quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mulheres estariam cada vez mais sozinhas porque são exigentes demais


  • "A mulher está mais criteriosa no amor devido ao aumento do conhecimento de sua autossuficiência. A solidão não humilha mais", diz psicóloga

É cada vez mais comum ver uma amiga que namora dizer para a solteira: “Você está sem ninguém porque é muito exigente”. Será que esse é mesmo o único inimigo do cupido e, se for, quais os motivos para tanto rigor no setor da paixão? Segundo a psicóloga Neiva Bohnenberger, o que torna as mulheres cada vez mais criteriosas no amor é o aumento do conhecimento de sua autossuficiência. “Elas aprenderam a buscar a gratificação em coisas que não dependem dos homens e, principalmente, aprenderam a tirar prazer do seu trabalho. A solidão não humilha mais”, diz Neiva.

Quem endossa essa opinião é a guia de turismo Soraia Timm, 45 anos. Ela está separada há 15 anos e não pensa em se casar de novo tão cedo: “Eu cheguei a um estágio de ‘iluminação’ tão grande que o mesmo prazer ao sair com um namorado sinto ao jantar com minhas amigas ou ao assistir a um bom filme em casa com minha gatinha. Antes, os homens eram o centro do meu universo, e eu só me dei mal com isso; agora eles são um dos planetas, em mesmo grau de importância de minhas amigas, meu trabalho, minha vida cultural. Portanto, se existe uma exigência, é no sentido de encontrar um homem que evolua junto comigo. Um que atrapalhe essa evolução eu não quero, não, obrigada”.

Eles se defendem
"Nós estamos tentando acompanhar a evolução feminina e ficamos um pouco perdidos, sim, porque as mulheres exigem tudo do homem ao mesmo tempo. Elas querem um companheiro que adore ir ao shopping, mas, para isso, podem chamar um amigo. Quando elas pedem um protetor, confundem a imagem do companheiro com a do pai. Elas querem o homem mais que perfeito, e isso não existe", diz Marcelo Vitorino, autor do blog “Pergunte ao Urso” (www.pergunteaourso.com.br) e do livro homônimo lançado pela Matrix Editora.

A escritora Stella Florence, 46 anos, que acaba de lançar o livro “32 – anos, homens, tatuagens” (Editora Rocco), com experiências baseadas num site de relacionamento, concorda com Marcelo Vitorino no sentido de concluir que os homens estão bem mais simples do que as mulheres. “Acho que eles se contentam com bem menos do que nós. Para eles, se a mulher for atenciosa, gostar de transar e não ficar cobrando coisas o tempo inteiro, já está ótimo. Já as mulheres estão sempre procurando mais, são mais complexas, querem se melhorar e melhorar tudo, inclusive seus desejos. Aí começa o desencontro”, afirma.

Infelizmente, nem todo mundo está numa boa assim, como é o caso de C.A, 42 anos, divorciada e sem namorado há meses. "Estou até cansando um pouco de procurar um companheiro e me sinto frustrada. Não acho que eu seja exigente demais; pelo contrário, por carência já levei alguns relacionamentos, mas acho que os homens não querem compromisso de jeito nenhum, e eu não consigo me adaptar a essa historinha de fazer sexo sem amor. Então, fica complicado", conta.

Relacionamentos descartáveis
Para o mestre em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo), André Camargo Costa, o maior problema do desencontro nas relações não é a exigência, e sim a era dos amores líquidos. Seu pensamento vai ao encontro ao do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, expert neste assunto e autor do livro “Amores Líquidos” (Editora Jorge Zahar), que acredita que os relacionamentos se tornaram cada vez mais descartáveis. Segundo sua teoria, a disponibilidade, de modo geral, para negociar os impulsos, investir em projetos de longo prazo e tolerar os pré-requisitos que garantiriam um relacionamento duradouro estão cada vez mais em extinção, e as pessoas acabam se machucando mais, preferindo não arriscar novas empreitadas no amor.

Vendo o desabafo do empresário H.Y., 33 anos, de São Paulo, sozinho há um ano, fica mesmo mais fácil de concordar. "Eu confesso que estou procurando uma garota para um relacionamento sério, mas me vi em uma saia justa. Gostava de uma moça com quem saía e queria algo mais quando ouvi dela que não queria se prender a ninguém porque se machucou muito no último relacionamento. Vai entender as mulheres... Uma amiga me disse que eu encanei porque ela não queria nada sério mesmo, mas não acho que seja isso", diz.

RENATA RODE Colaboração para o UOL

16 horas no Comida di Buteco de BH

Saí de São Paulo no sábado pela manhã com destino a Belo Horizonte, Minas Gerais, para conhecer o festival Comida di Buteco de lá, pela primeira vez. E disposta a visitar e experimentar bravamente cada prato do maior número de bares possível. São 41 participantes!

Em 16 horas na cidade, eu e Marcelo Katsuki, visitamos 7 bares, 1 restaurante, o mercado central da cidade e comemos 13 pratos, 2 petiscos e 1 sobremesa. E dá-lhe jiló, ingrediente obrigatório de todos os pratos que concorrem ao prêmio de melhor do Comida di Buteco de 2010. Aí vai a maratona:

Primeira parada: Boteco da Carne.

De cara, gostamos do nome do seu prato participante: Vem Kafta Comigo.

É uma kafta à milanesa feita no espetinho, servida com jiló “japonês” (tipo picles), batata frita com ervas, pétalas de cebola com creme de leite e parmesão e um molho de alho. Delicioso o sabor do jiló, bem diferente, mais adocidado e bem pouco amargo. Muito saborosa também a carne.

Boteco da Carne: rua São Romão, 56, São Pedro, Belo Horizonte, Minas Gerais. Tel. (31) 255-8480.

Segunda parada: Bar do Antônio (Pé-de-Cana)

O prato concorrente é o Tá no Jiló: jiló com tomate e queijo gratinado com bolinho de linguiça e de carne de sol. Apesar de o bar do Antônio ser um dos mais tradicionais da cidade, que passou de pai para filhos, e agora os dois irmãos cuidam da casa, de todos os quitutes provados, esse foi o que menos gostei.

Bar do Antônio: rua Flórida, 15, Sion, Belo Horizonte, Minas Gerais. tel. (31) 3221-2099.

Terceira Parada: Bar do Ferreira

O prato é o “Brasileirinho”: costela gaúcha ao molho de vinho com bacon e calabresa, batata, jiló recheado e farofa de jiló.

Tanto o Bar do Ferreira como o Bar do Zezé (o próximo que vou falar abaixo) ficam no bairro Barreiro de Baixo, na periferia de Belo Horizonte, na mesma rua e quase um de frente para o outro, com vista para a serra do Curral. No final de tarde, ficam tão cheio que praticamente fecham a rua. E foram das melhores coisas que descobrimos na cidade.

Difícil escolher qual dos dois pratos (esse ou o próximo abaixo) foi o meu favorito. Desse aqui, dá para dizer que a carne se desmanchava na boca, saborosíssima, ótima a ideia de ser feita no vinho. O jiló trouxe o seu amarguinho tradicional, não está escondido na receita, como deve ser, aliás. Adoro jiló! E a farofinha era tipo a “cereja” do prato, aqui abaixo servido na minha porção individual:

Bar do Ferreira: rua Pinheiro Chagas, 473, Barreiro de Baixo, Belo Horizonte, Minas Gerais. Tel. (31) 3389-9357.

Quarta Parada: Bar do Zezé

Prato concorrente é o Chã Jiló e Dona Moranga, um “chã de fora” (parte da coxa do boi) com jiló escaldado e fatiado, com purê de abóbora japonesa, servido dentro da moranga, com cebola e pimenta biquinho.

O prato era maravilhoso, mas espetacular mesmo é o bar do Zezé inteiro, e as mãos da sua mulher e cozinheira, a dona Alfa.

A história da casa é a de muitos bares mineiros. Seu Zezé e a mulher tinham uma mercearia. Vendiam mantimentos e produtos de limpeza. Começaram servindo uma cachacinha (eu provei algumas) para os clientes, que foi acompanhada de um tira-gosto. Aí dona Alfa começou a servir sua comida. Seu Zezé foi então descoberto por Eduardo Maya, criador do Comida di Buteco. “Mas levei uns dois anos para convencê-lo a participar do festival”, conta Eduardo. “Quando a coisa é muito boa, a gente desconfia, né?”, diz, bem mineiramente, seu Zezé.

Ele entrou pela primeira vez em 2004 e já ganhou de cara, teve que ampliar o bar, acabar com a mercearia e enfrentar filas de espera de uma hora.

Eduardo (esquerda) e Zezé, na cozinha do seu bar

A panela de “trupico mineiro”, que estava sobre o fogão, uma espécie de feijoada, feita com as mesmas carnes, mas com feijão carioquinha.

E a vasilha de torresmos quentinhos, esperando para serem servidos

E essa é a cumbuca de trupico mineiro

Tem também uma outra coisa sensacional do Bar do Zezé, mas que me apaixonei tanto por ela, que vou falar em um post separado, amanhã. Aguardem!

E essa é a cara do bar do Zezé

Bar do Zezé: rua Pinheiro Chagas, 406, Barreiro de Baixo, Belo Horizonte, Minas Gerais. Tel. (31) 3384-2444.

Quinta parada: Bartiquim

O prato concorrente é o “Suano o Jiló”: uma canjiquinha com suã e jiló empanado.

Estava gostoso, mas bom mesmo é o clima do Bartiquim, que fica de frente para o bar Temático. Mais um caso de bares que fecham a rua, neste caso, literamente, porque teve cineminha com exibição de curtas sobre comida:

Bartiquim: rua Silvianópolis, 74, Santa Tereza, Belo Horizonte, Minas Gerais. Tel. (31) 3466-8263.

Corta para o domingo.

Primeira parada: Bar da Lora

O prato é um garrão (panturrilha do boi) com molho de Malzbier (a carne fica desmanchando de tão macia), com um creme de manquioca com queijo e jiló na chapa, com linguiça.

O bar da Lora fica dentro do Mercado Central, em uma banca, que fica abarrotada de gente. Para comer, todo mundo se espreme dentro de uma área delimitada por uma corda e aí é salve-se quem puder…

Já que conseguimos um posto fixo, com mesinha pra comer, pedimos também o famoso fígado acebolado com jiló, um clássico do mercado:

Bar da Lora: avenida Augusto de Lima, 744, loja 115, Mercado Central, entrada pela rua Santa Catarina, Belo Horizonte, São Paulo. Telefone: (031) 3274-9409.

Segunda parada: Estabelecimento Bar (ou bar do Livimmm, para os íntimos, diminutivo de Olivio, fofo, né?)

Paleta em ninho de pelotas: paleta de boi cozida em molho de vinho, cebola e polpa de tomate, servida em “pelotas” de massa de arroz com queijo canastra (é como eles chamam o bolinho de arroz, nesse caso um bolão de arroz), orégano, pimentas, espinafre e jiló (bem suave). Delícia.

Além disso, provamos também o mexidão: comida tradicional das madrugadas mineiras. A ideia é sair da balada, parar em um dos bares, comer um mexidão e ir dormir com a barriga beeem cheia:

Mexidão: arroz, feijão, linguiça de porco, linguiça de vitela, ervas, tomate, ovo, torresmo e o que mais você quiser pedir.

E o mexidão no meu prato

Pra terminar, o mojito da casa, delicioso:

E a mensagem do chef Olivio sobre o jiló, a estrela do festival:

Estabelecimento Bar: rua Monte Alegre, 160, Serra, Belo Horizonte, Minas Gerais. Tel. (31) 3223-2124.

Viajei para Belo Horizonte a convite da organização do Comida di Buteco.

Amanhã, publico aqui a visita ao Mercado Central e as duas melhores coisas da cidade.

Autor: Alessandra Blanco Tags: ,

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cerveja pode ser culpada pela barriga?


Chega o final de expediente do trabalho, você não vê a hora de se sentar com seus amigos à mesa de algum bar e poder tomar uma bebida, a exemplo da boa e velha cerveja. Ou então, no final de semana você aproveita para sair e badalar sempre com uma rodada de bebidas. Mas, depois de um tempo, você percebe que está ganhando algumas "gordurinhas" localizadas e a primeira a ser responsabilizada por isso é a cerveja. Quem já não escutou a expressão "barriguinha de chopp"?

Entretanto, de acordo com a naturóloga Mariana Reis Dias, especialista em nutrição do Otris Spa Urbano, a famosa barriga de cerveja não passa de mito. "Ela é, simplesmente, o local em que nosso organismo mais gosta de armazenar suas reservas. Os acompanhamentos e petiscos (geralmente frituras) associados à cerveja é que são os grandes vilões da famosa barriguinha de chopp. Não há aumento da massa muscular, e sim um inchaço corporal e acúmulo de gorduras localizadas devido aos excessos, tanto de cerveja como dos aperitivos que a acompanham", explica.

A naturóloga conta que, como tudo na vida, os excessos não são nada bons para se manter saudável e ter equilíbrio físico e mental. "Ter saúde é ter consciência dos próprios atos. As 'gordurinhas' extras nada mais são do que desobediência alimentar e estilo de vida sedentário. A dose é individual, assim como a consciência de cada um", diz.

Segundo Fabiana Schmidt, nutricionista da Clínica Agape, os líquidos em geral podem contribuir para o aumento de peso se a pessoa tiver tendência a edemaciar (acumular líquidos debaixo da pele - o famoso inchaço). "Mas, será um ganho de peso em água e não em gordura. O problema é que as pessoas não sabem identificar se estão edemaciadas ou não, e quando sobem na balança acham que ganharam gordura", explica.

Fabiana acrescenta que os líquidos são responsáveis pelo aumento do tamanho de estômago; contudo, as pessoas sentem menos fome por causa disso. "Quem bebe durante as refeições fica com o suco gástrico mais diluído, o que atrapalha na digestão. Seu corpo já está acostumado com isso e libera mais suco gástrico para 'compensar'. Como seu corpo sabe que você bebe algum líquido durante a refeição, ele 'relaxa' mais. Literalmente, o tamanho do estômago fica maior, já que neste espaço deve caber comida e líquido", declara.

"Se você pára subitamente de consumir líquidos durante as refeições, certamente irá preencher este espaço que ficou vazio com comida e acabará engordando", completa a nutricionista.

No que diz respeito à cerveja, ela é a mais calórica (144 calorias a cada 350 ml) entre as bebidas alcoólicas. De acordo com Mariana Reis Dias, a alternativa para quem não quer deixar de tomar uma cerveja, mas não quer ficar com a famosa "barriguinha" é não exceder na dose. "Para não cair na tentação, tome uma taça de vinho, um suco de frutas, água de coco. Estas são maneiras leves e gostosas de beber sem ter que fugir do bar. Depende do seu controle", enfatiza a naturóloga.

"O álcool deve ser consumido em pouca quantidade, o mínimo possível, preferencialmente nos finais de semana. No máximo duas latinhas ou duas doses dos destilados, já que mesmo estas quantidades são suficientes para agredir o organismo. A cerveja age igualmente em homens e mulheres: ao ingerir, o álcool é metabolizado no fígado e vai para a corrente sangüínea. O excesso desidrata a pessoa", comenta a nutricionista Fabiana Schmidt.

O que fazer para perder e evitar a "barriguinha" indesejada
A personal trainer Simone Diniz, profissional da Clínia Lage, explica que se você ganhou uma "barriguinha", perdê-la será bastante difícil por não existirem exercícios específicos para diminuí-la. "Ao contrário do que as pessoas acreditam, os abdominais não ajudam a perder a barriga, mas somente a fortalecê-la", relata.

"O ideal para quem não quer mais ficar com gordura abdominal localizada é combinar exercícios aeróbios para todo o corpo com séries de esforço. Além disso, a postura sempre ereta e a contração constante do abdômen ajudam a evitar a indesejável barriguinha", ressalta Simone.

Serviço:
Mariana Reis Dias - especialista em nutrição do Otris Spa Urbano
www.otris.com.br

terça-feira, 27 de abril de 2010

Uma vacina para a diabetes

Um novo remédio preserva as células produtoras de insulina e pode levar à cura do tipo 1 da doença

Mônica Tarantino

Explorar os mistérios do sistema de defesa do organismo é um dos campos de pesquisa mais promissores da atualidade na busca de novas opções para deter a diabetes tipo 1. Ela se instala no momento em que o corpo inicia a produção de anticorpos contra células do pâncreas, chamadas beta. São elas que produzem a insulina, o hormônio que permite a entrada da glicose nas células – nelas, é usada como combustível. O que, exatamente, deflagra esse processo é uma incógnita para a ciência. Porém, uma vez destruídas, as células beta não se regeneram. Consequentemente, a insulina precisa ser reposta na forma de medicamentos para o resto da vida. A mais recente descoberta para conter essa destruição é uma vacina desenvolvida na Universidade Calgary, no Canadá, e que foi anunciada na edição online do prestigiado jornal científico “Immunity”. “Os testes em humanos começam em dois anos”, disse à ISTOÉ o pesquisador espanhol Pere Santamaría, que esteve à frente do estudo e é diretor do centro de pesquisa em diabetes da universidade canadense.

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IMUNIDADE


A vacina do espanhol Pere Santamaría potencializa


a ação de um mecanismo especial de defesa do organismo

Para chegar à vacina, os cientistas antes estudaram detalhadamente um dos mecanismos do nosso sistema imunológico. Na iminência da doença, formam-se soldados que tentam defender as células beta dos ataques. Eles são chamados de linfócitos T reguladores e, segundo os pesquisadores, sua capacidade de resistência é o que impõe à doença uma evolução lenta e gradual. A equipe de Santamaría foi atrás dessas células para delas extrair uma proteína envolvida na sua multiplicação. A partir de uma única amostra, a proteína foi sintetizada no laboratório. “Depois, nós a usamos para envolver uma nanopartícula, como se fosse um casaco”, explicou Santamaría.

Nos testes iniciais, essas nanopartículas foram injetadas na circulação sanguínea de ratos com a doença. Percorreram o organismo até encontrar as células reguladoras T e levar, para dentro delas, a proteína incumbida de expandir sua produção. Desse modo, eleva-se a quantidade de soldados do lado que luta para bloquear o ataque às células pancreáticas. Trata-se, portanto, de uma amplificação de um processo de resistência à diabetes já desenhado pelo organismo.

O resultado foi entusiasmador. Parte dos animais ficou curada da diabetes tipo 1 com a nova vacina, enquanto outros passaram a necessitar de doses menores de insulina. “É uma ótima perspectiva para a cura da diabetes tipo 1”, diz Fadlo Fraige Filho, diretor do serviço de endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo.

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O pesquisador Santamaría acredita que a estrutura criada para a sua vacina poderá ser adaptada para o tratamento de outras doenças nas quais o corpo se autoataca, como a artrite reumatoide. “Tudo o que é necessário fazer é mudar a proteína usada”, diz ele. Entre médicos e pesquisadores, há grande expectativa por mais avanços nessa direção. “Os estudos nessa área são a prioridade de pesquisa no mundo”, diz Fraige Filho.

Entre outras pesquisas que estão em andamento, estuda-se, em vários países, a eficácia de um fármaco a ser ministrado, em três doses, até 19 semanas depois que a diabetes tipo 1 se manifestou também para suprimir a investida contra as células fabricantes de insulina. Outro ponto marcado nesse terreno são as terapias desenvolvidas na Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, e já testadas em seres humanos. Ali, o imunologista Júlio Voltarelli e o endocrinologista Carlos Eduardo Couri recorrem ao transplante de células-tronco para controlar a diabetes tipo 1. Neste caso, a proposta é bombardear e destruir com quimioterapia o sistema imunológico defeituoso, que agride o próprio corpo, para depois injetar células-tronco tiradas de um indivíduo saudável e, desse modo, reiniciar as defesas sem as alterações que as fazem atacar os fabricantes da insulina.

Os pesquisadores também estão ocupados em melhorar a qualidade de vida de pacientes que carregam as bombas de insulina – dispositivos acionados pelo indivíduo para injetar insulina depois de medir, por meio de uma picadinha no dedo, a quantidade de açúcar (a glicose) no sangue. A novidade é um aparelho que funciona como um pâncreas artificial, criado por cientistas do Massachusetts General Hospital, em Boston, nos Estados Unidos, e divulgado pela revista acadêmica “Science Translational Medicine”.

Duas inovações importantes diferenciam o modelo em teste: a primeira é um sistema de medição da quantidade de açúcar no sangue em tempo real. Os dados são coletados por sensores e enviados a um computador, que ministra a dose certa de insulina. A outra é a inclusão de disparos de glucagon, hormônio atuante no equilíbrio dos níveis de glicose no sangue. “Não havia bomba com glucagon. Estudos mostrados em congressos médicos indicam que isso pode manter os níveis de açúcar estáveis no sangue por 24 horas, evitando crises”, diz Fraige Filho. Nos testes, o aparelho deu bons resultados para os diabéticos tipo 1. Por isso, os cientistas pensam em adaptar o protótipo para pacientes de diabetes tipo 2. Neste caso, beneficiaria, no total, 300 milhões de pessoas que vivem com diabetes no planeta.

O perigo da diabulimia

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SEM INSULINA


Heloiza evitou o hormônio por medo de engordar

Diabulimia é um termo desconhecido para muitos médicos. Mas não entre jovens com diabetes tipo 1. O nome é uma associação entre a diabetes e o transtorno alimentar da bulimia (para não engordar, a pessoa força a eliminação do que ingeriu através de vômitos). Alguns diabéticos culpam, erradamente, a insulina injetada pela dificuldade em perder peso. Resultado: passam períodos sem tomar o medicamento.

A ciência estuda a associação entre essas doenças. “O medo de ganhar peso se torna maior do que o de ter uma complicação da diabetes”, diz o endocrinologista João Regis Carneiro, do Rio de Janeiro. Como a maioria dos jovens controla sozinho em casa a aplicação do remédio, a redução da dosagem pode virar segredo.

A estudante Heloiza Coelho, 17 anos, de São Paulo, descobriu na internet que meninas diabéticas paravam de tomar a insulina para emagrecer. “A princípio, achei loucura”, conta. “Mas não conseguia afastar o pensamento de que, se não fosse a insulina, teria um corpo melhor.” A jovem foi internada por cinco dias depois de parar de tomar o hormônio. Hoje, controla o peso com atividade física, boa alimentação e faz acompanhamento psicológico.


Renata Cabral

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sanduíche de forno

Você já pensou em utilizar pão de forma para fazer o prato principal? A Abima (Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias) preparou uma receita de ‘sanduíche de forno’ para você inovar o cardápio e surpreender a família. A receita é super prática, e além de levar três tipos de queijo e brócolis pode ser servida a qualquer hora...

Rendimento: 8 porções
Grau de dificuldade: fácil
Tempo de Preparo: 50 minutos
Ingredientes:1 pacote de pão de forma (20 fatias)
150 gramas de queijo mussarela ralado
100 gramas de queijo provolone ralado
150 gramas de queijo parmesão ralado
Manteiga para untar o refratário
Molho branco:1 litro de leite
2 colheres de sopa de amido de milho
Sal, noz moscada e pimenta do reino branca a gosto
1 lata de creme de leite com soro
Recheio:
2 colheres de sopa de azeite
50 gramas de bacon em cubinhos
1 dente de alho
1 xícara de chá de cebola picada em cubinhos
1 xícara de chá de tomate sem pele e cortado em cubinhos
300 gramas de brócolis cozido al dente e picado
Sal e pimenta do reino branca a gosto
Modo de preparo
Molho branco
:Bata todos os ingredientes com um mixer e leve ao fogo para engrossar. Reserve.Recheio de brócolis:Leve ao fogo uma panela com o azeite e frite o bacon. Retire o bacon e reserve.Frite o alho na gordura que sobrou do bacon e em seguida acrescente a cebola, os tomates e os brócolos. Deixe refogar rapidamente, tempere a gosto e reserve.Montagem:Unte um refratário grande com a manteiga e disponha 10 fatias de pão.Espalhe o recheio de brócolis, os queijos mussarela e provolone ralados.Cubra com as fatias de pão restantes, coloque o molho branco, polvilhe com o queijo parmesão.Decore com bacon e leve ao forno por aproximadamente 15 minutos.
Dicas Interessantes
Receita de Bolinho de Estudante
Óleo para fritura;500 ml de água morna;250 g de tapioca flocada;400 g de coco seco limpo;150 g de açúcar;1 colher (chá) de sal;Empanar:10 g de canela em pó;150 g de açúcar;Modo de Preparo:Coloque o coco com a água morna no processador. Bata até obter pedaços bem pequenos. Misture bem todos os ingredientes.">
Receita de Ablama
12 abobrinhas miúdas;250 g de carne cozida cortada em fatias;6 tomates maduros cortados em rodelas;Manteiga;Recheio:1/2 kg de alcatra moída;3/4 de xícara (chá) de arroz;1 colher (sobremesa) de manteiga;1/2 concha de caldo de músculo;Pimenta síria;Sal;Modo de Preparo: ">
Receita de Babá de Chocolate
2 colheres de(sopa) de chocolate em pó;1 colheres de (sopa) de fermento;2 xícaras de farinha de trigo;1 xícarase ½ de açúcar;1 xícarase ½ de leite;100 gramas de margarina;4 ovos;Calda: 1 xícarase ½ de leite;1 xícarasde açúcar 50 gramas de margarina">

Descubra tudo sobre sua inimiga declarada, a celulite.


No verão, a preocupação com a celulite aumenta. Resultado de um processo inflamatório da gordura localizada, é um problema difícil de ser revertido. E apesar de ser comum, gera um efeito psicossocial negativo, incomoda muito e tem causas complexas.Entenda o processo
De acordo com a dermatologista Paula Cabral (RJ), a celulite se inicia quando a quantidade de água ingerida é menor que a capacidade de diluir as toxinas geradas no metabolismo diário, fazendo com que estas se acumulem na substância fundamental (líquido que banha e realiza a troca entre as células), o que a torna mais densa causando inicialmente uma ondulação na pele. Se o acúmulo de toxinas continua, inicia-se a compressão de uma célula contra a outra e dos vasos. Assim, a desorganização fibrosa começa para conter a compressão, numa resposta à agressão, gerando a celulite.
Qual o seu tipo?
Antes de você partir para o ataque, o primeiro passo é descobrir qual o grau do seu problema, para que depois você possa escolher o tratamento mais indicado ao seu caso.
Grau I: não há sinais visíveis na pele nem dor neste estágio da celulite.
Grau II: as alterações na pele já são visíveis e palpáveis, mas sem dor.
Grau III: apresenta o aspecto “casca de laranja” e fica dolorida. Pode também aparecer vasinhos e microvarizes,além de uma sensação de peso e cansaço nas pernas.
Grau IV: essa fase é considerada a mais grave. A pele apresenta depressões e tem aspecto acolchoado. As pernas ficam pesadas, inchadas e doloridas e a sensação de cansaço é frequente, mesmo sem esforço.
Quando classificada por tipos, ou seja, pela consistência da pele, a celulite pode ser dividida em:
Flácida ou edematosa: Quando há presença de líquido na área acometida
Dura ou compacta: Apresenta dor ao apalpar a área acometida (comum em mulheres que praticam esportes,endurecidas).
Fibrosa: Quando há presença de fibrose ou aspecto “matelassê”.
Quanto antes, melhor!
Se a celulite ainda não se instalou por completo, você tem grandes chances de exterminá-la de vez. A estratégia é simples e você já conhece: ter uma vida mais saudável, uma boa alimentação e fugir do sedentarismo através de práticas de atividades físicas, que são fundamentais para potencializar os resultados dos tratamentos e ajudar na manutenção. Alguns hábitos simples podem ajudar bastante, são eles:
- Evite ganhar peso- Pratique exercícios como: caminhada, natação, bicicleta, hidroginástica e corrida- Beba bastante água- Hidrate bem a pele- Aplique substâncias que ativam a circulação local- Faça drenagem linfática pelo menos uma vez por semana
Alimentação no alvo
Muitas vezes o problema pode estar no seu prato! Uma alimentação saudável e balanceada é ideal para que os resultados sejam positivos. O dermatologista Jorge Mariz (RJ) recomenda que se evite comer em excesso alimentos como massas, pães, biscoitos, doces, carnes vermelhas gordas e frituras. Esses alimentos provocam uma espécie de inflamação nas células, que ficam impedidas de exercer suas funções, como eliminar as toxinas. Isso faz com que o organismo responda com mais inflamação, resultando em inchaço e peso extra, além das celulites.
É possível alcançar a cura?
Infelizmente, celulite ainda não tem cura. Mas os especialistas garantem: se tratada logo no início existe, sim, uma grande possibilidade de melhora. Além disso, nos graus mais avançados, embora o resultado não seja milagroso, com os tratamentos é possível atingir melhora de até 80% no grau II e de 30 a 60% no grau III.
Procure um médico, busque tratamentos e mude os seus hábitos. Quanto mais destes itens estiverem associados, melhor será o resultado. E os benefícios não são apenas estéticos, eles vêm associados com a melhora do bem-estar e da disposição para enfrentar o dia! Mãos à obra!

Por Bruna MachadoFonte: Revista Vitta/ed.4

domingo, 25 de abril de 2010

Pílula promete diminuir espaço no estômago sem cirurgia




A obesidade é um problema grave, que traz uma grande número de problemas para a saúde da pessoa. O mundo corrido em que vivemos e o tipo de comida que ingerimos no dia a dia só estão ajudando a criar novos obesos. Soluções para isso não faltam, que vão da força de vontade de fazer um regime a opções mais drásticas como cirurgias para diminuição do estômago.

Uma empresa americana chamada Gelesis promete chegar a um meio termo neste assunto. Eles criaram uma pílula feita a base de uma fonte alimentar não revelada que promete diminuir o espaço no seu estômago deixando-o cheio, diminuindo desta forma a vontade de comer.

Sabe aqueles brinquedinhos, parecendo uma esponja, que são colocados na água e crescem? Esta é a idéia básica do medicamento da Gelesis. Quando a pessoa toma o comprimido com um copo de água ele cresce até em 100 vezes o seu tamanho. Isso a deixa com a sensação de “barriga cheia”, portanto desejando uma quantidade menor de comida.



















Quando a comida chega no estômago o hidrogel faz com que ela fique mais tempo por lá, melhorando a absorção. A quebra causada pelo ácido estomacal também retira a água dele, fazendo-o voltar ao tamanho original. Quando a comida e o polímero chegam ao intestino delgado, ele cresce pela segunda vez, sendo que agora em uma proporção menor, melhorando a absorção dos nutrientes pelo intestino. Depois ele volta ao tamanho normal e é excretado normalmente. O interessante é que este hidrogel suporta grandes variações de pH, podendo agir tanto no estômago quanto no intestino.

Segundo a Gelesis seu produto não entra na corrente sanguínea e os primeiros testes em humanos foram feitos com sucesso. A única reclamação foi a sensação de barriga estufada, coisa que sentiríamos com tanta comida de qualquer jeito.

Se os testes finais forem um sucesso e o FDA (órgão que regula os remédios nod EUA) aprovar a venda do medicamento teremos uma opção muito menos arriscada e radical para o combate a obesidade. O problema em soluções como esta pílula ou cirurgias para redução do estômago é que nenhuma delas trabalha com o problema real, a educação alimentar.

O tipo de comida que temos disponível é em sua maioria processado e cheio de gorduras saturadas. Mesmo que comendo em menor quantidade estamos deixando nossos corpos desnutridos e obesos. A solução da Gelesis pode ajudar uma pessoa a perder peso, mas antes de mais nada ela precisa pensar em como anda sua alimentação. Comer um hambúrguer pequeno ao invés de um enorme não vai fazer bem a ninguém. É necessário modificar a mentalidade de forma geral em relação a comida.

Fonte: Popular Science

PUTA QUE PARIU! - BAIRRO DE BELA VISTA - MG


"Puta Que Pariu"
Condução para o Bairro "Puta Que Pariu"
Em um daqueles momentos em que você não está muito afim de nada... é quando você manda ese alguém para Puta que Pariu. De fato este lugar existe mesmo, trata-se de um bairro e tem até ônibus para chegar lá. Fica na cidade de Bela Vista de Minas Gerais. Próximo das cidades de João Monlevade, Timóteo e Ipatinga. Bela Vista é uma cidadezinha do interior do estado com 10.133 habitantes sendo, 4.981 do sexo masculino e 5.152 do sexo feminino. Acreditem se quiser mas lá um dos bairros tem o nome de Puta que Pariu.

O município de Bela Vista de Minas foi criado pela Lei nº 2764, de 30 de dezembro de 1962, desmembrando do município de Nova Era, declarando naquele momento, às margens do Córrego do Onça a Independência de Bela Vista de Minas. A Cidade é divida em 7 bairros, Bela Vista de Cima, Lages, Serrinha, Córrego Fundo, Favela, Puta que Pariu e Boca das Cobras.

Saudações a todos os putaquepariuenses.
FONTE- VERDADE ENTRE ASPAS

Álbum da Copa vira febre no Brasil e grupos de encontro se formam pelo país

Há pouco mais de um mês da competição, colecionadores trocam cromos

Já são 60 anos de tradição. Desde a Copa do Mundo de 1950, figurinhas de jogadores que disputarão a competição são colecionadas no Brasil. A sede este ano será a África do Sul, e no Brasil clima de Mundial já toma conta das ruas, universidades, colégios, shoppings e, claro, bancas. Tudo regado a muita troca de cromos. E não importa a idade. A febre invadiu o país, e é comum, entre uma esquina e outra, pessoas voltarem no tempo ou iniciarem a atividade de colecionador.

Diego Rodrigues/GLOBOESPORTE.COM

Colecionadores se encontram em um shopping no Rio de Janeiro para trocar figurinhas da Copa

- Coleciono figurinhas desde a década de setenta, quando ainda tinha que passar cola. Naquela época era mais difícil. Comecei com álbuns da Copa em 1990. Hoje em dia junto as figurinhas para o meu filho - contou o bancário Flávio Terra, de 50 anos.

Paixão pelos álbuns das Copas completa 60 anos no Brasil. Veja raridades e comente!

Flávio Terra tentou se esquivar da fama de colecionador. Aos 50 anos, ele disse que apenas junta figurinhas para o filho João, de 12 anos. Mas este entregou o pai e revelou que os dois colecionam juntos.

Leandro Canônico/GLOBOESPORTE.COM

Em São Paulo, um dos principais pontos de encontro é o vão livre do MASP na avenida Paulista

Flávio e João Terra estavam em um shopping na Zona Norte do Rio de Janeiro, em um dos pontos de encontro dos colecionadores espalhados pela cidade. Cerca de 50 pessoas, através de uma comunidade no Orkut, marcaram a reunião e se deleitaram com os cromos desejados. No centro do Rio, na rua Uruguaiana, existe ainda um ponto fixo de encontro dos “fanáticos”.

João e Flávio, filho e pai, conferem o álbum

Em São Paulo, a febre das figurinhas também contagia crianças e adultos. As bancas ficam repletas de colecionadores, as escadarias das faculdades viram pontos de troca e mega encontros são marcados a cada fim de semana e até feriados. Na última quarta-feira, feriado de Tiradentes, um grande grupo, estimado em 500 pessoas, se reuniu por volta das 14h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP) para trocar as repetidas e fazer contatos. No sábado, mais gente estava no local atrás das últimas figurinhas para completar o álbum.

- É a primeira vez que venho, mas pelo tanto de gente que tem acho que consigo completar o meu álbum hoje - declarou o técnico em informática Victor Freire Otenio, de 27 anos.

Clique e veja outros álbuns de Copas editados no Brasil desde 1950

No dia a dia, as escolas e até escritórios de trabalho viram grandes centros de trocas. A escadaria em frente à faculdade Cásper Líbero, na avenida Paulista, já é conhecido local de encontro dos estudantes que praticam o escambo de cromos.

- Virou febre na faculdade inteira. Na sala é assim todos os dias: cada um traz seu álbum e as repetidas e fica trocando o dia inteiro - afirmou Bianca Paulino, estudante do primeiro ano de jornalismo.

No fim de semana, a banca de Alecsandro recebe até 4.500 pacotes de figurinhas

Sem conseguir atender a demanda inicial de figurinhas, a empresa Panini, responsável pela impressão das lâminas, se pronunciou através do Twitter anunciando que a procura estava acima do esperado, mesmo com produção 50% maior do que para o álbum de 2006, quando o Mundial foi realizado na Alemanha.

Para os postos de venda da região, a média de pacotes distribuídos é de dois mil a 2.500 por dia, que se esgotam antes mesmo do anoitecer. Às sextas-feiras, a cota para o fim de semana varia de quatro mil a 4.500 para abastecer as bancas para sábado e domingo, mas as figurinhas em geral não resistem nos postos até a segunda-feira. Para os locais nas travessas da avenida Paulista a cota é bem menor: entre 400 e 500 pacotes por dia são distribuídos. Em geral, acabam em três ou quatro horas.


Além das grandes reuniões de fanáticos pelo álbum, os colecionadores podem ter a chance de adquirir as figurinhas que faltam pela internet. Há até um site especializado (www.trocafigurinhas.com), em que o usuário se cadastra, preenche formulário apontando as figurinhas que possui e pode combinar de realizar a troca com outros integrantes. A página relaciona os dados dos colecionadores e indica as melhores chances de cada um. Basta enviar pelo correio.

Alexandre Alliatti/GLOBOESPORTE.COM

Natália e Adriana, funcionárias do Inter, se divertem no Beira-Rio enquanto esperam a coletiva de Fossati

No Rio Grande do Sul, a mania foi além e chegou aos estádios. No Beira-Rio e no Olímpico, funcionários dos clubes e jornalistas trocam figurinhas durante os treinos de portões fechados e enquanto esperam pelas entrevistas. Nesta sexta-feira, Natalia Mauro e Adriana Montes, repórteres da TV Inter, tentavam completar seus álbuns antes de o técnico Jorge Fossati aparecer para a coletiva de imprensa.

A sensação das figurinhas é tanta que, durante a semana passada, em Santo André, cidade do ABC paulista, uma carga de 135 mil figurinhas foi roubada da distribuidora. Parte dela foi recuperada já no dia seguinte.

Leandro Canônico/GLOBOESPORTE.COM

Pessoas se reúnem nas ruas da capital paulista para trocar figurinhas e fazer novas amizades

E você, tem alguma figurinha pra trocar?

Alexandre Alliatti, Diego Rodrigues, Leandro Canônico e Mayra Siqueira Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo

sábado, 24 de abril de 2010

Mulher com diabetes não deve usar pílula


Recomendação foi definida pela OMS e vale quando a doença estiver descontrolada
Fernanda Aranda, iG São Paulo 16/04/2010 11:20

O uso de pílula pode piorar o controle do diabetes
As mulheres que sofrem de diabetes, e estão com a doença descontrolada, serão orientadas pelos médicos ginecologistas a não tomar pílula anticoncepcional até que os índices de glicemia voltem à normalidade.
A nova diretriz foi definida no final do ano passado por uma junta médica da Organização Mundial de Saúde (OMS). Pela primeira vez, todas as contraindicações da indicação da pílula foram reunidas em um manual. O guia será adotado pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), afirmou o presidente da entidade, Nilson Melo.
“A entrega do material aos profissionais brasileiros começa em maio”, informou. Segundo Melo, além das diabéticas em situação de descontrole da doença, as portadoras de lúpus também figuram no grupo de contraindicação para o uso da pílula. Não há nenhuma referência à idade e ao tempo de uso.“O uso prolongado (por mais de 10 anos da pílula) não traz prejuízo à fertilidade ou organismo”, diz ele.
O diabetes e a mulher
O diabetes é uma doença em ascensão no Brasil - ocupa o 10º lugar no ranking de mortalidade da população feminina em idade fértil (10 a 49 anos), de acordo com estudo divulgado ano passado pelo Ministério da Saúde. No País, 11% da população têm este problema de saúde.
Uma outra característica da doença é que o controle é difícil, o que reforça o alerta da contraindicação do uso do anticoncepcional. Um estudo feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que 76% dos portadores não conseguem manter os níveis seguros de glicemia, o que aumenta o risco de complicações como cegueira, hipertensão e até amputação de membros em casos mais extremos.
Ruy Lyra, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, explica que os anticoncepcionais orais são compostos de hormônios esteróides que podem piorar o controle da doença. Até então, afirma ele, não existia a diretriz de proibição de uso, trazida agora com o novo manual da Febrasgo. Ainda segundo Lyra, se forem feitos os ajustes necessários para o controle glicêmico, as pílulas podem ser usadas pelas mulheres com diabetes.
Enquanto a doença não estiver controlada, orientam os médicos, a indicação para a mulher evitar a gravidez são métodos como as camisinhas masculina e feminina, além do DIU.

Minutos de sono durante o dia potencializam o desempenho da memória

Cochilo durante o dia estimula a memória
Tirar uma soneca durante o dia – e sonhar, mesmo que por apenas 10 minutos – pode melhorar o desempenho no trabalho ou na escola.
A idéia parece difícil de ser incorporada nas empresas e colégios, mas é o que aponta uma pesquisa divulgada pela revista Cell Press, feita por médicos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Para analisar o comportamento do cérebro durante a sesta, os pesquisadores colocaram voluntários em frente a um computador tridimensional e propuseram uma espécie de jogo. Cada participante deveria percorrer um labirinto que continha uma árvore no centro. O objetivo era ultrapassar os desafios e chegar até a planta. Os participantes que tinham permissão para dormir durante o dia, entre uma atividade e outra, conseguiram alcançar a árvore em um tempo menor que os demais.
Em alguns casos, os participantes relataram que sonharam com a música do jogo de computador. Outros recordaram de pessoas dentro do teste, mesmo sabendo que não existia nada além da árvore. Um dos participantes ainda relatou que durante o cochilo, teve a sensação de estar dentro de uma caverna repleta de morcegos, buscando a saída.
“Acreditamos que esses sonhos provam que o cérebro continua trabalhando no jogo em diferentes níveis e formas. O sonho mostra que o cérebro atua no mesmo problema buscando associações para a memória que poderão ser usadas no futuro”, disse Robert Stickgold, um dos pesquisadores da faculdade de medicina de Harvard.
Em outras palavras, o inconsciente trabalha relembrando formas de resolver o problema do jogo. Segundo os pesquisadores, os sonhos são essencialmente um efeito do processo de memorização do ser humano. Stickgold ainda afirma que há muitas formas de tirar proveito desse fenômeno e aperfeiçoar a capacidade de memorização. Na opinião do pesquisador, o ideal é intercalar alguns minutos de sono com longos períodos de estudo. Dessa forma, o cérebro continuará trabalhando no desafio, estimulando a habilidade para resolvê-lo. “Pessoas que cochilaram após uma longa tarde de estudo, sonharam com algo que precisavam lembrar”, afirma o médico.
Os pesquisadores crêem que o estudo chama a atenção para uma questão outrora incompreendida pela ciência. “Por que sonhamos? Qual a função do sonho?”
Segundo Stickgold, o sonho tem o poder de auxiliar na capacidade de memorização. Mas é preciso que, ao acordar, as pessoas consigam relatar o sonho. “Muitos vêem o sonho como um entretenimento. Mas os estudos sugerem que ele é um subproduto do processo de memorização. Sobre a necessidade de lembrar-se do sonho para conseguir aproveitar os benefícios para a memória o pesquisador questiona: "Creio que não seja necessário, até porque, muitas pessoas só conseguem relatar 10 ou 15 por cento do que sonharam”.

iG São Paulo

O aborto dura para sempre


Por que nenhuma mulher sai incólume dessa experiência
Cristiane Segatto

CRISTIANE SEGATTO Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismomailto:jornalismocristianes@edglobo.com.br

Li nesta semana um livro interessante. Chama-se Segredos de Mulher: Diálogos entre um ginecologista e um psicanalista (Editora Atheneu). Nesses tempos em que tantos médicos ainda insistem em tentar tratar o corpo sem levar em consideração a mente, a iniciativa de Alexandre Faisal Cury (o ginecologista) e Rubens Marcelo Volich (o psicanalista) é enriquecedora. Gente não é maçã. Não pode ser dividida ao meio e entendida como duas metades estanques (corpo de um lado, mente de outro). Somos tudo ao mesmo tempo agora.


Alexandre fez pós-doutorado no Núcleo de Epidemiologia do Hospital Universitário da Faculdade de Medicina da USP. Rubens é doutor pela Universidade de Paris VII e professor do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo. No livro, eles discutem casos reais (sem identificar as pacientes) e se propõem a tentar decifrar a mulher em toda sua complexidade.
O capítulo sobre aborto é especialmente revelador. Rubens observa que nenhuma mulher sai incólume da experiência do aborto, por mais pertinentes que sejam os motivos para justificá-lo. Um aborto dura para sempre. É uma experiência que deixa marcas emocionais profundas.
Cada experiência vivida pela mulher no contexto de sua feminilidade (a primeira menstruação, o primeiro beijo, as boas e as más experiências amorosas etc.) marca sua forma de ser como pessoa e como mulher. Mas o aborto costuma ter outro peso. "Ele se constitui uma experiência de perda, mesmo quando a mulher conscientemente decide pela sua realização", diz Rubens. "No futuro, ela poderá pensar no que poderia ter acontecido caso decidisse levar a gravidez adiante, poderá imaginar como seria o filho que não teve ou mesmo questionar se tomou a melhor decisão".
No consultório de ginecologia, Alexandre observa que esse registro emocional não é uniforme, único ou invariável. O aborto é vivido e relembrado, no futuro, segundo as condições e características de cada mulher. Muitos anos depois do aborto, algumas mulheres vão encará-lo como algo triste, mas necessário. Para outras, ele pode se transformar num drama sem fim.
Se, do ponto de vista emocional, o aborto dura para sempre, o que as mulheres podem fazer para superar essa experiência? Rubens diz que a possibilidade de superar vivências difíceis (relacionadas ou não à feminilidade) depende essencialmente dos recursos que a mulher (e, claro, também o homem) desenvolveu ao longo da vida para lidar com frustrações, perdas, conflitos e, até mesmo, com situações de satisfação e prazer.


Alexandre cita dois fatores que têm grande importância na forma como a experiência do aborto ficará registrada. Esses fatores dependem menos da mulher e mais do contexto social. Se ela teve apoio do parceiro, talvez consiga lidar melhor com a experiência do aborto. O outro aspecto é o caráter de ilegalidade.
A mulher que aborta no Brasil se torna, da noite para o dia, uma criminosa. "Nos países em que o abortamento é permitido por lei, a mulher encontra adequada assistência médica, psicológica e hospitalar e as coisas tendem a ser mais fáceis", diz Alexandre. "Numa crise de vida como essa, o que menos a mulher precisa é de alguém culpando-a ou desamparando-a", diz Alexandre.


Reproduzo aqui trechos do diálogo entre Rubens e Alexandre extraídos do livro. Eles discutem o caso de Estela, uma moça de 19 anos que engravidou de um namorado 12 anos mais velho. Ela cursava o primeiro ano de Administração e decidiu fazer um aborto. Ela morava com os pais e, apesar de ter um bom vínculo com eles, não queria que soubessem da gravidez. Dizia que a mãe, evangélica, não aceitaria o aborto. Achava que talvez o pai o aceitasse melhor.

Alexandre Faisal: Ao que parece, Estela não ficou muito perturbada com a experiência do aborto. Pelo contrário, ficou satisfeita por tê-lo realizado. Rubens Volich: Aparentemente sim. Você a encontrou cerca de três semanas após o aborto. Muitas vezes, para suportar algumas situações difíceis, é melhor não ter contato ou pensar naquilo que amedronta ou perturba. Estela disse que não gostava de falar sobre o assunto, que era melhor não pensar nele, virar a página. Isso não impede que ela, como qualquer mulher, vivesse inconscientemente os efeitos dessa experiência. No contexto de uma consulta médica, nem sempre esses efeitos inconscientes são perceptíveis. Porém, em um processo psicoterapêutico, são visíveis os conflitos e a intensidade dos sentimentos mobilizados pelo aborto, por mais justificada que seja a decisão de interromper a gravidez.


Alexandre Faisal: Que tipo de conflitos? Rubens Volich: Conflitos relacionados a experiências e representações que a mulher tem da maternidade, suas vivências infantis e sua relação com a própria mãe, bem como a maneira como foi cuidada como criança. Surge frequentemente a culpa com relação ao filho que não pôde nascer, com relação ao pai da criança, por tê-lo privado de um filho, além de dúvidas quanto à possibilidade de uma futura gravidez e o medo de ser punida com a infertilidade pelo ato que praticou. Enfim, uma grande variedade de fantasias.
Como mulher e jornalista, gostaria de ver o tema do aborto seriamente discutido no Brasil. Essa é a mais emocional das questões políticas e morais que dividem o país. Pouco depois de assumir o Ministério da Saúde, o médico José Gomes Temporão defendeu, em abril de 2007, a realização de um plebiscito para discutir se o aborto deveria ser legalizado. Nunca mais se falou no assunto. Abafaram o caso.
Saiba mais
Nenhuma mulher - rica ou pobre - gosta da ideia de abortar. Nenhuma mulher sai emocionalmente ilesa dessa experiência. Mas as mulheres pobres sofrem mais. Abortos sem atendimento médico adequado provocam hemorragias graves, perda do útero e morte. Eles são a terceira causa de mortalidade materna no Brasil. A cada ano, 220 mil mulheres procuram o SUS para fazer raspagens do útero (curetagem), necessárias depois do aborto. Quando uma mulher se submete a um aborto, tem uma razão de foro íntimo muito forte. Na minha opinião, não cabe a ninguém que assista o drama à distância, ser a favor ou contra o aborto. O razoável é dizer que cabe à mulher decidir. Como já disse aqui, numa coluna publicada no ano passado, não me parece justo que todas as cidadãs tenham de se submeter a dogmas religiosos que não sejam os seus. Em outras palavras: a fé só faz sentido para quem a tem. Qual é a sua opinião? Você acha que, emocionalmente, o aborto dura para sempre? Ele deveria ser legalizado no Brasil?

Pulseirinha, que não é a do sexo, ganha braços das garotas cariocas

Colorida e de plástico, cada unidade custa R$ 0,50.Elas avisam: as cores não têm qualquer significado.
As pulseirinhas coloridas de plásticos estão dominando a moda entre as crianças e adolescentes do Rio. Elas "amam" as opções de cores e o fato delas não terem qualquer relação ou conotação erótica, como a proscrita - pelo menos, de escolas públicas e privadas do estado -- 'pulseirinha do sexo'.
Em formato de aspiral, elas são, na verdade, prendedores de cabelos que a garotada preferiu transferir para os braços, ganhando, de forma sutil e com graça, espaço nas escolas e nas ruas. As cores destas 'novas' pulseirinhas não possuem nenhum significado; são pôr no braço, ficar colorido e se divertir - sem segundas intenções.
As meninas costumar usar no braço de 5 a 10 pulseirinhas coloridas, que podem ser encontradas em feirinhas de bairro e em lojas de bijuterias. Cada unidade custa R$ 0,50 e também podem ser compradas em pacotes com 5 pulseirinhas, que custam R$ 2.
As amigas Bruna Monnier e Lara Lins, ambas de 11 anos, contam as brincadeiras que podem fazer com as pulseirinhas. " Podemos trocar entre nós as pulseiras. Às vezes, ela tem uma cor que eu não tenho e a gente troca", explica Bruna.
Cada pulseirinha custa R$ 0,50(Foto: Renata Soares/G1)
Para Lara, que disse já ter usado a polêmica 'pulseirinha do sexo', usar essas 'novas' é uma forma de mostrar que não há maldade. " Eu usava a do sexo, mas não sabia do significado. Depois que foi proibida, joguei fora. Gosto mais dessas de aspiral, são bem mais bonitas", disse Lara.
Para Denise Lins, mãe de Lara, pulseirinhas coloridas passaram mais tranquilidade. "Fico bem mais calma em saber que estas não têm significados", disse a arquiteta, de 48 anos.
Já para Nelsimar Monnier, de 39 anos, as pulseiras em formato de fio de telefone dispensam preocupação. "Foi uma maneira inteligente que o comércio encontrou de continuar vendendo pulseiras coloridas, sem proibição e conotação sexual", acredita a mãe de Bruna.

Do G1 RJ

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ciência prova que mulheres ficam cegas de ciúmes


Aqui está mais uma pesquisa divertidíssima vinda dos Estados Unidos e promovida pela Universidade de Delaware. Casais heterossexuais participaram de um experimento em que se sentavam perto um do outro, separados por uma cortina, e tinham que analisar fotos em uma tela de computador. Para as mulheres, elas deveriam ver imagens de paisagens e arquitetura e descartar fotos que fossem nojentas ou explícitas de alguma maneira. Para os homens, a tarefa era simplesmente dar notas às paisagens. Acontece que no meio da experiência, os cientistas anunciaram que os homens iriam ter que analisar fotos de mulheres atraentes e foi aí que residiu o perigo.
Obviamente que nenhuma mulher gostou da mudança de fotos de seus parceiros, mas quanto mais ciumenta fosse, mais distraídas ficaram em relação às imagens que apareciam em suas telas e menos capazes de realizar sua tarefa. Segundo os pesquisadores, o cérebro parece priorizar uma informação emocional em particular, por isso as fotos mais nojentas seriam facilmente percebidas. Quando outro elemento emocional aparece, acaba puxando a atenção para si e faz com que percamos coisas que aparecem em nossa frente.
O teste foi feito somente para ver as reações femininas e os cientistas não sabem qual seria o resultado se os papéis fossem invertidos e elas tivessem que analisar gostosões, mas novas pesquisas estão prometidas para breve. De qualquer maneira, fica o alerta para não tentar chamar sua namorada para a razão quando ela estiver tendo uma crise de ciúmes. Ela não vai ver a coisa como você quer.
Especial para Terra

Claudio R. S. Pucci

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Diga adeus ao cigarro

Parar de fumar só traz benefícios ao corpo. A pele rejuvenesce, a resistência e o fôlego melhoram, o coração volta a bater direito e até mesmo o ganho de peso pode ser controlado, pois sem o cigarro seu paladar se recupera e você passa a saborear o verdadeiro sabor dos alimentos. A recuperação no organismo de quem deixou de fumar pode ser percebidas quase imediatamente, de acordo coma Helena, diretora do Ambulatório de Tabagismo do Instituto do Coração (Incor), de São Paulo. Para se ter uma idéia:
• Com apenas 20 minutos após a última tragada a pulsação e a pressão sanguínea se normalizam.
• Duas horas sem cigarro já são suficientes para retirar a nicotina do sangue e em oito horas o nível de oxigênio na circulação se estabiliza.
• O paladar e o olfato voltam a funcionar como antes dois dias após o fumante não acender nem um cigarro.
• Já a capacidade de respiração e o fôlego demoram mais pra se recuperar: 3 semanas.
• Aquela fase mais complicada de abstinência acaba aos 5 meses, assim como a vontade de fumar, que também diminui bastante nesse prazo.
• Quem atinge 5 anos sem fumar pode comemorar: os efeitos envelhecedores do cigarro sobre a pele e cabelo foram neutralizados.




Adriana Teixeira - Viver Melhor
Fotos: Getty Images

Por que só Tiradentes foi enforcado?


por Sílvio Anaz
Mestiço, pobre, falastrão, com o perfil adequado a bode expiatório, Tiradentes foi o único dos inconfidentes condenado e executado. Por ordem de D. Maria I, rainha de Portugal, ele foi enforcado e esquartejado em praça pública, em 21 de abril de 1792, para inibir qualquer novo levante contra a Coroa Portuguesa. Já os principais mentores da Inconfidência Mineira, membros das castas mais altas da época, acabaram morrendo na prisão ou exilados na África. Como o levante fracassou, Tiradentes virou líder e mártir. Caso tivesse dado certo, ele provavelmente não ficaria com as principais benesses do novo regime, conforme comentou Machado de Assis em crônica publicada na comemoração dos cem anos da tentativa de insurreição.
Reprodução da obra "Despojos de Tiradentes", de Cândido Portinari. Colégio de Cataguases, MG.
A Inconfidência ou Conjuração Mineira é uma das mais controversas histórias brasileiras. Primeiro, porque não restaram muitas informações e documentos a respeito de seus participantes, além dos relatos oficiais produzidos pelos juízes do governo colonial. Em segundo, porque as versões apaixonadas feitas por monarquistas e republicanos nos anos seguintes aos fatos comprometeram uma visão isenta sobre o que realmente aconteceu. O que no final ficou para os discursos oficiais e para as aulas nas escolas foram uma imagem sacralizada de Tiradentes como mártir e a idéia de que o movimento foi precursor da independência do Brasil.
Nas últimas décadas, os historiadores têm se debruçado sobre a trama para construir uma imagem menos apaixonada politicamente e mais científica do movimento e do próprio Tiradentes. Ainda assim, o que reside no imaginário popular é uma história carregada de elementos que remetem o sofrimento do alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ao martírio cristão: um humilde que se sacrifica para salvar outros “pecadores”, a presença de um “Judas”, um traidor entre eles e até mesmo uma duvidosa semelhança da imagem do alferes com a de Jesus.
Segundo os Autos da Devassa da Inconfidência Mineira e a carta denúncia enviada pelo traidor Joaquim Silvério dos Reis ao governador Visconde de Barbacena, a liderança da insurreição era do desembargador Tomás Antonio Gonzaga. Outras figuras da elite das Minas Gerais, como o coronel Inácio José de Alvarenga Peixoto, o poeta e magistrado Cláudio Manoel da Costa e os religiosos José da Silva e Oliveira Rolim e Luis Vieira da Silva também faziam parte da conspiração. Embora todas essas figuras das classes privilegiadas da época estivessem muito mais envolvidas com a conspiração do que Tiradentes, este foi o bode expiatório que serviu para poupar os demais da forca.
Os Autos da Devassa mostram que no julgamento dos inconfidentes, o advogado de defesa, nomeado pelo governo colonial, pede clemência para todos os réus. Ele qualifica Tiradentes como insano e libertino e mostra que são suas loucuras que influenciaram os demais conspiradores. Defende também que não houve na prática o levante contra o regime português, uma vez que não há testemunhas de que a conspiração tenha sido posta em prática.
Na obra “A Devassa da Devassa”, o historiador Keneth Maxwell traça um perfil dos principais inconfidentes como pertencentes a uma elite endividada. São esses homens que vêem na perspectiva da independência uma solução para seus problemas financeiros. Para Maxwell, a Inconfidência foi um movimento da oligarquia mineira, que usou o nacionalismo como o ideal nobre que o movia. Socialmente alheio ao grupo idealizador da conspiração e preterido das principais decisões, mas totalmente imbuído dos ideais revolucionários, Tiradentes serviu como o perfeito mártir quando o levante foi descoberto.
Ao fazer de Tiradentes um símbolo do que aconteceria com conspiradores, a Coroa Portuguesa criou um herói que serviu de referência para as lutas pela independência e pela república no Brasil. Durante os séculos 19 e 20, o mito cresceu a partir de versões românticas e nacionalistas que historiadores, escritores, poetas, jornalistas e políticos fizeram da Inconfidência Mineira. De qualquer forma, Tiradentes parece merecer o heroísmo a ele atribuído. Ingênuo ou não, ele foi um dos únicos a ter reafirmado em todas as situações, inclusive no julgamento que o condenou à morte, sua crença nos ideais nobres da Inconfidência.
O que foi a Inconfidência Mineira
A Inconfidência ou Conjuração Mineira foi uma conspiração feita por parte da oligarquia das Minas Gerais entre 1788 e 1789. Afundada em dívidas, sem condições de pagar os tributos e descontentes com a reforma administrativa a ser promovida na capitania pela Coroa Portuguesa, e que lhe tiraria privilégios, a elite mineira via na independência da região uma solução.
Além da situação econômica – causada entre outros fatores pela crise na exploração do ouro na capitania –, a influência das idéias do Iluminismo e o exemplo da independência dos Estados Unidos da América (1776) serviram como combustível para alimentar os sentimentos de revolta. Para atrair a simpatia popular, o levante deveria ocorrer quando o governo colonial aplicasse a derrama, a cobrança dos impostos em atraso.
Antes de tramar a insurreição, a oligarquia mineira passou anos tentando negociar com a Corte uma solução econômica e também a manutenção de seus privilégios na administração da capitania, ainda que esses privilégios onerassem ainda mais a população. Sem sucesso, tramaram então um levante separatista que, inspirado nos ideais do Iluminismo, propunha a constituição de um estado republicano.
O levante previa a mobilização de tropas, que estavam sob o comando dos militares que aderiram à conspiração, para tomada do governo da capitania. No entanto, a suspensão da derrama pelo governo colonial e a traição cometida por um dos inconfidentes, levou à prisão de todos os participantes.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Goiabada cascão é coisa fina


Basta falar em goiabada cascão que na minha lembrança logo vem o aroma contagiante exalado pelo doce e que toma conta de todo o ambiente quando é preparado. Moro em São Paulo desde a segunda infância, mas passava as férias de escola em Paraíso, Minas Gerais, no sítio da tia Rominha. Ela tinha por hábito fazer goiabada cascão para o consumo da família. Era uma festa: às crianças era dada a divertida tarefa de colher no pé as melhores goiabas maduras. Depois, atraídos pelo perfume que vinha do tacho, a gente ficava rondando a cozinha. Não via a hora de provar aquela delícia.
Troquei algumas palavras sobre o assunto com uma conterrânea, a chef Elzinha Nunes, do restaurante Dona Lucinha. Ela me contou também sobre sua memória afetiva ligada à goiabada. A família de Elzinha sempre teve sítio no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Lá, em todo quintal tem um pé de goiaba. E há duas formas bem características de fazer o doce. Uma delas é o doce de orelha: cortar a goiaba ao meio, desprezar o miolo e cozinhar a carne da fruta com casca e tudo em uma calda de açúcar. A outra é a cascão, em que o doce fica em ponto de pasta (veja a receita no fim desta página).
“Era uma tradição fazer o doce sempre em grandes quantidades”, contou Elzinha. Dona Lucinha, a mãe, usava de dois a três tachos de goiaba. “Eu me lembro da caixeta, minha mãe ia pondo o doce sobre folha de bananeira para não grudar, acomodava nas caixas e empilhava uma em cima da outra.” Era hábito acondicionar em caixa quando se fazia muito doce. “Tenho saudade só de falar”, diz.
Segundo Elzinha, uma explicação plausível para a tradição da goiabada cascão em caixa é o advento da mineração. Na época, século XVIII, todos estavam voltados para o ouro e ninguém tinha tempo de parar para fazer uma horta ou cultivar um pomar. Mas como a goiabeira crescia fácil no quintal, não precisando de cuidados, toda casa mineira fazia a sua goiabada cascão. Era muito usual também porque, ao usar só a fruta e o açúcar, o doce conservava por mais tempo, o que era muito importante num período em que não tinha geladeira. E a caixa de madeira também tinha essa idéia de conservação.

Foto: Tricia Vieira/Foto Arena Ampliar
Usar o tacho de cobre é um dos segredos para garantir que a goiabada fique vermelha e brilhante
Como se faz goiabada cascão“O importante no sabor da goiabada cascão é que ela vem com a casca”, diz Elizinha. Usa-se inclusive a polpa, passando-a numa peneira para tirar a semente. “Se jogar a polpa fora não dá cremosidade”, diz.
O modo de fazer é um saber popular. É mais ou menos como o doce de leite, no movimento de vai e vem, para não açucarar, não grudar no fundo e ficar cremoso. Sempre mexendo com a colher de pau. Praticamente os cinco sentidos precisavam ficar atentos para ver se o doce está pronto. As pistas estão no aroma, na coloração, do desmanchar da carne da goiaba que leva ao ponto de cascão. “E para dar aquele brilho, depois que o tacho sai do fogo a gente faz uma rodilha úmida com um pano e coloca o tacho em cima e dá uma girada de uns cinco minutos."
O tacho de cobre, por exemplo, é fundamental, pois ele não muda a cor da goiabada. A panela de alúminio costuma soltar resíduos e escurecer o doce. E aí ele perde aquele vermelho bonito.
Patrimônio Imaterial de São Bartolomeu
Nas minhas pesquisas sobre a goiabada cascão, descobri um distrito que tem pelo menos dois séculos de produção artesanal de doces à base de frutas. É São Bartolomeu, que faz parte do município de Ouro Preto, em Minas Gerais.
Há relatos dos viajantes sobre os costumes da ex-Vila Rica e seus arredores datados do início do século XIX. Ao passar por Cachoeira do Campo, um austríaco de nome John Pohl escreveu que recebera de um “bom velho, uma caixa de doces .... do arraial vizinho de São Bartolomeu”. Parece que o costume começou com a marmelada, muito apreciada pelos portugueses. E depois foi sendo substituído pela nativa goiaba.
Até hoje, boa parte das famílias do distrito vive de produzir doces artesanais feitos no tacho de cobre. A tradição é tão forte que o modo de fazer os doces locais de potes, barras, compotas e cristalizados já ganhou o título de Patrimônio Imaterial do município. O local faz até a Festa da Goiaba, que se realiza em março e comemora a 14ª edição. A goiabada cascão perfuma a cidade inteira.
Encontrei também uma referência ao doce embalado em caixa no livro Tachos e Panelas, de Claudia Lima. A autora comenta que desde o século XVI as escravas-doceiras preparavam saborosos doces e os acondicionavam em pequenas caixas de madeira, as ‘caixetas de doces’. É uma referência ao tempo das casas-grandes, no Nordeste, na época dos engenhos de cana-de-açúcar. Só não há menção na obra dos tipos de doces de frutas brasileiras que essas caixetas continham. Mas a anotação já demonstra que embalar os doces artesanais em caixa é uma tradição antiga.
Quem produz a goiabada cascão em caixa e onde encontrar
Goiabada cascão em caixa, é coisa fina, sinhá, que ninguém mais acha...(Trecho de Goiabada Cascão, composição de Wilson Moreira e Nei Lopes)
Em São Paulo, achei a goiabada cascão em caixa de madeira na Casa Santa Luzia. É fabricada pela São Thomé Goiabada Artesanal, que fica em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, uma cidade de tradição doceira. Entre os tipos de goiabada cascão está a goiabada cascão cremosa, em caixa de 350g. Custa 21 reais.
Romeu e Julieta, um encontro perfeito
Além da clássica mistura de queijo minas com goiabada cascão, o sucesso absoluto do doce deu origem a muitas adaptações. Como suflês e pastéis, que em formulações mais modernas levam catupiry no lugar do queijo minas. Tem até sorvete. O Romeu e Julieta com queijo da Canastra é um dos meus doces prediletos. Elzinha prefere com queijo do Serro, ambos patrimônios imaterias de Minas Gerais.
Abaixo, duas receitas. Uma delas é da goiabada cascão. A outra é uma sobremesa no estilo finger food, para beliscar. A casquinha crocante de massa folhada é recheada de goiabada cascão e queijo do Serro. Deve ser servida quentinha.As receitas são de Elzinha Nunes, do restaurante Dona Lucinha, com filiais em São Paulo, e do bufê Aneto, em São PauloGoiabada cascão
Ingredientes1kg de goiabas vermelhas (maduras, pesadas com casca)600g de açúcar cristal
Modo de fazer1. Abra as goiabas ao meio, conservando as cascas. Retire e reserve as sementes. 2. Coloque as goiabas em uma balança. O peso deve ser de umquilo. 3. Em seguida, lave-as e deixe-as escorrer.4. Passe as sementes numa peneira e aperte bem, para sair toda a polpa. Descarte as sementes.5. Num tacho de cobre junte as goiabas, o açúcar e a polpa passada pela peneira.6. Leve ao fogo forte, mexendo de vez em quando com uma colher de pau, durante os primeiros minutos.7. À medida que a goiaba vai amolecendo e destilando, vá passando a colher de pau, sem parar, no fundo do tacho, para não grudar, sempre em fogo forte. 8. Continue mexendo por uns 30 a 40 minutos, aproximadamente, até dar o ponto, o que acontece quando o doce começa a ganharconsistência, ficando bem grosso e soltando do fundo do tacho.9. Passe o doce de goiaba para um recipiente e deixe esfriar. Esse é o ponto de se comer com colher.
Casquinhas Romeu e Julieta
Ingredientes Casquinhas de massa folhada, no tamanho de empadinha, já assadas e crocantes. É mais prático comprar prontasGoiabada cascão cremosaCubos de queijo do Serro (MG)Modo de fazer1. Coloque na forminha a goiabada e o queijo em cubos por cima. 2. Leve ao forno somente para aquecer, por cerca de 5 minutos, a 180 graus.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Espelho, espelho meu

Objeto de admiração e contemplação, o espelho, para alguns é um inimigo: ele faz com que a pessoa seja obrigada a se observar como realmente é – ou pensa que é. Muitas vezes, enxergamos defeitos que não existem na realidade, e sim na mente do observador, e isso não acontece apenas nos dias mais nublados e tristes. Quem padece dos transtornos de autoimagem tende ater uma percepção distorcida de si diariamente: mesmo magra ou sarada, a pessoa se enxerga gorda e disforme.
A proximidade do verão é outra ocasião que traz angústia a estas pessoas, pois as faz lembrar de que, nesta estação, o corpo fica mais exposto. Se antigamente a sociedade tinha como musa as moças gordinhas das obras de arte, hoje a tendência é ligar status social a um corpo enxuto e esguio.
Fogueira das vaidades
É comum lermos reportagens sobre distúrbios alimentares como anorexia e bulimia, mas dificilmente encontramos artigos que falam sobre o transtorno dismórfico corporal – também grave e que atinge 3% da população mundial, o equivalente a 57 milhões de pessoas no Brasil. Apesar de também lidar com a autoestima e com a vaidade, os transtornos de autoimagem nem sempre estão ligados aos distúrbios de alimentação. “Embora distintos, eles podem coexistir em um mesmo indivíduo. Há casos de anorexia em que o indivíduo não come, não por se achar gordo, mas por acreditar que o alimento lhe faz mal, como um veneno”, lembra a cirurgiãplástica e cosmiatra valéria Leal, da Clínica Cidade Jardim (SP).
É difícil pontuar quem poderia padecer deste mal, mas o cirurgião plástico Múcio Leão (BH) diz que fatores genéticos, sociais e familiares podem agravar o transtorno. Valéria complementa que, de um modo simplista, pessoas com um trauma nas relações interpessoais com a mãe e o pai até os três anos de idade, período em que irá se formar a autoimagem e a noção do eu, terão um potencial maior de desenvolver a dismorfia corporal.
Além disso, a doença costuma aparecer mais em adolescentes, embora possa acometer homens e mulheres adultos também. No livroAnorexia – Diário de uma adolescente, Dominique Brand, 26 anos, descreve como descobriu e se tratou do transtorno alimentar que a fazia ter uma imagem distorcida de si aos 14 anos. “O incômodo com meu corpo era generalizado e cheguei a passar gel redutor nas bochechas! Media meus pulsos com fita métrica e, se marcava uma numeração menor, eu achava que ela havia esgarçado porcausa da minha ‘gordura’ e não que eu tinha emagrecido, porque me via gordinha”.
Após tratamento médico com medicação e terapia, Dominique conseguiu vencer a anorexia, mas frisa que a doença é como o alcoolismo: o doente pode passar anos “sóbrio”, mas nunca se sente curado.
Mesa de Cirurgia
Há pessoas que se acham tão disformes que procuram o auxílio de cirurgiões plásticos. Para elas, uma pinta é motivo de angústia. “Estes pacientes não devem se submeter a nenhum tratamento estético, pois nunca ficarão satisfeitas com o resultado”, frisa Leão. “A insatisfação é contínua, independentemente das metas alcançadas. Quando pedimos para a pessoa descrever o próprio corpo, o que ela nos diz é totalmente fora da realidade”. e o descontentamento faz com que estes pacientes procurem fazer cada vez mais intervenções desnecessárias. Por isso, o transtorno dismórfico traz riscos à saúde! “Nos casos associados a outras patologias,como a depressão grave com inclinação suicida, ao final de mais uma intervenção sem o resultado esperado, o paciente pode atentar contra a própria vida de fato”, destaca a cosmiatra.
Dominique chegou a flertar com as cirurgias: “Não com a plástica necessariamente, porque eu achava que a minha gordura era tanta que precisaria perder peso antes de fazer uma lipo. Daí veio a grande ideia de reduzir o estômago para emagrecer bastante e, posteriormente, fazer as lipoaspirações e cirurgias para remover o excesso de pele que ficaria”. No entanto, ela nunca chegou a procurar um médico para este fim.
Conhecer e Reconhecer
Apesar da repulsa com a própria imagem, valéria lembra que as pessoas que sofrem de distúrbios dismórfi cos costumam usar maquiagem pesada para disfarçar o que acham imperfeito, têm traços de depressão, quase não saem de casa e vivem se olhando no espelho. Oponente ou não, é justamente este objeto que nos lembra de nossa vaidade.
Segundo a médica, há uma linha muito tênue entre um paciente exigente e crítico e outro dismórfico. “Quando um paciente revela viver em função daquela queixa, limitar-se em relação a ela, deixar de fazer coisas pensando em como seria resolver aquele problema e quando ignora os riscos do procedimento médico e espera resultados milagrosos que vão mudar sua vida, isso deve chamar a atenção do médico que o atende”, orienta. Ela lembra que é mais fácil diagnosticar o problema quando o paciente fez uma série de correções anteriores, com médicos diferenciados, e continua a se queixar dos resultados, já que estudos mostram que 91% dos pacientes com este mal não se sentem felizes ao fim de uma plástica.

Por Otávio MercFonte: Revista Zero/ed.11