sábado, 22 de agosto de 2009

A origem do Barreado


Poucos alimentos são tão característicos da cultura paranaense como o barreado. Prato feito com carne cozida e temperos diversos, ele é a especialidade da gastronomia litorânea e uma ótima opção para todas as estações do ano.
O município de Morretes reúne alguns dos restaurantes que oferecem os serviços mais tradicionais, acompanhados de banana, laranja e farinha de mandioca, também típicos da região.
O apurado e forte sabor se deve ao processo peculiar de cozimento. A carne (geralmente as partes dianteiras do boi) fica no fogo por quatro horas, enquanto são acrescidos os temperos: bacon, alho, cebola, cominho, coentro e folhas de louro. O grande truque está na panela, cuja tampa é vedada com uma mistura de farinha de mandioca, água e cinzas – pasta que cria uma pressão, acelera o cozimento e dá nome ao prato (diz-se que a panela fica “barreada”).
Depois de pronta, a carne é colocada para descansar por 12 horas. “É isso que dá o gosto. O barreado fica curtindo e pega aquele sabor característico”, explica a cozinheira do restaurante Ponte Velha, em Morretes, Silmara do Rocio Pereira.
As particularidades são levadas à mesa. É necessário seguir um ritual, que consiste em misturar a farinha de mandioca à carne, de forma a criar uma massa uniforme e consistente, para depois cobri-la com rodelas de banana. Quem nunca comeu, não precisa se preocupar: a maioria dos restaurantes faz uma demonstração.
Além dos acompanhamentos tradicionais, muitos estabelecimentos servem o barreado com peixes e frutos do mar. É uma forma de agradar o paladar dos que não abrem mão das delícias saídas da água.
Quem está em busca de uma refeição realmente tradicional pode tomar cachaça ou caipirinha. Para finalizar, alguns restaurantes servem banana flambada como sobremesa e deixam o cliente à vontade para levar para casa algumas balas de banana – outras das delícias litorâneas.

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