
Ser tratado com células-tronco da própria medula óssea melhora a circulação sanguínea no interior do miocárdio (parte do coração) de pacientes que acabaram de sofrer ataque cardíaco, diminuindo as chances de insuficiência cardíaca. É o que indica pesquisa divulgada, no final do mês passado, pelas universidades de Emory e Vanderbilt, e pelos centros especializados em coração Lindner Research Center e Texas Heart Center, todos nos Estados Unidos. “Dos milhares de pacientes ao redor do mundo que receberam estas células nos corações, até o momento, nenhum evento adverso grave foi relatado. Esse baixíssimo risco forma uma ótima combinação terapêutica aliado aos resultados que sugerem que a terapia celular aumenta o poder de recuperação em pacientes com infarto agudo ou com prejuízo importante da força contrátil do coração”, comenta Hans R. Dohmann, secretário municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, coordenador dos primeiros estudos com células-tronco no Brasil e de estudos de enfarte no Ministério da Saúde. O estudo foi realizado com 31 pessoas que, após sofrerem ataque cardíaco, foram submetidas a implante de prótese colocada no interior das artérias e a angioplastia, que facilita a passagem de sangue por uma artéria obstruída. Enquanto 15 delas passaram por tratamento padrão, as outras 16 receberam um preparado de células-tronco da própria medula óssea, que se transformam em outras células que reconstroem as paredes dos vasos sanguíneos. Após 6 meses, os pacientes que receberam o preparado tiveram uma melhora no fluxo sanguíneo no coração muito maior do que os outros. (G.B.)
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