão temidos durante a guerra contra a balança.

Por que emagrece?
Aqui, a heroína atende pelo nome de faseolamina, uma espécie de proteína que conta com uma ação pra lá de interessante. "Ela inibe a absorção de carboidratos pelo organismo", conta Priscila Cardoso. É isso mesmo, o consumo da farinha de feijão-branco, rica nessa proteína, pode reduzir em até 20% os índices de carboidratos absorvidos durante as refeições. No final das contas, é como se você tivesse consumido uma porção menor. "Sua quantidade aumentada de fibras faz que haja um aumento na velocidade do trânsito intestinal e, com isso, o metabolismo se acelera, auxiliando o processo de emagrecimento", acrescenta.

Outros benefícios: como controla o nível de açúcares (carboidratos) no sangue, a faseolamina auxilia na prevenção do diabetes. "Além disso, graças ao seu alto teor de fibras, a farinha de feijão-branco ajuda na redução das taxas do mau colesterol e triglicerídeos. Por ser fonte de cálcio, também diminui o risco de osteoporose", explica a nutricionista funcional Priscila Cardoso.
Recomendação diária: não é indicado ultrapassar o consumo de 2 colheres (chá). Contraindicações: ainda não foram levantadas. No entanto, recomenda-se que pessoas com problemas digestivos ou hipoglicemia contem com acompanhamento médico e nutricional para o uso do produto.

Patrícia Affonso

sábado, 11 de setembro de 2010

Ela teve que escolher qual filho salvar


Uma regra natural da condição humana: mães dão a vida pelos filhos. Uma traição do destino a quebrar esse princípio: jogar uma mulher, que seja mãe, na situação de ter de escolher, entre dois filhos, qual deles salvar diante da iminência da morte. Foi esse o drama da britânica Rachel Edwards, divulgado na quarta-feira 8. Ela dirigia seu carro ao lado dos filhos Isabella, 2 anos, e Jack, 16 (foto). O veículo desgovernou-se e caiu numa represa. Rachel, grávida de seis meses, saiu por uma das janelas e aí veio-lhe a tragédia maior: qual filho salvar primeiro? Como Jack estava desfalecido, ela decidiu levar a menina à superfície porque tinha certeza de que estava viva. Claro que ia mergulhar de novo, mas paramédicos a impediram. Dois amigos de Jack, que também estavam no carro, nada puderam fazer por ele quando escaparam. O adolescente morreu.

Ministério da Saúde faz alerta contra uso indiscriminado de colírios durante tempo seco

O uso indiscriminado de colírios que ocorre sobretudo em períodos de baixa umidade como os têm sido registrados na maior parte do país pode provocar consequências sérias para a visão e até mesmo cegar a pessoa. O medicamento deve ser utilizado apenas quando prescrito por um especialista.

Danilo Verpa/Folhapress
O uso indiscriminado de colírios durante o tempo seco pode provocar consequências sérias para a visão
O uso indiscriminado de colírios durante o tempo seco pode provocar consequências sérias para a visão

De acordo com o Ministério da Saúde, os olhos, assim como a pele, são órgãos que ficam expostos e também sofrem com as mudanças climáticas. O calor e o tempo seco podem provocar sensações desconfortáveis como vermelhidão e irritação.

Entretanto, o uso de qualquer tipo de medicamento mesmo de lubrificantes oculares não é recomendado sem orientação médica. Os colírios com antibióticos, por exemplo, se utilizados de forma crônica e irregular, podem provocar mutações de bactérias, que se tornam mais resistentes ao remédio.

A orientação vale ainda para colírios que servem para clarear o branco do olho, já que um dos efeitos colaterais é o aumento da pressão arterial. Cremes e pomadas para os olhos também devem ser indicados por um especialista.

+ Notícias sobre olhos

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Ter marido depois dos 35 é para poucas. E daí?

Faltam maridos para as brasileiras, é um fato. Achar que isso é um problema, no entanto, é opcional

O anúncio da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios), divulgado na última semana, trouxe em números o que dá para ver na rua, especialmente em bancas de jornal, onde as chamadas das capas de revista feminina ensinam truques, dicas, mandingas, quase rezas: a partir dos 35 anos, fica cada vez mais difícil ser casada. De acordo com os números apresentados pelo IBGE, a porcentagem de mulheres casadas começa a ficar abaixo da soma de homens na mesma condição a partir da faixa que vai dos 35 aos 39 anos. E, a partir daí, a distância entre os dois só aumenta. Aliás, a fração de homens casados cresce sem interrupção até a faixa dos 60 aos 64 anos, quando uma “esposa oficial” é a realidade de 76% dos homens, percentual bem acima do alcançado pelas mulheres em qualquer idade.

Foto: Getty Images

Ter marido é culturalmente valorizado

As razões para isso não são muito misteriosas. Para começar com uma que não abre espaço para interpretações, os homens morrem bem mais cedo do que as mulheres – cerca de oito anos em média. Ou seja, quanto mais velho o universo pesquisado, menos homens existem. Simples. Em todas as faixas etárias há mais mulheres viúvas do que homens na mesma situação. A partir dos 70 anos, a viuvez atinge 57,7% das mulheres contra 18,8% dos homens.

Mas para ser considerado viúvo ou viúva na pesquisa, é preciso ter permanecido assim. Quem casou novamente entra na categoria casados. E é aí que as explicações ficam menos estatísticas e mais culturais. “Há o agravante de que na nossa cultura os homens se casam a primeira vez com mulheres em média três anos mais jovens. Quando se casam de novo, é sempre com mulheres cada vez mais novas”, diz a antropóloga Mirian Goldenberg, autora de “A Outra” e “Coroas: corpo, envelhecimento, casamento e infidelidade”, entre outros. Para as mulheres a partir de determinada idade, portanto, não haver maridos disponíveis é um fato. Mas por que é também um fardo?

“Tem um terceiro valor nessa equação que é uma extrema valorização do marido como capital”, explica Mirian. Culturalmente, no Brasil, há pouco ou nada mais valorizado na vida de uma mulher do que o casamento. Isso contribui para duas coisas: a reação das mulheres diante da possibilidade de integrar a estatística e a confortável situação masculina. “A mulher que tem um marido e acha que ele é fiel se sente muito poderosa na nossa cultura, enquanto em outras isso não vale nada”, diz Mirian.
A antropóloga cita uma de suas entrevistadas para definir como é vista a mulher sem marido. “Se você vê uma mulher em um restaurante, acha que ela é uma mulher sozinha. Se vê três ou cinco mulheres, pensa que é um grupo de mulheres sozinhas. Mas se tem um homem junto com as cinco mulheres, elas não estão mais sozinhas”.

“Desespero”
A valorização somada à escassez de maridos cria nas mulheres brasileiras o que Mirian chama de um “processo de desespero”, que causa desde a busca de comportamentos e estéticas infantis para preservar a ideia de juventude até o receio que mesmo mulheres bem-sucedidas têm de circular sozinhas. “É um desespero socialmente construído. Não é um problema individual, e as mulheres vivem isso como um fracasso pessoal. Enquanto isso, o homem na nossa cultura não precisa fazer quase nada, basta ser homem. O que for medianamente bem-sucedido já tem um mercado aí disponível”, afirma.

Após dezenas de pesquisas de gênero, sexualidade e conjugalidades, Mirian Goldenberg diz que não vê nenhuma movimentação de mudança no quadro por parte das mulheres. “Não tenho visto as mulheres se libertarem deste papel culturalmente desvalorizado. Não vejo se colocarem como tendo valor independentemente de estarem acompanhadas, buscarem outros capitais para se valorizarem. Vejo isso na Alemanha, Suécia e até na Espanha. Mas aqui não. O que vejo são mulheres sofrendo com isso mesmo sendo ultra bem-sucedidas em outras áreas”, lamenta.
A pequena mudança, quem diria, vem da parte deles. “O que existe é um movimento de homens que não querem apenas desfilar por aí com um trofeuzinho. Buscam o que chamam de “mulher interessante”, que é uma mulher que está em forma, claro, mas tem outras realizações, e até por isso é necessariamente mais velha”.

A antropóloga dá uma dica para quem quer driblar a pressão. “A melhor saída é a que eu vejo algumas mulheres tomando - buscar as próprias particularidades. Assim, você vê que no fim não se enquadra em nenhuma estatística. Por que ficar desesperada justo com e

| 10/09/2010 16:23