
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Gato é incluido em lista do Bolsa-Família

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Moradores fazem jus a cabeça de pacu
Pessoas que saíram de Cuiabá para estudar, seguir carreira profissional ou pelo sonho de morar à beira mar revelam porque voltam à cidadeAntônio e a família foram para Natal, moraram a metros da praia, mas jamais perderam o vínculo com a capital .
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Moisés Martins escreve sobre Praça Popular
Quando da sua inauguração, na década de 50 morava no final da rua Joaquim Murtinho á época, mais precisamente no Campo D`Ourique, por ser tão pequeno parecia-me longe.
Criada em homenagem ao Ilustre cuiabano Eurico Gaspar Dutra, que galgou na carreira militar, o posto de Marechal e que também foi eleito Presidente da República, no Governo Republicano com três milhões, duzentos e cinqüenta e um mil quinhentos e sete votos. Sendo o 14º Presidente da República. Nasceu em Cuiabá a 18/05/1883. Faleceu no Rio de Janeiro (GB) em 11/06/ 1974. Assumiu o cargo de Presidente da República aos 63 anos de idade. Sua posse foi no Palácio Tiradentes Rio de Janeiro, em 31/01/ 1946. Com seu afastamento de 17 a 26/05/1946, Assumiu o Vice Presidente Advogado Nereu de Oliveira Ramos.
Após este breve curriculum. Voltemos à Cuiabá, onde no Bairro Popular à época foram construídas no seu governo o primeiro núcleo habitacional de Cuiabá, quiçá de Mato Grosso, destinado à população de baixa renda. Sua arquitetura, composta de casas com o hall parecido Bangalôs, idênticas a casas de boneca, e as suas paredes de meio tijolo, contrastavam com as casas coloniais existentes cujas paredes de taipa socada com metro de largura, sugerindo segurança aos moradores.
A Praça por ser distante à aquela época, possuía e era envolvida por lendas como a mula sem cabeça, que faz parte do imaginário cuiabano. O tempo passou, a Praça sofreu algumas mutações, porém a lembrança do menino que a viu nascer, continua qual vídeo teipe da retina. Hoje a especulação imobiliária descaracterizou Urbanisticamente o Bairro, porém sua Pracinha, carinhosamente chamada de Popular Lá está a desafiar o tempo, sendo cuidada pela atual administração, que tem mostrado através da reforma das Praças em Cuiabá o seu compromisso com a nossa cultura e a nossa História.
Moisés Martins é secretário adjunto da cultura e membro da Academia Mato-Grossense de Letras .
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Macarrão da madrugada
Na onda culinária fácil, resolvemos ensinar uma forma de matar aquela fominha que dá quando estamos em casa, sem muita inspiração, porém, sem querer abrir mão do bom gosto e paladar.Originalmente esta seria uma receita de Massa ao alho e óleo, mas como levou alguns outros ingredientes demos uma mudadinha no título.
Cozinhe uma quantidade suficiente de talharim ou espaguete (se for para duas pessoas, 1/2 pacote dá e sobra) em abundante água fervente, com um fio de óleo, sal e uma folha de louro (opcional, mas dá um sabor todo especial ao macarrão). Quando estiver al dente, escorra e, se o molho não esiver pronto, misture uma colher de azeite para que não grude enquanto prepara o molho.
Pique bem uns 4 ou 5 dentes de alho (pode ser mais, vai do seu gosto), algumas fatias de salaminho (ou outro tipo de frios que tiver na geladeira como presunto, mortadela ou até mesmo bacon ou lingüiça calabresa. Aqueça 1/2 xícara de azeite em uma panela larga, jogue a carne e o alho ao mesmo tempo. Quando o alho estiver começando a dourar, jogue o macarrão com o fogo ainda aceso e misture bem.
Coloque no prato, salpique parmesão ralado e salsinha. Não demora mais do que 10 minutos e, garanto, é bem mais gostoso e saudável que macarrão instantâneo.
Como sobremesa, experimente fazer uma massa de panqueca tradicional e acrescentar um pouco de açúcar eliminando o sal. Passe manteiga na massa e dobre em quatro. Flambe com conhaque e sirva com canela em pó por cima..... Esta é uma das versões do tão famoso Crepe Suzete... simples e tão disputado.....
Observe que esta forma de preparar macarrão é uma verdadeira técnica de preguiçoso, porém, ela pode ser incrementada de diversas formas, acrescentando outros ingredientes ao azeite. Mas tome cuidado para não tirar o charme da receita, não esqueça que é de madrugada e você está morrendo de sono.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Como sobreviver a uma ressaca. Palavra de professor.
ROTEIRO2 - Por que a dor de cabeça é insuportável?O álcool desidrata o corpo, do dedão do pé ao cérebro. Da seguinte maneira: o etanol inibe a produção do hormônio antidiurético e, sem ele, a gente faz muito mais xixi. Engoliu cuspe, pronto: é hora de ir ao banheiro. Portanto, a cabeça dói porque os neurônios sentem sede, literalmente.
3 - Isso mata ou só é chato pra burro?A menos que você queira se jogar do 76o andar, ressaca não mata. Todos os sintomas desaparecem em 24 horas. Mas, alto lá: se você ficar de ressaca todo dia, também pode acabar com gastrite, pancreatite, cirrose... Aí, sim, não vai durar muito.
4 - Por que a ressaca só aparece no dia seguinte?Porque é durante o sono que o corpo do bebum trabalha para absorver todo aquele álcool que ele botou para dentro. De manhã, com o servico feito, é hora de disparar os sintomas desagradáveis.
5 - Por que meu pai bebe até cair e não fica de ressaca, e eu fico imprestável com meros dez chopinhos?A história de que coroas não ficam de ressaca é lenda. "A idade é um fator que diminui a capacidade de digerir o álcool", explica o gastroenterologista Jaime Eisig, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Mas algumas pessoas produzem pouca quantidade de aldeído desidrogenase, a enzima que metaboliza o álcool. As mulheres ficam "altas" mais rápido por causa disso. "Elas não produzem a tal enzima", diz o doutor Eisig.
6 - Qual a diferença entre ressaca e coma alcoólico?A quantidade de etanol que o camarada bebeu. Até determinado ponto, ele vai sentir dor de cabeça, vomitar, se arrepender e depois fica tudo bem. Além desse ponto, a taxa de açúcar no sangue cai drasticamente; o coração pode parar de bater devido à inibição que o álcool produz nos centros nervosos do cérebro responsáveis pelos batimentos; o camarada perde a consciência. Resumindo, é encrenca da grossa.
8 - Mas comer o quê? Chuchu, rabada, macarrão?De preferência, alimentos ricos em sal e gordura. Castanha, amendoim, queijo e, para extrapolar, salaminho. "O sal e a gordura estimulam a secreção de substâncias que protegem o estômago do álcool", avisa a nutricionista Cynthia Antonaccio.
16 - O camarada que fuma enquanto enche o caneco vai ter uma ressaca mais branda?Pelo contrário: álcool e fumo formam uma dobradinha mais perigosa do que Caniggia e Maradona na Copa de 90. Quanto mais nicotina, menos oxigênio no sangue e mais rápido se dá o processo de intoxicação.
O DIA SEGUINTE - PLANOS DE CONTINGÊNCIA
18 - Danou-se. Acordei de ressaca. Por que o gosto de cabo de guarda-chuva na boca?Por causa da desidratação. A boca fica seca e o paladar capta o sabor ácido das substâncias que o estômago despeja para processar o álcool.
19 - O que é melhor comer nessa hora?Alimentos de fácil digestão, para não estressar ainda mais o organismo, já detonado pelo esforço de processar o álcool. Os campeões: frutas, para reidratar e repor as vitaminas, e pão, batata e massas, para obter glicose rapidamente e fornecer energia ao corpo.
23 - O que eu faço pro meu quarto parar de rodar?Repouso. Mantenha a luz apagada, cortinas fechadas e fique deitado. A ressaca aumenta a sensibilidade à luz. Aproveite o momento introspectivo para fazer a mais clássica das promessas: "Nunca mais vou botar uma gota de álcool na boca". Ressaca tem que terminar com uma baboseira dessas...
sábado, 24 de janeiro de 2009
Centro histórico tem o mais experiente barbeiro cuiabano
A navalha corta rente, tal como exige a clientela. No comando do instrumento, está o profissional mais experimentado nestas artes em toda a Capital. São 70 anos de vida, 52 de profissão e quase 50 ao comando do salão Euzébio, na rua Galdino Pimentel. Euzébio Nunes de Siqueira trabalha à moda antiga. Das cadeiras de base branca aos espelhos e adereços na parede, tudo em seu salão faz lembrar um passado em que havia menos pressa e mais conversa. E mais cordialidade. “Hoje a cidade cresceu e mudaram os costumes. A Cuiabá das janelas e das portas abertas não existe mais. Vieram pessoas de fora, algumas boas, outras ruins. Hoje é uma coisa difícil dar confiança a alguém desconhecido”. Para Siqueira, a cidade precisa evoluir, mas sem deixar de ser a terra hospitaleira de sempre. “Cuiabá é boa. Quando é preciso, o cuiabano de verdade tira a camisa do corpo e dá para você vestir. Isso não pode mudar”. É por este motivo, diz ele, que tantos amam viver aqui. “O cuiabano só vai embora se for transferido pelo governo. Por vontade própria, é difícil. E quem vem também não consegue ir embora. É a história da cabeça do pacu, conhece?”. (RV)
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Pacu Assado -Culinária Tradicional do Mato Grosso
Os novos filhos da terra!

O Ciclo do Ouro, ainda no século XVIII, foi importante estímulo a esse fluxo migratório. Em meados do século passado, o processo de ocupação e colonização das terras mato-grossenses ficou conhecido como a “Marcha para o Oeste”. Em 1970, a cidade vive uma explosão populacional, motivada pelos projetos de desenvolvimento da Amazônia.
Esses fatores ajudam a entender como se formou essa mistura e o caldeirão de diversidade cultural. Na capital, convivem harmoniosamente nichos populacionais de todas as regiões do Brasil: Norte, Sul, Leste, Oeste, Noroeste, Sudeste e Centro-Oeste.
Em meio a essa fusão de costumes e sotaques, o cuiabano de tchapa e cruz, expressão usada para quem nasce em Cuiabá e dela não pretende sair, preserva seu sotaque, suas crendices e seus valores. De manhã cedinho, em jejum, ele toma o guaraná ralado na grosa com água “bem gelada” e ganha a disposição necessária para mais um dia de trabalho e lazer. A bebida, energética e famosa por seus poderes afrodisíacos, é motivo de orgulho na região.
Os novos cuiabanos surgem desse encontro, frutos da atração estimulada pelas diferenças e, talvez, da sedução na troca de olhares, mistérios e encantos despertados pelos poderes do guaraná.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
No início do século XX, a violência não existia na Capital, quando os únicos motivos para desistir de um passeio noturno eram personagens de contos
Dona Dindinha, com quase 100 anos, moradora na juventude do antigo Terceiro, hoje Dom Aquino, afirma já ter visto o minhocão do pari no rio Cuiabá .Cuiabá não tinha passado ainda pela principal fase de desenvolvimento urbano. Era uma cidade pequena, com ruas de terra, vento fresco e muitos córregos límpidos que cortavam a cidade. A violência ainda estava longe de aparecer por aqui. A única preocupação dos moradores da Capital que iam e vinham durante a noite pelas ruas e caminhos abertos em matagais eram os personagens dos contos urbanos. O lobisomem, o minhocão do pari, o neguinho d’água, a bruxa e as almas penadas eram os únicos motivos para uma pessoa desistir de passear à noite. Quem conta essas histórias é dona Antônia Paes de Queiroz, mais conhecida como Vovó Dindinha, registrada há 92 anos em Cuiabá. Apesar do registro datado de 1915, Dindinha disse lembrar muito bem quando o tabelião foi até a sua casa para que sua mãe fizesse a certidão de nascimento dos filhos. Então, pelas contas de Vovó Dindinha, ela deveria ter aproximadamente 100 anos. Dona Dindinha nasceu e viveu até se casar no bairro Terceiro, região onde hoje está o Parque de Exposições Agropecuárias. Ela conta que, quando era criança, Cuiabá estava longe de ser o que ela vê hoje. Para ela, tudo era melhor. O clima era mais fresco, as pessoas eram mais responsáveis e as famílias, mais unidas. A única coisa ruim, lembra Dona Dindinha, eram os personagens que a população via e ouvia falar todos os dias. “Eu morava na beira do rio Cuiabá, que era sempre cheio, nada parecido com o que é hoje. Tão cheio que as embarcações chegavam até aqui. Por isso, o minhocão conseguia chegar tão perto. Eu não estou falando sem saber não. Eu vi o minhocão do pari uma vez. Ele passava e dava para ver o lombo escuro e a água se movimentando por cima do rastro dele”, conta Dindinha. “Certa vez”, comenta Dindinha, “um primo meu escapou por um triz de ser morto por um lobisomem”. Dindinha contou que a mãe sempre deixava o portão um pouco aberto e essa foi a sorte do primo. Quando ele saiu de casa, foi atacado pelo bicho. Depois de lutar, conseguiu escapar e voltou para casa morrendo de medo. Aí, olharam pela janela e lá estava o bicho, com um monte de cachorro em volta, abanando-os com o rabo. “Antes, mesmo sem energia elétrica nos postes, era muito fácil ver tudo na rua, por causa da lua. A lua era muito mais clara, e tínhamos o hábito de ficar com portas e janelas abertas. Por isso, vimos o bicho. Ele parecia maior que os outros cachorros e abanava eles”, relata. Dona Dindinha lembra de inúmeras histórias e “causos” sobre os personagem de lendas urbanas de Cuiabá. Ela chegou inclusive a conhecer o ex-presidente do país, Eurico Gaspar Dutra, quando “meninote”, brincando de soltar pipa nas proximidades da Igreja do Rosário e São Benedito. Também conheceu dona Doninha do Tanque, personagem conhecido na Baixada Cuiabana (presa por causa dos dons que tinha de prever o futuro na região de Poconé). Quando ainda morava no Terceiro, pôde ver as touradas de Cuiabá, no Campo D’Ourique (onde hoje é a praça Moreira Cabral, em frente à sede da câmara municipal). Dindinha conta que toda a população assistia às touradas – os ricos de cima, e os pobres, no chão mesmo -, porque era a única festividade de Cuiabá, junto com as festas religiosas, como a do Senhor Divino. As famílias, conforme Dindinha, eram muito unidas e muito religiosas. Ao pensar no que poderia ter trazido tantas mudanças, Dindinha chega à conclusão que antes o respeito era muito mais difundido dentro de casa. As crianças tinham que obedecer aos pais sem pestanejar, o que hoje não ocorre. Dindinha diz que se entristece quando passeia por Cuiabá e vê como tudo está mudado. Os córregos sujos, os prédios altos tomando conta da cidade, as pessoas sem se conhecer. Antes, todos se conheciam e eram amistosos. Quando adolescente, namorar em Cuiabá era assunto muito sério. Somente duas vezes na semana, de dia, e com a família perto. Hoje, nada é mais assim, lembra a cuiabana. “De bom, só o conforto que o passar do tempo trouxe. Mas sinto muito ao ver que hábitos se perderam. Por causa da violência, é difícil ver as pessoas sentando na frente de casa para conversar, como antes. Eu mesmo (Dindinha mora no bairro Carumbé) não posso sair de dentro de casa, não posso sentar nem mesmo na porta, que logo passam as gangues e roubam tudo”, revela dona Dindinha. Nesses anos todos de vivência, dona Dindinha mudou do Terceiro para onde hoje é a avenida Coronel Escolástico, bem em frente à Igreja São Judas Tadeu. Quando ficou viúva, pouco mais de 20 anos depois, foi para Corumbá, onde criou os afilhados, que a consideram como mãe – Dindinha não teve filhos biológicos, mas conta que teve um monte de criação. A volta para Cuiabá se deu porque não agüentava de saudades daqui. Hoje, o calor a chateia. O destino dos rios Cuiabá e Coxipó também. Mas apesar de tudo, uma coisa para Dindinha é certa: nunca mais sai de Cuiabá. “Foi aqui que nasci, me criei e quero ficar”, destaca.
Geraldo Tavares
Diariodecuiabá
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
O preparo do cuscuz

O preparo do cuscuz na minha casa é um evento. Todos somos apaixonados pelo prato, e pode até rolar uma briga na hora de comer o último pedaço. Comemos quente, morno, frio… De todo jeito ele é bom. Minha mãe tem uma teoria: prove a comida quente e depois a mesma já fria. Se for boa, você vai deliciar-se com os pratos frios. O cuscuz passa no teste. eu gosto com sardinha (minha avó fazia quando eu era pequena e sempre pedia para ele fazer com o tal peixinho). Meu pai gosta sem a sardinha. Meu cunhado prefere com frango desfiado. E meu noivo como de qualquer jeito, nunca reclama. Sempre foi assim. Na minha casa nunca tem um prato na mesa. São sempre variações do mesmo tema. Você pode pensar: nossa, que difícil cozinhar em uma casa assim. Fácil não é. Mas no caso do cuscuz é mais prático, porque é só mudar os ingredientes já no forno.
Primeiro você prepara o molho de tomate. Deixe cozinhar por pelo menos uma hora. Aos poucos, vá acrescentando os demais ingredientes: ovos, milho, palmito, azeitona e etc. Separe esse caldo para fazer os diferentes tipos de cuscuz., e aí você coloca o frango ou a sardinha. Deixe cozinhar por 15 minutos e acrescente a farinha de milho. coloque até a massa ficar pastosa (e não dura). Oponha aos poucos para não errar. Deixa mais 20 minutos no forno. Decore os recipientes onde vai colocar o cuscuz. Ponha a massa lá dentro ainda quente. Você pode comê-lo quente ou esperar esfriar para desenformá-lo.
Foto: Thais Lazzeri
(Thais Lazzeri)
LENDAS CUIABANAS " MANUEL COVA "

A varíola que assolou e dizimou quase totalidade da população de Cuiabá, após a guerra do Paraguai, provocou vários incidentes dramáticos, uns caricatos, outros, mesmo em meio ao terror e lendários e inverossímeis, por vezes, alguns deles.
Chá de erva-de-cão, feito de fezes de cachorro que, segundo acreditavam na época, era tiro-e-queda para curar bexiga, até varíola negra, já se tornara inócuo para debelar a peste.
Morria gente como farinha. E o cemitério do Cai-cai, onde enterravam os bexiguentos não chegava a comportar tantos cadáveres, nem era possível abrir covas suficientes, num só dia, para tantos mortos.
Resolveu-se, pois, incinerar aqueles, para os quais não houvesse jazigo suficiente.
Depois de empilhados, eram queimados pelos soldados do batalhão de artilharia, que, num trabalho de auxílio, varejavam as casas, à cata de defuntos ou moribundos.
Certa vez, um soldado encontrou, morre-não-morre, um doente e achou por bem levá-lo junto aos que já haviam expirado, para que aguardasse a própria incineração junto às pilhas de cadáveres. Tratava-se do português José Manuel, residente na rua 13 de junho, antigo bairro do Lavra-Pau. Era já o anoitecer, por isso os praça adiaram a cremação para o dia seguinte.
José Manuel, ao despertar horrorizado, em meio às carnes pútridas da peste, invocou o senhor dos Passos, prometendo erguer-lhe uma capela, se conseguisse reunir forças para atingir a sua casa. Aí chegando, deparou-lhe o vandalismo dos que saquearam e depredaram-lhe o modesto quarto. Mas, atirado a um canto, lá estava o seu colete velho, onde escondia todas as economias.
Cumpriu a promessa, mas coube-lhe o apelido de Manuel Cova.
Nota - Esta lenda, recriada por Firmo Rodrigues no seu livro " FIGURAS E COISAS DE MINHA TERRA" - foi divulgada em primeira mão por Joaquim Ferreira Moutinho, no seu Livro " PROVÍNCIA DE MATO GROSSO" em 1834.
Cidade verde, sol e águas!

Cuiabá conta com pequenos recantos naturais e opções de passeios ecológicos dentro da cidade. Para os amantes da natureza, os sons dos pássaros e a flora típica do Cerrado podem ser apreciados em áreas próximas, a poucos minutos do centro. Os locais mais visitados são o Horto Florestal e parques como o Mãe Bonifácia, Zé Bolo Flô e Massairo Okamura. Além do contato direto com o verde, nos parques de Cuiabá o visitante tem estrutura e equipamentos para a prática de atividades físicas e trilhas ecológicas sinalizadas que apresentam as características das espécies vegetais do Cerrado, tornando as caminhadas mais divertidas e educativas.
Animais típicos da Amazônia e do Pantanal, araras, onças-pintadas, jacarés, emas e capivaras são algumas espécies encontradas no Zoológico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e no minizoológico do Hotel Fazenda Mato Grosso. Além do verde, Cuiabá oferece opções para quem quer aliviar o calor, como os rios Cuiabá, Coxipó e Coxipó do Ouro, além do Complexo da Salgadeira, localizados a poucos quilômetros do centro da cidade.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
É noite, a cidade se transforma!

Quente e convidativa! Assim é - como o clima e o povo da cidade -, a noite cuiabana. É à noite que a cidade se transforma e se firma como um dos centros mais agitados do país.
Tudo começa com a descontração e a informalidade dos famosos happy hours, onde todas as tribos se encontram para aliviar o estresse de um cansativo dia de trabalho.
Ao ar livre, temáticos e despojados, os barzinhos estão localizados nas principais avenidas, praças e centros gastronômicos da capital.
Choppinho feito na hora, música ao vivo e muita gente bonita atraem visitantes e seduzem convictos boêmios. Dezenas de boates, boliches, pista de kart e casas de sinuca compõem o rol das opções de diversão.
Noite afora, casas de shows, espetáculos e muita sensualidade esquentam o clima e contribuem para tornar Cuiabá uma cidade que oferece de tudo um pouco e tem o maior prazer em receber e agradar seus visitantes.
domingo, 18 de janeiro de 2009
Uma viagem pela gastronomia!

O peixe é fresco, fisgado antes do amanhecer. A canoa encosta ao barranco e começa o ritual. Sobre o fogão, à panela de ferro fundido vão alho, cebola, tomate, pimenta malagueta e pimentão. Por último, as costelas ou, tradicionalmente, as “ventrechas” do pacu. Farinha para engrossar. Servido na cumbuca de barro, o caldo de pacu sacia a fome, fortalece o ribeirinho para a lida no rio e tem efeitos milagrosos...
Destaque para a mojica de pintado, preparada com filés (de pintado ou caxara) e mandioca em cubos. O pacu pode ser frito, ensopado, assado na folha de bananeira ou direto na brasa. O caldo é considerado de alto potencial afrodisíaco. Diz a sabedoria popular local que a cabeça “enfeitiça” os visitantes e não os deixa seguir viagem. Imperdíveis são também o caldo de piranha e o escaldado cuiabano.
Além da deliciosa Maria Izabel, acompanha os pratos à base de peixe, a farofa de banana - preparada com farinha torrada e banana-da-terra bem madura. Verde, a banana também pode ser cozida com carne. Doces e licores provêm dos frutos do Cerrado. O furrundu - à base de mamão, rapadura, cravo e gengibre, e o licor de pequi são iguarias. O bolo de arroz e de queijo, o francisquito e o pixé, feito com farinha de milho torrada e moída, enriquecem a lista das delícias cuiabanas. A gastronomia na capital tem representações ainda da culinária nacional e internacional, permitindo aos paladares mais exigentes, viagens inesquecíveis pelos sabores do Brasil e países dos cinco continentes
POR QUÊ? "NAS COXAS"

Em meados do século XVI e XVII, à época da escravidão no Brasil, as telhas para construção dos telhados das casas eram feitas de barro e, para ganhar forma, moldadas nas coxas dos escravos. Como o formato das coxas variavam de escravo para escravo, cada telha adiquiria um formato diferente, dificultando o encaixe de uma na outra, tornando disforme e mal acabado o telhado das casas.
Com a Revolução Industrial, com a evolução e mecanização da fabricação de telhas, com a industrialização em geral, o processo de fabricação das telhas conseguia produzir, progressivamente, telhas de alta qualidade e de formatos uniformes. As telhas com defeito (baixa qualidade e/ou disformes) eram rejeitadas. Como forma de gozação, surgiu a expressão "Feito nas coxas", para se referir a essas telhas mal feitas, que pareciam ter sido feitas como os antigos escravos as produziam. Mais tarde, a expressão tomou conta da fala popular, sempre se referindo à alguma coisa mal feita.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Os melhores caldinhos do Brasil

Bem, passado o natal e ano novo, tem muita gente precisando pegar leve nos próximos dias, para recuperar o estômago, o fígado, o pâncreas e outras partes do organismo que costumam sair abaladas dos períodos de excesso alimentar ou, em muitos casos, “bebimentar”.
Mas a boa notícia é que é possível fazer uma dieta, digamos, de recuperação, sem deixar de frequentar os bons estabelecimentos. Não é preciso se trancar em casa. Uma sugestão para recuperar o fôlego nesse período são os tradicionais caldinhos, servidos geralmente em porções pequenas em diversos estabelecimentos.
A origem dos caldinhos são os botecos, mas hoje já é comum encontrá-los em porções mínimas tanto em bufês de festas sofisticadas quanto fazendo o papel de entrada em alguns bons restaurantes.
Os caldinhos do Caldos 24 horas são uma boa opção para o fim da noite
Em Goiânia, o vencedor foi o estabelecimento Caldos 24 horas. Localizada no bairro Jardim América, a casa oferece mais de 40 variedades de caldo, que podem ser servidos no prato ou no pão. Uma tradição da casa é seu sino, tocado pelos garçons quando pães frescos e caldos quentinhos chegam ao bufê. Os sabores mais pedidos são o de frango com milho verde e catupiry, o de galinha caipira apimentada, o de feijão e o de costela. Quem gosta de opções exóticas tem de provar o de javali, o de coelho ou o de rã. O cardápio sempre tem novidades, como o de galo, batizado de galada, e o de jacaré. A casa ainda oferece novas opções de acordo com a época do ano, datas como o Dia dos Namorados e o Dia das Crianças, são celebradas com caldos temáticos. Para os baixinhos, por exemplo, o menu fica recheado de caldos doces, como os de chocolate com creme de amêndoas, de creme de abacaxi, de arroz-doce e de canjica.
Os caldos do Socaldinho Guiamum foram os campeões em Recife
A outra eleição do melhor caldo da cidade pelo júri do especial de Veja acontece em Recife. O Socaldinho Guaiamum, no bairro do Pina, foi o campeão. A casa abriu as portas em 1991, com apenas 25 mesas, mas fez tanto sucesso que em menos de dois anos ampliou seu espaço. Como não dava para crescer mais, a solução foi atravessar a rua e inaugurar o novo endereço. A nova casa passou a contar com 120 mesas e, em 2005, uma filial foi inaugurada, no bairro de Piedade. Nesses endereços, o famoso caldinho é servido em sete sabores: camarão, peixe, feijão-preto, cebola, viagra (de mocotó), caldeirada e dobradinha. Pode-se incrementar a receita com complementos como charque, ovo de codorna e azeitona. Para manter os caldos sempre aquecidos, grandes caldeirões permanecem o tempo todo em banho-maria. O sucesso é tamanho que a casa chega a servir 2100 caldinhos por semana.
Aliás, só para complementar, sugiro que o pessoal que vai passar o Carnaval em Salvador e ainda está por lá experimente o caldinho de sururu do restaurante Varal da Dadá, no Bairro da Federação.
fonte revista veja.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
VOCE QUE SOFRE DE INSÔNIA

A insônia não é simplesmente passar a noite toda acordado, ela é definida como um sono inadequado ou de baixa qualidade. Poder ser transitória ou crônica e ter causas diversas. O tratamento da insônia irá depender do seu tipo e causa, mas existem alguns cuidados importantes que ajudam na obtenção de um bom sono."
O que é insônia?
A insônia não é definida pelo número de horas de sono ou pela dificuldade de dormir. As pessoas normalmente variam na sua necessidade e na sua satisfação com o sono. A insônia é o sono inadequado ou de baixa qualidade devido a um ou mais dos seguintes fatores:
• Dificuldade para iniciar o sono;
• Acordar freqüentemente durante a noite com dificuldade para voltar a dormir;
• Acordar muito cedo pela manhã;
• Sono não revitalizante.
A insônia pode causas problemas durante o dia, tais como cansaço, falta de energia, dificuldade de concentração e irritabilidade.
A insônia pode ser classificada como transitória, intermitente e crônica. A insônia por uma única noite ou por poucas semanas é chamada de transitória. Se os episódios de insônia transitória ocorrerem de tempo em tempo, a insônia é chamada de intermitente. A insônia é considerada crônica quando ocorre na maioria das noites e por um mês ou mais.
A insônia ocorre em homens e mulheres de todas as idades, embora pareça ser mais comum nas mulheres (especialmente após a menopausa) e em pessoas com 60 anos de idade ou mais velhas.
Causas de insônia
Existem muitas causas de insônia. A insônia transitória e intermitente geralmente ocorre em pessoas que estão temporariamente passando por uma ou mais dessas situações:
• Estresse
• Barulho no ambiente
• Temperaturas extremas
• Mudança no ambiente
• Problemas com os horários de sono
• Efeitos colaterais de medicamentos.
A insônia crônica é mais complexa e freqüentemente resulta de uma combinação de fatores, incluindo distúrbios físicos e mentais. Uma das causa mais comuns de insônia crônica é a depressão. Outras causas incluem artrite, doença nos rins, insuficiência cardíaca, asma, apnéia do sono, narcolepsia, síndrome das pernas inquietas, doença de Parkinson e hipertireoidismo.
Entretanto, a insônia crônica pode também ser devido a fatores comportamentais, incluindo o abuso de cafeína, álcool, ou outras substâncias; interrupção do ciclo sono/vigília e pode ocorrer também com mudanças no trabalho ou outras atividades noturnas e estresse crônico.
Além disso, os comportamentos a seguir podem perpetuar a insônia em algumas pessoas:
• Expectativa e preocupação com a dificuldade para dormir;
• Ingestão excessiva de cafeína;
• Ingerir bebida alcoólica antes de ir pra cama;
• Fumar cigarros antes de ir pra cama;
• Cochilos excessivos durante o dia;
• Horários irregulares ou interrupções freqüentes do ciclo sono/vigília.
Esses comportamentos podem prolongar a existência da insônia, e podem também ser os causadores primários do problema com o sono. Parar com esses comportamentos pode eliminar a insônia.
Conseqüências da insônia
Uma única noite sem dormir bem já pode trazer prejuízos e quanto maior a privação do sono maior serão os efeitos da insônia. A falta do sono pode afetar múltiplos aspectos de uma pessoa, sendo a habilidade de atenção o maior deles. São freqüentes os lapsos, popularmente chamados de "pescadas", durante o dia, que podem atrapalhar nas atividades diárias.
A insônia crônica é mais complexa. É freqüente entre as insônias secundárias o aumento da fadiga e sonolência diurna. Entretanto, algumas pessoas com insônia crônica são muito alertas durante o dia mesmo com a diminuição das horas de sono, o que suporta a hipótese de que a insônia seja um distúrbio de hiperatividade.
Os distúrbios mais comumente associados à insônia são os psiquiátricos, entre os quais, a depressão é mais freqüente. A prevalência de distúrbios psiquiátricos está em torno de 40 a 50%. É tradicionalmente aceito que a insônia seja secundária aos distúrbios psiquiátricos, mas em alguns casos a insônia pode preceder o distúrbio psiquiátrico.
As pessoas com insônia apresentam maiores taxas de faltas na escola e trabalho, acidentes, diminuição da produtividade, diminuição da qualidade de vida, e piora da memória.
Diagnóstico
As pessoas com insônia devem ser avaliadas por um médico, que irá avaliar sua história médica e de seu sono. Estudos do sono podem ser recomendados, mas apenas se houver a suspeita de que o paciente tenha um distúrbio primário do sono, como apnéia obstrutiva do sono ou narcolepsia.
O que fazer para acabar com a insônia?
O tratamento da insônia irá depender do seu tipo e causa. Quando a insônia é secundária a um outro distúrbio, esse deve ser tratado.
Alguns medicamentos podem ser usados no caso de insônia transitória como os benzodiazepínicos, não devendo ser usados por mais de uma semana. Quando a dor aguda for à causa da insônia deve-se utilizar analgésicos para o controle da dor.
Na insônia crônica, os antidepressivos podem ser apropriados em caso de distúrbios psiquiátricos. O uso prolongado de benzodiazepínicos deve ser evitado devido à possível tolerância e dependência.
Alguns cuidados importantes devem ser tomados para se obter um bom sono:
• Manter um ciclo regular de sono/vigília. Levantar cedo da cama pela manhã, mesmo que não tenha tido um bom sono.
• Evitar cochilos durante o dia e no lugar dos cochilos, fazer exercícios.
• Preservar a cama para o sono e sexo. Evitar outras atividades na cama, como ler ou assistir televisão.
• Minimizar o consumo de álcool e evitar a cafeína a tarde e a noite. Não comer alimentos de difícil digestão logo antes de ir para a cama.
• Garanta um ambiente propício para o sono com temperatura agradável, silêncio e escuro.
• Se alguma coisa o preocupa e está te tirando o sono, coloque o problema para descansar escrevendo-o em um papel e ponha-o de lado até de manhã.
• Não fique tentado cair no sono por muito tempo, isso só irá piorar as coisas. Se você não conseguir dormir após 20 a 30 minutos, levante da cama, faça algo relaxante, e volte para a cama quando você sentir sono.
• E por último, evite a automedicação. Procure sempre um médico que irá avaliar o tipo de insônia e indicará o melhor tratamento.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Casos de assombração fazem parte do imaginário cuiabano
História da 'Namorada do Além'
Era noite de sexta-feira, dia 13. Alcebíades, um jovem carioca, comemorava o carnaval em um baile no Clube Feminino de Cuiabá. No local, conheceu uma mulher muito bonita com o nome de Teodora. Ela usava uma máscara de fantasia, que o impossibilitava em ver o rosto dela completamente.
Em meio a danças e abraços, a misteriosa mascarada perguntou ao seu par pelas horas. Alcebíades lhe respondeu que ainda era cedo, faltavam 15 minutos para meia-noite. Mas Teodora dizia que já era hora de ir embora e rapidamente se dirigiu para a saída do clube. Como chovia muito, Alcebíades chamou um táxi e emprestou o próprio casaco para a moça não se molhar. Ele acompanhou a jovem no trajeto para casa.
Teodora solicitou ao taxista que seguisse para a rua Batista das Neves, centro da capital. Dentro do carro, o jovem pediu que a misteriosa mulher tirasse a máscara, mas ela se negava a descobrir o rosto. Chegando na tal rua, o carro parou em frente ao Cemitério Nossa Senhora da Piedade. Assustado, Alcebíades perguntou: " Você mora no cemitério?". "Sim, moro", respondeu Teodora, saindo do carro e indo direto para o portão do cemitério, que misteriosamente abriu sozinho. Ela entrou.
Sem olhar para trás, Alcebíades saiu em toda velocidade no carro. No outro dia, inconformado, ele acabou retornando ao Cemitério da Piedade. Foi ao encontro do zelador que lhe mostrou o registro de sepultamentos. Lá estava Teodora. Ela havia sido sepultada há cinco anos. Ainda assim, o jovem quis ver a sepultura. No local, além do retrato estampado na lápide, Alcebíades encontrou o casaco que havia emprestado para Teodora, em cima do túmulo. Era a namorada do além.
Confira acima um vídeo narrado pelo historiador Anibal Alencastro sobre a lenda da 'Namorada do Além'.
Lendas e mitos
"São histórias e relatos da nossa cuiabania que vão passando. Quando o assunto é assombração, todos têm uma história fantástica ou misteriosa para contar", afirmou o historiador Aníbal Alencastro. Essa, por exemplo, ocorreu na década de 50. Para Alencastro, muitas dessas histórias já fazem parte do folclore brasileiro, algumas são próprias da zona rural e outras são mais urbanas. Isso estaria ligado diretamente à tradição e ao universo cultural. Lendas como essa se perpetuam na sociedade cuiabana.
Em Cuiabá, tradicionalmente as famílias tinham o costume de se reunirem nas portas das casas para contar histórias de assombração. Os inúmeros relatos da época geravam medo e mexiam com o imaginário do povo. Segundo o historiador, a grande contribuição para as famosas "aparições", relatadas pelas pessoas, estava na falta de iluminação pública nas ruas das cidades e bairros. "Havia pouca luz e o que tinha era muita fraca. As pessoas viam coisas e achavam que eram fantasmas, assombração. Por isso, sempre alguém contava que tinha visto mula-sem-cabeça, mulher de branco, lobisomem", explicou.
Anibal Alencastro ressaltou que essa cultura era mais intensa na zona rural. A falta de infra-estrutura e o difícil acesso que as pessoas tinham, na época, às cidades, resultava na prática de diversos rituais no dia-a-dia. Entre eles, contar histórias de assombração.
Lugares mal-assombrados
Em Cuiabá, existem diversos casarões e lugares antigos conhecidos tradicionalmente por serem mal-assombrados. Ainda há, nos dias de hoje, gente que escuta vozes e passos no prédio da Prefeitura de Cuiabá. Em um dos departamentos teria sido o Dops (Departamento de Ordem Política e Social) onde várias mortes ocorreram.
Pessoas relatam que ao passarem à noite pela antiga casa da professora Ana Maria do Couto, conhecida como May do Couto, no Centro de Cuiabá, gritos podem ser ouvidos. Uma das explicações populares é que ela tinha câncer e acabou morrendo na própria residência. Ao passar em frente da casa, as pessoas acabam escutando gritos de dor e gemidos da May Couto, motivados pela doença.
Conforme o historiador Aníbal Alencastro, o mito se dá pelo fato da capital ser uma cidade muito antiga, cheia de lendas e histórias. As pessoas são influenciadas pelo medo e pavor de determinados lugares, que ouviram falar que são mal-assombrados e dizem ver e ouvir coisas.
Resgate cultural
Com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, as famosas histórias passadas de pais para filhos estão se perdendo no tempo. Alencastro acredita que a modernidade é a colaboradora para que a cultura oral, dos mitos e lendas, fiquem apenas nos livros. O que antes era motivo de reunião familiar, acabou se tornando papo de "gente doida".
"Precisamos resgatar os nossos contos e lendas. Isso é algo muito bonito e auxilia na nossa cultura", disse o historiador Aníbal Alencastro, que está escrevendo um livro sobre histórias e relatos de assombrações em Mato Grosso. (KM)
Redação da TVCA
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Cuide da saúde dos seus olhos…

O verão está ai, calor, sol e praia… mas se você vai passar as férias pela praias da Região Sul do Brasil, fique atento. O alerta é da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria (Soblec). Segundo Tania Schaefer, presidente da Soblec:
[...] só esta semana atendeu 21 casos em seu consultório, em Curitiba. “No verão, os grandes vilões para a saúde dos olhos são a proliferação de bactérias no ar, o contato com agentes químicos, a água contaminada, a maior exposição ao sol e a evaporação da lágrima” [...]
[...] A médica disse que uma epidemia viral de conjuntivite se instalou em algumas regiões do Sul do país e está fazendo com que muitas pessoas se contaminem também no Paraná e outros estados. “Coincidindo com a chegada das férias, o problema se agrava e alguns cuidados são fundamentais para não transformar o momento de descanso no início de um problema para os olhos”, alerta.[...]
[...] O cuidado deve ser redobrado principalmente pelas pessoas que vão passar férias no litoral de Santa Catarina, que devem evitem tomar banhos em praias classificadas como impróprias. [...]
Como se dá o contágio? A média explica que o contágio se dá pelo contato físico do olho com as mãos, com objetos, em piscinas ou pelo uso de toalhas contaminadas. “Para piorar, no calor, a maioria das pessoas se alimenta mal e têm queda de imunidade, o que facilita a contaminação dos olhos. Por isso, cuidados com a alimentação e a higiene são fundamentais”.
Quais os sintomas da conjuntivite? Coceira, olhos vermelhos, pálpebras inchadas, sensibilidade à luz e lacrimejamento. Procure imediatamente um oftalmologista no caso de ter alguns desses sintomas.
E o que fazer antes, durante e depois? Tania Schaefer cita alguns cuidados como evitar ambientes fechados e com muita gente, ar condicionado, que ajuda a disseminar a doença, restringir apertos de mão, abraços e beijos na face, não tocar objetos manuseados antes por portador da doença, lavar o rosto e as mãos com maior freqüência que o comum. Se ficar com intolerância à luz forte, usar óculos escuros, não coçar os olhos com os dedos, e se sentir necessidade de fazê-lo, usar gazes esterilizadas ou lenços de papel e descartá-los imediatamente. A médica recomenda ainda separar o travesseiro e trocar a fronha diariamente. Os casais devem, de preferência, dormir separados neste período.
Atenção! E mesmo tendo desaparecido os sinais e sintomas, principalmente se foi usado colírio com corticóide, visitar novamente o oftalmologista para uma avaliação precisa.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Escaldado, prato típico da cozinha cuiabana

O escaldado, suculento e afrodisíaco prato da cozinha cuiabana preparado pelas mais prendadas cozinheiras que pilotavam os fogões à lenha, desde os tempos da Cuiabá, provinciana conforme afirmaram os antigos e valorosos habitantes da terra de Dom Aquino Corrêa.
O escaldado, era preparado nas residências com o objetivo de rebater o cansaço de membros da família, ou até mesmo para aqueles que perdiam noite em festas tradicionais, isto é um prato forte para curar ressaca
daqueles que desse recurso necessitavam.
Para tanto, não há o que discutir a origem do prato. Ele é da culinária cuiabana.
Nos bares e restaurantes - o primeiro Bar que, introduziu o escaldado em seu cardápio, foi o Bar e Restaurante do Altamiro, no beco do Candeeiro, com a voluntários da Pátria, entre o Palácio das Águias, de Alfredo de Campos e próximo à praça do Igreja de Nossa Senhora do Rosário e Capela de São Benedito, marco e referência da fundação de Cuiabá.
O Bar do Altamiro, constituiu-se em ponto dos boêmios das décadas de 50 e 60 que, passavam as noites de orgias com as mulheres do Bar Colorido que, todas as semanas oferecia tradicionais bailes e quando chegava fevereiro havia também os bailes carnavalescos, sob a batuta do casal Frausino e Maria Umbelina. Além do escaldado, o Altamiro servia também o revirado que também é da culinária cuiabana, as vezes confundido com o “virado paulista“ servido no cardápio de paulistas e paulistanos.
Lembro-me das tradicionais famílias que residiam no beco do Candeeiro, dentre elas citamos: dona Andreza, professora Fana de tchapa e cruz mãe de Zeti, Sinhá, Waldemar enfermeiro, Eugênio de Carvalho, Francisco Heráclito, Fernando, Enói e família, da pensão Baleia de Frederico Kunze e dona Arlinda Francisca Santana e dos irmãos Francisco e Edson Kunze, do desembargador Cesarino Delfino César, dos amigos Luís, Mauro e Cesinha nas proximidades da tradicional Casa Orlando, da família italiana que trabalhavam no ramo de material para construção, ali moravam os amigos e colegas do Colégio dos Padres, Paulo e Sílvio Santa Lúcia.
O Bar do Altamiro, fechou as suas portas e logo em frente surgiram outras bares; o Bar e Restaurante Soraia que, servia também servia o escaldado e revirado sob a batuta do Pedrinho e Julinho ao lado do Bar de João Pequizeiro e Bar e Armazém do Araguarí.
No início da década de 60, belos tempos da Jovem Guarda e Bossa Nova, o Bar Colorido, também fechou as portas e as casas de prostituição foram para o bairro do Baú, também chamado na época pelos freqüentadores do “Baú Sereno“ e para não quebrar a tradição cuiabana do escaldado e revirado, lá estava o casal Noêmio e Wanda que montaram um restaurante que, chegou na hora certa para os frequentadores da ZBM.
No início dos anos 70, com a especulação imobiliária em alta os proprietários de cabaré que, alugavam ou compraram imóveis naquela localidade, venderam suas casas e famílias que chegaram de outros Estados, foram residir no “Baú Sereno“.
Nesse bate rebate, não chove, não molha, não bate e não “cuara”, ditado popular da cuiabania antiga. A ZBM, tomou uma nova rota , um novo rumo, o Ribeirão da Ponte, e lá o Chão de Estrelas, das irmãs Canaã e Deusa, Carminha, Vale das Bonecas de Nelson Ponce, Katia, Telmo e outras casas de pequena projeção.
Nessa comunidade, surgiu o Restaurante Barra Limpa, edificado em madeira cuja cozinha era pilotada pela inesquecível comadre Madalena e os garçons Raimundo e Benedito Fontelle, mais conhecido no meio, como “Ditinho Cabaré“.
Para valorizar a nossa história e o nosso escaldado e revirado , autoridades do governo do Estado de Mato Grosso, como muito carinho apreciavam e valorizavam a nossa culinária.
João Ponce de Arruda , governador do Estado no Bar de Altamiro, Pedro Pedrossian e os secretários Gabriel Novis Neves e Edson Miranda, no Barra Limpa. Ordenanças, costumeiramente, iam até o Ribeirão da Ponte buscar o prato para ser degustado na Residência Oficial dos Governadores.
Uma dica importante: Bar e Restaurante do Altamiro, foi o primeiro servir o escaldado e o revirado. O escaldado cuiabano, não leva massa de tomate ou corantes. E, sim suco, tomates sem peles, sal, alho, pimenta de cheiro, cebolinha verde, cebola de cabeça, frango ou galinha desfiada ou carne bovina, ovos mole e para engrossar, colocar farinha mandioca de boa qualidade, de preferência do morro grande, também podemos engrossar com um bom fubá ou uma boa farinha de milho.
* ROMEU ROBERTO MEMEU, jornalista, historiador, produtor cultural e musical.
domingo, 11 de janeiro de 2009
'Beijinho Doce' cai nas graças do público

Quem acompanha a trama de A Favorita certamente já se pegou cantando ou brincando com o refrão "Que beijinho doce, que ele tem...", da música Beijinho Doce, cantado pela extinta dupla Faísca & Espoleta, formada pelas personagens Donatela e Flora, interpretadas por Claudia Raia e Patrícia Pillar. A canção foi o primeiro sucesso da dupla na década de 80 e as consagrou no mercado musical. Donatela, que cantava melhor, desistiu da carreira artística e fez Flora cair no esquecimento dos fãs, deixando a vilã furiosa e com o desejo de se vingar da amiga.
Com sua constante reprodução na novela, a música se tornou sucesso também fora da trama e caiu no gosto do público, tanto que algumas pessoas já fizeram alguns remixes, misturando o hit com músicas de Britney Spears, Madonna e versões em funk, satirizando a vilã da trama.
Beijinho Doce foi composta na década de 40 por Nhô-Pai (1912-1988) e, desde então, muitos artistas já a interpretaram em suas carreiras. Gravada pela primeira vez pelas irmãs Castro, a música ganhou diferentes versões nas vozes das irmãs Galvão, Nalva Aguiar, Almir Sater, Tonico e Tinoco, Margareth Menezes, Chitãozinho e Xororó e até Ivete Sangalo.
sábado, 10 de janeiro de 2009
O Novo Português

Em vigor desde o dia 1° de janeiro, o Novo Acordo Ortográfico traz significativas mudanças para o uso correto do português. Para citar apenas alguns exemplos, o sinal de trema desaparece da gramática, assim como os acentos agudos de algumas palavras. Além disso, o uso do hífen passa a ser padronizado e o alfabeto assimila de vez as letras K, W e Y.
Apesar da preocupação de muitos brasileiros em se adequar logo à nova norma, o Ministério da Educação garante que as modificações correspondem apenas a 0,5% da língua portuguesa e que a população terá até o final de 2012 para se adaptar às regras. Para quem pretende fazer concurso público neste ano, o ideal é ficar de olho no edital e nas especificações de gramática determinadas pela instituição que aplicará a prova.
O português é o idioma oficial de mais seis países, além do Brasil e de Portugal: Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste. O Novo Acordo Ortográfico promete unificar o idioma, eliminando as diferenças do português escrito entre um país e outro.
E você, já está por dentro das mudanças ortográficas? Para ficar em dia com a novidade, confira algumas das principais regras que já entraram em vigor.
Por: Pollyana de Moraes
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Sem perder os nutrientes

Seguir uma alimentação saudável pode parecer uma tarefa quase impossível para muita gente. Porém, no dia-a-dia, iniciativas simples e baratas podem ajudar a manter a saúde alimentar que tanto buscamos. Dê uma olhada nas dicas que o portal TeleListas.net preparou para você:
Não desperdice a casca! Na hora de comer uma fruta como maçã ou pêra, prefira ingerí-las com casca, afinal, ela que, aparentemente parece desnecessária, guarda diversas vitaminas e minerais que são indispensáveis à saúde. Apenas não se esqueça de higienizá-las. Outra dica é não descascar os legumes antes de cozinhá-los. No caso da batata e da beterraba, por exemplo, manter a casca significa não perder os nutrientes para a água da panela. Depois de cozidos, a casca pode ser removida sem perdas nutricionais.
Aproveite a água! É sempre bom cozinhar os legumes com pouca água e com a panela tampada, na tentativa de manter todos os nutrientes, porém, se depois de cozidos, ainda sobrar água na panela, procure reutilizá-la na hora de preparar arroz , feijão, sopas e molhos. Assim, você evita o desperdício dos nutrientes que ficaram na água.
Não esqueça as frutas na geladeira! Para quem tem o costume de comprar muitas frutas e de deixá-las guardadas na geladeira por vários dias, um aviso: Quanto mais tempo elas passam na geladeira, menos nutritivas ficam. Além disso, correm o risco de se estragarem, o que impediria seu consumo. Dê preferência a frutas frescas e bem higienizadas, com o uso de cloro ou vinagre.
Escolha a panela certa! Para muitos nutricionistas , a melhor panela é a de vidro, pois ela não deixa nenhum tipo de resíduo nos alimentos. Ideal para ensopados, já que permite uma maior visibilidade dos ingredientes e do processo de cozimento, o único risco da panela de vidro é quebrar com facilidade, por isso, atenção! Se possível, evite as panelas de alumínio, as mais polêmicas entre os nutricionistas. Para alguns deles, o alumínio liberado da panela para o alimento poderia contribuir para o desenvolvimento do Mal de Alzheimer, hipótese que muitos outros contestam. Se, por acaso, for usar esse tipo de panela, não a deixe chegar nem perto das esponjas de aço. Por outro lado, a panela de ferro é indicada para quem tem anemia ferropriva ou qualquer outra deficiência desse mineral no sangue. Na hora de lavar, evite esfregá-la fortemente com a esponja, pois a ferrugem produzida e passada para o alimento pode oxidar as gorduras insaturadas, o que seria capaz de obstruir as artérias. O mesmo cuidado deve ser tomado com as panelas de teflon, que, apesar da vantagem de não precisarem de muito óleo para fritar alimentos, também podem liberar substâncias tóxicas quando lavadas com esponjas de aço.
Se cozinhar em casa tem sido tão difícil quanto manter uma alimentação saudável, fique atento aos alimentos produzidos na rua, em bares e restaurantes, e procure dar preferência a lugares que ofereçam higiene, qualidade e variedade de opções no cardápio. Cuide-se bem!
Por: Pollyana de Moraes
Amigo é coisa pra se guardar!

No dia 31 de dezembro passado, eu em uma cidade, e o pouco que restou de minha família em outra, conversando por telefone com minha mãe, ela disse:
- “...Filho, mais um ano se passou, vencemos mais um “Graças a Deus”! Vamos continuar tendo fé. Dario, meu filho, sinto que 2008 será um ano diferente pra todos nós. Vai ser o ano 10, você nasceu dia 10 também, e isso me traz novas esperanças...”
Realmente minha mãe estava certa, pois muitas bênçãos foram derramadas sobre nossas vidas. Mas não pensem vocês que foi simples assim. Pelo contrário! Foi um começo difícil, muitos desencontros, decepções e frustrações marcaram os primeiros meses de 2008, até que houve uma reaproximação de dois antigos amigos. Do nada! Do nada?
A transformação começou aos poucos. De um lado, um amigo da época da boemia, das noitadas memoráveis de nossa juventude, de outro também; porém em outro caminho, com outro foco, outro estilo de vida, “numa outra estação”. Um era o violeiro (o meu preferido, pois tocava as mesmas músicas que eu conseguia cantar), e outro, o hilariante, alto astral, maduro e consciente guerreiro da noite. Mas isso tem praticamente 17 anos. Faz tempo, hein? Celso Maluco, SOS, América, Get Up, Zero Grau, Calderetta, Zopapa, Cosa Night, Transas, Ninho´s, nossa... Quanta história, quantos causos, quanta música, quantas paqueras, quanta alegria! E a dor no meu coração que nunca passava, só aumentava cada vez mais. Um vazio, uma solidão, um nada no meio da apoteótica Cuiabá dos anos 90! O tempo passou. Eu cresci com essa dor. Perdi meu pai e meu irmão em 27/12/1991 para um assassino covarde. Eu ainda era um garoto. Hoje sou pai, profissional, um homem “comum”; tenho até cabelos brancos apesar de não ter tanta idade para tanto. E quanto vale o tempo? Após tantos anos de impunidade, este ano de 2008 sem dúvida será marcado pelo alívio de ver capturado o assassino Francisco de Assis Vieira de Lucena, foragido há quase 17 anos da justiça de Mato Grosso. Em 2009 ele irá a júri popular.
E os dois amigos? Pois bem! Hoje, um é Pastor de uma igreja repleta de pessoas maravilhosas, o outro, um político-sonhador que fará muito ainda pelos que mais precisam. Dizem que essa “raça” não presta! Pode não ser bem representada em sua totalidade, mas não se trata de raça, posição social, influência, mas o grau de espiritualidade e amor para com o próximo. Isso sim, é muito importante.
Um me viu desamparado, abatido, desiludido, triste, desolado, sem forças. Outro me viu sozinho, sem um amigo por perto. Um, levou-me para sua Igreja, onde fui muito bem recebido e amparado. O outro, foi à Tribuna do Parlamento em defesa de nossa causa, em defesa da honra de nossa família, buscando uma solução para o quase insolucionável. Um, pregou-me o sentido da palavra de Deus, o sentido e a razão para vivermos na plenitude do Senhor. Ele me mostrou que jamais estarei sozinho, ainda que eu mesmo queira estar um dia. O outro me mostrou a perspicácia de um líder, a coerência de um homem de bem, que deve honrar os mais importantes valores de um homem. Foi como se eu tivesse encontrado o caminho certo para caminhar, e ainda era metade do ano.
Hoje, neste 31 de dezembro de 2008, só tenho a agradecer aos meus queridos irmãos Ronnie Taques e Carlos Haddad, pois estes se transformaram em uma espécie de canal de luz, fé e amor que, acredito eu, foram determinantes para uma guinada sensacional na vida de minha família. Abrimos 2009 com mais forças, mais fé, mais esperança, mais vida e mais amor. Obrigado Senhor por esta oportunidade! Foram 16 viradas de ano sem este sentimento. Obrigado também às famílias Scherner, César, Cordeiro Couto, Lara Pinto, Correa da Costa, Canellas, Vuolo, Oliveira, Pereira, Carvalho, Curado, Garcia, Ferrari, Scaf, Nadaf, Maluf, Arruda, Mansur, Povoas, Denardim, Bortolacci, Cristóvão, Nolasco, Vidal, Pereira Leite, Almeida, Spallati, Gouvêa, Saddi, Epaminondas, Tolentino, Paes de Barros, Pompeo, Malheiros, Novis Neves, Figueiredo, Paz, à imprensa, Sejusp-MT, à este jornal, por sempre ter dado a mim e à minha família um espaço muito importante de opinião, questionamentos e conscientização social, entre tantas outras famílias e pessoas que continuam caminhando com a gente. Obrigado Cuiabá! Saibam, que o Champagne que seria “estourado” àquele fim de ano trágico de 91 (guardado até hoje), será aberto à meia noite, para celebrar o ano novo, a nova era, o novo sentimento, a paz e a JUSTIÇA!
Dario César Scherner
Publicitário, Especialista em Semiótica e Produtor Cultural.
dariomarketing@hotmail.com
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Os segredos do bom churrasco

Alguns experientes chefes asseguram que os segredos de um bom churrasco são apenas dois: uma boa carne e um bom fogo. Mas, certamente, há outras variáveis. Abaixo algumas informações passadas pelo Gerente de Produtos do Grupo Marfrig, e expert em Churasco, Eduardo Maria, que aqui dá algumas preciosas e importantes dicas.
Escolha
A carne sempre deve ter cor vermelho-cereja, brilhante, odor característico e deve estar resfriada, não é recomendado o uso de carne congelada, pelo endurecimento da fibra, e também a compra de carne de animais recém abatidos. No caso de carnes embaladas a vácuo, é comum a cor da carne ser um pouco mais escura, voltando ao normal após o contato com o ar. Nunca lave a carne com água corrente, pois isso altera seu sabor e a endurece, levando consigo a suculência que compromete o sabor e maciez.
Sal
O sal grosso ainda é o mais indicado. Se possível, use somente os cubos mais grossos do sal para temperar a carne. Nunca use o sal grosso úmido (basta aquecê-lo no forno por alguns minutos para secar) ou salmoura. Tempera-se a peça com bastante sal antes de ser levada ao fogo. Quando ela começar a transpirar, você retira todo o excesso com as mãos e a leva ao braseiro.
Quantidade
Varia muito, mas a média por pessoa é de 400 a 600 gramas de carne para cada adulto e de 300 gramas para cada criança. Deve-se também apostar nos acompanhamentos, como pão de alho, saladas, farofas, arroz, aperitivos, vinagrete, etc. Isso tornará o churrasco muito mais agradável e saboroso. Eduardo recomenda inclusive a utilização de lingüiças e costelinhas suínas, que complementam de maneira muito saborosa o churrasco.
Fogo
Nunca utilize produtos inflamáveis diretamente no carvão, pois poderá causar uma explosão e ferimentos. Uma das formas de acender o braseiro é forrar a churrasqueira com uma camada fina de carvão e preparar vários rolinhos de papel de jornal, dispondo aproximadamente oito rolinhos em uma direção e oito perpendiculares aos mesmos, formando uma espécie de grade. Tape com mais carvão e despeje, com cuidado, três tampinhas de álcool por cima. Jogue um fósforo aceso sobre o local e afaste-se. Faça vento com um jornal dobrado ou com um fole, para atiçar as brasas. Você também pode usar os acendedores de churrasqueira, que vêm com instruções na embalagem.
Só leve as carnes ao fogo quando o carvão estiver coberto por igual de uma camada de cinza branca, sem chamas ou fumaça, com temperatura elevada - o que pode levar de 20 minutos a meia hora. Você controla o calor da churrasqueira juntando as brasas ou as dispersando. Não jogue água no fogo, pois isso só aumentará o calor. Você também pode usar cinzas do próprio carvão para regular a temperatura, bem como para apagar o fogo.
São Gonçalo realiza festa tradicional

Conhecida pela qualidade de sua cerâmica, uma das mais simpáticas
comunidades de Cuiabá vive uma semana de expectativa para o evento
A ceramista Cleide Rodrigues de Moraes Antunes, 42 anos, mostra a imagens de São Gonçalo, o santo que é a razão de ser da festa
Quase tudo pronto para a tradicional festa de São Gonçalo, na comunidade ribeirinha formada basicamente por artesãos ceramistas que leva o nome do santo. No próximo sábado e domingo, centenas de pessoas estão sendo esperadas no bairro, localizado na região do Coxipó, para celebrações religiosas e festivas.
A programação da festa inclui procissão de abertura na manhã do sábado, seguida de missa, do habitual “chá com bolo”, apresentações culturais, baile com duplas e bandas, além de boi no rolete para o almoço do domingo.
Promovida há mais de 50 anos, a festa de São Gonçalo Beira Rio chama a atenção por algumas curiosidades e costumes. A pequena imagem do santo que deu origem ao nome do bairro, segundo relato de moradores, foi encontrada dentro do rio por um dos primeiros ocupantes da área. A partir dessa data o local passou a ter o nome que persiste até hoje.
Em todas as festas, quando os ponteiros do relógio se encontram a meia-noite e passa a registrar os primeiros minutos do dia de São Gonçalo, 11 de Janeiro, começa a ser servida “a sopa do santo”, à base de carnes, verduras, legumes e macarrão.
Essa mistura caudalosa de alimentos teria o poder de revigorar as energias daqueles que passaram o dia rezando, fazendo apresentações culturais e assim prepará-los para o baile que começa quase simultaneamente a ingestão do prato.
Conhecida especialmente pela cerâmica que produz, na comunidade São Gonçalo Beira Rio cerca de 30 famílias sobrevivem do artesanato em argila. Lá, a habilidade dessa arte é repassada de pais para filhos há várias gerações.
A ceramista Cleide Rodrigues de Moraes Antunes, 42 anos, que integra a comissão organizadora da festa, aprendeu o ofício com os pais Basílio Rodrigues da Conceição e Maria Leite de Moraes Conceição. Também teve aulas práticas com o tio, Clínio de Moura, um dos pioneiros na produção de peças sacras, que morreu em abril do ano passado, aos 80 anos.
Cleide e o marido José Luiz Antunes Pereira, 48 anos, trabalham juntos com as filhas Ana Paula, de 17 anos, e Valéria, de 12, nessa arte que tantos admiradores vem conquistando nos últimos anos. O artesanato de São Gonçalo Beira Rio ganhou o mundo com a exportação de peças para outros países e estados e o comércio para turistas que visitam Mato Grosso.
Na família de Cleide praticamente todos vivem da cerâmica, incluindo as irmãs Juraci e Julia Rodrigues da Conceição, essa última atual presidente da associação dos ceramistas.
Programação - Dia 10 de Janeiro (Sábado): 8h procissão, 9h Missa, 20h30 levantamento do Mastro, reza e dança de São Gonçalo. Em seguida acontecem as apresentações dos grupos folclóricos Renovação, Viola de Chocho, Flor Ribeirinha. Depois vem a sopa de São Gonçalo e o baile popular. Dia 11 de Janeiro (Domingo), tem torneio de futebol à 8h30, almoço com boi no rolete às 12h, seguido de matinê dançante com a dupla Thomas & Kelvin e a Banda os Amigos.
ALECY ALVES
Da Reportagem
Diario de Cuiabá
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Mahalo integra elite da gastronomia após ganhar prêmio Novidade do Ano

A chef Ariani Ayob Malouf e dona do restaurante Mahalo, que conquistou em data recente o prêmio Novidade do Ano, uma escolha do Guia Quatro Rodas, o mais respeitado no mundo da gastronomia brasileira, tem novos planos a partir de agora.
“Vamos quebrar o paradigma de que o Mahalo é um restaurante somente para ricos. Clientes com chinelo havaina, camiseta ou calça jeans têm o mesmo tratamento e conta com a qualidade de nosso atendimento”, disse a especialista em cozinha contemporânea.
O projeto de Ariani agora é abrir seu restaurante durante o dia, onde será oferecido almoço de segunda a sábado. “Teremos cardápios diversificados: prato quente, salada e sobremesa com preços a partir de R$ 29,00”.
À noite, os pratos variam de R$ 28,00 a R$ 68,00. O Mahalo possui uma adega com duas mil garrafas de vinhos trazidas de 11 países.
A premiação que inclui agora o Mahalo, que nem ano completou ainda, no pelotão da elite da gastronomia, vai para as mãos de Ariani não só por ela ser a proprietária do restaurante.
Detalhe importante que deu a Ariani a conquista cobiçada por grandes nomes da culinária nacional: seu currículo.
Ariani formou-se em Hotelaria em São Paulo e, logo depois, foi estudar culinária na Ecóle de Cuisine Lê Cordon Bleu, a mais tradicional escola de cozinha do mundo, surgida em 1895. Colecionou experiências ainda nos melhores restaurantes de São Paulo, Alemanha e Itália.
O restaurante cuiabano aparece em destaque no site da revista Quatro Rodas (editora Abril) há pelo menos duas semanas. Ali, somente os recomendáveis são vistos e citados.
Um restaurante distante do badalado circuito gastronômico brasileiro e com misturas desafiadoras no menu. O que poderia ser uma aposta perigosa tornou-se a Novidade do Ano no Guia Brasil 2008. É o texto de apresentação do restaurante da Ariani no guia nacional.
SONHO ANTIGOArquivo
Ariani Malouf reservou um ambiente no Mahalo para o festival gastronômico, idéia já posta em prática onde ela ensina a arte da cozinha
Em julho deste ano, período que Ariani ainda não pensava no prêmio, em entrevista ao MidiaNews, ela revelou que o Mahalo, inaugurado em dezembro passado, era um projeto antigo seu.
Três meses antes de abrir as portas do negócio, Ariani embarcou para a Europa. “Fui lá aprender as tendências de mercado. Isso me deu uma base culinária para eu formatar o cardápio e tudo isso”.
Além da adega climatizada, o Mahalo possui três ambientes capazes de abrigar ao menos 70 clientes. Já nos fundos do restaurante, Ariani reservou um salão para dar aulas de culinária.
Agora, ela toca um projeto já conhecido como festival gastronômico. A chef cuiabana traz especialistas dos grandes centros. Nesta semana, por exemplo, veio a Cuiabá um chef em sashimi, prato da culinária japonesa a base de frutos do mar ou peixe fatiado. Já no mês que vem o festival traz um especialista em nhoque.
A HISTÓRIA
Na entrevista ao MidiaNews, Ariani contou que sua família criou em Cuiabá uma empresa organizadora de eventos quinze anos atrás. Naquela época, disse ela, o empreendimento contava com apenas seus funcionários. Sob o comando de sua mãe, Leila Malouf a pequena empresa assinou primeiro cardápio com o carimbo do hoje mais importante buffet do Estado, o Leila Malouf.
Os negócios deram certos e hoje o buffet da família Malouf, libanesa, há meio século em Cuiabá, emprega ao menos 200 funcionários, e cuida de ao menos 500 eventos por ano.
O restaurante Mahalo fica
na Rua Presidente Castelo Branco, 359
Bairro Quilombo - Cuiabá
MidiaNews
SÓ PARA INGLÊS VER

Lógico que não demorou muito para a Inglaterra começar a fazer uma pressão daquelas, com a intenção de acabar logo com a escravidão. O Brasil sabia que teria de aceitar as condições inglesas. Afinal, devia muito, mas muito dinheiro mesmo, à Inglaterra! Mas nosso país segurou as pontas até o limite: afinal, toda sua economia estava baseada no trabalho escravo!
Eram mais de 300 anos de escravidão, e não dava para acabar com ela de uma hora para outra. Então o Brasil se viu diante de um grande problema: por um lado, tinha de abolir a escravidão, mas não tinha quem trabalhasse nas lavouras de café, que eram sua principal riqueza. Por outro, não podia enfurecer a Inglaterra. Além de dever muito dinheiro, o Brasil ainda dependia dos produtos ingleses de uso diário, de sapato a sabão.
Por isso, foram criadas várias leis que proibiam aos pouquinhos, muito de leve, a escravidão, só para enganar a Inglaterra...
Um exemplo disso foi uma lei de 1831, o ano em que d. Pedro I voltou para Portugal. Nessa lei, o Brasil diz que acaba com o tráfico negreiro (a "importação" de negros da África para trabalharem no Brasil como escravos).
Que nada! O tráfico só acabou mesmo em 1852! A lei foi só "para inglês ver", literalmente.
A expressão deu tão certo que até hoje é usada quando alguém quer dizer uma coisa que parece ser verdade... mas não é. Só que a Inglaterra mais tarde acabou percebendo tudo _ e dá para imaginar que não ficou nada contente por ter sido feita de boba. E então, ela começou a colocar as garras de fora...
