sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Fazer Regime é Humilhante e ineficiente"

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DISCRIMINAÇÃO

Principal nome do ativismo gordo nos Estados Unidos , a escritora luta contra o preconceito e defende que é possível ser obeso e saudável

Ela não foi aceita pelo plano de saúde por ser gorda

Quando tinha 26 anos, a escritora americana Marilyn Wann teve um dia realmente péssimo. Apaixonada, ela levou uma grande rasteira do namorado ao ouvir, durante um jantar romântico, que ele tinha vergonha de apresentá-la aos amigos porque ela era gorda. E, naquela mesma noite, ao chegar em casa, leu um e-mail de uma empresa de seguro-saúde informando que ela não poderia ter um plano porque era “obesa mórbida”. Detalhe: ela não havia sequer sido examinada por um médico. Nesta data fatídica, Marilyn sentiu de uma vez só todo a carga do preconceito sobre seu peso – e preferiu a rebeldia ao conformismo. No ano seguinte, lançou seu primeiro fanzine: um manifesto em prol do amor próprio (entre gordos) e contra o preconceito e o uso de palavras como “obesidade”.

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"O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está travando
uma campanha para erradicar as pessoas gordas"

Hoje, depois de 17 anos de militância, a escritora – que atualmente pesa 133,8 quilos e mede 1,64 m – é o principal nome do ativismo gordo num país onde um terço dos adultos é obeso e o padrão de beleza é feito de medidas cada vez mais econômicas. De São Francisco (EUA), onde mora, mantém os fanzines, apresenta programas de rádio e lançou o livro “Fat!So?” (algo como Gordo, e daí!?). “Tem gente que passa a vida inteira de dieta, infeliz e insatisfeita, estimulada pela mídia e pela publicidade. Eu prego a diversidade de pesos e medidas, da mesma forma que defendo a diversidade sexual e racial”, diz.

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"Eu não uso a palavra ‘obesidade’ porque não acredito que uma pessoa possa ser diagnosticada
pelo seu peso. Outras variáveis têm impacto sobre a saúde"

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